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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Apparício Torelly

Ilustração 1: ilustração Jefferson Nepomuceno; fonte: http://www.jornal.ufrj.br/jornais/jornal9/jornalUFRJ906.pdf

APPARÍCIO TORELLY

Cláudio Antunes Boucinha1

Introdução

A permanência ou estadia de Apparício Torelly em Bagé, em fins de 1919 e início de 1920, não esgota o estudo sobre o assunto, visto que o período da vida do Barão de Itararé que vai de 1918, quando deixa a Faculdade de Medicina, em Porto Alegre, e o ano de 1925, quando vai para o Rio de Janeiro, ainda é passível de um amplo e detalhado estudo. O que se tem são afirmações genéricas de que viajou para o interior do Rio Grande do Sul, que fundou jornais, que fez palestras para engariar fundos para, supostamente, sustentar seus jornais ou publicações, sem haver um estudo sobre quais jornais e quais publicações feitas pelo Barão de Itararé. Considerando a carência de estudos sobre Apparício Torelly, nesse período (1918-1925), o que é apresentado pretende preeencher lacunas e dar início a uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto.

Aparício Torelly em Bagé

Aparício Torelly esteve em Bagé, especialmente no final do ano de 1919, início do ano de 1920, quando publicou “sonetos humorísticos”, característica que seria mantida, posteriormente, em outros jornais e publicações no país. Aparício Torelly foi também redator-chefe do Correio do Sul, em ausência de Fanfa Ribas, o que demonstrava a confiança que Ribas depositava nas ações de Torelly. O bom-humor, a inteligencia refinada e original, fizeram de Torelly uma das personalidades mais fascinantes da história do Brasil. Como sempre, “santo de casa, não faz milagre”, e assim o foi com Torelly, incompreendido durante toda a vida e depois; atualmente, considerado como um grande “humorista” do país, quando, de fato, foi uma personalidade intrigante, multifacetada, um verdadeiro visionário, um antecipador, que utilizou, como argumento lógico, o riso, o bom-humor, a comédia, como expressão filosófica maior do ser, à maneira dos grandes comediógrafos do teatro mundial. Nem mesmo os contemporâneos que conviveram com Torelly conseguiram aceitar as excentricidades, o quanto o Barão de Itararé era único, um verdadeiro gênio da humanidade, que nasceu aqui na fronteira, quem sabe a caminho da cidade do porto de Rio Grande, quem sabe em Bagé, quem sabe em São Gabriel, que, da mesma maneira que Gaspar Silveira Martins, e tantos outros, ajudaram a construir o Brasil e o mundo. Preso várias vezes, Torelly lutou contra a ditadura no país, travestida de republicanismo. O mau-humor dos castilhistas e de sua progênie, os getulistas, eram incansáveis na humilhação de Torelly, pois não gostavam de democracia. Torelly passou o aniversário, em 1920, em Bagé. E foi redator interino do Correio do Sul, na ausência de Fanfa Ribas.

Autênticos Democratas

A figura de Fanfa Ribas (que apoiou a genialidade de Torelly) na história do Rio Grande do Sul e do Brasil, ainda está por ser contada. Mas, pelos editoriais que Ribas publicava no Correio do Sul, pode-se observar que era um homem de seu tempo. Aparentemente, o Correio do Sul era uma das vozes, ou ate mesmo a única voz, do que restou do Partido Federalista, após o final da Revolução de 1893. Ao contrário do que sempre pregou o Castilhismo, a parte democrática do Rio Grande do Sul estava com o Partido Liberal do Rio Grande do sul, e não com o Partido Republicano Rio-Grandense.

A Invenção da Ditadura no Brasil

Em suas origens, já caracterizadas por Targa e Freitas, o Partido Republicano Rio-Grandense era orientado para a ditadura, para o totalitarismo2, para a

dominância do Estado sobre o indivíduo. Ainda se pergunta porque Floriano Peixoto não vislumbrou uma intervenção militar no Estado do Rio Grande do Sul, por ocasião da guerra civil de 1893, apaziguando os dois lados. Ao contrário, Floriano Peixoto preferiu silenciar. E porque Peixoto silenciou, com relação ao que acontecia no sul do país? Porque interessava à Peixoto a derrota de Gaspar Silveira Martins, principal Conselheiro do Imperador Pedro II, especialmente na derrocada do Império Brasileiro, nos últimos estertores

dessa forma de governo, qualificada por muitos como decadente, em face das forças políticas que o sustentavam, como a escravidão. No entanto, o germe da República foi plantado em tempos imperiais, de maneira livre. E até mesmo Gaspar Silveira Martins, convidado por Conde D'Eu para participar de um “complot” contra o governo republicano recém instalado, com perene grandeza interior, negou-se, afirmando a República como futuro, como caminho, como condição irreversível. No entanto, Floriano Peixoto, com Júlio de Castilhos, ao invés de demonstrar igual capacidade de reconhecer a situação dos vencidos, dos derrotados, dos alijados do poder com a República, preferiram a guerra, a destruição do inimigo, a luta fratricida, a guerra civil, a derrota completa do adversário. Por esse motivo, Floriano Peixoto silenciou, porque desejava a derrota de Silveira Martins, pois via em Silveira Martins um adversário de nível, um líder político capaz de empanar o brilho da maioria os líderes republicanos que não tinham, de longe, a capacidade de Silveira Martins. Floriano Peixoto usou, estrategicamente, a fúria por sangue de Júlio de Castilhos e dos republicano, em benefício próprio. Floriano Peixoto foi chamado o “Marechal de Ferro”, não sem motivo. O minério de ferro, ou até mesmo uma arma branca, de ferro, sugere indestrutibilidade, força, tipo “quebra, mas não verga”, ao contrário de um bambu, de um caniço, de um pedaço de cana-de-açúcar que sugere flexibilidade, submissão ao vento, adaptação às condições do tempo e espaço, fragilidade, transitoriedade, mutação, verdadeira transformação, revolução. Na sua sisudez, própria dos republicanos, dos castilhistas, que não tinha bom-humor, o “Marechal de Ferro” foi um verdadeiro verdugo para os antigos liberais do Estado do Rio Grande do Sul, desbancados do poder, reunidos sob a bandeira do Partido Federalista, fundado em Bagé em nome da República, em nome da democratização, em nome do parlamentarismo, em nome do poder federativo. A derrota de Gaspar Silveira Martins e posterior ostracismo, a própria Revolução de 1893, no seu cotidiano, foi máscara para o saque, desfaçatez e toda a sorte de bandalheiras sobre o direito de propriedade, sobre o direito da pessoa, já elencadas por alguns autores. Ainda resta fazer o inventário da Revolução de 1893, ainda resta fazer justiça, ainda resta dizer que o castilhismo e seus seguidores não passavam de relés ditadores, a moda de todos os totalitarismos que se seguiram, no século XX, sejam de “esquerda” ou de “direita” e que muitos, lamentavelmente, alimentam ainda, numa ingenuidade sem par, apenas compreensível, num país de tantos miseráveis, palco real do tema de Victor Hugo, ou até mesmo Dostoievskiano, espaços da mente ainda para serem desvendados, realismo fantástico, em que os mortos imperam sobre os vivos, clamando por sangue e mais sangue, em nome de vinditas inomináveis, e interesses obscuros.

O Platinismo como Libelo Castilhista

O preconceito, a discriminação do gaúcho não é nova no Rio Grande do Sul: “José Feliciano publicou em 1819-22, os célebres Anais da Província de São Pedro, tidos como primeira história orgânica do Rio Grande, escritos desde a ótica de um burocrata de destaque do império lusitano. Na primeira edição dos Anais, José Feliciano desanca literalmente a sociedade e o habitante sulinos”3. Agora, existe

relação entre as declarações de José Feliciano sobre o gaúcho e o que disse o Castilhismo, posteriormente, sobre os federalistas?

A presença de estrangeiros nas milícias federalistas, foi alvo dos castilhistas que mantinham permanentemente o libelo acusatório de que os partidários de Gaspar Silveira Martins uniram-se a “bandidos” de outras nações. 4 A negativa de parte

da historiografia do Rio Grande do Sul em registrar a identidade única da fronteira, a herança espanhola, o registro das Missões Jesuíticas como origem do Rio Grande do Sul, o comportamento particular dos habitantes da fronteira, tanto de um lado como de outro, tudo não passaria de uma orquestração castilhista contra os herdeiros do Partido Federalista. A historiografia do Rio Grande do Sul, em parte, ter-se-ia negado a afirmar a importância de Gaspar Silveira Martins, várias vezes registrado como uma personalidade menor na história do Estado e do país, negando até a reconhecer a relevância de um monumento em memória do tribuno da nação. A matriz lusitana da historiografia rio-grandense, em parte, nada mais era que a historiografia castilhista que, como dantes outros totalitários já o fizeram, queria riscar o nome de Gaspar Silveira Martins da história gaúcha e brasileira. A ânsia de dizer que Gaspar Silveira Martins tinha nascido em território uruguaio, batizado em Mello, que não era brasileiro, nada mais era que uma tentativa grosseira, por parte dos castilhistas, de deslegitimar toda a vida do Conselheiro do Império, no Brasil. Em 1892, um jornal castilhista, afirmava: “O Estado Oriental, povo insolente, caracteristicamente indolente, aferrado às tradições deprimentes faz muito que perdeu o estímulo do patriotismo e a confiança no futuro da pátria. Qualquer tentativa audaz, brutal e selvagem é ali acariciada como condição de vida social” 5.

A “tentativa audaz, brutal e selvagem” era por parte de Gaspar Silveira Martins que, no Uruguai, encontrava espaço para ser oposição ao Castilhismo. O lusitanismo freqüente de alguns historiógrafos rio-grandenses, após a Revolução de 1893, tem uma explicação política, racional. Ao contrário do que afirmam certos autores, a antipatia contra os gaúchos, contra os espanhóis, não foi por motivos étnicos, culturais, comportamentais, ou até mesmo históricos no que se refere ao desenvolvimento da Espanha a partir da Idade Média. Todo esse preconceito foi erguido em cima do ressentimento dos castilhistas, do ódio que tinha a democracia e a todos os democratas, especialmente Gaspar Silveira Martins que estava abrigado no Uruguai, e não sem motivos: havia expressiva colonização portuguesa naquele país. Em 1850, por exemplo, no lado uruguaio, na região adjacente à Lagoa Mirim e Chuí, haviam 35 estancieiros com um conjunto de 234 léguas quadradas de campo; nos Departamentos de Treinta y Tres e Cerro Largo, haviam 154 estancieiros no Departamento de Tacuarembó, haviam 87 estancieiros, inclusive a estância de Carlos Silveira, pai de Gaspar Silveira Martins; na fronteira de Quaraí e Missões, haviam 238 estancieiros. “Segundo informações dos comandantes militares na fronteira gaúcha, do outro lado, no território uruguaio (?), havia 514 (?) estancieiros brasileiros, um deles o próprio Osório6, e suas propriedades ultrapassavam os 3 mil quilômetros quadrados. A política de Oribe de pressionar os estancieiros brasileiros criou entre eles um clima de insegurança física, levando-os a abandonar suas fazendas – os números variam de 87 a duzentos -, que perderam 49 escravos, 814 mil cabeças de gado e 17 mil cavalos. Jacuí planejava transportar para o Rio Grande do Sul o que havia de gado nessas estâncias7. Em 1863, no Uruguai, a população era

estimada em 180 mil habitantes; destes, 40 mil eram brasileiros. O comercio e o “contrabando”8 do

Uruguai, com produtos pela metade do preço, abasteciam Dom Pedrito, Alegrete, Bagé. 9 Uma

economia pujante destruída pelos castilhismo. Em 1939, depois da Revolução de 1893, um historiógrafo castilhista, Souza Docca, defendia o “Lusitanismo” em contraposição ao “Platinismo” da fronteira, e quem sabe lá por quais motivos torpes 10. Em 1890,

nos Departamentos de Cerro Largo e Rivera, haviam 2931 proprietários, entre orientais, argentinos, brasileiros, italianos, espanhóis, franceses, ingleses, alemães, suiços, portugueses, suecos, norte-americanos11, paraguaios, belgas, e outras nacionalidades12. Dos 2931 estancieiros, 904 eram

brasileiros; 105 eram italianos; um era norte-americano13. Todas as propriedades estavam

estimadas em 8.395.402 (dólares?); dos quais 4.395.070 (dólares?) eram das propriedades dos

brasileiros 14. Entre junho de 1892 e fevereiro de

1893, um êxodo de aproximadamente dez mil pessoas rumaram para o Uruguai, fugindo dos castilhistas 15. “Terminada a guerra civil, os federalistas ou

maragatos tinham perdido 11 mil homens, além dos que se exilaram para não serem mortos, conforme testemunha Moysés Vellinho” 16 . E foi da fronteira

norte do Uruguai que Gaspar Silveira Martins, batizado em Mello, comandou a Revolução de 1893. Gaspar Silveira Martins, nasceu na zona de fronteira Brasil/Uruguai 17 e foi batizado em Mello. Estudou os

primeiros anos em Cerro Largo, departamento Uruguaio junto à fronteira, ao longo de sua trajetória política manteve importantes ligações com as forças políticas uruguaias 18 . E foi dessa fronteira,

cosmopolita, bélica, que nasceu, em 1895, Apparício, de sobrenome italiano, Torelly, em plena Revolução de 1893. Foi nesse contexto de final do Império, início da República, no Brasil, que Apparício Torelly nasceu, 61 anos depois do batizado de Gaspar Silveira Martins, em Cerro Largo, no lado Uruguaio da fronteira, com uma identidade comum: orientado suas vidas para o Brasil.

1895, Nascer na Fronteira, Numa Diligência

Apparicio Fernando de Brinkerhoff Torelly nasceu em 29 de janeiro de 1895, em localidade incerta, próximo a fronteira com o Uruguai, no interior de uma diligência, no Estado do Rio Grande do Sul. Era filho de brasileiro19 e índia charrua uruguaia, neto de norte-americano20 e descendente de russos21. O pai descendia de italianos22, e a avó, índia charrua (?). Era filho de um federalista23 revolucionário

gaúcho. "Sou uma espécie de Liga das Nações", definia-se o Barão. Ele era de ascendência italiana, mas sangue uruguaio, americano e Charrua correu através de suas veias. Daí sua pretensão de ser uma "espécie de Liga das Nações”. Sua primeira infância, porém, foi infeliz. Sua mãe cometeu suicídio quando ele tinha dois, e seu pai, devido a convicções políticas firmes e atividades radicais, tinha perdido o seu braço esquerdo, em uma batalha política24. E ele

acabou sendo levantada por tias, à herança de seus avós, no Uruguai.25

O Nome da mãe de Apparício, era Maria Amélia, filha de Juan Brinkerhoff, estadunidense descendente de “russos”, e de Francisca, uruguaia descendente de índios charruas. O pai de Aparício, era João da Silva Torelly, filho de um italiano, Firmino e de uma gaúcha descendente de portugueses, Regina.

Alguns escritores indicam a cidade de São Leopoldo como a cidade natal de Torelly, mas não tem fundamento. Torelly estudou em São Leopoldo, mas não nasceu em São Leopoldo. Leandro Konder26,

por exemplo, afirmava que “Aparício Torelli nasceu em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, em 1895” (2002, p. 13); o que prejudicou todo o livro.

Outros escritores sugerem que Torelly nasceu na cidade de Rio Grande. Aparentemente, Torelly foi batizado na cidade de Rio Grande, embora, possivelmente, não tenha nascido na cidade de Rio Grande.

Veio ao mundo "esse grande herói que a Pátria chora em vida e há de sorrir incrédula quando o souber morto", conforme próprias palavras. Torelly gostava de contar seu insólito nascimento. Grávida, sua mãe viajava em uma carroça. Lá pelas tantas, a carroça caiu em um barranco e quebrou a roda. Foi então que - como disse mais tarde - o Barão "saiu para ver o que estava acontecendo". A postura fora da ordem de Aparício Torelly remonta ao seu próprio nascimento, em 29 de janeiro de 1895. "Sou natural de uma estrada gaúcha", contou Torelly, ao descrever como nasceu em meio a uma viagem no Rio Grande do Sul. "Viajava com minha mãe numa diligência quando uma roda teve o aro quebrado. Com todo aquele barulho, nada mais natural que eu me apressasse a sair para ver o que se passava”. 27 28 29 30 31 32 33 .

Fernando Apparício Brinkerhoff Torelly contava que : “Naquele tempo (...) uma viagem do Rio Grande ao Uruguay era uma aventura. Mas minha mãe queria ter o parto na fazenda do meu avô. Meus pais tomaram um navio (...) e foram a Jaguarão. Dali, em balsa, passaram para Artigas34

e de Artigas até a fazenda do meu avô viajaram de diligência. No meio do caminho, uma das rodas da diligência se partiu e houve um tremendo choque. Minha mãe levou um susto e eu vim ver, de curioso, o que é que estava acontecendo35.

Existe um erro no relato que supostamente Torelly fez sobre o seu nascimento, que sugere que o próprio Barão de Itararé não conhecia, ou não queria revelar, o próprio passado.

Barão de Itabagé36?. Plínio Nunes sugeria a hipótese

de Apparício Torelly ter nascido em Bagé:

“Em minha missiva mais recente (Plínio Nunes) observei da possibilidade de o Barão de Itararé ter nascido em Bagé. Mais do que uma rima, essa possibilidade me deixaria bastante orgulhoso porque admiro demais a bem-humorada obra dele. Como disse ter lido que o Aparício Torelly nasceu em uma diligência próximo à fronteira do Brasil com o Uruguai resolvi indicar o site onde vi essa informação. (...) Acredito que esse território pertencia a Bagé naquela época. Pode ser que agora pertença a Bagé ou a Jaguarão ou aos outros municípios que fazem fronteira37 naquela área com os recentemente

emancipados, Candiota, Aceguá ou Chuí. A chance de ele ter nascido em Quaraí ou Livramento são muito pequenas”. 38

Pelas evidências encontradas até agora, a viagem de Apparício Torelly para Bagé, em dezembro de 1919, não sugeria vinculações mais íntimas ou afetivas com a cidade de Bagé, ou seja, como a cidade natal em que teria nascido o humorista. No entanto, a primeira poesia que publicou, em 1919, em Bagé, no Correio do Sul, foi denominada de “Natal”, nascimento, que pode ser apenas uma coincidência do inconsciente, visto que a época era de festividade natalícia.

Aparentemente, Torelly nasceu em viagem para a cidade de Rio Grande, onde, possivelmente, estava João Torelly, pai, como afirmava um descendente da família:

Apporelly era filho de João, irmão mais velho de Pio, Firmino e Carlos. Eles residiam no Uruguai e resolveram viver no Brasil. João foi para a cidade de Rio Grande, e os demais vieram para Porto Alegre. Sou39 neto de Carlos Torelly e minha mãe era prima-irmã de Aparício. 40

Carlos Torelly

Carlos Torelly foi pintor, em 1920? 41


Firmino Torelly

Órfão, ainda criança, Aparício (Torelly) veio morar em Porto Alegre com o tio e padrinho Firmino Torelly. 42

Ernestina Amaro Torelly

Ernestina Amaro Torelly, “exemplo de utilidade social e idealismo”. Dona Tinoca, como era conhecida, casou-se com Firmino Torelly. A família viveu o “drama da Revolução Federalista”. Participou de campanhas e obras de assistência social e caridade. Dirigiu a Cruz Vermelha rio-grandense; a Cruz da Caridade; a Sopa Escolar e a Creche São Francisco. Faleceu no dia 15 de agosto de 1953. 43

A família Torelly ou Torelli, com seus vínculos com a Revolução de 93, explicaria as posteriores simpatias de Apparício Torelli com Bagé, considerada “Terra de Liberdade”: “Bagé também é um país muito amigo do Brasil. Os mesmos hábitos, a mesma língua. Apenas o sistema político é diferente. Bagé é parlamentarista. Boa gente, gente limpa”.

Primeiro-Tenente Pio Torelly

Existe uma referência a um Primeiro-Tenente Pio Torelly, que teria tomado o comando do navio a vapor chamado Palas, um navio de casco de aço e de propulsão a vapor, movido a hélice, pertencente à Companhia Frigorifica Brasileira, com sede no Rio de Janeiro, que os revolucionários da Armada, em 1893, incorporaram às suas forças navais e que teria naufragado, na Barra do Rio Itajaí, em Santa Catarina. O Palas chegou a Santa Catarina, em companhia do Aquidabã. Dias depois, o navio aprisionava o Vapor do Lóide Iris. Quando o Palas pretendia investir, à noite, à barra do Rio Itajaí (Santa Catarina), o Palas naufragou, não havendo, felizmente, vítimas. Durante longos anos do Palas carcaça aflorava das areias do pontal daquela então perigosa barra. Trazia, como nome, um dos apelidos de Minerva, considerada como deusa da guerra. O Primeiro-Tenente Pio Torelly44, rio-grandense-do-sul destemido o qual,

bravamente, enfrentou o fogo das fortalezas da barra do Rio de Janeiro, forçando-a, em 1893). 45

Colégio Nossa Senhora da Conceição

Com sete anos (1902?), ele foi colocado em um internato jesuíta, Ginásio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo.46

1906, 15 de abril - (11 anos de idade) Ingressa como interno no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo – RS. Matriculou-se (1906) como interno no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo-RS. Concluiu seu ensino secundário no internato Cristo Rei, dos padres jesuítas 47 .

1909 - (14 anos de idade) No colégio faz o seu primeiro jornal manuscrito, intitulado Capim Seco, com tiragem de um exemplar, no qual comparou o reitor da escola à serpente bíblica. O jornal clandestino durou um dia

1911 - (16 anos de idade) Deixa o colégio após completar o 5º ano ginasial.

Em 1912 ele matriculados em um colégio farmacêutica com a idéia de mudar mais tarde para a Faculdade de Medicina em Porto Alegre. Na escola Farmácia, o Barão entretido colegas durante a exames para os professores falam irregularidades.

1914, Faculdade de Medicina de Porto Alegre

Mais tarde, por influência da família, matricula-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, três anos depois (1914 – 19 anos de idade) de deixar o colégio, matriculou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre-RS. Chegou a estudar medicina em Porto Alegre, e era um entusiasta da pesquisa científica, mesmo não tendo concluído o curso, interrompido no quarto ano. Nem a austeridade dos estudos médicos, no entanto, foi capaz de inibir sua personalidade. Durante uma avaliação oral, um professor mostrou-lhe um fêmur, questionando-o a seguir: "Conhece esse osso?" Torelly então se curvou e cerimoniosamente estendeu a mão, apertando o fêmur: "Muito prazer em conhecê-lo!".

"PARA MIM,UM CAFEZINHO"

Começou cedo. Ainda jovem, em Porto Alegre, cursando a Faculdade de Medicina, dava toda sua atenção à política e nenhuma ao diploma que acabou não conquistando. Os tempos eram cruéis para os alunos, com provas orais onde sentiam-se intimidados diante de vetustas bancas de catedráticos e sob o olhar de todos os colegas. Aparício Torelli ia mal. Não respondia a uma só das perguntas, cada vez mais duras. Em certo momento o prepotente professor, mestre na arte da humilhação, vira-se para um contínuo postado no fundo da sala e ordena: "Seu José, traga um monte de capim!" Era o fim, ser chamado de burro. O futuro Barão de Itararé saiu-se então com frase que começou a consagrá-lo como jornalista e humorista, mas cortou para sempre sua carreira de médico: "E, para mim, um cafezinho..."48

Pontas de Cigarro

1916 – (21 anos de idade) Publica seu primeiro e único livro: "Ponta de Cigarros", versos diversos, e programas bem humorados.

PONTAS DE CIGARRO: LIVRO DE VERSOS DIVERSOS

Autor: APPORELY

Editora: ACADEMIA DE MEDICINA - PORTO ALEGRE

Ano: 1916 Edição: NC

Nº de páginas: 56

Medidas: 15 X 22

Encadernação: Capa Dura

Ilustração:

FOTOGRAFIA E E REPRODUÇÃO DE GRAVURAS EM P&B.

Prefácio / Posfácio: PREF. DO AUTOR

Foi em Porto Alegre que ele realmente descobriu jornalismo. Em 1917 ele se tornou conhecido por sua irreverente comentários em A Última Hora (A Última Hora), Porto Alegre um jornal.

1918, Abandono da Faculdade

1918 – (23 anos de idade) Nas féria sofre um derrame andando a cavalo na fazenda de um tio. Logo depois abandona a faculdade no 4º ano. 49 50.

Publica sonetos e artigos em jornais e revistas: "Kodak", Ä Máscara", "Maneca".

Funda "Ä Noite e a Reação", "A Tradição" e "O Chico", seu primeiro(?) jornal de humor.

Em 1919(?) durante férias, ele teve a oportunidade de abandonar os seus estudos. Um ano antes ele havia fundado o primeiro jornal humor, ó Chico. 51

Estudou medicina, parou no quarto ano: - “O que eu queria era estudar direito: ser contra ou a favor, dependendo de quem estivesse a favor ou contra. Mas meu pai me disse para ser médico, basta assinar receitas e atestados de óbitos. Sabe o que significa as duas cobras que estão no anel do médico? Que o cobra duas vezes. Se cura, cobra. Se mata, cobra”.

Numa prova, o examinador mostrou-lhe um osso: - “Conhece este osso”? – “Não senhor”. – “Então eu lhe apresento: é um fêmur”. Ele apertou a ponta do osso: - “Muito prazer”. O examinador, já com raiva: -“Quantos rins nós temos”? - “Quatro”. - “Quatro”? - “Sim, dois meus e dois seus”. Reprovado.


Durante uma prova oral, o seriíssimo professor de anatomia fez a pergunta:

– Quantos rins nós temos?

– Quatro – respondeu o aluno.

– Quatro? O senhor está maluco?

– Dois meus e dois seus. Isto se o senhor for um indivíduo normal.

Durante outra argüição, ouviu o mestre irritado com suas respostas

cretinas berrar para o bedel:

– Traz aí um pouco de alfafa!

A reação brilhante do Barão:

  • E para mim, um cafezinho.

Em medicina escola ele não foi tão brilhante como ele era um estudante um satirista. Ele nunca se graduou. Durante uma aula sobre técnica cirúrgica, o professor lhe perguntou como ele iria avançar com um paciente que teve um traumatismo craniano e hemorragia.

"Lavar a área, e vendo nenhuma fratura, costurar e snip", responde Torelly.

"Você não mencionou a primeira coisa que você tem que fazer", disse o professor. "A primeira coisa que você precisa fazer é limpar a área, os pacientes barbear cabelos."

"Não é um problema", respondeu o estudante ", acontece que o meu paciente é calvo!"

Outros professores que tentaram desafiar Torelly's insolentemente pagar bem caro. Um professor de uma vez lhe mostrou um grande osso, e pediu Torelly, que era osso. Respondendo à sua ignorância do aluno, o professor disse: "Permita-me de lhe apresentar: este é um fêmur". Ele ficou preso ao osso fora.

Torelly respondeu num tom solene.

"Prazer em conhecê-lo", disse ele falsa e uma mão trema.

No final da Década de 1920, em Porto Alegre(?)

“Apesar de tudo, o prof. Danton manteve a fé na profissão. Antes de falecer, pode ver uma doença que contém 7 tipos de vírus e várias dezenas de subtipos em fase de erradicação, coisa que parecia um sonho a realizar. Tratava-se da febre aftosa52. Sobre esta

doença 'ele me relatou' um fato hilariante que merece ser contado, ocorrido em Porto Alegre, no final da década dos anos 2053: chegara a Porto

Alegre o sr. Aparício Torelly, um gaúcho que tentara54 estudar medicina mas não conseguira passar no 2º ano55 o curso médico. No Rio de Janeiro56,

dedicava-se ao humorismo e de quem se contam centenas de fatos cômicos. Nesta sua vinda57, o sr.

Aporelly (como ele se auto-denominava) informava ter feito estudos sobre a febre aftosa58, doença na época (e por muito tempo59) enzoótica no Rio

Grande do Sul , com a apresentação de surtos epizoóticos revestidos de maior ou menor gravidade. O governo do estado60 estava dando apoio, tanto

expedindo convites à conferência que seria pronunciada pelo sr. Aporelly. Os professores Danton Jacques de Seixas e Delphim de Mesquita Barbosa exerciam cargos públicos61 e como na

época havia poucos veterinários em Porto Alegre, foram especialmente convidados, porque o tema da conferência interessava muito à Veterinária e à Pecuária. Havia numerosa assistência quando o conferencista iniciou a palestra. Falando de suas pesquisas, o sr. Aporelly chegou a um momento em que disse: “Observando o material em estudo, vi quando o vírus da febre aftosa passou correndo pelo campo do microscópio!” Ouvida essa declaração, levantou-se o prof. Danton e declarou, em voz alta: “Esta conferência ou é científica62 ou

humorística. Se for humorística, não me interessa assisti-la!”. Ato contínuo, iniciou sua retirada da sala63, no que foi acompanhado pelo prof. Delphim

de Mesquita Barbosa ,deixando ambos o recinto. Houve quem64 dissesse que dita conferência

destinava-se a obter fundo para um dos muitos jornais que o Sr. Aporelly fundara. Esse jornal destinava-se a atacar o governo do Presidente Washington Luís65, por ocasião da Aliança Liberal.

Da campanha da Aliança Liberal resultou a revolução de 1930, que colocou na presidência da República, por 15 anos, o sr. Getúlio Vargas. O sr. Aporelly chegou a fabricar66, no Rio de Janeiro num pseudo laboratório, um produto chamado “AFTONA67”. Segundo ele68, o preparado era preventivo e curativo

da febre aftosa. Na realidade era completamente ineficaz” 69 .

Correio do Sul, Bagé, Terça-Feira, 30 de dezembro de 1919

Apparício Torelly em Bagé

Conferência Humorística: “As Caras”

No próximo sábado, às 8 e ½ horas da noite, o talentoso acadêmico e literato Sr. Apparício Torelly deliciará o nosso público com uma interessante conferência que levará a efeito no Teatro Avenida. Apparício, que é dotado de uma opulenta veia humorística, dissertará sobre o tema “As Caras”, em que promete fazer rir fartamente à plateia. E, como o riso faz bem, dando saúde e vida a humanidade, será bom que se não perca a ocasião de ouvir o alegre e inocente pilheriar do conferencista.

Natal

Noite de Natal. A árvore altaneira

tem balões e velinhas multicores.

Na tal árvore – pau ... de cabeleira

brincam crianças, moças e senhores.

Noite divina. Noite de esplendores,

come-se à farta a santa noite inteira

peru assado, castanhas e licores,

avelãs, e ovo frito em compoteira.

Eu amo lá num canto... Faço frases

e uma velha que sabe as minhas manhas

fiscaliza o namoro dos rapazes.

Vinho do Porto... Passas de Marselha...

Ah! Se eu pudesse, entre as demais castanhas,

arrebentar a castanha dessa velha...

(Apporelly – Apparício Torelly).

Correio do Sul, quinta-feira, 1º de janeiro de 1920.

Dentes

Belos dentes ideais, dentes perfeitos,

Enfeitam a tua boca cor de rosa...

Dentes que mordem... Dentes sem defeito,

Dispostos numa curva donairosa.

Lindos dentes sem par, que foram feitos

Por dentista de mão habilidosa,

Para trincar cocadas e confeitos

Numa dentada certa e voluptuosa.

São teus dentes de alvura alvinitente,

Lindo teclado de marfim polido

Dum estranho piano... Especialmente

Se comes feijão preto, remexido,

A casquinha que fica sobre o dente

Dá-me a exata impressão dum sustenido.

Apparício Torelly


Bagé, Correio do Sul, 03 de Janeiro de 1920

Tristeza Íntima

Essa gente não sabe o que se passa

aqui dentro de mim neste momento.

Vou sorvendo o veneno desta taça,

matando com o riso o sofrimento.

Essa gente não sabe o meu tormento...

Quero largar de vez esta carcaça...

Quero morrer... Um suicídio lento,

que a vida para mim já não tem graça.

Essa gente não sabe nem metade

da terrível tristeza que me invade,

vendo-me alegre e satisfeito a rir.

Essa gente não sabe... Há ocasiões

em que tenho vontade de adquirir

um revólver... Comprado em prestações.

Apparício Torelly.


Correio do Sul, Bagé, Domingo, 04 de janeiro de 1920

Conferência

Realizou ontem a sua anunciada conferência no Teatro Avenida o talentoso acadêmico Sr. Apparício Torelly. Os espectadores gozaram de agradabilíssimos momentos, tendo ocasião de rir a farta durante o tempo em que o orador ocupou a atenção da casa.


Bagé, quinta-feira, Correio do Sul, 08 de janeiro de 1920

A Telefonista

A deusa por quem vivo melancólico

lá se me vai, catita e saltitante,

pisando em ovos, cândida, elegante,

num passo curto, lépido, isocrônico.

Vai trabalhar no “Centro Telefônico”...

E não sei o que sinto neste instante

vendo aquele sorriso cativante,

um tanto misterioso, um tanto irônico...

Sigo-lhe os passos... Sei que ela me viu.

Tiro uma linhas... Deixo-a comovida...

No meu olhar hipnótico con... fio...

Nisto chega um rival... Faz uma intriga.

Fica, portanto, a linha interrompida

E a vil telefonista não me liga...

Apparício Torelly.

Correio do Sul, Domingo, 11 de janeiro de 1920

Notas de Viagem

Depois de um dia inteiro de viagem chego a Bagé, com passagem de primeira, em Wagon especial... - para cargas. O trem que vem a Bagé, como todo o trem que se preza, apita na curva. Embarco de manhã. Dia quente. Os passageiros viajam em cômodos incômodos. Incômodos passageiros. As duas e trinta e cinco da tarde, por entre uma nuvem de pó, em plena marcha do comboio, resolvo que a vida é estúpida. Às três horas, o trem sai dos trilhos. Estúpido também. Os passageiros sofrem sustos passageiros. Gritos, reclamações. Eu também perco a linha. Lanço o meu protesto e três mil réis dum talharim caborteiro, que comi em Cerro Chato. Voltarei a Bagé em automóvel, em bicicleta, em carroça de bois, em velocípede, em carrinho de mão, por mar, a cavalo, de qualquer jeito. De trem, nunca mais! Perderam o freguês!

Estou hospedado no “Hotel do Commércio”. Quarto 42 (grosso calibre). Às ordens.

Olho-me no espelho. É tanto pó, que tenho na cara, que me desconheço. Apalpo-me todo. Reconheço-me pela fala e pela falta de dinheiro.

Peregrino sou eu. Peregrino70 é o dono do Hotel.

Somos iguais. Ele é magro, eu sou gordo. Peregrino é um bom rapaz. Devo-lhe muitas atenções e alguns dias de hospedagem. Estudante e botão não pagam casa.

A Inglaterra é o país dos Lords. Bagé é a terra dos Fords.

Bagé também é um país muito amigo do Brasil. Os mesmos hábitos, a mesma língua. Apenas o sistema político é diferente. Bagé é parlamentarista. Boa gente, gente limpa.

Lindas as bageenses. Aquela tem os olhos que faiscam, como um dois de ouro dum baralho espanhol. Lembro-me a quadrinha do gaúcho:

Quando eu era pequenino,/

antes do meu pai nascê,/

inda nem engatinhava,/

já gostava de você”/.


  • Quem é aquela feiosa vai ali?

  • Qual? Aquela? Tem quatro léguas de campo...

  • Mas que riquinha!...

  • E estas duas?

  • A de fora é daqui da cidade, a de dentro é de fora...

  • Ah!.

  • Quem é esse cavalheiro?

  • Fazendeiro.

  • Tem muito campo, muito gado?

  • Não. É vendedor ambulante de fazendas.

Meia Noite. Vem raiando o ano de 1920. Parabéns as pessoas de minhas relações e amizades.

Grupos de rapazes despejam os seus revólveres. Eu fico quieto. Mais tiros. Mais disparos. Ninguém me acerta. Eu não reajo. Si alguém me ferir, disparo, sim, disparo também. É perigoso passear de aeroplano, por cima de Bagé, na noite de Ano Bom. Não me impressiono com a passagem de Ano. Estou impressionado com a passagem da casa, para a minha conferência.

Recolho-me às três da madrugada. Oh! É horrível a vida de solteiro. Se eu fosse casado não passaria essa pouca vergonha de entrar em casa a estas horas e nesse estado, com as botinas enfiadas na bengala! Tomei champagne, tomei whisky, tomei cognac, tomei vinho do Porto, tomei Marasquino e Piperment. Vou comer um filet com petit-pois e tomar um copo d'água mineral. Fico completamente tonto. Não como mais filet, e nem bebo mais água mineral. Fazem-me um mal medonho. A noite está divina. A lua parece uma moeda de prata de dois mil réis do tempo da monarquia. O céu está estrelado. Não compreendo como estou na chuva.

Estou na confeitaria. É preciso tomar alguma coisa. Tomo uma resolução:tomar um sorvete. O sorvete custa quinhentos réis. A resolução é grátis. Vou tomar mais resoluções.

Entra um grupo de moças. Lindas todas. Uma, entre elas, chama-me a atenção. “Se hace lo que se puede. Hay tiempo para todo71”. Eu olho de cá. Ela

olha de lá. Tomo outro sorvete. O pai também começa a me olhar. Eu fico gelado.

Vou ao cinema. As moças daqui parece que não gostam de fitas. Entretanto, vejo algumas bem trajadas, com lindas toilettes, cheias de bordados. Oh! Eu gosto muito das moças que tem rendas. Apaga-se a luz. Vejo um vulto feminino na assistência. Noto que me fita com insistência. Enquanto ela me fita não vejo a fita. Acende-se a luz. É uma velha. O olho que me fita é um olho de vidro, imóvel, sem pestanas. O diabo da velha tem um olho divergente e o outro de ver gente. O que vale é que ela não me viu. Que azar!

Arranjei uma namorada. Nós já somos noivos entre eles. Não há nada neste mundo mais natural do que um rapaz solteiro ter a sua namorada. Mesmo muitos que são casados têm, às vezes, sem que a mulher e a sogra saibam, os seus namoricos por fora. Esse procedimento, porém, é muito feio. Não só porque não é bonito, mas porque faz concorrência a nós, solteiros. O que não é natural é um moço ter só uma namorada. Por isso, ficará, até segunda ordem, no “Correio do Sul”, esta

Proposta

Um rapaz sério, esplêndido estudante,

já cansado da vida de solteiro,

Considerando a crise apavorante,

quer casar com moça de dinheiro.

Esse rapaz sou eu. Quero primeiro

ver vil metal e ver papel sonante.

Depois... Detalhes à posta restante,

pois não tenho confiança no carteiro.

Um casamento assim é um jugo brando,

prisão perpétua, que, de quando em quando,

pode aceitar uma ordem de Hábeas-Corpus.

Se a deidade é de idade já avançada,

tenho uma condição estipulada:

  • União de Bens, separação de corpos...

Apparício Torelly.


Bagé, Correio do Sul, 16 de janeiro de 1920.

Conferência Humorística

O talentoso acadêmico e inspirado vate Apparício Torelly levará a efeito, no palco do Avenida, mais uma de suas espirituosas conferências. Essa conferência terá lugar amanhã, às 20 ½ horas, estando reservados ao público agradabilíssimos momentos de riso. A festa está dividida em em três partes, consistindo a primeira em exibições cinematográficas, a segunda em exibições vocais e tangetivas72 da orquestra, a terceira em exibições

hilariantes da palavra fácil, imaginosa e alegre do orador. Será uma noitada de sucesso para Apparício e de alacridade73 para a platéia.

Bagé,Correio do Sul, sábado, 24 de janeiro de 1920.

O Lenço

Muito obrigado, amor! Aquele lenço,

com as nossas iniciais entrelaçadas,

por ti bordado, com carinho imenso,

tenho-o entre as relíquias mais sagradas.

Que lindo lenço! É um primor e penso

que assim não bordariam mãos de fadas.

É uma lembrança deste amor intenso

para enxugar as lágrimas choradas.

Guarda-lo-ei, embora me desprezes,

é uma recordação de meu passado,

deste tempo que amei e fui feliz.

De ti me lembrarei todas as vezes

que, por acaso, esteja resfriado,

ou tenha um corpo estranho no nariz.

Apparício Torelly.

Bagé, Correio do Sul, 25 de janeiro de 1920

Poesia

Vamos, querida! Então, não vês o rio,

que, calmo e cristalino, além, deslisa,

tão poético e sereno, como a brisa

que lhe arrepia o dorso luzidio?

E não vês a choupana, onde idealiza

o nosso amor um ninho bem macio?

Vamos, querida! Que nada mais precisa

quem de amor até agora se nutriu.

Vamos gozar as sensações etéreas,

bem juntinhos, mas longe das misérias

deste mundo, devasso lupanar.

Vamos daqui, que o mundo é uma pinóia.

Mas, se a fome cruel nos apertar,

telegrafa a teu pai, pedindo bóia...

Apparício Torelly.

Bagé, Correio do Sul, 30 de janeiro de 1920.

Velho Tema

Eu tratei casamento. Fiz um trato

que não posso cumprir. Eu sou tratante...

Devolvo-lhe, portanto, o seu retrato,

que tenho emoldurado em minha estante.

Mando as cartas e as fitas com que as ato;

mando um anel com pedras de brilhante;

mando as flores que guardo com recato:

  • Assim procede um cavalheiro... Andante.

Mando-lhe tudo, enfim. Tudo renego.

E não mando também um pregador

porque esse pregador meti no prego.

Mando tudo, com lástima e pesar,

porque a amo, porque a adoro com fervor

e porque estou bem pronto... Pra casar.

Apparício Torelly.

Bagé, Correio do Sul, 04 de fevereiro de 1920

Apparício Torelly

Segue amanhã para São Gabriel, onde fará algumas conferências humorísticas, o talentoso acadêmico e inspirado poeta Apparício Torelly.


Bagé, Correio do Sul, 07 de maio de 1920

Sonho

Sonhei que era um burguês. Tinha aprendido

a ignóbil arte de empilhar dinheiro.

Rei do feijão já tinha intrometido

o meu domínio no comércio inteiro.

Era ladrão e mau, mas era tido,

como um distinto e nobre cavalheiro.

E quanta e quanta vez tinha impingido,

dinheiro falso como verdadeiro.

Rendiam-me homenagens. Era um rei.

Os meus milhões impunham simpatia

às mocinhas que viam-me solteiro.

Nisto batem à porta. Eu acordei.

Era um cadáver, que ainda não sabia

que só em sonhos posso ter dinheiro.

Apparício Torelly.

Bagé, Correio do Sul, 16 de maio de 1920

Mudança de Regime

Sou rei. O rei da dor. Um rei sem trono.

Tenho um vassalo fiel – o sofrimento.

Meu pagem predileto – o abandono.

Não me abandona um único momento.

Meu castelo é no ar! Eu o abandono...

Meu leito real – uma cama... De vento...

Passo noites inteiras ao relento,

vagando a esmo como um cão sem dono.

O meu reino vai mal. Mas as finanças.

O pavilhão (da orelha) se incendeia:

Fala mal de mim a opinião pública.

Meu regime não serve. As esperanças

morreram já... Mas, ai! Tenho uma id ia:

Acabo a Monarquia, proclamo uma República.

Apporelly.

Bagé, Correio do Sul, 29 de maio de 1920

Apparício Torelly

Pelo trem do interior chegou ontem de São Gabriel o nosso prezado amigo e colega Sr. Apparício Torelly, que vem ficar a frente da Redação dessa folha, durante a ausência de nosso diretor, assumindo hoje o seu posto no “Correio do Sul”.

Bagé, Correio do Sul, 05 de junho de 1920

Fanfa Ribas

Chegou, ontem, à noite, pelo trem do interior, o ilustre jornalista Sr. Fanfa Ribas, diretor dessa folha.

Bagé, Correio do Sul, 08 de junho de 1920

Traços e Troças

Sou pelo uso do zuarte74. Não só, mas também. Sou,

primeiro que tudo, porque todo mundo é a favor e nesta época não se deve contrariar a ninguém. Contrariando é pior. Sou, segundo que tudo, pelas inúmeras vantagens que oferecem as roupas baratas sobre as caras. As roupas caras são seguidamente traças e não raro até pelas baratas. Além disso as roupas de casimira mancham-se e inutilizam-se com facilidade, de nada servindo as tais lavagens químicas. Tive uma fatiota azul marinha, de fabricação inglesa, que, depois da primeira lavagem, talvez sofrendo a influência maximalista75,

ficou russa. Soube também de um estudante que mandou ao tintureiro um terno de roupa que usara durante alguns anos e que, no dia seguinte, recebeu do tintureiro um embrulho pequenino. - Está aqui a sua roupa – disse-lhe o tintureiro. O rapaz escancarou os olhos, muito intrigado, abriu o pacote e encontrou apenas os botões. - A sua roupa – explicou-lhe depois o tintureiro – estava tão sebosa que, quando fui submete-la à lavagem, em água quente, a roupa derreteu-se toda, tendo podido salvar somente os botões... Considerando as roupas de zuarte, sob esse ponto de vista das lavagens, são de uma superioridade indiscutível sobre as outras. Pode-se lavar, quantas vezes se quiser, uma fatiota, porque a cor é firme e não desbota,e, sobretudo, não corre o perigo de derreter-se. Se o dono da fatiota não quiser lava-la também será a mesma coisa, porque não se nota a sujeira no zuarte. Além de tudo isso, com a atual crise de numerário, as transações a crédito tornam-se dificultosas quanto maior for o crédito solicitado. Dessa forma, será muito mais fácil conseguir fiado um traje de zuarte, por 30 ou 40 mil réis, do que uma fatiota por 250. Por isso é que sou pelo zuarte. O zuarte é bom. Sobretudo, no inverno, é muito bom.

Apporelly.

Bagé, Correio do Sul, 09 de junho de 1920

Traços e Troças

O barro existente nas nossas ruas traz consigo a vantagem bíblica de manter-nos a constante lembrança da nossa lodosa origem. Memento homo quia pulvis est et in pulverem reverteris! Foi com um punhado dessa argila escorregadia, amassada com perícia experimentada do Divino Escultor, que o nosso pai Adão foi fabricado. Bendito, pois, esse barro, que é nossa carne,que é nosso ser, que é nosso corpo. Nós somos, portanto, feitos desse barro. Os alemães são do barro vermelho. Os africanos do barro preto. Há tempos, numa ocasião em que se deu uma terrível revolução astral, o nosso planeta, a Terra, quase foi de encontro ao nosso colega, Marte. Esse horripilante episódio aéreo passou desapercebido aos astrônomos da Terra. O mesmo, porém, não aconteceu com os marcianos, que, munidos de possantes telescópios, acompanharam de perto a insólita agressão do nosso globo. Cheios de indignação, os habitantes de Marte, para nos injuriar, começaram a chamar os povoadores de nosso mundo de filhos de pais incógnitos, isso porque o nosso velho pai não tinha família e nem nome e era, portanto, chamado Adão de tal. Felizmente, hoje, pode-se rebater essa infâmia e desfazer essa calúnia. Adão chamava-se Adão de Barro. Desdente direto dessa antiga família é o conhecido poeta português João de Barro, que é poeta e passarinho. Os irmãos Perez, aqui domiciliados, são de opinião contrária. Acham que Adão também chamava-se Perez. Tanto isso é verdade que na própria História Sagrada estão as palavras de Jeová: “Se comeres do bem e do mal perez...serás!”. Adão comeu e ficou sendo chamado de Adão Perez...

Apporelly.

Bagé, Correio do Sul, 10 de junho de 1920.

Traços e Troças

A nossa luz vai ficando cada vez mais fraca. Não quero fazer referência à luz solar, porque nestes dias de chuva, o sol só aparece quando a raposa vai se casar. Quero referir-me à luz elétrica, que vai aos poucos diminuindo de intensidade, talvez por falta de energia. Antigamente, a gente mexia no registro, abria a chave, dizendo como Jeová, no Paraíso: “Fiat, lux!” e os focos brilhavam ofuscantes. Agora, vira-se, remexe-se, grita-se: “Fiat, lux!”e a luz pisca e não acende... Levanta-se mais a voz e exclama-se: “Ford, lux!”, “Overland, lux!”, “Dodge Brothers, lux!” e... Nada! Não há marca de automóvel que sirva!... Nós, que vivemos nesta “anarquia ocidental”, que somos, por conseguinte, de poucas luzes, nos vemos atrapalhados nestas trevas. Bem felizes, aqueles iluminados, como o Dr. Ah! Ah! Borges de Medeiros, que, nesta época em que a dúzia de ovos está valendo 3$500, podem viver às claras, aproveitando as gemas. Para resolver o problema da iluminação, eu pensei no matrimônio. Não sigo a escola do filósofo cínico, que, a respeito do casamento, dizia: “ Se fores moço, ainda é muito cedo; se fores velho, já é muito tarde”. O casamento é uma necessidade. O matrimônio é uma instituição. Mas... Quem casa quer casa. É justamente o que eu quero. Falando comigo mesmo, isto é, com meus botões, cheguei a conclusão que tenho casas. As casas dos meus botões. Acho-me, portanto, em condições deploráveis, mas, em todo o caso são condições. Além disso, sou, por decreto do governo, um quartanista de medicina. Com as cadeiras do terceiro ano posso mobiliar o quarto e contrair núpcias, dívidas, etc. Dando eu, portanto, a casa, o quarto e a mobília, é de justiça que minha futura esposa, pelo menos, dê a luz. E assim, resolvendo o problema da iluminação, constituirei família, tendo filhos e...lustres.

Apporelly.

Bagé, Correio do Sul, 11 de junho de 1920

Traços e Troças

A arte é tudo, todo o resto é nada”, disse Eça de Queiroz, que eu chamaria de grande se não soubesse que o incorrigível ironista português foi de estatura mediana. Desde criança, sou dado as artes. Fui um menino muito arteiro. O diabo é que meus professores cortavam-me a vocação. Principalmente para as belas artes, sempre senti uma irresistível tendência e uma criminosa inclinação. A pintura, por exemplo, roubou-me as melhores horas da minha desabusada mocidade. Eu pintei muito... A poesia e a escultura inebriaram os meus nervos, encantaram a minha juventude. Hoje sou um ex cultor da musa. A música... nem se fala, pois é sabido que tenho levado a minha vida na flauta. A oratória... Ah! As minhas orações... Que digam essas deusas, a cujos pés me prostrei, implorando o pão do coração... A arte da palavra, a mais complexa de todas, exercitei-a pois tenho lábias e lábios. Nessa fui protegido pela lei do atavismo, que dizem saírem os filhos semelhantes aos pais. Eu segui a regra geral. Sou muito parecido com meu pai. Meu pai é conservador. Eu sou conversador. A mais difícil das artes, porém, é a arte de viver. Viver todos vivem. Saber viver é que é. Para levar a cruz dessa existência é preciso muita manha e artimanha. Quantas vezes um homem tem que se fazer de burro, para comer capim. E quantas vezes o desespero invade o nosso espírito a ponto de se pensar em adquirir um revólver... comprado em prestações. Felizes aqueles que são artistas de berço, como aquele menino que, quando o pai recebeu, durante um jantar, um telegrama, comunicando-lhe a morte de um parente próximo, perguntou muito compenetrado: - Oh! Papai: a gente tem que chorar antes ou depois da sobremesa?

Apporelly.


Bagé, Correio do Sul, 12 de junho de 1920

Traços e Troças

No prefácio “Pontas de Cigarros”, um livro de versos diversos, que há tempos publiquei e que, graças a Deus e ao respeitável público, está esgotado, tive uma afirmativa que, hoje é extemporânea. Disse nesse prólogo que não desejava imortalizar-me, porque eu já era imortal por natureza... Não podia morrer... Não tinha onde cair morto. Hoje, não poderia escrever a mesma coisa. Os tempos mudaram. Tempora Mutantur (frase estrangeira que vem do Latim). João Phoca achava que até os provérbios se deviam modificar, conforme a época. Antigamente, por exemplo, se dizia: Quem tem telhado de vidro não atira pedras no vizinho. Agora, deve-se dizer: Quem tem telhado de vidro..., é fotógrafo... Da mesma forma, hoje, não posso dizer que não tenho nada. Sim! Porque afinal, a minha honra, a minha dignidade, o meu relógio, as minhas botinas, então, não valem nada? Assim é que resolvi desde já, como é de praxe, fazer o meu testamento, com as minhas últimas vontades. Sinto que me treme o pulso. Não é que eu tenha medo da morte. Apesar de ser muito vivo, já tenho ido morto muitas vezes. Mas é que eu não gosto de ir a enterros e irei ao meu bastante contrariado. São estas as minhas últimas disposições: “Quando eu morrer...( cá para nós: eu carrego comigo esse pesar de não ficar para semente) em primeiro lugar, não quero que me enterrem vivo. Deixo tudo... porque não me fica bem levar as minhas bugigangas para o céu. Aos meus colegas de imprensa, peço que, ao darem a notícia do infausto acontecimento, não empregarem aquela expressão popular virou o carretão. Por um dever de respeito, que, aliás, nos merecem todos os cadáveres, noticiem, por exemplo, assim: “Quando guiava um veículo de sua propriedade, aconteceu ser vítima dum terrível desastre o apreciável Sr.

Apporelly.

Bagé, Correio do Sul, 13 de junho de 1920.

Traços e Troças

Já filósofos profundos e indivíduos que nem foram filósofos nem foram profundos disseram muita coisa bonita sobre o amor, mas não se tem dito tudo. Nenhuma dessas definições, que andam por aí espalhadas em entrelinhas escusas de almanaques ou em pensamentos pernósticos de cartões postais enche as medidas. Nenhuma satisfaz, porque nenhuma é completa. O amor é vário. Manifesta-se sob diversos aspectos, obedecendo as circunstâncias e subordinando-se a caracteres. O amor é velho, como o mundo, mas sempre novo, viçoso, exuberante, despertando sempre entusiasmo nos corações dos moços e fazendo os corações dos velhos saltitar, assanhado, como um passarinho engaiolado entre as costelas. Eu sou visceralmente amoroso. Tenho o coração dilatado por esse afeto e pelo vermouth com syphon. Em matéria de amor não sou materialista. Aprecio, entretanto, a ... mor...ta...dela, que ver a ser a anca do cavalo, comprimida em lata de conserva. Sou adepto do amor livre... de despesas.

Apporelly.

Bagé, Correio do Sul, 15 de junho de 1920.

Apparício Torelly

Seguiu ontem para São Gabriel o nosso talentoso patrício e amigo Sr. Apparício Torelly, que durante a ausência do diretor desta folha nos prestou os seus excelentes de redator interino. Ao prezado colega agradecemos a maneira gentil e correta com que se desobrigou do espinhoso encargo que lhe confiamos.

1Mestre em História do Brasil. Diretor do Arquivo Público Municipal de Bagé.

2Para Malfatti (1988), “A linha de pensamento da Constituição rio-grandense, em relação à economia, eqüidistava-se, tanto do liberalismo, como do totalitarismo” (p. 101); “a distância que mantinha a doutrina castilhista em relação ao liberalismo e ao totalitarismo” (p. 1001); “o positivismo eqüidistava-se, também, do totalitarismo” (p. 107); “não poderíamos caracterizar o castilhismo de Borges, como genuinamente de regime totalitário, embora se encaminhasse para ele, inclusive com uma alusão explícita de João Neves da Fontoura, ao fascismo italiano” (p. 207); “Não houvesse a revogação dos instrumentos contidos na Carta Castilhista, em 1923, pelo Tratado de Paz de Pedras Altas, tudo indica que o castilhismo se converteria em totalitário” (p. 207). Fonte: MALFATTI, Selvino Antonio. Chimangos e Maragatos no Governo de Borges de Medeiros. Porto Alegre: Pallotti, 1988.

3 Fonte: http://www.secpf.com.br/artigos/071106_gaucho.htm . ANÁLISE # 05/11/2006 . “O Gaúcho era gay?”. Por Mário Maestri. Fonte: . Acessado em: 16 de outubro de 2008. Hora: 20:49 h.

4Fonte: Torronteguy, T. O . V. "La Rebelión Federalista en Río Grande del Sur. El ideario republicano en Brasil (1893)”. In: Desmemoria, nº 03. Buenos Aires: s. e. , abril/mayo/junio, 1994, pp. 65-75. Citado por: Reckziegel, 1999, p. 144.

5(Diário Popular. Pelotas, (?)/12/1892. Citado por: RECKZIEGEL, 1999, p. 109).

6Terminada a Revolução Farroupilha, “na correspondência de Osório, permanente preocupação em extrair renda da estância que possuía no Uruguai, para garantir o seu futuro e o dos familiares, pois somente o soldo, de 80 mil réis por mês, não era suficiente. Pequena originalmente, a estância denominada Cruzeiro foi ampliada posteriormente, com compras de porções de terras a crédito ou com dinheiro emprestado de amigos. Em 1846, ela encontrava-se em estado precário e, para recuperá-la, Osório obteve licença e foi para lá, com vinte peões e cerca de 150 cavalos”. Doratioto, Francisco. General Osório, a Espada Liberal do Império. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 83.

7Doratioto, Francisco. General Osório, a Espada Liberal do Império. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 90.

8 “O primeiro Delegado Fiscal nomeado foi João Cruvello Cavalcanti que montou ao redor das cidades fronteiriças uma rede de zonas fiscais, fora das quais a mercadoria seria considerada contrabando. Estas zonas seriam demarcadas por uma linha interior que partia do 'Rio Piratini, em sua foz, no Rio Uruguai muito acima de São Borja', descendo 'em linha reta pela coxilha de Espinilho e pelo Rio Itu até sua foz, no Ibicuí, por esse até à do Santa Maria, por esse até Dom Pedrito e por esse, acima, pelo Ponche Verde até à Lagoa do mesmo nome e, daí, por uma reta norte-sul a entestar com o marco 34' da fronteira rio-grandense, envolvendo 'mais de um terço do território habitado do estado'”. CAVALCANTI, João Cruvello. Relatório do Delegado Fiscal do Rio Grande do Sul, In: BARBOSA, Rui. Relatório do Ministério da Fazenda – 1891. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1891, p. 5. Citado por: ALVES, Francisco das Neves.

fna@mikrus.com.br . A FRONTEIRA MERIDIONAL DO BRASIL E A (DES)INTEGRAÇÃO NO CONE SUL. (Trabalho publicado em: ALVES, Francisco das Neves (org.). Brasil 2000 – quinhentos anos do processo colonizatório: continuidades e rupturas. Rio Grande: FURG, 2000. pp. 211-225). http://www.ufsm.br/mila/publicacoes/reppilla/edicao01-2003/2003%20-%20artigo%201.pdf . Acessado em: 12 de setembro de 2008. Hora: 15:15 h.

9(FRANCO, Sérgio da Costa. “Panorama Sócio-Cultural da Fronteira Brasil-Argentina”. Revista do Instituto Histórico Geográfico do Rio Grande do Sul. Nº 129. Porto Alegre: 1993, pp. 139-151. Citado por: RECKZIEGEL, 1999, p. 84).

10(DOCCA, Souza. Limites entre o Brasil e o Uruguai. Rio de Janeiro: Oficina e Gráfica(?), 1939. Citado por: RECKZIEGEL, 1999, p. 30)

11O avô, norte-americano, de Torelly, estava no Uruguai.

12Em 1865, o cosmopolitismo da fronteira já era notado por Conde D'Eu, em passagem por Bagé, enquanto observava a quantidade de bandeiras de outras nacionalidades que não a brasileira, na cidade. Havia um onde de migração que seguia uma rota que partia de Buenos Aires e Montevideo em direção ao interior do Rio Grande do Sul, interior em franco desenvolvimento por causa da criação de gado.

13Um dos avôs de Apparício Torelly era norte-americano e teria morado no Uruguai.

14(PETRISSANS, Ricardo & FRETRÍA, Gonçalo. Extranjerisación de las Terras Nacionales. Montevideo: Proyeción, 1987, p. 11. Citado por RECKZIEGEL, 1999, p. 101).

15(RECKZIEGEL, 1999, p. 100).

16Citado por: FRANCO, Sérgio da Costa. Júlio de Castilhos e sua Época. Porto Alegre: Globo, 1967, p. 165. Apud: MALFATTI, 1988, p, 153.

17COSTA & PADOIN (2006) não indicaram o local de nascimento de Gaspar Silveira Martins que, reconhecidamente, nasceu em Aceguá, possivelmente, em território uruguaio, em 1834, considerando o desenho, o limite da fronteira, na época.

18 Fonte: MARTINS, Lafayette Rodrigues. Introdução. In: MARTINS, Gaspar da Silveira. Discursos Parlamentares. Brasília, Câmara dos Deputados, 1979. 488 p. (Perfis parlamentares, 14). pp. 15-112. Citado por: COSTA, Marcus Vinicius da & PADOIN, Maria Medianeira. A REVOLUÇÃO FEDERALISTA (1893-1895): O CONTEXTO PLATINO, REDES, OS PROJETOS E DISCURSOS CONSTRUÍDOS(AS) PELA ELITE LIBERAL-FEDERALISTA. http://www.2csh.clio.pro.br/marcus%20vinicius%20da%20costa%20-%20maria%20medianeira%20padoin.pdf Acessado em: 12 de setembro de 2008. Hora: 14:42 h. (Síntese da dissertação desenvolvida junto ao Mestrado em Integração Latino Americana – MILA – Área de Concentração História Latino Americana – Esta pesquisa contava com financiamento do programa CAPES, para o período de mar/2005 a mar/2006.

19De pai de descendente de italianos, no Rio Grande do Sul.

20Possivelmente, no Uruguai.

21O norte-americano, descendente de russos, estaria localizado no Uruguai? O nome Brinkerhoff, seria realmente de origem russa? Ou holandesa: “I'm confused as to whether to use Blinkerhoff or Brinkerhoff. In Versteeg's "Bergen Records 1666-1788" (Holland Society) almost all the entries are as Blinkerhoff, i.e. Hartman Blinkerhoff, b. 15 Apr 1781, bp. 13 May 1781”. Fonte: http://genforum.genealogy.com/cgi-genforum/email.cgi?896514660 . Ou: http://genforum.genealogy.com/brinkerhoff/ .

22Italianos que estavam localizados no Rio Grande do Sul.

23Evidência dos vínculos da família com os federalistas, partidário do Partido Federalista, de Gaspar Silveira Martins.

24Seria a Revolução de 1893?

25http://www.brazzil.com/pages/p18oct95.htm

26KONDER, Leandro. Barão de Itararé: O Humorista da Democracia. Coleção Encanto Radical. São Paulo: Brasiliense, 2002.

27 RESGATANDO A CAPACIDADE DE LEMBRAR. Para saber mais - Edição 14. Lorenzo Andreotti. http://www.vencer.com.br/materiaCompleta.php?id=26 .

28http://www.jornal.ufrj.br/jornais/jornal9/jornalUFRJ906.pdf . O humor libertário do Barão. Coryntho Baldez. UFRJ. Outubro•2005

29 Acessa História. Barão de Itararé – O Rei do Humor Brasileiro. Por Carlos Ogawa. Ilustração Danielle Joanes. 14-01-2008 às 09:25 - marina - . http://www.acessasp.sp.gov.br/blog/index.php?itemid=377

30http://por-inzemprio.blogspot.com/2006/03/viva-o-baro-de-itarar.html

31 Sobrancelha, dragões e muito teatro. Jairo Bouer. http://www.paginadois.com.br/Coluna/sobrancelha.html .

32 Arthur Torelly Franco. torelly@polors.com.br . As dedicatórias do Barão de Itararé. http://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=230&CodMateria=1834 .

33Fonte: junior_poa32@hotmail.com . Wednesday, January 24, 2007 11:52 PM . http://www.espacoacademico.com.br/rea_espleitor07.htm .

34 No caso, a fronteira de Jaguarão, com o Uruguay, é a cidade de Río Branco: “Río Branco é uma cidade do Uruguai localizada no departamento de Cerro Largo. A cidade deve seu nome ao brasileiro Barão do Rio Branco, sendo limítrofe com a cidade brasileira de Jaguarão”. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Branco_(Uruguai) . “Cerro Largo é um departamento do Uruguai. Sua capital é Melo. Localizado na região leste do território, limita-se como Brasil e com os departamentos de Rivera, Tacuarembó, Durazno e Treinta y Tres. A Cuchilla Grande cruza Cerro Largo e divide a bacia do rio Negro, até o noroeste, da bacia da Laguna Merín, até o sudeste. A segunda cidade em importância é Rio Branco, limítrofe com a cidade brasileira de Jaguarão. Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Departamento_de_Cerro_Largo_(Uruguai) . A cidade de Melo, no Uruguay, era próxima de Bagé, no Brasil. O Departamento de Cerro Largo, onde nasceu Silveira Martins, era limítrofe com o município de Bagé. Possivelmente, Río Branco, Melo, Jaguarão, Rio Grande, Bagé, e, posteriormente, São Gabriel, eram roteiros conhecidos da família do Barão de Itararé.

35Citado por: BENEDITO, Mouzar. Barão de Itararé: Herói de Três Séculos. São Paulo: Expressão Popular, 2007, p. 15.

36 Fonte: Plínio Nunes. http://www.geocities.com/pauloracostad/adrigum.htm .

37 Em 1999, a fronteira, no Brasil, teria 8 municípios brasileiros: Santa Vitória do Palmar; Jaguarão; Erval; Bagé; Dom Pedrito; Santana do Livramento; Quaraí; Uruguaiana. A fronteira, no Uruguai, teria cinco departamentos: Artigas; Rivera; Cerro Largo; Treinta e Tres; Rocha. (RECKZIEGEL, 1999, p. 22). Em 1º de Fevereiro de 1890, “(...) a fronteira compreenderia diversos dos municípios fronteiriços gaúchos, como São Borja, Itaqui, Uruguaiana, Alegrete, Quarai, Santana do Livramento e Dom Pedrito, entre outros (...)”. ALVES, Francisco das Neves.

fna@mikrus.com.br . A FRONTEIRA MERIDIONAL DO BRASIL E A (DES)INTEGRAÇÃO NO CONE SUL. (Trabalho publicado em: ALVES, Francisco das Neves (org.). Brasil 2000 – quinhentos anos do processo colonizatório: continuidades e rupturas. Rio Grande: FURG, 2000. pp. 211-225). http://www.ufsm.br/mila/publicacoes/reppilla/edicao01-2003/2003%20-%20artigo%201.pdf . Acessado em: 12 de setembro de 2008. Hora: 15:15 h.

38Fonte: Plínio Nunes. http://www.geocities.com/pauloracostad/adrigum.htm .

39Arthur Torelly Franco.

40Fonte: Arthur Torelly Franco. torelly@polors.com.br . As dedicatórias do Barão de Itararé. http://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=230&CodMateria=1834 .

41 http://www.ciriosimon.pro.br/doc/did/07-HistoriaRS.pdf . “É o caso de Carlos Torelly, Pedro Weingärtner e Oscar Boeira. Há apenas um registro (em 1920) de participação em banca do pintor Carlos Torelly. Em relação aos filhos da terra prevaleceu o mesmo constrangimento econômico visível na em atuação a Oscar Boeira, egresso da ENBA e Carlos Torelly”. ARTE no RIO GRANDE do SUL. As ARTES VISUAIS INSTITITUCIONALIZADAS nos SUCESSIVOS PROJETOS POLÍTICOCIVILIZATÓRIOS INSTAURADOS no ATUAL TERRITÓRIO do RIO GRANDE do SUL. CÍRIO SIMON. PORTO ALEGRE - JANEIRO de 2006. História das Artes Visuais no Rio Grande do Sul. As ARTES VISUAIS INSTITUCIONALIZADAS. Círio SIMON, 2006.

42Fonte: Arthur Torelly Franco. torelly@polors.com.br . As dedicatórias do Barão de Itararé. http://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=230&CodMateria=1834 .

43 Fonte: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/camarapoa/usu_doc/logradouros.pdf .Porto Alegre. Câmara Municipal. Seção de Memorial. Logradouros públicos em Porto Alegre: presença feminina na denominação /

Rosa Ângela Fontes (org.). - Porto Alegre : Gráfica da UFRGS, 2007, p. 41.

44Seria o mesmo Pio Torelly, tio de Apparício Torelly? Se a hipótese for correta, a família Torelly estava do lado dos Federalistas.

45Fonte: http://www.brasilmergulho.com.br/port/naufragios/navios/sc/palas.shtml . Fonte: Marinha do Brasil

46

47Fonte: Arthur Torelly Franco. torelly@polors.com.br . As dedicatórias do Barão de Itararé. http://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=230&CodMateria=1834 .

48http://www.brasiliaemdia.com.br/2006/11/10/Pagina1177.htm . Voltaire e o governo Lula. Data de Publicação: 11 de novembro de 2006. Carlos Chagas. cchagas@brasiliaemdia.com.br .

49http://www.sac.org.br/SAC00084.htm . Carta Enigmática. Quem foi o Barão de Itararé? Sociedade de Assistência aos Cegos – SAC. Ano II - Nº 84 - Fortaleza, 24 de Junho de 1999. Boletim diário editado e impresso em braille e tinta na

Imprensa Braille Rosa Baquit. Fortaleza - Ceará – Brasil.

50Fonte: Arthur Torelly Franco. torelly@polors.com.br . As dedicatórias do Barão de Itararé. http://www.revistadigital.com.br/adagio.asp?NumEdicao=230&CodMateria=1834 .

51 “Foi o caso da formulação de uma jovem de quinze anos, Ady Torelly, que de São Paulo escrevera ao pai, Aparício Torelly, no Rio de Janeiro, sobre nomes da política e o contexto do Estado Novo. A hilaridade da carta ao conectar os figurões da política internacional aos fios de cabelo do pai, e a ironia ao getulismo parecem ser sugestões à queda dos regimes: 'O frio aqui é de rachar até a raiz dos cabelos. Ah! E por falar em cabelo, como vão os seus? O Hitler; o Mussolini? Já caíram? Acho melhor não batizar um deles de Getúlio porque se não der resultado, cai todo o cabelo e só fica um fio, que é o tal'”.Carta de Ady Torelly a Aparício Torelly. São Paulo, 15/10/1940. Citada em FIGUEIREDO, Cláudio. As duas vidas de Aparício Torelly, o Barão de Itararé. Rio de Janeiro: Record, 1988, p. 137. Citado por: Representações cômicas da República no contexto do Getulismo Elio Chaves Flores. Rev. bras. Hist. vol.21 no.40 São Paulo 2001. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882001000100007&script=sci_arttext&tlng=pt .

52 A Evolução da Doença no Brasil:

1870 – O vírus da aftosa entra na América do Sul com a importação de bovinos da Europa, onde a doença era conhecida desde 1546.

1919 – Começa no Brasil o combate à doença de forma organizada.

http://www.webrural.com.br/webrural/artigos/pecuariacorte/sanidade/aftosa.htm . A Febre Aftosa foi descrita pela primeira vez no Brasil em 1870, no estado do Rio Grande do Sul, de onde se difundiu às outras unidades federativas. Apesar da sua descoberta em 1870, foi apenas em 1919 que se iniciou, de forma organizada, o combate a esta enfermidade, através de uma política normativa e fiscalizadora, na qual o Ministério da Agricultura estabeleceu com a implantação do código de Polícia Sanitária, as primeiras medidas específicas contra a doença.

Em 1934, o Governo Federal aprovou o Regulamento da Defesa Sanitária Animal, contendo medidas de profilaxia para as doenças dos animais, incluindo a febre aftosa (Decreto nº 24548, de 03/07/1934). http://www.asccoper.com.br/downloads/febreaftosa.pdf .

A Febre Aftosa se introduziu na América do Sul no final do século XIX (1870), de forma quase simultânea na costa oeste dos USA, Brasil, Argentina e Uruguai, e logo, durante a primeira metade do século XX se disseminou para a totalidade dos países da América do Sul, ao mesmo tempo em que os países da América do Norte erradicavam a enfermidade de seus territórios: USA, em 1929 (...). http://bvs.panaftosa.org.br/textoc/Correa-Naranjo-FMD-arroba-boi-2005port.pdf

53A data descrita não está articulada com a história de vida de Apparício Torelly, na década de 1920, principalmente no final da década de 1920.

54O autor desconhece os motivos pelos quais Apparício Torelly abandonou a Faculdade de Medicina.

55Nada indicava que Apparício Torelly abandonou os estudos de Medicina no 2º ano.

56Apparício Torelly já estava no Rio de Janeiro, no final da década de 1920.

57Apparício Torelly veio do Rio de Janeiro para Porto Alegre no final da década de 1920, para fazer uma conferência sobre aftosa, para arrecadar dinheiro para uma campanha política, para um jornal do Rio Grande do Sul?

58Apparício Torelly estudou na Faculdade de Medicina. Era interessado no assunto da aftosa, como curioso e não como médico veterinário.

59Quanto tempo a aftosa foi doença enzoótica no Rio Grande do Sul?

60Apparício Torelly era vinculado ao Partido Federalista e não ao partido do governo, o Partido Republicano Rio Grandense.

61Faziam parte da burocracia do Estado do Rio Grande do Sul.

62Dr. Danton Jacques de Seixas, médico-veterinário, esperava conferência científica sobre a aftosa.

63Dr. Danton Jacques de Seixas, médico-veterinário, surpreendeu-se com o conferencista e com a conferência: Desavisado?

64Posteriormente, alguém avisou o Dr. Danton Jacques de Seixas, médico-veterinário, sobre os verdadeiros objetivos do conferencista e da conferência: motivações políticas.

65O governo de Washington Luís foi derrubado militarmente por Getúlio Vargas na Revolução de 1930.

66Qual a evidência da fabricação do produto, por parte de Apparício Torelly?

67 Alternativas para Aftonia incluir Aftan, Aftine, Aftinn, Aftona, Aftonah, Aftone, Afton, Aftoniah, Aftonie, Aftony, Aftonya, Aftonyah, Aftonye, e Aftyn. Erros de ortografia comuns e enganos para aftona babulici, apelidos : aftnoa, atfona, afotna, fatona, afton, aftona, sftons, aftona, aftona, aftona, afttona, aftona, aftonaa, aftonae, aftonai, aftonao, aftonna. Estudou no Monastério de Keneshrin (Ninho das Águias) que fora fundado por São João de Aftonia (+536AD) às margens do Rio Eufrates na cidade de Jarablos em 530AD. http://www.de-ortodoxiabrasil.blogspot.com/

68Aparício Torelly.

69 Dr. Danilo Saraiva – Presidente da Academia Rio-Grandense de Medicina Veterinária. VALE A PENA LER. “PROFESSOR DANTON JACQUES DE SEIXAS: 1º BRASILEIRO FORMADO EM MEDICINA VETERINÁRIA”. Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul. AUTARQUIA FEDERAL NA DEFESA DA POPULAÇÃO E DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DE QUALIDADE. INFORMATIVO “ON LINE” - nº 131. SEMANA DE 28/11/04 a 04/12/04 http://www.crmvrs.gov.br/Info131.htm .

70O nome do dono do hotel era J. Peregrino Gonçalves.

71 “Hay un tiempo para todo”. Eclesiastés 3, 1-8 . http://www.poemasromancesyamor.com/navidadreflexion3.html .

72 TANGE-VIOLA. Descrição: tange-viola [De tanger + viola.] Substantivo masculino. 1.Bras. Zool. V. serra-pau. [Pl.: tange-violas.]. Palavra: TANGEDOR. Descrição: “Trazei-me um tangedor”, diz o profeta Eliseu (2 Rs. 3.15), querendo significar com isso um tocador de instrumento de cordas como a harpa. o poder da música para afastar a alma da influência de coisas exteriores, e prepará-la para as visões interiores, se torna igualmente manifesto por outras passagens: 1 Sm 10.5,6 - 16.14 a 23. os músicos, a que se faz referência em Mt. 9.23, eram tocadores de flauta, que se empregavam como pranteadores profissionais. Fonte: http://www.universobiblico.com.br/novo/index.php?id=v_dic_bib1.php&cod=4608&igreja= .

73 Substantivo. Feminino. 1. vivacidade, entusiasmo, jovialidade, vigor. Traduções: Espanhol: alacridad f (es). Francês: alacrité f (fr). Galego: alacridade f (gl). Inglês: alacrity (em). Italiano: alacrità f (it). Etimologia: Do Latim, alacritās. http://pt.wiktionary.org/wiki/alacridade .

74 ZUARTE: Tecido Brim rústico de algodão mesclado. http://www.babylon.com/definition/ZUARTE/Portuguese . JEANS: nome inglês de tecido de algodão com desenho sarja e peso elevado para calças e macacões. O mesmo que denim, canvas, zuarte. http://www.bauhausnet.com.br/corpo_fibra1.htm#tecidos .

75Na Rússia pré-revolucionária, Os socialistas revolucionários se dividiram em duas facções, os radicais e os moderados. Os primeiros eram conhecidos como Maximalistas , e os últimos como Minimalistas. http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/07/387955.shtml

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