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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Historia do Desenvolvimento de Bagé e da Região da Campanha

CAPÍTULO I
HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO
DE BAGÉ E REGIÃO DA CAMPANHA

Claudio Antunes Boucinha

Mestre em História do Brasil

Diretor do Arquivo Público Municipal de Bagé

Professor da UERGS

Introdução

É preciso estabelecer um marco teórico para o debate sobre o desenvolvimento da região da Campanha, como um todo, e da região de Bagé, em específico.

Nesse sentido, a contribuição de um historiador inglês, Edward Hallett CARR, sobre a “ História como Progresso”, é de reconhecido valor:

“(...) Ninguém de sã consciência jamais acreditou num tipo de progresso que avançasse numa linha reta contínua sem reveses, nem desvios ou quebra de continuidade, de maneira que mesmo o revés mais agudo não é necessariamente fatal à crença.”

“Há, nitidamente, períodos de regressão e períodos de progresso.”

“Além disso, seria imprudente supor que, após uma retirada, o avanço seria retomado do mesmo ponto ou seguindo a mesma linha.”

“As três ou quatro civilizações de Hegel ou de Marx, as 21 civilizações de Toynbee, a teoria do ciclo da vida das civilizações passando pela ascensão, decadência e queda são esquemas que intrinsecamente não fazem sentido.”

“Mas são sintomas de que o esforço necessário para levar avante a civilização desaparece num lugar e é, mais tarde, retomado em outro; assim sendo, o progresso que observamos na história certamente não é contínuo, no tempo nem mesmo no espaço.”

“Aliás, se me fosse dado formular leis para a história, uma dessas leis seria a de que o grupo – seja uma classe, uma nação, um continente, uma civilização ou o que quer que seja – que desempenha o papel principal no progresso da civilização num período determinado dificilmente desempenhará papel semelhante no período seguinte, justamente pelo fato de que estará excessivamente imbuído de tradições, interesses e ideologias do período anterior para ser capaz de adaptar-se às exigências e condições do novo período.”

“Assim, pode muito bem acontecer que o que parece ser um período de decadência para um grupo pode parecer o nascimento de um novo avanço para outro.”

O progresso não significa, nem pode significar, progresso igual e simultâneo para todos.”

“É significativo que quase todos os nossos mais recentes profetas do declínio, nossos céticos que não vêem sentido na história e supõem que o progresso esteja morto, pertencem àquele setor do mundo e àquela classe da sociedade que desempenharam triunfalmente o papel principal e predominante no avanço da civilização por diversas gerações.”

Não se consolam quando lhes dizem que o papel desempenhado pelo seu grupo no passado será agora transferido a outros."

“Logicamente, uma história que lhes pregou uma peça tão vil não pode ser um processo significativo e racional.”

“Mas se nos propomos a conservar a hipótese de progresso, penso que devemos aceitá-la com reticências.”( CARR, 1982, pp. 98-99).

A Via da Modernização Conservadora

Em 1951, Eurico Jacinto SALIS, elaborava um memorial descritivo , uma arquitetura da história de Bagé a partir do ano de 1893, relatando que, “desde então, (...) os problemas políticos (...) e os assuntos de sociologia”, respectivamente, foram resolvidos democraticamente e transformados em objeto de acurados estudos.

Em outras palavras, do ano de l893 até o ano de 1951, a história de Bagé foi permeada de “episódios de pouca significação”.

Haveria, portanto, um lapso de tempo na história da região em que os fatos se sucederiam como a cinza das horas, como as batidas monótonas de um relógio antigo:

“Finda a ‘Revolução Federalista de 93’, a mais sangrenta que avassalou o R. G. do Sul e o Brasil, começa o Estado e o País uma fase de trabalho e de prosperidade, advindos da paz e da ordem."

"(...) O ódio, as inimizades e desavenças, pouco a pouco, pela ação benéfica do tempo foram se diluindo na tolerância e no esquecimento."

"(...) O homem, embora sentindo a necessidade de se apoiar na força, reconhece e luta, imbuído de são sentimento cristão, por fazer prevalecer a força do direito."

"(...) Desde então, a não ser episódios de pouca significação, os problemas políticos têm sido resolvidos democraticamente nas assembléias representativas, e os assuntos da sociologia, são objetos de acurados estudos, merecendo a máxima atenção dos homens públicos e dos governos.”(SALIS, l955, p. 325).

No entanto, mudanças tinham acontecido, desde 1893.

Mudanças registradas pelo próprio SALIS, num misto de tradição e modernidade, em discurso eclético, conciliatório, ufanista, combinado, particularmente sem traumas de nenhuma espécie, em Bagé, na década de 1950:

“Bagé, cidade tipicamente gaúcha, com uma população aproximada a oitenta mil habitantes, fica situada a 214 metros de altitude, com a área de 6.903 km² - o município limita-se ao Norte, com os municípios de Caçapava e Lavras; a Oeste, com o município de Dom Pedrito e República do Uruguai; ao Sul, com esta mesma República; e a Leste, com os municípios de Herval e Pinheiro Machado – movimenta excelente balança comercial em que o ruralismo em empolgante cifra anual abate, em suas charqueadas e frigorífico (SISPAL), para mais de cem mil cabeças de bovinos, e grande número de ovinos; fazendo passar por suas barracas e Cooperativas, mais ou menos, seis milhões de quilos de lã.

(...) Dentro em breve, com imensa área cultivada pela agricultura que visa colher um milhão de sacos de trigo e com a Usina de Candiota gerando 40.000 H. P. apresentará possibilidades incalculáveis a quem desejar empregar atividade ou capital

(...) Cidade moderna, alegre, com intensa vida social, cultural e esportiva, é privilégio nela se morar, pois que, aqui o homem trabalha e se diverte. Da marcha lenta de um passado heróico, atingimos a fase vertiginosa da desintegração atômica.

(...) Substituiu-se, em parte, a velha segura e tradicional ‘carreta’ onde o boi é unido ao jugo ou cingido à canga pelo vertiginoso avião que rasga, em todas as direções, os céus do Rio Grande, ganhando tempo, encurtando distâncias, pondo-nos em contato com as capitais do mundo.

(...) É o que os nossos avós faziam e o máximo que podemos fazer.

Assim, vemos nesta fértil e ubérrima gleba, nestas pampas sem fim, cruzando as estradas – rodovias – em todos os sentidos, o carroção pachorrento e o rápido caminhão; as pequenas viaturas e os rústicos ‘jeeps’; e no amanho da terra, o ‘boi do arado’ e o poderoso trator.

(...) É um espetáculo deveras animador o momento em que vivemos.

(...) Na constante luta em que os povos procuram realizar melhor trabalho e maior produção, para obter condigno padrão de vida, Bagé integrada no presente – utiliza-se do motor - , mas sem abandonar o passado – a tração animal -, embora ainda muito lhe falte, começa a colher admiráveis frutos de tão bela compreensão.

(...) O turista que tiver a ventura de contemplar o nosso admirável município com seus campos apascentando os mais encantadores e selecionados rebanhos bovinos, eqüinos e de lanares; seu solo cortado de boas rodovias e atapetado de deslumbrantes e louros trigais formados pelo grão bíblico; e, ainda souber que o subsolo é rico em carvão, cobre, caulim, ametista, ágatas, mármores, grés, argilas de várias qualidades e outros minérios, dirá que Bagé ocupa destacado lugar entre os povos realizadores do bem-estar humano, graças ao fecundo labor de seus filhos.”(SALIS, l955, pp. 325-326).

José Ferreira ROCHINHAS também pode ser incluído nessa rede da modernização conservadora.

Em l963, em texto sobre a influência da imigração de estrangeiros no desenvolvimento econômico de Bagé, assinalava, entre outras:

“Enquanto à superfície pastoreia um rebanho bovino com 350.000 cabeças da melhor qualidade e mestiçagem que se produzem no Brasil, dando-nos a melhor carne que se conhece, e ainda pastoreia um rebanho ovino num total de 900.000 cabeças, produzindo 2.675.000 quilos de lã da melhor qualidade e ainda em nossa cidade comercializamos mais de 6.000.000 de quilos dessa fibra animal. (ROCHINHAS, 1963, p. 220).

“Em 1925, nova leva de imigrantes aporta à nossa Bagé para contribuir para o seu maior progresso, é desta vez o sangue alemão, chefiada e orientada pelo engenheiro agrônomo Francisco KRENZINGER.

“Não demorou em ver-se transformada a rica bacia do Rio Negro, em verdadeiro celeiro, produzindo abundantemente o nosso trigo.”

“Aquelas plagas que outrora eram silenciosas, ouvindo-se somente o mugir do boi e o berro da ovelha, acompanhados de perto pelo grito do quero-quero, desde então, vivem despertadas pelo ronco dos tratores e os cânticos alegres dos camponeses.” ( ROCHINHAS, 1963, p. 220).

“Outra colônia após, surgiu em 1949, desta vez na bacia do Jaguarão, com o nome de Colônia Nova e que também muito vem contribuindo para o nosso desenvolvimento econômico, de onde mais de 500.000 sacos de trigo são produzidos anualmente, e uma média de 100.000 sacos de milho, também são retirados de nossas terras cuja fertilidade é exuberante. (...) Bagé, com sua extensão de 7.200 km²(...).”(ROCHINHAS, 1963, p. 220).

A Visão Estruturalista

Em texto de reconhecido valor, Sérgio da Costa FRANCO analisava a região da Campanha, na década de 1960, comentando:

“A análise da história da Campanha e de seus atuais aspectos sócio-econômicos proporciona ao estudioso a descoberta de um caso típico de senilidade precoce."

"Os vícios de origem da estrutura social que ali se implantou incumbiram-se de frear, em século e meio, o pleno desenvolvimento das forças produtivas.”( FRANCO, 1969, p. 66).

Em outras palavras, da contradição entre as relações de produção e forças produtivas, FRANCO sugeria que o desenvolvimento das relações de produção na região da Campanha estavam num patamar de senilidade causada por uma estrutura social ontologicamente viciada.

As relações de produção impediam o desenvolvimento das forças produtivas.

Quais seriam estes vícios de origem, anotados por FRANCO, em l963?

“Nasceu então o grande latifúndio, o monopólio da terra em favor de poucos afortunados, vícios de origem da estrutura econômica da Campanha."

Maior parcimônia na distribuição das sesmarias, mais equilíbrio e eqüidade na repartição das terras, teriam criado condições de mais célere e seguro progresso.

Já os contemporâneos percebiam o erro da administração colonial, e o profligavam, com mais acuidade que alguns empedernidos defensores do latifúndio nos dias presentes.”(FRANCO, l969, p. 67).

Em nenhum momento FRANCO admite que a formação social da região da Campanha pudesse ter algum tipo de desenvolvimento com relações sociais fundamentadas no latifúndio.

Em nenhum momento o latifúndio foi um instrumento de desenvolvimento, sempre foi um instrumento de estagnação, de decadência, de freio das forças produtivas.

Como fica, por exemplo, a disputa que ocorreu entre espanhóis e portugueses, quando o projeto português, fundamentado na concessão de sesmarias, foi decisivo para a vitória:

“Em tempos de ‘Brasil 500 anos’ essa penetração do colonialismo português em terras hispânicas é que permitiu o início da efetiva lusitanização de áreas sul-rio-grandenses (...)”( PEDROSO, 1999, p. 164).

Historicamente, portanto, a formação social da região da Campanha já nasceu nos confins de seus próprios limites, não restando para as forças produtivas , presentes nessa mesma origem , lutar de maneira imediata para ultrapassar os limites impostos pelo latifúndio.

Mas quais seriam estas forças produtivas ontológicas que estariam conscientes do devir, conscientes do seu papel histórico de acabar com o latifúndio, com os grilhões das relações de produção?

Para FRANCO, as forças produtivas interessadas em acabar com o latifúndio seriam, em 1808, o povo em geral, famílias que não possuíam um palmo de terra; na época da Independência, “seriam as famílias pobres, vagando de lugar em lugar, segundo o favor e capricho dos proprietários de terras, e sempre faltos de meios de obter algum terreno em que façam um estabelecimento permanente”; a formação de “um proletariado rural, mão-de-obra barata para as primárias tarefas da pecuária primitiva”.(FRANCO, 1969, pp. 67-68).

Combinado com a existência de um “proletariado rural” bem definido, também tomaria parte da formação social da região da Campanha, como componente das forças produtivas, o escravo:

“Resultado imediato desse súbito desenvolvimento das forças produtivas, decorrente das charqueadas, foi o incremento da população, inclusive do elemento servil, que agora, valorizadíssimo, começava a participar dos trabalhos das estâncias e saladeiros”(FRANCO, 1969, p. 68).

O carisma dos latifundiários seria produto do militarismo e da diferenciação social imposta pela estrutura fundiária: “A hierarquização da sociedade em classes, que nascera da distribuição injusta e desigual das terras da conquista, acentuou-se com as atividades militares, que conferiam aos latifundiários a força carismática das legendas de glória e dos galões”(FRANCO, 1969, p. 68).

Em parte, esse modelo de desenvolvimento foi eficaz até 1893, época da Revolução Federalista, marco de um novo processo econômico na região da Campanha, só que agora visto de maneira negativa, como sinal de estagnação:

“No período que sucede à derrotada insurreição reacionária, a Campanha irá perder, em face da Serra, a sua antes indiscutida hegemonia econômica no Estado."

"Os progressos da colonização do Planalto e da Encosta da Serra, através do regime da pequena propriedade, a ligação ferroviária com São Paulo, o surto industrial das áreas teutas e italianas, farão com que a metade Norte do Estado assuma posição de vanguarda, aumentando os seus índices de produção e de renda, de crescimento urbano e de expansão demográfica”( FRANCO, 1969, p. 72).

Embora assinale que a “Campanha não ficará estagnada”, FRANCO(1969, p. 72) não deixa de assinalar que o desenvolvimento da região da Campanha não é o ideal:

‘(...) seu ritmo de progresso é lento e desigual.

Cessou, praticamente, o nascimento de novos núcleos urbanos.

(...) Há considerável acumulação de capitais, porém estes não se reinvestem em atividades industriais.

Ao contrário, quanto mais se valorizam o gado e os campos, à medida em que aumentam os rendimentos da pecuária, maior se torna a imobilização dos recursos financeiros.

Pari-passu, há tendência para a concentração das propriedades, onde quer que as pastagens sejam de alta qualidade.

Apenas se parcelam e pulverizam as propriedades de pastos grossos, que não consentem densa lotação de reses vacuns.”

Referindo-se FRANCO ao período após a Segunda Guerra Mundial, embora registrando mudanças, estas não são capazes de influir no resultado geral:

“A 2ª Guerra Mundial, desde seus pódromos, revalorizou as lãs e o gado, restituindo a euforia aos criadores.”

“A seleção das raças bovinas e ovinas atingiu alto nível, que se reflete no brilhantismo das exposições de Bagé (...).”

“Apesar dos entraves opostos pelo monopólio da terra, os arrendamentos extorsivos e a resistência a transformar pastagens em lavouras, a orizicultura e a triticultura conseguiram penetrar na Campanha, favorecendo determinadas regiões.”

“Entretanto, a vitalidade geral da economia rural pouco se reflete nas cidades e nem determina um ascenso geral do padrão de vida.”

“A despeito da prosperidade das estâncias, há cidades estacionárias e decadentes.”

“O pauperismo cresce, sob o regime do subemprego ou desemprego crônicos.”

“Mesmo nos centros que experimentaram alguma expansão industrial e urbanística (Bagé, ...), há um cordão suburbano de populações marginais. “

“Em todas as outras, a regra é a cinta lúgubre de casebres, onde vegeta um proletariado desocupado e sem qualificação, ignorante, faminto e doente.”

“A própria vida da classe média é penosa nas cidades da Campanha, pois impera a escassez de gêneros alimentícios e é generalizado o alto preço dos aluguéis de casa.”

“É do litoral e da Serra que seguem as frutas e legumes para o abastecimento, assim como inúmeros produtos agrícolas essenciais.”

“Ali, o campo é insensível às necessidades urbanas.”

“Contorna as cidades, exibindo-lhes o luxo de suas pastagens de flechilha e trevo, mas lhes recusa o alimento.”

“Em razão desse quadro, a região se transformou, há muito, num centro de repulsão de populações e apresenta uma progressão demográfica modestíssima, índices seguros de decrepitude social.”(FRANCO, 1969, pp. 73-74).

Numa conclusão parcial, pode-se afirmar que FRANCO tinha como referência, para a região da Campanha, o modelo da região da Serra, no Rio Grande do Sul.

Ou seja, se não há equívoco, a hipótese de FRANCO estava na transformação do latifúndio em minifúndio baseado na agricultura familiar, modelo que foi fundado principalmente no norte do Estado.

Milhares de propriedades pequenas, na região da Campanha, sem considerar o tipo de solo, se é próprio para a agricultura; sem considerar a dimensão ideal de uma propriedade, para que a extensão de terra seja lucrativa; ou seja, o discurso todo está fundado no tamanho da propriedade da terra, no latifúndio, sem levar em consideração a produtividade dessa extensão de terra, como deveria ser num contexto de modo de produção capitalista.

Dessa maneira, se está correta a observação, o texto de FRANCO aproxima-se muito de um discurso que aponta para a existência do modo de produção feudal na região da Campanha, por isso a inflexibilidade de FRANCO, no que tange a ontologia da formação social da região da Campanha e sua superação, desde os seus primórdios históricos.

A posição de FRANCO, sobre a formação social da região da Campanha, na atualidade, recebe contribuições da historiografia regional, como, por exemplo, de CORSETTI(1999, p. 220); esta autora, citando Luiz Roberto TARGA, afirmando que, de “sua condição de fronteira em guerra derivou um conjunto de peculiaridades estruturais da sociedade gaúcha (...): sua estrutura de propriedade da terra, suas classes sociais rurais (...)”.

O problema central da teoria estruturalista é que cria um determinismo de novo tipo: já não é a geografia, já não é a raça, mas a estrutura. Como ficam os sujeitos históricos e suas fantásticas relações sociais?

Por outro lado, como afirmar que um modelo já está estagnado, quando, de fato, tal modelo continua orientando os processos de produção, sem um modelo alternativo concreto, fora do discurso demagógico?

A Estrutura Feudal

Outros autores têm preferência por um discurso que relaciona a estrutura socio-econômica da região da Campanha com o modo de produção feudal.

Como, por exemplo, Átila Sá SIQUEIRA:

“Nas relações que se estabeleceram entre o donatário da terra – o estancieiro – e os trabalhadores livres – os peões – não poderiam deixar de aparecer conotações feudais; (...)é a democracia dos usos e costumes da estância, que equilibra as conotações feudais exigidas pela economia estancieira”( SIQUEIRA , 1977, p. 6).

Se está correta a observação do que afirmou SIQUEIRA , o modo de produção feudal estaria configurado na propriedade da terra, embora, de forma eclética, misturado com o modo de produção capitalista, este configurado nos trabalhadores livres; toda essa formação social permeada por um regime político democrático; o que não deixa de ser original, visto as possíveis incongruências e falta de evidências para provar tais hipóteses.

Décio FREITAS(2000), citando um jornalista que esteve no Rio Grande do Sul, (Décio FREITAS citava BIERCE; sem nenhum posicionamento contrário ao que afirmava supostamente BIERCE), comentava: “Para BIERCE, o regime que prevalecia nas estâncias platinas e rio-grandenses era pura e simplesmente o da corvée”(p. 139); “Impotentes para controlá-los, os distantes reis trabalhavam-nos da mesma forma como antes do absolutismo haviam tratado os barões feudais”(p. 109); o que coloca FREITAS também como um dos defensores dessa idéia de feudalismo na região da Campanha, ou pelo menos, como parte de um silêncio consentido.

Uma Discussão Pioneira Sobre

Os Supostos Reflexos Culturais

da Economia Política Regional

Na Educação: O Grupo-Tarefa da FunBa

A idéia é resgatar alguns trabalhos de pesquisa sobre a região, procurando ver o que já foi feito. Uma das referências é o trabalho realizado pelo grupo-tarefa da FunBa( atual URCAMP), para o II Encontro de Professores, em outubro de 1982.

Embora o objetivo do grupo-tarefa tivesse um conteúdo relacionado aos interesses da então FAT-FunBa, isto é, “definição de uma filosofia nutridora do contexto universitário”(p. 1), o fato é que também o mesmo texto tratava da realidade local. O texto foi produzido pelas seguintes pessoas: Edy V. PEREIRA; Tereza NOT; Elvira NASCIMENTO; Davi Ulisses S. PIRES; Sônia PONS; Marly MEIRA; Eloy GUIMARÃES; Antônio Flávio XAVIER.

Embora não citadas corretamente, foram as seguintes, as referências bibliográficas (autores consultados) utilizadas pelo grupo-tarefa: Gabriel MARCEL; Suzanne LANGER; D. SAVIANI; Paulo FREIRE; Pierre FURTER; ORTEGA Y GASSET; MOUNIER; Leonardo BOFF.

Para o estudo do grupo-tarefa, haveriam dois comportamentos básicos relacionados ao mundo rural e incorporados no mundo urbano: a) “Guardador da Terra”( disciplinado; resistente à mudanças; valorizando a lei e a tradição; seguro e passivo; submisso e com tendências a reproduzir comportamentos) e b) “Senhor da Terra”( auto-suficiente; individualista; desafiador; subjetivista; explorador; personalista; insubmisso e criativo em seu comportamento).

Essas tendências podem influenciar no tipo de educador, no tipo de educando que foi criado na região?

Uma Possível Interpretação de

Dados Estatísticos da Estrutura Fundiária

Em Bagé e Região:

Agricultura e Pecuária – Dados Estatísticos de Bagé (1979-1983).

Organizado pela Prefeitura Municipal de Bagé (Secretaria Municipal de Agropecuária; colaboração da SCLOPLAM); Esse trabalho foi elaboração de Jorge Luiz HOFFMANN; com a colaboração da EMATER; EBGE; IRGA; EMBRAPA-UEPAE Cinco Cruzes; ABCCC; Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos; CAMAL; CICADE; COBAGELAN; Frigorífico Bordon; Frigorífico São Domingos; Secretaria da Agricultura( do Estado); Ministério da Agricultura; Ministério da Aeronáutica.

A característica principal do trabalho foi a elaboração de um perfil sócio-econômico do Município, procurando preencher uma lacuna, “pela inexistência de uma fonte única de consulta”(p. IX).

A área territorial do Município, no período estudado, era de 7.241 km², correspondente à 2,71% da superfície do Estado do Rio Grande do Sul.

Dessa área, como seria a ocupação do solo? Na Tabela n.º 4(p. 14), bem como na Ilustração n.º 1(p. 15), pode-se ver a situação daquele período, no que se refere à estrutura fundiária do Município.

Na tabela n.º 4, “Distribuição de Número de Propriedades e suas Áreas no Município de Bagé, em 1983”, em que constam 21 classes de propriedades(na verdade, seriam 20 classes, visto que a última( a 21ª , acima de 5000 hectares, não existiria no Município); numa oscilação iniciando com o mínimo de até 26 hectares, terminando com 5000 hectares( não em números exatos, visto que a 20ª classe de propriedades iria de um valor convencionado de 4001 hectares até o valor de 5000 hectares).

No que se refere ao número de propriedades, o maior número seria o de 491 propriedades entre 26 hectares à 50 hectares(18,7%); o menor número seria o de 06 propriedades entre 4001 à 5000 hectares (O,2%).

Respectivamente, as 491 propriedades corresponderiam à 2,6% da área das propriedades; enquanto que as 06 propriedades corresponderiam à 3,6% da área de propriedades, o que poderia sugerir uma idéia de concentração fundiária visto que seis propriedades possuiriam uma área maior que 491 propriedades.

No que se refere à área das propriedades, observa-se que 11,5% da área corresponde à 1,8 % do n º de propriedades(48 propriedades) que possuiriam de 1501 a 2000 hectares; o que poderia sugerir um padrão típico de propriedade na região considerada ou uma possível tendência, visto que o índice de 11,5% seria o maior, isoladamente.

No entanto, no que se refere ao n º de propriedades, percebe-se que, considerando o intervalo de 26 hectares até 400 hectares, somando-se o n º de propriedades nesse intervalo, ou seja, 2183 propriedades (83%) teriam 28,7% da área das propriedades; enquanto que 70,2% da área das propriedades estariam nas mãos de 396(31,3%)propriedades; o que, além de sugerir concentração de renda e concentração fundiária, sugere também uma tendência com relação ao tamanho da pequena ou média propriedade(até 400 hectares).

O que Mudou na Agenda de Desenvolvimento Regional

Márcio BAZAN escreveu um artigo, “À Margem de uma Conferência”, no jornal CORREIO DO SUL(Bagé, Domingo, 20 de setembro de l953), em que relatava:

  1. uma conferência proferida por Antônio SAINT PASTOUS, professor, fazendeiro, catedrático da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente da Associação Estadual Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste, sobre a recuperação econômica do Oeste do Estado do Rio Grande do Sul;

  2. a opinião de BAZAN, sobre a desordenada sucção das águas dos rios e arroios para a lavoura de arroz, na região.

O interesse em resgatar o texto de BAZAN esta na totalidade das questões que já eram discutidas naquela época sobre a Região da Campanha.

Ou seja, pode-se observar a permanência de certas variáveis, a sobrevivência de certos problemas intrínsecos à Fronteira Oeste do Estado do Rio Grande do Sul.

A conferência foi proferida na “Casa Rural”(como foi denominada por BAZAN),possivelmente a Associação Rural de Bagé.

No artigo, em sua primeira parte, chamava atenção alguns detalhes: a delimitação espacial da Fronteira Oeste, um “território” com 73 mil km² , composto de 15 municípios “agropecuários”( ou seja, com uma identidade comum), a necessidade da “racionalização da pecuária e da agricultura”, na região que, “a partir de Bagé, no ângulo formado pelo Rio Uruguai e fronteira com a República Oriental, onde localizavam-se “as mais ricas em terras aráveis e em pastagens”( uma descrição generosa, mas pouco científica), com um sentido, um tipo de teleologia, uma “predestinação de encerrarem a maior e mais opulenta fonte de fornecimento de carne e produtos agrícolas”.

Conforme o conferencista, citado por BAZAN, os fazendeiros da região eram “apegados à rotina, com um primitivo sistema de criação extensiva, antieconômico e anti-social”(na verdade, existe um equívoco , visto que não se pode compreender uma atividade como contrária ou em oposição a uma outra atividade, visto que não há critérios para tal julgamento moral; o melhor seria falar em tipos de economia e tipos de sociedade).

O conferencista teria citado, como base para uma comparação de produção, dados colhidos em “São Paulo e Nova Zelândia”.

Finalmente, o conferencista teria feito referências ao “regime de águas” da região, com as “secas periódicas”, “estiagens contínuas”.

Na Segunda parte do artigo, BAZAN posicionava-se sobre a desordenada sucção das águas dos rios e arroios para a lavoura de arroz, declarando que o poder público, “mau grado o nosso apego ao tabu da propriedade privada, negando-lhe função social, terá de tomar medidas radicais, quanto ao abuso de extração das águas dos nossos rios e arroios.”

Será que mudou o discurso sobre um tipo de economia que prescinde da intervenção do Estado, na atualidade?

A presença de SAINT-PASTOUS em Bagé, nessa época, explicava-se pelo I Congresso do Plano de Valorização Econômica da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

SAINT-PASTOUS era Presidente da Associação Estadual Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste e vinha para Bagé com a finalidade de fazer uma conferência durante o Congresso sobre o “aspecto humano” do Plano.

Na relação das Teses registradas para o I Congresso que envolvia os Municípios da Fronteira Oeste, realizado em Bagé, de 24 de setembro à 27 de setembro de1953, no clube Caixeiral, pode-se ter uma idéia dos interesses sociais que estavam envolvidos no processo, das idéias dominantes, das propostas de desenvolvimento da região.

Uma comparação com o presente, teria algum sentido, principalmente no que foi alcançado, o que ainda é carência, o que deve ser desprezado.

O Presidente da Associação Pró-desenvolvimento de Bagé era Naziazeno D’Almeida, nome que deveria ser alvo de maior pesquisa.

Algumas das teses limitam-se a fazer reivindicações municipais, sem maiores detalhes.

A maior parte das teses foi do município de Bagé.

Quadro 1:

Classificação pelo Número da Tese

Tese

N.º

Cidade

Autor

Título

01

Bagé

Dr. Erb Veleda

Pequena Obras de Irrigação

02

Porto Alegre

Prof. José do Patrocínio Mota

Fisionomia Geo-econômica da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

03

Bagé

Instituto de Menores

Instituto de Menores

04

Rosário do Sul

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, de Rosário

Parque de Desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

05

Uruguaiana

Associação Pró-desenvolvimento de Uruguaiana

Temário apresentado ao Congresso de Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

06

Dom Pedrito

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Moacir Dias.

Problemas de Dom Pedrito.

07

Bagé

Dr. Darci Azambuja

Mortalidade Infantil na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

08

Bagé

Tenente Coronel Osmar Mendes Paixão Cortes.

Os Aeroclubes como elementos de cooperação na obra de valorização da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

09

Bagé

Coronel Frederico Rondo

A Colonização Nacional e a cooperação na obra de valorização da terra e do homem rural.

10

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Faixa da Fronteira.

11

General Vargas

Dr. Aires José Seconi.

Assistência Médico-social

12

Lavras do Sul.

Dr. Jair Santana e Carlos Arnt

Plano de Fomento de Produção Rural nos 15 municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, pelo sistema de comandos agrícolas.

13

Jaguarí

Comissão Pró-desenvolvimento de Jaguarí

Reivindicações de Jaguarí.

14

Bagé

Otávio Assunção

Causas do Subdesenvolvimento dos Municípios do Interior – Ensaio sobre Municipalismo.

15

Quaraí

Associação Popular Amigos de Quaraí.

Açudagem, Barragem, Poços, Rodovias, telefone, Caixa Econômica.

16

Bagé

Antônio Mata

Rodovia Bagé-São Gabriel.

17

Livramento

Comissão Municipal da Associação Pró-desenvolvimento e Valorização da Fronteira Oeste.

Livramento – A Cidade – O Município – E Os Problemas.

18

Bagé

Francisco Klopemburg

Colonização.

19

Bagé

Ari Ravazza Gonçalves

Aumento da Rede Hidráulica – Maior Fornecimento de Água – Filtragem.

20

Bagé

Cassiano Alberto Lorenzo Fernandes.

Seguro Agrário Cooperativo.

21

Cacequi

Dr. Remi Flores Toscani.

Reivindicações de Cacequi.

22

Bagé

Ataliba de Souza Alves.

Estações do Ano.

23

Quaraí

Peri M. da Silva

Hidráulica de Bagé

24

25

Itaquí

Aparício Cerqueira Blanco e Olímpio C. de Albuquerque Tabajara

Estudo Analítico do Município de Itaquí e suas necessidades.

26

Porto Alegre

Dr. Amadeu de Oliveira Freitas – Representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Conexões Humanas e Bio-geográficas em Prol da Fronteira Oeste.

27

General Vargas

Comissão Pró-desenvolvimento de General Vargas.

Nossos Problemas

28

Porto Alegre

Prof. Eurico Rodrigues

Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

29

Porto Alegre

Prof. R. de Primio

Novas Investigações sobre a distribuição Geográfica dos Tratomínios e seus índices de infecção no Rio Grande do Sul.

30

Porto Alegre

Prof. R. de Primio.

Distribuição Geográfica dos Tratomínios no Rio Grande do Sul.

31

São Francisco de Assis

Associação Pró-desemvolvimento da Fronteira Oeste.

Problemas de São Francisco de Assis.

32

Bagé

Reverendo Antônio Guedes

Biblioteca Infantil.

33

Quaraí

Regime Especial de Crédito e Financiamento.

34

Bagé

Bruno Petri

Crédito e Financiamento.

35

Bagé

Dr. Justino da Costa Quintana

Preparação para a Reforma Agrária e Êxodo Rural.

36

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Ambulatório e Hospitalização.

37

Bagé

Dr. Breno Ferrando

Problemas de Ordem Econômica e Social.

38

Bagé

Dr. João Batista Fico

Desenvolvimento Agrícola

39

Bagé

Dr. João Batista Fico.

Barragens – Amparo ao Pequeno Proprietário – Escolas

40

Antônio Siqueira

Habitação Rural

41

Bagé

Elida Rodrigues

Curso Ginasial Gratuito

42

Bagé

Gecí Gonçalves Pereira e Dr. Antônio G. Pereira.

Descentralização do Ensino Superior – Universidade em Bagé para a Fronteira Oeste

43

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant.

Planejamento de Escola Industrial para a Região da Campanha.

44

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant

Planejamento de Escolas Agrícolas para a Região da Campanha.

45

Bagé

Associação Sul Brasileira de Triticultores – Trabalho do Dr. Nilo Romero.

O Solo do Rio Grande do Sul como fiador incomensurável da Recuperação Econômica do Brasil.

46

Bagé

Dr. Cassiano Lorenzo Fernandes.

Entreposto da Indústria de Carnes Congeladas e Preparo de Subprodutos.

47

Bagé

Dr. Antenor Gonçalves Pereira.

Escolas de Economia Doméstica.

Quadro 1: Fonte: CORREIO DO SUL, Sexta-feira, 25 de setembro de l953.Observação: Não constam da lista, embora aprovadas numa reunião da ‘Associação Bageense Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste’, na sede da Associação Comercial de Bagé, dia l7 de setembro de l953, à noite, as seguintes teses: a) Cultura da Aveia, pelo Dr. César Kluwe Sá; A Valorização do Homem e da Terra, pelo Dr. Aristides Milano.(Fonte: CORREIO DO SUL, Bagé, l9 de setembro de l953).

Quadro 2:

Classificação da Tese por Cidade de Origem

Tese

N.º

Cidade

Autor

Título

24

40

Antônio Siqueira

Habitação Rural

09

Bagé

Coronel Frederico Rondo

A Colonização Nacional e a cooperação na obra de valorização da terra e do homem rural.

36

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Ambulatório e Hospitalização.

19

Bagé

Ari Ravazza Gonçalves

Aumento da Rede Hidráulica – Maior Fornecimento de Água – Filtragem.

39

Bagé

Dr. João Batista Fico.

Barragens – Amparo ao Pequeno Proprietário – Escolas

32

Bagé

Reverendo Antônio Guedes

Biblioteca Infantil.

14

Bagé

Otávio Assunção

Causas do Subdesenvolvimento dos Municípios do Interior – Ensaio sobre Municipalismo.

18

Bagé

Francisco Klopemburg

Colonização.

34

Bagé

Bruno Petri

Crédito e Financiamento.

41

Bagé

Elida Rodrigues

Curso Ginasial Gratuito

42

Bagé

Gecí Gonçalves Pereira e Dr. Antônio G. Pereira.

Descentralização do Ensino Superior – Universidade em Bagé para a Fronteira Oeste

38

Bagé

Dr. João Batista Fico

Desenvolvimento Agrícola

46

Bagé

Dr. Cassiano Lorenzo Fernandes.

Entreposto da Indústria de Carnes Congeladas e Preparo de Subprodutos.

47

Bagé

Dr. Antenor Gonçalves Pereira.

Escolas de Economia Doméstica.

22

Bagé

Ataliba de Souza Alves.

Estações do Ano.

10

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Faixa da Fronteira.

03

Bagé

Instituto de Menores

Instituto de Menores

07

Bagé

Dr. Darci Azambuja

Mortalidade Infantil na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

45

Bagé

Associação Sul Brasileira de Triticultores – Trabalho do Dr. Nilo Romero.

O Solo do Rio Grande do Sul como fiador incomensurável da Recuperação Econômica do Brasil.

08

Bagé

Tenente Coronel Osmar Mendes Paixão Cortes.

Os Aeroclubes como elementos de cooperação na obra de valorização da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

01

Bagé

Dr. Erb Veleda

Pequena Obras de Irrigação

35

Bagé

Dr. Justino da Costa Quintana

Preparação para a Reforma Agrária e Êxodo Rural.

37

Bagé

Dr. Breno Ferrando

Problemas de Ordem Econômica e Social.

16

Bagé

Antônio Mata

Rodovia Bagé-São Gabriel.

20

Bagé

Cassiano Alberto Lorenzo Fernandes.

Seguro Agrário Cooperativo.

21

Cacequí

Dr. Remi Flores Toscani.

Reivindicações de Cacequí..

06

Dom Pedrito

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Moacir Dias.

Problemas de Dom Pedrito.

11

General Vargas

Dr. Aires José Seconi.

Assistência Médico-social

27

General Vargas

Comissão Pró-desenvolvimento de General Vargas.

Nossos Problemas

25

Itaquí

Aparício Cerqueira Blanco e Olímpio C. de Albuquerque Tabajara

Estudo Analítico do Município de Itaquí e suas necessidades.

13

Jaguarí

Comissão Pró-desenvolvimento de Jaguarí

Reivindicações de Jaguarí.

12

Lavras do Sul.

Dr. Jair Santana e Carlos Arnt

Plano de Fomento de Produção Rural nos 15 municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, pelo sistema de comandos agrícolas.

17

Livramento

Comissão Municipal da Associação Pró-desenvolvimento e Valorização da Fronteira Oeste.

Livramento – A Cidade – O Município – E Os Problemas.

26

Porto Alegre

Dr. Amadeu de Oliveira Freitas – Representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Conexões Humanas e Bio-geográficas em Prol da Fronteira Oeste.

28

Porto Alegre

Prof. Eurico Rodrigues

Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

30

Porto Alegre

Prof. R. de Primio.

Distribuição Geográfica dos Tratomínios no Rio Grande do Sul.

02

Porto Alegre

Prof. José do Patrocínio Mota

Fisionomia Geo-econômica da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

29

Porto Alegre

Prof. R. de Primio

Novas Investigações sobre a distribuição Geográfica dos Tratomínios e seus índices de infecção no Rio Grande do Sul.

43

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant.

Planejamento de Escola Industrial para a Região da Campanha.

44

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant

Planejamento de Escolas Agrícolas para a Região da Campanha.

15

Quaraí

Associação Popular Amigos de Quaraí.

Açudagem, Barragem, Poços, Rodovias, telefone, Caixa Econômica.

23

Quaraí

Peri M. da Silva

Hidráulica de Bagé

33

Quaraí

Regime Especial de Crédito e Financiamento.

04

Rosário do Sul

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, de Rosário

Parque de Desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

31

São Francisco de Assis

Associação Pró-desemvolvimento da Fronteira Oeste.

Problemas de São Francisco de Assis.

05

Uruguaiana

Associação Pró-desenvolvimento de Uruguaiana

Temário apresentado ao Congresso de Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

Quadro 3:

Classificação da Tese por Autor

Tese

N.º

Cidade

Autor

Título

24

33

Quaraí

Regime Especial de Crédito e Financiamento.

16

Bagé

Antônio Mata

Rodovia Bagé-São Gabriel.

40

Antônio Siqueira

Habitação Rural

25

Itaquí

Aparício Cerqueira Blanco e Olímpio C. de Albuquerque Tabajara

Estudo Analítico do Município de Itaquí e suas necessidades.

19

Bagé

Ari Ravazza Gonçalves

Aumento da Rede Hidráulica – Maior Fornecimento de Água – Filtragem.

15

Quaraí

Associação Popular Amigos de Quaraí.

Açudagem, Barragem, Poços, Rodovias, telefone, Caixa Econômica.

31

São Francisco de Assis

Associação Pró-desemvolvimento da Fronteira Oeste.

Problemas de São Francisco de Assis.

04

Rosário do Sul

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, de Rosário

Parque de Desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

06

Dom Pedrito

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Moacir Dias.

Problemas de Dom Pedrito.

05

Uruguaiana

Associação Pró-desenvolvimento de Uruguaiana

Temário apresentado ao Congresso de Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

45

Bagé

Associação Sul Brasileira de Triticultores – Trabalho do Dr. Nilo Romero.

O Solo do Rio Grande do Sul como fiador incomensurável da Recuperação Econômica do Brasil.

22

Bagé

Ataliba de Souza Alves.

Estações do Ano.

34

Bagé

Bruno Petri

Crédito e Financiamento.

20

Bagé

Cassiano Alberto Lorenzo Fernandes.

Seguro Agrário Cooperativo.

17

Livramento

Comissão Municipal da Associação Pró-desenvolvimento e Valorização da Fronteira Oeste.

Livramento – A Cidade – O Município – E Os Problemas.

27

General Vargas

Comissão Pró-desenvolvimento de General Vargas.

Nossos Problemas

13

Jaguari

Comissão Pró-desenvolvimento de Jaguari

Reivindicações de Jaguari.

09

Bagé

Coronel Frederico Rondo

A Colonização Nacional e a cooperação na obra de valorização da terra e do homem rural.

11

General Vargas

Dr. Aires José Seconi.

Assistência Médico-social

26

Porto Alegre

Dr. Amadeu de Oliveira Freitas – Representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Conexões Humanas e Bio-geográficas em Prol da Fronteira Oeste.

47

Bagé

Dr. Antenor Gonçalves Pereira.

Escolas de Economia Doméstica.

37

Bagé

Dr. Breno Ferrando

Problemas de Ordem Econômica e Social.

46

Bagé

Dr. Cassiano Lorenzo Fernandes.

Entreposto da Indústria de Carnes Congeladas e Preparo de Subprodutos.

07

Bagé

Dr. Darci Azambuja

Mortalidade Infantil na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

01

Bagé

Dr. Erb Veleda

Pequena Obras de Irrigação

12

Lavras do Sul.

Dr. Jair Santana e Carlos Arnt

Plano de Fomento de Produção Rural nos 15 municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, pelo sistema de comandos agrícolas.

38

Bagé

Dr. João Batista Fico

Desenvolvimento Agrícola

39

Bagé

Dr. João Batista Fico.

Barragens – Amparo ao Pequeno Proprietário – Escolas

36

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Ambulatório e Hospitalização.

10

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Faixa da Fronteira.

35

Bagé

Dr. Justino da Costa Quintana

Preparação para a Reforma Agrária e Êxodo Rural.

21

Cacequi

Dr. Remi Flores Toscani.

Reivindicações de Cacequi.

43

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant.

Planejamento de Escola Industrial para a Região da Campanha.

44

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant

Planejamento de Escolas Agrícolas para a Região da Campanha.

41

Bagé

Elida Rodrigues

Curso Ginasial Gratuito

18

Bagé

Francisco Klopemburg

Colonização.

42

Bagé

Gecí Gonçalves Pereira e Dr. Antônio G. Pereira.

Descentralização do Ensino Superior – Universidade em Bagé para a Fronteira Oeste

03

Bagé

Instituto de Menores

Instituto de Menores

14

Bagé

Otávio Assunção

Causas do Subdesenvolvimento dos Municípios do Interior – Ensaio sobre Municipalismo.

23

Quaraí

Peri M. da Silva

Hidráulica de Bagé

28

Porto Alegre

Prof. Eurico Rodrigues

Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

02

Porto Alegre

Prof. José do Patrocínio Mota

Fisionomia Geo-econômica da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

29

Porto Alegre

Prof. R. de Primio

Novas Investigações sobre a distribuição Geográfica dos Tratomínios e seus índices de infecção no Rio Grande do Sul.

30

Porto Alegre

Prof. R. de Primio.

Distribuição Geográfica dos Tratomínios no Rio Grande do Sul.

32

Bagé

Reverendo Antônio Guedes

Biblioteca Infantil.

08

Bagé

Tenente Coronel Osmar Mendes Paixão Cortes.

Os Aeroclubes como elementos de cooperação na obra de valorização da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Quadro 4:

Classificação da Tese pelo Título

Tese

N.º

Cidade

Autor

Título

24

09

Bagé

Coronel Frederico Rondo

A Colonização Nacional e a cooperação na obra de valorização da terra e do homem rural.

15

Quaraí

Associação Popular Amigos de Quaraí.

Açudagem, Barragem, Poços, Rodovias, telefone, Caixa Econômica.

36

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Ambulatório e Hospitalização.

11

General Vargas

Dr. Aires José Seconi.

Assistência Médico-social

19

Bagé

Ari Ravazza Gonçalves

Aumento da Rede Hidráulica – Maior Fornecimento de Água – Filtragem.

39

Bagé

Dr. João Batista Fico.

Barragens – Amparo ao Pequeno Proprietário – Escolas

32

Bagé

Reverendo Antônio Guedes

Biblioteca Infantil.

14

Bagé

Otávio Assunção

Causas do Subdesenvolvimento dos Municípios do Interior – Ensaio sobre Municipalismo.

18

Bagé

Francisco Klopemburg

Colonização.

26

Porto Alegre

Dr. Amadeu de Oliveira Freitas – Representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Conexões Humanas e Bio-geográficas em Prol da Fronteira Oeste.

34

Bagé

Bruno Petri

Crédito e Financiamento.

41

Bagé

Elida Rodrigues

Curso Ginasial Gratuito

42

Bagé

Gecí Gonçalves Pereira e Dr. Antônio G. Pereira.

Descentralização do Ensino Superior – Universidade em Bagé para a Fronteira Oeste

38

Bagé

Dr. João Batista Fico

Desenvolvimento Agrícola

28

Porto Alegre

Prof. Eurico Rodrigues

Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

30

Porto Alegre

Prof. R. de Primio.

Distribuição Geográfica dos Tratomínios no Rio Grande do Sul.

46

Bagé

Dr. Cassiano Lorenzo Fernandes.

Entreposto da Indústria de Carnes Congeladas e Preparo de Subprodutos.

47

Bagé

Dr. Antenor Gonçalves Pereira.

Escolas de Economia Doméstica.

22

Bagé

Ataliba de Souza Alves.

Estações do Ano.

25

Itaquí

Aparício Cerqueira Blanco e Olímpio C. de Albuquerque Tabajara

Estudo Analítico do Município de Itaquí e suas necessidades.

10

Bagé

Dr. José Ferreira Rochinhas

Faixa da Fronteira.

02

Porto Alegre

Prof. José do Patrocínio Mota

Fisionomia Geo-econômica da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

40

Antônio Siqueira

Habitação Rural

23

Quaraí

Peri M. da Silva

Hidráulica de Bagé

03

Bagé

Instituto de Menores

Instituto de Menores

17

Livramento

Comissão Municipal da Associação Pró-desenvolvimento e Valorização da Fronteira Oeste.

Livramento – A Cidade – O Município – E Os Problemas.

07

Bagé

Dr. Darci Azambuja

Mortalidade Infantil na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

27

General Vargas

Comissão Pró-desenvolvimento de General Vargas.

Nossos Problemas

29

Porto Alegre

Prof. R. de Primio

Novas Investigações sobre a distribuição Geográfica dos Tratomínios e seus índices de infecção no Rio Grande do Sul.

45

Bagé

Associação Sul Brasileira de Triticultores – Trabalho do Dr. Nilo Romero.

O Solo do Rio Grande do Sul como fiador incomensurável da Recuperação Econômica do Brasil.

08

Bagé

Tenente Coronel Osmar Mendes Paixão Cortes.

Os Aeroclubes como elementos de cooperação na obra de valorização da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

04

Rosário do Sul

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, de Rosário

Parque de Desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

01

Bagé

Dr. Erb Veleda

Pequena Obras de Irrigação

43

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant.

Planejamento de Escola Industrial para a Região da Campanha.

44

Porto Alegre

Eivlis Mabilde Grant

Planejamento de Escolas Agrícolas para a Região da Campanha.

12

Lavras do Sul.

Dr. Jair Santana e Carlos Arnt

Plano de Fomento de Produção Rural nos 15 municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, pelo sistema de comandos agrícolas.

35

Bagé

Dr. Justino da Costa Quintana

Preparação para a Reforma Agrária e Êxodo Rural.

06

Dom Pedrito

Associação Pró-desenvolvimento da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Moacir Dias.

Problemas de Dom Pedrito.

37

Bagé

Dr. Breno Ferrando

Problemas de Ordem Econômica e Social.

31

São Francisco de Assis

Associação Pró-desemvolvimento da Fronteira Oeste.

Problemas de São Francisco de Assis.

33

Quaraí

Regime Especial de Crédito e Financiamento.

21

Cacequi

Dr. Remi Flores Toscani.

Reivindicações de Cacequi.

13

Jaguari

Comissão Pró-desenvolvimento de Jaguari

Reivindicações de Jaguari.

16

Bagé

Antônio Mata

Rodovia Bagé-São Gabriel.

20

Bagé

Cassiano Alberto Lorenzo Fernandes.

Seguro Agrário Cooperativo.

05

Uruguaiana

Associação Pró-desenvolvimento de Uruguaiana

Temário apresentado ao Congresso de Desenvolvimento da Fronteira Oeste.

Quadro 4:Obs.: Em anexo, um gráfico demonstrativo da participação dos municípios que apresentaram teses no Congresso, em Bagé.

Qual o Caminho?

Considerando-se todas as possibilidades, isto é, a via da modernização conservadora, de dominância tecnológica; a visão estruturalista, carente de processos sociais reais; o modo de produção feudal, determinação eivada de retórica e francamente fragilizada no que se refere a evidências concretas, visto o desprezo por categorias analíticas de reconhecido valor; qual a solução para o problema do desenvolvimento na região da Campanha, em especial na região de Bagé?

É preciso construir, em primeiro lugar, um novo discurso sobre o que é desenvolvimento, levando-se em consideração categorias menos segmentadas e estanques, partindo-se para outras categorias que apostem na complexidade e na integração da sociedade.

Roque LAUSCHNER, por exemplo, sugere que é preciso acabar com a divisão da economia em setores primário, secundário e terciário:

“(...) Nuestra conclusión rechaza las categorías contrapuestas de ‘setor primario, secundario y terciario’ y acepta una concepción orgánica e integrada, donde el sector primario, secundario y terciario están presentes en una sola entidad económica.”( LAUSCHNER, 1987, p. 1).

Em outras palavras, a “análise do estilo de desenvolvimento aplicado ao setor rural não pode ser esgotada com considerações de tipo principalmente tecnológico, que contrapõem a estrutura moderna à tradicional, nem com enfoques que contrapõem o setor primário, secundário e terciário para estabelecer, depois, uma ponte entre eles, globalmente considerados.

É necessário visualizar integradamente como uma só unidade ou entidade econômica rural os setores (...). Esta visão integra e estabelece relações rurais entre estrutura moderna e tradicional, entre setor primário, secundário e terciário considerados como um só todo.

(...) A separação entre setor primário, secundário e terciário pode sugerir, por exemplo, o desenvolvimento do setor primário e terciário em contraposição ao secundário para criar maior emprego e distribuição de renda.

Uma visão estanque desse tipo ignoraria todas as relações rurais dinâmicas e estruturais que se situam ao mesmo tempo no setor primário, secundário e terciário.

(...) O desenvolvimento (...) exige uma visão integrada que valorize harmoniosamente o desenvolvimento dos setores modernos e tradicionais.”( LAUSCHNER, 1976, pp. 10-11).

Nesse sentido, é fundamental buscar a idéia de “tecer a complexa, mas descoordenada, rede de conhecimentos e experiências sobre os ramos econômicos, (...) num esforço de compreender os meandros de cada cadeia produtiva, definir desafios e interfaces e planejar ações globais e interinstitucionais de solução.”( NETRÓPOLIS, s/d).

Referências Bibliográficas

  1. ROCHINHAS, José Ferreira. “As Colônias Estrangeiras e sua Influência no Desenvolvimento Econômico de Bagé”. ANAIS DE BAGÉ. Série I, Número I. Bagé: MUSEU DOM DIOGO DE SOUZA, 1963.

  2. SALIS, Eurico Jacinto. História de Bagé. Porto Alegre: Globo, l955.

  3. CARR, Edward Hallet. Que é História?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

  4. RIO GRANDE DO SUL: QUATRO SÉCULOS DE HISTÓRIA. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999.

  5. PEDROSO, Almir Floriano. “Reflexões Prévias sobre a Colonização Portuguesa no Rio Grande do Sul em Tempos de ‘Brasil 500 Anos’.” In: RIO GRANDE DO SUL:QUATRO SÉCULOS DE HISTÓRIA. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999.

  6. CORSETTI, Berenice. “A Colonização Italiana no Rio Grande do Sul e o Projeto Político Republicano ( 1889-1930): Educação e Nacionalização”. In: RIO GRANDE DO SUL:QUATRO SÉCULOS DE HISTÓRIA. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999.

  7. QUATRO TEMAS DO DESENVOLVIMENTO DE BAGÉ. Coleção “Estudos Bageenses”. Bagé: Câmara Municipal de Vereadores, 1977.

  8. SIQUEIRA, Átila Sá . “A Formação Sociológica do Homem de Fronteira”. In: QUATRO TEMAS DO DESENVOLVIMENTO DE BAGÉ. Coleção “Estudos Bageenses”. Bagé: Câmara Municipal de Vereadores, 1977.

  9. RIO GRANDE DO SUL: TERRA E POVO. Porto Alegre: Globo, 1969.

  10. FRANCO, Sérgio da Costa. “A Campanha”. In: RIO GRANDE DO SUL: TERRA E POVO. Porto Alegre: Globo, 1969.

  11. FREITAS, Décio. O Homem que Inventou a Ditadura no Brasil. 5ª edição. Porto Alegre: Sulina, 2000.

  12. CORREIO DO SUL, 1953.

  13. LAUSCHNER, Roque. Agro-Industria y Desarrollo Economico. (Memoria de Prueba para optar al grado académico de Magister en Ciencias Económicas). Santiago de Chile: Universidad de Chile – Facultad de Ciencias Economicas, 1974. Reimpressão : Porto Alegre; Sulina, 1987.

  14. LAUSCHNER, Roque. Estratégias de Desenvolvimento Agroindustrial na Região Sul do Brasil. Porto Alegre: Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, 1976.

  15. NETRÓPOLIS . “Atenção Integral à Organização Econômica da Sociedade: Superação da Pobreza e Recuperação Ambiental”. (Cópia de documento digitado). Santa Maria, s/d.

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