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segunda-feira, 26 de julho de 2010

FRANCESCO ALGAROTTI: A HISTÓRIA DE UMA DÚVIDA E OS LIMITES DA OBRA DE NICOLAU DREYS

CLAUDIO ANTUNES BOUCINHA

Introdução

Ao que parece, a figura de Francesco Algarotti renasceu das cinzas para iluminar discussões contemporâneas.

Qual o valor das afirmações de Nicolau Dreys sobre a figura do gaúcho?

O que desejava realmente dizer Dreys ao citar comparações de Algarotti?

O que é uma sociedade “agyne”?

O que eram os “tártaros zaporojos” ou “zoporojos”?

Quem era Francesco Algarotti?

Nesse intento, precisar-se-ia estudar as influências de Algarotti nas idéias de NicolauDreys.

Não cabe inferir se o gaúcho gostava ou não de mulher, se todos os gaúchos tem os mesmos gostos: ao fazer tal afirmação, o que se faz é apenas isolar um fragmento do pensamento de Nicolau Dreys e também do pensamento de Francesco Algarotti.

Nenhum povo, até agora, foi reconhecido como uma sociedade só de homens ou só de mulheres, ou só de eunucos, ou só de amazonas, ou só de assassinos, ou só de templários, ou só de cristãos, ou só de utopias.

A complexidade da realidade é mais fértil do que qualquer utopia.

Não é necessário um lugar ou tempo especial para compor a humanidade: a humanidade é a mesma em todo e qualquer lugar ou tempo, do ponto de vista de sua natureza.

A natureza da humanidade pode mudar?

Não se pode confundir o gaúcho, ou gaúchos, no plural, com o que disse Algarotti, com o que disse Dreys e o que disseram outros, posteriormente, como se fosse uma visão única, universal.

O fato de Dreys ter se utilizado de uma comparação, supostamente usada por Algarotti, não significa que seja verdade inteira sobre o gaúcho.

Aqui é preciso um pensamento fundamentado na complexidade, nas diversas variáveis que podem esclarecer a figura do gaúcho.

É preciso separar o que pensava, originalmente, Algarotti, depois Dreys como intérprete de Algarotti, e, posteriormente os intérpretes de Dreys.

O Discurso sobre os cossacos,

no Brasil, em 1822

Talvez a história sobre o discurso sobre os cossacos, no Brasil, possa ser delineada desde a independência do Brasil, em 1822, a partir dos interesses de José Bonifácio de Andrada e Silva, Jorge Antônio Schaeffer e, principalmente, Dona Leopoldina.

No entanto, as observações sobre os cossacosparecem construções mitológicas.

Existia idealização da figura dos cossacos.

Sonhava-se com camponeses domesticados sob o jugo do Império:

- “Para o então ministro José Bonifácio de Andrada e Silva, a questão da manutenção da unidade territorial da jovem nação era fundamental, e envolvia a formação de colônias agro-militares em pontos estratégicos do país.

Em carta datada de 21 de agosto de 1822, endereçada ao oficial Jorge Antônio Schaeffer, que partira em missão para a Áustria, Andrada e Silva fornecia as seguintes instruções:

Depois de ter saudado as vistas da Corte de Viena e dos outros príncipes da Alemanha, e de ter procurado interessá-los a favor do Brasil, passará a outro ponto essencial de sua missão, que vem a ser: ajustará uma colônia rural-militar que tenha pouco mais ou menos a mesma organização dos cossacos do Don e Vral; a qual se comporá de duas classes:

1º) de atiradores que debaixo do disfarce de colonos serão transportados ao Brasil, onde deverão servir como militares pelo espaço de seis anos;

2º) de indivíduos puramente colonos, aos quais se concederão terras para seu estabelecimento, devendo porém servirem como militares em tempo de guerra. (...)”.

A iniciativa de angariar soldados e colonos alemães para formar as colônias agrárias militares havia partido de Dona Leopoldina pouco antes da oficialização da independência.

Por isso Andrada e Silva enviou Schaeffer à Europa.

Além de ser major da guarda civil, Schaeffer era secretário particular da imperatriz, com quem conversava em alemão.

O ministro concordara com a idéia por lembrar-se das “colônias agro-militares dos cossacos”, na Rússia e na Ucrânia, “cujos habitantes, sob a chefia de um oficial, eram, em primeiro lugar lavradores mas em caso de emergência se mostravam sempre prontos a defender as fronteiras contra agressões inimigas”.

Dona Leopoldina, por sua vez, também conhecia um sistema semelhante nas fronteiras húngaras, onde inúmeras colônias eram mantidas para defender o território da invasão turca. Além de manter intacto o perímetro nacional, a iniciativa contribuía para a expansão do regime da pequena propriedade e do trabalho livre.

As idéias de Andrada e Silva e da imperatriz influenciaram inclusive a fundação das primeiras colônias do Sul do Brasil, com imigrantes enviados por Schaeffer ”.[1]

O Discurso sobre os Cossacos, no Rio Grande do Sul

Nicolau Dreys, Robert Avé-Lallemant, Antônio Maria Pinto, tinham em comum o discurso que comparava os gaúchos com os cossacos:

- “Na Arcádia, de 1868, há muitos artigos de Antônio Maria Pinto sobre 'A invasão da fronteira de Jaguarão', em que o autor refere-se aos 'blancos' como 'Atilas da América do Sul' ou 'horda de salteadores', ou ainda, 'corso dos cossacos americanos de além Jaguarão que nada deixaram nas estâncias em que chegaram', que além de corroborar as explicações de Lacerda sobre as atrocidades cometidas pelos platinos, ainda contém a mesma associação entre gaúchos e cossacos, ou 'hordas bárbaras', conforme a percepção registrada pelos viajantes Nicolau Dreys (1839) e Robert Avé-Lallemant (1858)”.[2]

Robert Avé-Lallemant

Mais precisamente, Robert Avé-Lallemant sugeria que podia chamar os gaúchos como cossacos do Rio Grande, gaúchos-cossacos, tártaros do Rio Uruguai:

- “(...) Ave-Lallemant mostra uma outra imagem de centauro, uma imagem mais fantástica e que está vinculada ao nativo do Rio Grande do Sul, bem como a elementos de cunho negativo, tais como o grotesco, a violência, o banditismo. Vejamos como ele descreve a cena na qual dois gaúchos adentram um bolicho de campanha: 'Dois mestiços de índios, um par impressionante, ambos altos e vigorosos, de cabelos longos, espessos e negros, barba crespa, perfeitas fisionomias de índios, mas atrevidos, com pequenos ponchos e grandes esporas. Comportavam-se com desembaraço, mesmo atrevidamente e insultaram o brasileiro até que ele se esgueirou. Realmente horrorosos os dois homens, verdadeiros bandidos, e por isso mesmo me interessavam. Davam a impressão de fantásticos centauros, que tivessem amarrado seus corpos de cavalo à porta' (p. 176). Nesta citação nos deparamos com a imagem do gaúcho mitológico, um centauro fantástico, homem e cavalo constituindo um só ser, que ao mesmo tempo assusta e encanta o estrangeiro. A barbárie seduz o homem civilizado. As características exuberantes e o comportamento atípico do gaúcho (do mestiço) exercem um imenso fascínio, um poder de sedução incontrolável sobre o estrangeiro. A sedução é tamanha que a figura do gaúcho consegue suplantar, pelo menos por alguns instantes, os princípios de moral rígida que o povo civilizado cultua. Trata-se de algo muito especial, próprio do gaúcho mesmo, algo que os alemães – bem como outros estrangeiros - não absorvem nem expressam, porque é mais do que cultural: é identitário.

Em suas andanças pelo interior da província, Avé-Lallemant teve outras oportunidades de defrontar-se com a imagem que acima aparece descrita, dando-lhe ainda outras atribuições e outras designações, tais como: “vaqueano”, “camaradas”, ”cavaleiros” que “pareciam animais selvagens”, dotados de “uma certa originalidade”, “que eu poderia chamar de cossacos do Rio Grande”, “gaúchos-cossacos”, “cavaleiros da aventura”, “estes tártaros do Rio Uruguai não têm casa, levam vida nômade”, “estes semi-animais são nobres”, “são genuínos cavaleiros”, “são realmente típicos esses “gaviões”, como são chamados”, “os atrevidos fronteiriços” (p. 215)”.[3]

Nicolau Dreys seria um “flâneur”?

Nicolau Dreys seria um “flâneur”, quando descrevia o gaúcho?

Se a hipótese for correta ou parcialmente correta, poder-se-ia pensar a visão do gaúcho de Algarotti como uma visão de mundo urbana, quem sabe até dentro do horizonte das escolhas pragmáticas do sistema capitalista de então, vicejante na Europa, de onde Nicolau Dreys originava-se. Tal hipótese poderia explicar a tentativa de Nicolau Dreys em observar no novo (os gaúchos), o velho(os tártaros), como se tudo fosse o mesmo, genérico, sem especificidades ou reais novidades. Por exemplo, se Nicolau Dreys afirmava que os gaúchos não estavam submetidos a nenhum tipo de Estado, ou governo; poder-se-ia dizer o mesmo dos tártaros, com seus costumes rígidos e punições exemplares dos crimes da comunidade?

Os limites da Obra de Dreys

Costuma-se valorizar muito, na história do Rio Grande do Sul, o testemunho dos denominados “viajantes”.

Mas nenhum testemunho histórico é imparcial.

Ainda mais uma obra literária tipo “compêndio”, como a apresentado por Dreys. [4]

Agora, porque Algarotti, que não tem nada a ver com o gaúcho, entrou no centro de um debate sobre o gaúcho?

Dreys tinha dificuldades com o português: “Apesar de escrever o português com facilidade e relativa elegância”, notavam-se “por vezes algumas palavras ligeiramente adulteradas, aproximando-se muito do termo inglês correspondente” [5].

A “única obra cujo título no original” Dreys citou foi o “Journal of a Voyage to Brazil – London, 1824” [6], por “Milady Graham” (Maria Graham) [7].

E a questão é clara: Por que Dreys não citou outras obras no original?

Por que citou apenas os autores de certas obras?

O que Dreys queria esconder, não citando as obras no original?

O que Dreys queria demonstrar, não citando as obras no original?

Dreys também citou Thévenot[8] e o padre Verbiest[9]: “Thévenot encontrou o laço entre os povos da Índia, e o padre Verbiest o viu nas mãos dos guerreiros da Grande Tartária[10].

Mas qual a obra de Thévenot que Dreys pesquisou?

Existem, pelo menos, quatro obras publicadas, em francês, no ano de 1664, no ano de 1674, no ano de 1684 (duas obras). [11].

Qual a obra de Verbiest que Dreys foi leitor? Existiam, pelo menos, em chinês, duas publicações: em 1673 e em 1678; em latim, um publicação, em 1687. [12]

É válida essa comparação entre a Índia sob o olhar de Thévenot (1665), a Grande Tartária(1683?) sob o olhar de Ferdinand Verbiest, e Rio Grande do Sul sob o olhar de Dreys?

Considerando o fascínio de uma visão única da história, uma história universal, com certeza que tais comparações entre tantas regiões parecem historicamente factível.

No entanto, para a ciência histórica, tais comparações não passam de retórica, carente de fundamento.

Na verdade, não são poucos os historiógrafos que se utilizam do recurso de fazer comparações tão díspares.

Daí a popularidade de tal empreendimento histórico.

Nicolau Dreys escolheu citar Francesco Algarotti, talvez por ser este uma referência intelectual importante, especialmente “confiável” na descrição de viagens, segundo o ponto de vista de Dreys.

Mas Dreys não citou Algarotti por ser uma “autoridade”, de reconhecido valor, no estudo dos gaúchos.

Quem foi Algarotti?

Algarotti (11 de Dezembro de 1712 - 03 maio 1764 – 1765? - ), italiano, filósofo e crítico de arte.

Não interessa para o estudo a vida íntima, os romances, de Algarotti[13], o comportamento de Algarotti nos relacionamentos sociais que estava vinculado[14], também expressão da sociedade européia dita civilizada[15] , embora seja de conhecimento público algumas cartas de Algarotti para pessoas que privaram da sua intimidade e que, por um motivo ou por outro, talvez por motivo nem tanto ético, nem tanto legal, jurídico, ou até mesmo nem tanto democrático, acabaram fazendo parte da história da vida privada da Europa no século XVIII.

Mesmo porque não leva para lugar nenhum ficar debatendo a vida privada de Algarotti visto que se perderia o foco do debate, entrando no campo das suposições, das especulações, desconhecendo todo o trabalho de Algarotti relacionado ao campo da filosofia, da arte, e, principalmente, de suas viagens pelo através dos mares do norte com a Rússia.

São essas viagens, principalmente, que interessam ao estudo, porque serviram de comparação para Nicolau Dreys, ao descrever o gaúcho.

Na verdade, Algarotti não escreveu sobre o gaúcho, nem sequer citou o gaúcho, nem pensou nem um minuto sobre o gaúcho.

Algarotti, portanto, até onde foi estudado, não tem nada a ver com o gaúcho.

O único estudo que poderia ser associado, sem dúvida, a América do Sul, foi um ensaio que Algarotti fez sobre os incas (“Saggio sopra L'imperio degl'Incas”) [16], e, ainda sim, não constava, no ensaio, nada sobre o gaúcho, ao que parecia.

Algarotti, portanto, estava alheio a vida do gaúcho.

Por outro lado, também é discutível o que Algarotti escreveu sobre os tártaros, visto que também não esteve na região dos tártaros zaporogos.

Algarotti fazia parte da elite européia culta e abastada, relacionada ao Iluminismo, que privava, por exemplo, com Voltaire (que chamou Algarotti de "Querido Cisne de Pádua"), com Lady Mary Wortley Montagu[17], e com Lorde Hervey.

O conteúdo das relações ou interações entre os Iluministas, que abarcavam um amplo leque de possibilidades, eram especialmente sobre ciência[18].

Com Montagu e com Hervey, ao que tudo indicava, Algarotti costumava dividir, talvez, um olhar que, no século XIX, Baudelier chamaria de “flâneur” [19]. Existem referências a presença do flâneur “antes do final do século XVIII”:

- “Será essencialmente na Paris do século XIX que a presença do flâneur se fará sentir de forma mais intensa. (...) Seria um equívoco (...) restringir a flânerie ao parisiense. (...)seria muito difícil tentar estipular uma data exata para o aparecimento desse personagem (...). Nos textos de Benjamin (...), encontramos referências que datam desde antes do final do século XVIII”; a maioria das referências “(...) remete ao século XIX, quando Baudelaire e Poe dão corpo à fantasmagoria do flâneur”.[20]

Considerando as obras de Francesco Algarotti, a que mais se aproximava do discurso de Dreys sobre os tártaros, era Viaggi di Russia, consistindo numa série de cartas que avaliavam, entre outras, o poder militar russo durante a campanha de 1736-39 na Crimeia[21].

Dreys citou Algarotti por que poderia ter lido a tradução francesa ou inglesa da obra “Viaggi di Russia”, originalmente escrita em italiano[22] [23] .

Ou até mesmo outras versões em francês[24].

Mas, como Dreys, por uma questão de escolha de método, não citou a obra original que serviu para análise, ou seja, não citou a obra que leu, se é que leu alguma obra de Algarotti, como chegar a uma conclusão justa?

Qual o valor da obra de Nicolau Dreys, do ponto de vista histórico-geográfico?

Em 1840, a obra de Nicolau Dreys foi oferecida para julgamento no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

O juízo foi feito por uma comissão de geografia formada por José Silvestre Rebello e Lino Antônio Rebello (doutor em matemática, lente no Colégio Pedro II, e na Escola de Arquitetos Medidores).

O juízo estava na Revista do IHGB, Tomo II, 1840, pp. 99-100[25].

A Comissão de Geografia não gostava de Nicolau Dreys.

Os defeitos que foram apresentados pela Comissão de Geografia relacionavam-se a obra e ao autor: o estilo de Dreys, “impróprio” e “empolado”, “pedante”, “esquisito”, “bombástico” perdia-se na “região das nuvens” e não se entendia o que Dreys escrevia.

O livro de Dreys, segundo a opinião da Comissão, serviria para divertir os leitores.

Não se tratava de um livro “sério”.

O estilo “impróprio” de Dreys serviria de “alerta” para as inexatidões dos dados fornecidos.

Não é importante para o estudo o julgamento em si do juízo da Comissão de Geografia do IHGB; se a Comissão tinha ou não condições de ter conhecimento dos assuntos que Dreys tratava ou até mesmo o acesso da Comissão as fontes bibliográficas citadas por Dreys.

O que interessa é que a obra de Dreys, em sua época, já era tratada com desconfiança.[26]

Quem eram os tártaros zaporojos ou zoporojos?

O termo “zaporojos”, em português, é desconhecido.

Mas existe uma citação de “Tartares Saporovi”, em 1757, em obra de Joseph de Guignes[27].

Também consta Zaporozhian Cossacks[28].

Mas a grafia que mais se aproxima do que Algarotti escreveu é a francesa: Zaporojie[29].

Em alemão, seria “Saporoger Kosaken” ou ainda, numa tradução, “Zaporoje cossaco”[30].[31]

Se o estudo avançar em direção a “Zaporojie”, vai-se encontrar um tema interessante para se comparar com outras populações nômades do mundo[32].

Um quadro do pintor Ilya Repine[33]tinha o título “Les Cosaques zaporogues écrivant une lettre au sultan de Turquie” [34]: Repin concibió esta obra como un estudio en clave de humor, pero también pensaba que recogía los ideales de la libertad, la igualdad y la fraternidad; en pocas palabras, el republicanismo de los cosacos ucranianos. [35]

No entanto, o “republicanismo” dos “zaporogues” não parecia tão evidente assim. Os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, típicos da Revolução Francesa, final do século XVIII, no caso dos “zaporogues”, seria uma antecipação dos valores franceses defendidos em 1789, até mesmo uma visão utópica dos “zaporogues”, visto que as evidências não sugerem que tais valores eram sequer semelhantes aos defendidos pelos revolucionários franceses. No entanto, o quadro de Repin era extremamente útil para a reconstituição da sociedade dos “zaporogues'.

Observando-se reprodução do quadro de Repin, notava-se que não havia mulheres; todos estão armados, seja com lanças, seja um tipo de sabre (Shaska) [36]; seja com dois tipos de arma de fogo, mosquete (?) e pistola antiga[37]; a maioria está vestindo o que, no Rio Grande do Sul, chamar-se-ia (?) de “bombachas”[38]; em cima de uma mesa, cartas de jogo (?); um cão de caça (sighthounds? Husky? - chamava a atenção que, em uma das versões do quadro de Repin, o cão desaparecia), também estava presente; o aspecto geral da obra de Repin é de um acampamento militar; um instrumento musical, de cordas (bandura?) [39], está no colo ou do lado de um dos personagens da cena.

No entanto, em outra análise, um pouco mais profunda, do quadro de Repin, dos personagens que são representados, percebe-se que o “rigor” histórico de Repin de limites, visto que os tais personagens estão submetidos a uma outra lógica, não propriamente histórica, supostamente realista, mas transpassada de sentimentos humanos que permeiam o cotidiano de um artista, sentimentos não tão épicos, mas sentimentos simples, compreensíveis, representando personagens conhecidos por Repin[40].

Historia del Donbas

“La Cuenca carbonífera del Donets es una gran región minera e industrial en el borde meridional de la Europa oriental.

“Se extiende desde las colinas del Donets en el norte hacia el río Don, y en el sur a lo largo de las tierras altas del bajo Azov y la llanura costera del Mar Azov.

“La Cuenca del Donets se encuentra así rodeada por el medio y bajo Donets (afluente del Don) y el Mar de Azov.

“Su nombre ucraniano es Donets’kyi Basein, y el ruso, Donetskii Bassein, abreviados comoDonbas y Donbass respectivamente.

“Geográficamente, la Cuenca del Donets es un área relativamente pequeña que cubre unos 23.000 Km2.

“La zona de explotación del carbón se conoce normalmente como el “Viejo Donbas”.

“Los yacimientos de carbón también se extienden al oeste hacia el río Dnieper y al este hacia el río Don en el Gran Donbas, cubriendo un área total de 60.000 Km2.

“El Donbas yace en la parte occidental de la Estepa euroasiática –un cinturón de praderas abiertas que se extienden desde Hungría en el oeste a través de Ucrania y Asia Central hasta Manchuria en el este.

“Desde tiempos prehistóricos esta amplia estepa – llamada por los eslavos orientales la “tierra salvaje” - formó una puerta de entrada natural a las sucesivas oleadas de jinetes nómadas del Asia Central.

“Desde principios del siglo XIII hasta finales del siglo XVIII, el sur de lo que más tarde comenzó a conocerse como el Donbas, y la estepa adyacente estuvieron dominados por la Horda Dorada Tátara y su estado sucesor, los khanates de Crimea (Khanate).

“Las áreas centrales de la Cuenca del Donets estuvieron bajo control de las comunas ucranianas y cosacas rusas (Zaporozhia y Cosacos del Don).

“Con la liquidación de Zaporozhia y la anexión de Khanate al Imperio Ruso en 1873, las poco pobladas tierras meridionales (lo que vino a llamarse Rusia Nueva o Novorossiia) fueron colonizadas por los foráneos de otras partes de Ucrania, así como por pequeños números de habitantes de Rusia, los Balcanes y Alemania”[41].

Os “Zaporogues” eram servos, condenados, agricultores, aventureiros de todos os tipos[42].

O termo “Zaporogue” parece ser um erro de transliteração do ucraniano ou palavra afrancesada de forma abusiva [43].

“Zaporogue”, Transliteração francófona do nome de um tipo de cossaco, esta palavra era geralmente encontrada nas traduções de literatura russas ou eslavas. O termo funciona tanto como um adjetivo ou substantivo .[44]

El término Zaporogo viene del idioma ucraniano "za porohy" que significa "tras los rápidos", y hace referencia a aquellos siervos que escapaban a la estepa de la presión feudal introducida por la "szlachta" — aristocracia polaca —. Fundaron la "Sich de Zaporozhia", su campamento, fuera del alcance del gobierno polaco, en los rápidos del río Dniéper[45].

“El origen de la palabra “cosaco” ha sido objeto de polémica. Mientras que para Portisch significa en tártaro “hombre libre”, para Yves Bréhéret la palabra “kazak” quiere decir - siempre en tártaro - “vagabundo”, “aventurero a caballo” (jinete) o, también, “hombre libre”. Para el historiador británico John Ure, los cosacos eran llamados originalmente por los turcos "quzzags[46]", término que fue evolucionando a kazaks, una palabra tártara que significa “jinetes”. En todo caso, para Portisch, en tiempos antiguos se llamaba “cosacos” a los siervos, campesinos y soldados que huían de la explotación de los nobles rusos, de los tártaros extranjeros y del servicio militar obligatorio, para dirigirse a las estepas del sur de Rusia, en particular hacia las regiones del Dniéper, el Don y el Volga, lugares a donde no llegaba el brazo de los grandes duques y desde donde se podía luchar libremente contra los tártaros”[47].

“O nome Cossaco, entrou no português através do termo francês Cosaque, que por sua vez, derivou do termo polaco de origem ucraniana Kozak, em vez da versão russa Kazak. Esta palavra deriva de um termo social utilizado na língua turca, qazaq, que significa ‘aventureiro’ ou ‘homem livre’. Este termo é, pela primeira vez, referido numa crônica rutena, datada de 1395”[48].

La composición del grupo era básicamente de siervos ucranianos y bielorrusos escapados. Cuando el rey de Polonia quiso controlarlos hizo un registro en el que a parte de nombres eslavos aparecen algunos tártaros, rumanos y de otras naciones e incluso la de un escocés. Aún así el grupo se desarrolló en torno al odio común a los "ráids" de pillaje de los tártaros de Crimea en busca de esclavos para los mercados turcos, y a los polacos y su explotación agraria, identificándose con la Iglesia Ortodoxa. Esta los consideraba como defensores contra las persecuciones de la Contrarreforma Católica — en todos sus campamentos y ciudades se erigieron iglesias de este rito y en su revueltas se perseguía a católicos y uniatas-católicos de rito ortodoxo a partir de 1595 —[49].

“Los cosacos de Zaporizhia, centrados alrededor de los meandros bajos del Dnieper, en el interior del territorio de la actual Ucrania, con la capital fortificada de Zaporizhian Sich, que llegó a llamarse Malorossia, la “pequeña Rusia”. Fueron oficialmente reconocidos como un estado, Hueste Zaporozhian, gracias a un tratado con Polonia en 1649. Los cosacos zaporogos del Dniéper vivían en una serie de islas[50]prácticamente inaccesibles, y sus ritos de iniciación eran más severos que los de las demás comunidades cosacas. Con sus embarcaciones, llamadas “gaviotas”, se dedicaban entre otras cosas a la piratería. A finales de la Edad Media, las poblaciones cosacas quedaron bajo el fuego cruzado de Polonia, Lituania y Rusia, y mantuvieron relaciones tensas con los rusos de Moscovia. Algunos cosacos llegaron a colaborar con los polacos, aunque las relaciones con éstos no fueran muy buenas: prueba de ello habría de ser la terrible persecución del cosaco Bogdan Jmelnitski. (Atamán de los cosacos y jefe de la sublevación ucraniana contra Polonia (1648). Responsable de defender los intereses de los cosacos, llevó a Ucrania a una sublevación general (1648). Se alió con el kan de Crimea y venció al ejército polaco, pero al verse sin escapatoria, firmó con Rusia el acuerdo de Pereiaslavl (1654), por el que Ucrania pasaba al Estado ruso, pero con gran independencia”[51].

Taras Bulba

O romance “Taras Bulba” de Nicolas Gogol, foi publicado em janeiro de 1835; uma versão ampliada será publicada em 1843 [52]. A história de Taras Bulba[53] é a história de um cossaco ucraniano. O pai, de Nicolas Gogol, era um antigo oficial cossaco [54]. “Taras Bulba”: no século XVI, no despovoado e selvagem território que hoje pertence à Ucrânia, onde Gogol modela esses alegres, violentos, sentimentais e bêbados, mas implacáveis cavaleiros cossacos lutando por sua independência em proporções verdadeiramente épicas. A novela foi publicada em 1835 e constituiu também um grande sucesso, rendendo grande popularidade a Gogol e solidificando ainda mais sua opção pela carreira literária[55].

Seguem-se frases sobre a mulher, de forma quase sempre depreciativa, por parte do criador de Taras Bulba:

- “Hijo, no escuches a tu madre, es una mujer y no sabe nada. (...)

- Cesa de aullar, vieja; un cosaco no ha nacido para vegetar entre mujeres. (...)

- Séase porque se asustaron por la presencia de sus jóvenes señores, séase por no faltar a las púdicas costumbres de las mujeres, el caso es que las dos criadas echaron a correr lanzando fuertes gritos, y largo tiempo después todavía se ocultaban el rostro con sus mangas. (...)

- ¿Acariciar a mi mujer? (...)

- La pobre mujer, acostumbrada desde mucho tiempo a semejantes actos, miraba tristemente la obra destructora de su marido, sentada en un banco, sin atreverse a pronunciar palabra; pero al saber una resolución que tanto la afligía, no pudo contener sus lágrimas. (...)

- La mujer era una criatura extraña y fuera de su lugar entre aquellos aventureros feroces. (...)

- Pero, ¿en donde está la vieja? (así llamaba habitualmente a su mujer). (...)

- La pobre mujer los abrazó, tomó dos pequeñas imágenes de metal y se las colgó del cuello sollozando. (...)

- Los amantes del bello sexo eran los únicos que no tenían nada que hacer en aquel sitio, pues ninguna mujer se podía mostrar ni siquiera en el barrio de la setch. (...).

- Sólo queremos quitar el kochevoi, porque no es más que una mujer, y es preciso que el kochevoi sea un hombre. (…)

- ¡Primeramente, colguemos a todos los judíos -exclamaron algunas voces- para que no puedan hacer guardapiés a sus mujeres con las casullas de los sacerdotes! (...)

- Se asesinaba a los niños, se cortaban los pechos a las mujeres, y al escaso número de aquellos que se dejaba en libertad, se les arrancaba la piel, desde la rodilla hasta la planta de los pies; en una palabra, los cosacos pagaban en una sola vez todas sus deudas atrasadas. (...)

- Sin número de monjes, judíos y mujeres buscaron refugio en las ciudades amuralladas y que tenían guarnición. (...)

- Hasta las mujeres tomaban parte en la defensa; piedras, sacos de arena, toneles de resina inflamada caían sobre la cabeza de los asaltantes. (...)

- Sus largos cabellos, su cuello y su pecho medio desnudos, le revelaron que era una mujer. (...)

- Cuanto más contemplaba las facciones de esa mujer, más encontraba en ellas el recuerdo de un semblante conocido. (...)

- Entonces apareció de nuevo ante sus ojos una imagen de mujer con sus hermosos brazos, su boca risueña y sus magníficas trenzas de cabellos. (...)

-Tienes una mujer en tu compañía, y te aseguro que mañana te daré una soberana paliza. Las mujeres no te traerán nada bueno. (...)

- Pero no era eso lo que el joven buscaba: volvió, pues, la cabeza a otro lado, y vio a una mujer que parecía haberse detenido al hacer un movimiento rápido: la joven se precipitaba hacia él, pero se quedó inmóvil; hasta él mismo permaneció clavado en su sitio. (...)

- En otro tiempo había en ella algo incompleto, no acabado: ahora se parecía a la creación de un artista que acabara de recibir la última mano; en otro tiempo era una jovencita delgada, ahora era ya una mujer, y en todo el esplendor de su belleza. (...)

- Veo que eres una criatura de Dios muy diferente de nosotros, y que aventajas en mucho a las otras mujeres de la nobleza” [56].

O PRECEITO MISÓGINO

O “sich” Dunavetska foi praticamente o mesmo que todos os seus predecessores sobre o Dnipro. Tal como antes, não havia nenhuma mulher. Como em Zaporizhia, todos Cossacks casados viviam em aldeias. [57]. Existia um tipo de “lei de celibato” que valorizava os solteiros[58]. O relacionamento com mulheres era punido tanto quanto a sodomia[59].

No “sich” não haviam mulheres por que era um empreendimento puramente militar, [60]

O que é uma sociedade “agyne”, sugerida por Nicolau Dreys, para os gaúchos?

Existe uma sociedade “agyne”, no Rio Grande do Sul, no Brasil, na América, na Europa, na Ásia, em outros tempos, outros lugares?

Qual a origem desse tipo de classificação sociológica?

Essa classificação sociológica proposta por Nicolau Dreys é de reconhecido valor, é formalmente reconhecida, é paradigma da ciência?

Qual o pensador que deu origem a tal classificação sociológica?

Foi Dreys o inovador, o autor, o criador da “sociedade agyne”?

Qual a aplicabilidade da teoria criada por Dreys, no que se refere a tipologia social fundamentada na “sociedade agyne”?

Considerando que a partícula “a” tenha o significado de negação, de ausência, uma sociedade “agyne” não comportaria, ou conteria, ou não possuiria, não escolheria “mulher”(gyne); qual o contrário, uma sociedade “gyne”, conteria, comportaria, possuiria, escolheria, “mulher”?

A idéia original de Dreys era fazer também uma distinção entre moral, amoral, imoral[61], logo, “gyne”, “agyne”, “igyne”?

Qual o idioma que Dreys utilizou quando escreveu a palavra “agyne”, francês, inglês, português?

Dreys, com a sociedade “agyne”, queria ressaltar o “voluntarismo” filosófico, algum tipo de doutrina “anarquista” , considerando a suposta autonomia dos gaúchos?

A liberdade dos gaúchos era total, sem limites, ilimitada, fora de qualquer padrão social conhecido?

A novidade da palavra “agyne” sugeria uma sociedade “nova”, revolucionária, utópica?

“Nicolau Dreys, na sua Notícia Descritiva da Província do Rio Grande de São Pedro do Sul (apud ZILBERMAN, 1985, P. 20)[62], aponta o gaúcho como 'um homem do campo, que veste indumentária característica e manifesta predileção pelo cavalo como meio de locomoção'. Esse gaúcho é diferenciado de outro, também por Nicolau Dreys, que se apresenta 'sem chefes, sem leis, sem polícia, tem da moral social, senão idéias vulgares e, sobretudo, uma sorte de probidade condicional que os leva a respeitar a propriedade de quem lhes faz benefício ou de quem os emprega, ou nele deposita confiança: entregues ao jogo com furor, esse vício, que parecem praticar como um meio de encher o vácuo de seus dias, é a fonte dos roubos e às vezes das mortes que cometem(...)'. Auguste Saint Hilaire (1987)[63] também aponta o gaúcho como 'estes homens sem religião, nem moral, na maioria índios ou mestiços, que os portugueses designavam pelo nome de garruchos ou gahuchos, que vagavam pelos campos em busca do gado chimarrão fugitivo dos primeiros povoamentos espanhóis e subsistiam da retirada e da comercialização do couro destas tropas'”[64].

Ou até mesmo Côrtes & Lessa (1975):

- O que foi citado por Côrtes & Lessa, sobre Nicolau Dreys, só ajuda a confundir a leitura do pensamento de Dreys, por que não era uma citação literal do que escreveu Dreys, mas uma interpretação do pensamento de Dreys, bastando comparar o que dissera Dreys e o que disseram Côrtes & Lessa.

“Em 'Notícia Descritiva da Província do Rio Grande de São Pedro do Sul', Nicolau Dreys descrevia um 'gaúcho vulgar’, (...): 'Os gaúchos parecem pertencer a uma sociedade semelhante à dos antigos tártaros zaporojos. Geralmente aparecem sem mulheres e manifestam pouca atração para com elas. Sem chefes, sem leis, sem polícia, os gaúchos têm da moral social apenas as idéias vulgares e, sobretudo uma sorte de probidade condicional que os leva respeitar a propriedade de quem lhes faz benefício ou neles deposita confiança. (...) ele quer dinheiro principalmente para jogar, ou para adquirir a posse de qualquer brinquedo que (como as crianças) excitou sua cobiça. (...) o tempo passa-se a jogar, tocar ou escutar uma viola nalguma venda, e às vezes, porém com raridade, dançar uma espécie de `chula' grave, como eu vi alguns deles praticarem' (apud CÔRTES & LESSA, 1975, pp. 35-36.). [65] Este discurso do 'guasca',que não tem a dança como seu momento de diversão e que não gosta de mulher, (...)”.[66]

O mesmo erro de Côrtes & Lessa teria incorrido com Gustavo Reinecken:

- “Provavelmente, provém daí a noção do ‘gaúcho macho’, que não expressava o apego à família da mesma forma que os outros povos que lá estavam, e andava sempre em bando de homens, mantendo distância de outras famílias e mulheres – donzelas – filhas dos Senhores da Estância. Somado a isto, '... A certa altura, escrevia Nicolau Dreys: os gaúchos parecem pertencer a uma sociedade agyne...; Pelo menos os gaúchos aparecem geralmente sem mulheres e mantinham mesmo pouca atração por elas’” [67]. [68]

“Os gaúchos parecem pertencer a uma sociedade agyne, como dizia Algarotti, que viviam de seu tempo os Tártaros zaporojos; pelo menos, os gaúchos aparecem geralmente sem mulheres e manifestam mesmo pouca atração por elas, felizmente para seus vizinhos, a quem sua multiplicação, acompanhada de desejos tumultuosos, poderia causar desassossego” (Nicolau Dreys, 1839, citado por Meyer). Este fragmento segue por três páginas repletas de oposições semânticas (‘os gaúchos não têm moral social’ X ‘o gaúcho é ótimo cavaleiro’ ou ‘entregues ao jogo com furor’ X ‘evitando habilmente os golpes do adversário’), justificadas na introdução do extenso parágrafo com “Do homem da natureza ao gaúcho, a transição é fácil”. Nota-se que a ausência do tema “paixão romântica” na literatura gauchesca tem parte de sua explicação no aspecto social: um universo essencialmente masculino que a presença da mulher poderia desestabilizar (César afirma que, para figurar no contexto sócio-cultural “gaúcho”, a mulher sofreu uma masculinização temporária). [69]

Falando mal

José Feliciano Fernandes Pinheiro[70]nasceu em Santos, em 1774, em família abastada. Com 18 anos, partiu para Portugal, formando-se em Direito Canônico em Coimbra. Com as finanças familiares abaladas, estabeleceu-se em Lisboa, trabalhando como tradutor. Em 1800, viajou para a colônia brasileira, para ser juiz da alfândega das capitanias de São Pedro e Santa Catarina e auditor dos regimentos do Rio Grande. José Feliciano publicou em 1819-22, os célebres Anais da Província de São Pedro, tidos como primeira história orgânica do Rio Grande, escritos desde a ótica de um burocrata de destaque do império lusitano. Na primeira edição dos Anais, José Feliciano desanca literalmente a sociedade e o habitante sulinos. Define os rio-grandenses como "inertes e vários, e de natural ferino" e propõe que os "roubos, mortes e atentados" dominassem o interior, devido aos "poucos progressos" da "moral", das "leis" e do "espírito de sociedade" locais, ensejados pelo "ruim fermento" da população original, constituída pelo "enxurro da nação", ou seja, "degredados" e "mulheres imorais e banidas". Isso porque os poucos "casais" açorianos, de límpido sangue lusitano, teriam "emigrado" devido ao descumprimento das promessas públicas. O paulista enxovalhou igualmente sem dó a sociedade pastoril, ao anatematizar o churrasco, causa segundo o mesmo da "insensibilidade" com o "espetáculo da dor e da morte" do "estancieiro" e do "charqueador", que despedaçavam a "cada passo, uma rês". Para ele, os "devoradores de vianda em geral" seriam "mais cruéis e ferozes" do que o homem normal. Ao referir-se à fazenda pastoril, registrou afirmação intrigante. José Feliciano propôs nada menos que, devido à "inércia" da estância, o seu habitante conheceria a "moleza, a ociosidade e a devassidão", causas de "misérias" e, muita atenção, da baixa "multiplicação da espécie humana".

Inquisição: “Não apenas na época, sobretudo no mundo católico homofóbico ibérico, acusava-se a sodomia, ou seja, a homossexualidade masculina, como forma de "devassidão" responsável pela frustração da "multiplicação da espécie humana"”.

Advertência: Essa interpretação deve ser tomada em sentido hipotético, ao lado de outras eventuais leituras, devido ao caráter obscuro e sintético da afirmação de José Feliciano.

Porém, vinte anos mais tarde, um outro autor de narrativa muito conhecida do Rio Grande voltava a tocar, na mesma tecla, com ainda maior intensidade, sugerindo, assim, que a dupla fumaça poderia ser indício de um único foco de fogo.

“Nicolau Dreys[71] nasceu em 1781, na França. Funcionário público e militar bonapartista, viajou ao Brasil, após 1815, dedicando-se ao comércio. Conheceu diversas províncias, vivendo no Sul, na capital e no interior, em fazendas e charqueadas, de 1817 a 1827. Dreys publicou sua Notícia descritiva da província do Rio Grande de São Pedro do Sul, em 1839, no Rio de Janeiro, onde faleceu, em 1843. Sua narrativa traz rica informação sobre o gaúcho, sua gênese e principais características. Ao concluir seu valioso depoimento, propõe que o gaúcho literalmente não gostava de mulher, devendo-se a isso a sua baixa proliferação, para o francês, fenômeno positivo, devido à fereza daquele tipo social.

No me gustan las chicas!. 'Os gaúchos parecem pertencer a uma sociedade agyne [sem mulher], como dizia [Francesco] Algarotti, que viviam no seu tempo os Tártaros zoporojos; pelo menos, os gaúchos aparecem geralmente sem mulheres e manifestam mesmo pouca atração por elas, felizmente para seus vizinhos, a quem sua multiplicação, acompanhada de desejos tumultuosos, poderia causar desassossego [...]'.

Também a importante proximidade entre as propostas de José Feliciano e Nicolau Dreys não pode ensejar afirmações conclusivas, despropositadas e peremptórias. Não deve, porém, ser desconhecida e desconsiderada como ponto de partida para investigações mais detidas.[72]

Gaúcho desinteressado?

O francês Nicolau Dreys viveu no Sul em 1817-27. Em relato, anotou que o gaúcho não tinha “mulheres”, mostrando por elas “pouca atração” [sic]. Pesquisas históricas demonstrarão certamente que o gaúcho destemido do passado podia eventualmente ser um gay, por natureza ou necessidade.[73]

“Nicolau Dreys, em 1839, informou que o gaúcho já estava mudando, mas se reunia em grupos de pessoas sem moral e sem lei, formando uma sociedade agine (sem mulher). Afirmou que, para a felicidade dos povoados e das estâncias, os gaúchos não gostavam de mulheres”.[74]

LETTERA VII

Al medesimo[75]

Danzica, 13 agosto 1739.

(…)

E non ostante la piú esatta guardia bucarono in piú di un luogo, e fecero i Tartari su quel di Russia moltissimo bottino.

Tiran d’arco, e maneggian la lancia e la sciabla, che non han pari.

Ognuno di costoro mena seco due e anche tre cavalli.

Ne montano or l’uno or l’altro, fanno a un bisogno venticinque leghe per giorno.

Se un cavallo è rifinito, o lo ammazzano e ne regalan sé e i compagni, o lo lasciano ire pel deserto, dove lo trovan poi bello e rifatto.

Non portano con sé che il puro necessario; ché a gente avvezza a nutrirsi di carne di cavallo e di latte di giumenta, è quasi niente.

Del freddo sono pazienti a segno, che le notti piú rigide, per non iscoprirsi a’ nemici, non accendon fuoco.

Il mantello, steso sopra alcuni bastoncelli fitti in terra, è loro in luogo di tenda, e buon capezzale la sella del cavallo.

Nell’inverno i cavalli pascolan l’erba che trovano sotto la neve; e la neve è il lor beveraggio. (…) .[76]

TARTARES ou TATARS

(…) Les femmes sont habillées à la façon des paysannes de Russie, sur - tout depuis qu'ils sont soumis à cette couronne . (…) Ils sont toujours à cheval, en course, ou à la chasse, laissant le soin de leurs troupeaux & de leurs habitations à leurs femmes, & à quelques esclaves. (…) Les Tartares de la Crimée sont les plus puissans de ces trois branches ; on les appelle aussi les Tartares de Perékop, ou les Tartares Saporovi, à cause que par rapport aux Polonois qui leur donnent ce nom, ils habitent au-delà des cataractes du Borysthène. (…) Leurs armes sont le sabre, l'arc, & la fleche.[77]

I Cavalieri Cosacchi e Tartari.

I cavalieri del seguito sono chiamati "cavalieri cosacchi", equipaggiati come cavalleria media (czeremisy) o leggera e accompagnati da cosacchi.

Sono poi chiamati pancerni per distinguerli dai cosacchi di zaporog ribelli (1648).

I czeremisy sono equipaggiati con maglia di ferro, elmo o misurka (elmo di cotta), scudo, sciabola, nadziak, obuch o czekan (tre tipi di martelli da guerra spesso vietati dalla dieta tranne contro nemici esterni), arco (mantenuto come status simbol), poi archibugio o carabina, a volte di corta lancia.

I cavalleggeri sono privi di lancia, scudo e spesso anche di cotta di maglia.

Nel medioevo e nel rinascimento, in Lituania, ed in misura minore in Polonia, sono ingaggiati cavalleggeri tartari, circassi, cosacchi e petyhoriani, sia direttamente dal sovrano che dai nobili.

Sono inquadrati in bandiere di 60-200 uomini.

Sono di questo tipo i Lisowski o Lisowczyky, cavalieri e fanti irregolari ucraini impiegati sulla frontiera russa dal 1608, chiamati così per il loro fondatore Alessandro Lisowski.

Dopo l'inizio della Guerra dei Trentanni (1619) gli Asburgo ne arruolano 8-10.000 impiegandoli in Transilvania, Boemia, Slesia, Platinato, ma si dimostrano indisciplinati.

Sono in parte liceziati ed impiegati nell'esercito Polacco (dal 1621).

La dieta polacca stabilisce il divieto di servire in eserciti stranieri (1625) ma il re rinnova il trattato con gli Asburgo (1633) e ne stipula uno simile con la Francia (1637).

Cosacchi "Registrati" e Zaporog.

La prima menzione dei "cosacchi ucraini" risale al 1492.

Sul basso Dnieper si formano delle repubbliche militari (kosh) di Cosacchi ortodossi.

Il nome è dato loro dai tartari (quzzags, cavallerizzo, reso anche kazaki).

È loro affidata la difesa della dzikie pola (steppa selvaggia), chiamata anche Ukraine (terra di frontiera), riuniti in compagnie (verso il 1504) sotto la guida di starostas (signori di frontiera), i principali dei quali risiedono sul Don a Kaniev, Kamenets e Czerkask.

Poiché il sistema si rivela inadeguato, Ostafi Daszkiewicz, eroe di Kaniev nelle lotte contro i turchi ed i tartari, propone la realizzazione di fortezze sulle isole del Dnieper, con presidî di 2.000 uomini, alla dieta polacca (1533) che affida il progetto ad una commisione, ma non se ne fà nulla.

Il principe lituano-ucraino Dmytro Vyshnyvytsky fonda un centro amministrativo-militare fortificato sull'isola di Mala Khortytsja (1552), chiamato sich, che diviene la base delle sue scorrerie ai danni dei tartari di Crimea e dei turchi osmani.

Il sich restiste ad un assedio dei tartari di crimea (1557) che riescono però a distruggerlo l'anno seguente (1558).

Si susseguono i sich di Tomakivka (1564 c.a.-1593), Bazavluk (1593-1638, distrutto a seguito di una rivolta), Mykytyn Rih (1638, abbandonato verso il 1652) e Stara Sich (1652, diviene protettorato dei russi che lo distruggono nel 1709).

I cosacchi sono censiti dal governo polacco in un apposito registro (dal 1572) e pagati in cambio del servizio militare, radunati in stanitsa (tribù o comunità) con un proprio hetman (capo) eletto, che riceve dal re di Polonia il bastone di comando (bulawa) e lo stendardo a coda di cavallo (bunchuk) a conferma della sua elezione.

Risponde del suo operato alla obschaya shkoda (assemblea generale) e può essere destituito a seguito di sconfitte militari, impopolarità o condotta immorale.

Stefano Bárthory istituisce il primo reggimento di cosacchi "registrati" (1578), che affianca poi ad altri 5 reggimenti di 1.000 cosacchi "registrati", con quartier generale sull'isola di Hortica, a monte delle cascate del Dnieper.

I loro villaggi sono quindi chiamatiZaporoskskaya Syech (Villaggi sopra le Cascate).

I cosacchi non registrati sono invece chiamati Zaporozhians (Uomini sotto le Cascate) o semplicemente zaporog, conducono la guerra autonomamente e si distinguono contro i tartari ed i turchi (Età Eroica, 1613-1620).

L'esercito è organizzato in 8 reggimenti territoriali di 500-4.000 uomini guidati da palanky (colonnelli) nominati dal sich.

Ogni reggimento ha la propria bandiera, un trombettiere ed tamburo, ed è inquadrato in compagnie di 100 uomini, a loro volta divise in kurins (squadre) di 10 uomini guidati da un atman.

I reggimenti dispongono di artiglieria leggera trasportata su cavalli o carri.

Le armi comprendono sciabole, scimitarre, kilitch turche (a lama larga e fortemente incurvata) e le derivate karbela polacche (meno incurvate), picche leggere lunghe 3,5 m, a volte con la punta su entrambe le estremità, archibugi, sostituiti poi dai moschetti.

In battaglia si schierano su tre lava (linee incurvate), in formazioni aperte per diminuire l'efficacia del tiro nemico, e si appoggiano ad un tabir, fortezza di carri spesso circondata da un fosso.

Le Chaika Cosacche

I cosacchi conducono scorrerie sul Mar Nero ai danni degli osmani, con flottiglie di Chaika (Gabbiani), imbarcazioni di 10-40 ton, lunghe 15-25 metri, larghe 2,4-3,7 m, per 20-70 uomini, 8-20 paia di remi e a volte 4-6 cannoni. Spesso sono rinforzate con fascine di canne.

La prima grossa scorreria è con 100 imbarcazioni e 2.500-3.000 uomin contro Caffa dove sono affondate 4 galee turche (1601).

È poi la volta di Trebisonda (1604), di Varna, dove sono affondate alcune galee ed un mercantile (1606) e contro i tartari di Crimea (1613).

L'hetman Sahajdaczny saccheggia i sobborghi di Istambul (Misevna e Arhioka) e respinge il contrattacco turco (1615).

A seguito delle proteste osmane, la dieta polacca vieta ai cosacchi di proseguire la pirateria nel Mar Nero (1619), promettendo in cambio un'indennità e 170 carri di vestiti ad ogni autunno, ma i termini non sono rispettati.

Una flottiglia cosacca è impegata nel Baltico contro gli svedesi (1635).

L'Artiglieria.

I cosacchi iniziano ad usare l'artiglieria verso il 1580, principalmente i cosacchi zaporog.[78]


[1] (Oberacker Jr., 1969, p. 223) ; a) SILVA, José Bonifácio de Andrada e. Instruções particulares para servirem de regulamento ao sr. Jorge Antônio Schaeffer na missão com que parte desta Corte para a de Viena da Áustria, e outras (1822c). In: CALDEIRA, Jorge (organização e introdução). José Bonifácio de Andrada e Silva. São Paulo: Ed. 34, 2002, p.158-162. b) OBERACKER JR., Carlos H. A colonização baseada no regime da pequena propriedade agrícola. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.) História da Civilização Brasileira – O Brasil Monárquico. Tomo II, vol.3. São Paulo: DIFEL, 1969. Citados por: Juliana Bublitz. ENTRE TRADIÇÃO E MODERNIDADE: DILEMA DO DESENVOLVIMENTO NO BRASIL. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional – Mestrado e Doutorado – da Universidade de Santa Cruz do Sul, para a obtenção do título de mestre em Desenvolvimento Regional. Orientador: Prof. Dr. Sílvio M. de Souza Correa. Santa Cruz do Sul, janeiro de 2006.http://btd.unisc.br/Dissertacoes/JulianaBublitz.pdf.

[2] “Arcádia, jornal ilustrado, literário, histórico e biográfico”, revista literária que circulou em Pelotas e Rio Grande entre os anos de 1867 e 1870. PINTO, Antonio Maria.Apontamentos Históricos: A invasão da fronteira de Jaguarão em 27 de janeiro de 1865. In: Arcádia, jornal ilustrado, literário, histórico e biográfico. Rio Grande, 1868. 3ª série, p.30, 32 e 67. Fonte: Carla Renata Antunes de Souza Gomes. A última guerra entre a Província e a Corte é pelo poder de nomear. Associação Nacional de História – ANPUH. XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – 2007.http://snh2007.anpuh.org/resources/content/anais/Carla%20Renata%20A%20de%20S%20Gomes.pdf.

[3] AVÉ-LALLEMANT, Roberto. (1953) Viagem pelo sul do Brasil (no ano de 1858). Trad. Teodoro Cabral. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro. Fonte: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS. CURSO DE ESTUDOS DA LINGUAGEM. ÁREA DE TEORIAS DO TEXTO E DO DISCURSO. Imaginário sobre o gaúcho no discurso literário: da representação do mito em Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto, à desmitificação em Porteira Fechada, de Cyro Martins. Por Verli Fátima Petri da Silveira. Orientação: Profª. Drª. Freda Indursky. Tese apresentada ao curso de Pós-Graduação em Letras – área de Teorias do Texto e do Discurso, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como requisito parcial para obtenção do título de Doutor em Letras. Porto Alegre, 06 de maio de 2004.http://www.ufsm.br/corpus/txts_profes/tese_verli_petri.pdf.

[4] Fonte:http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3646/000390916.pdf?sequence=1 . AMARAL, Marise Basso. Histórias de Viagem e a Produção da Natureza: A Paisagem do Rio Grande do Sul segundo os Viajantes Estrangeiros do Século XIX. Tese de Doutorado apresentada como Requisito Parcial para a Obtenção do grau de Doutor(a) em Educação. Orientadora: Profª. Drª. Maria Lúcia Castagna Wortmann. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação. Linha de Pesquisa: Estudos Culturais em Educação. Verão de 2003, p. 153,

[5] Fonte: RODRIGUES, Alfredo F. “Nota Preliminar”. Rio Grande, 13 de Março de 1927. In: DREYS, 1927, p. (6).

[6] Journal of a Voyage to Brazil and Residence there during Part of the years 1821, 1822, and 1923. — London, Longman, Hurst, Rees, Orme and Green, 1824, in-4. Fonte:http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais_060_1938.pdf.

[7] Fonte: RODRIGUES, Alfredo F. “Nota Preliminar”. Rio Grande, 13 de Março de 1927. In: DREYS, 1927, p. (7).

[8] “Having visited the ruins of Persepolis , he made his way to Basra and sailed for India on November, 6, 1665 , in the ship "Hopewell," arriving at the port of Surat on January, 10 , 1666 . He was in India for thirteen months, and crossed the country by Golconda to Masulipatam , returning overland to Surat, from which he sailed to Bander-Abbasi and went up to Shiraz”. Fonte: http://www.answers.com/topic/jean-de-th-venot ;http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_de_Thévenot

[9]http://muse.jhu.edu/journals/french_colonial_history/v003/3.1love.htm . “To this conviction he added personal experience of Tartary, having attended the Ch'ing emperor on two "hunting" trips north of the Great Wall in 1682 and 1683”. Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Ferdinand_Verbiest; Fonte: . "A Passage to China": A French Jesuit's Perceptions of Siberia in the 1680s . Ronald S. Love.

[10] DREYS, 1927, p. 161.

[11]http://www.brynmawr.edu/library/speccoll/guides/travel/asia.html

http://www.brynmawr.edu/library/speccoll/guides/travel/asia.htmlhttp://www.brynmawr.edu/library/speccoll/guides/travel/asia.html . “Publications: a) Relation d'un voyage fait au Levant dans laquelle il est curieusement traité des estats sujets au Grand Seigneur et des singularitez particulières de l'Archipel, Constantinople, Terre-Sainte, Égypte, pyramides, mumies [sic], déserts d'Arabie, la Meque, et de plusieurs autres lieux de l'Asie et de l'Affrique outre les choses mémorables arrivées au dernier siège de Bagdat, les cérémonies faites aux réceptions des ambassadeurs du Mogol et l'entretien de l'autheur avec celuy du Pretejan, où il est parlé des sources du Nil (1664); b) Suite du voyage de Levant, dans laquelle, après plusieurs remarques très singulières sur des particularitez de l'Égypte, de la Syrie, de la Mésopotamie, de l'Euphrate et du Tygre, il est traité de la Perse et autres estats sujets au roy de Perse et aussi des antiquitez de Tchehelminar et autres lieux vers l'ancienne Persepolis, et particulièrement de la route exacte de ce grand voyage, tant par terre, en Turquie et en Perse, que par mer, dans la Méditerranée, golfe Persique et mer des Indes (1674); c) Troisième partie des voyages de M. de Thevenot, contenant la relation de l'Indostan, des nouveaux Mogols et des autres peuples et pays des Indes (1684)”. 1 “Thévenot, Jean de, 1633-1667. Voyages de Mr. de Thevenot, contenant la relation de l'Indostan, des nouveaux Mogols, & des autres peuples & pays de Indes. A Paris, chez La Veuve Biestkins, M. DC. LXXXIV. DS411.5 .T5 1684”.

[12]http://fr.wikipedia.org/wiki/Ferdinand_Verbiest

http://fr.wikipedia.org/wiki/Ferdinand_Verbiest

“Oeuvres principales: (en chinois) Yixiang zhi, 1673 (sur les instruments et appareils astronomiques); Kangxi yongnian lifa, 1678 (sur le calendrier de l'empereur Kangxi); Jiaoyao xulun (explication des rudiments de la foi); (latin) Astronomia Europea, 1687”.

[13]http://www.andrejkoymasky.com/liv/fam/bioa2/algaro01.html

[14]http://goliath.ecnext.com/coms2/gi_0199-5786248/Transgendered-perspectives-on-premodern-sexualities.html

[15]http://www.giovannidallorto.com/biografie/algarotti/algarotti.html

[16]http://www.intratext.com/IXT/ITA2885/_P3.HTM

http://it.wikisource.org/wiki/Autore:Francesco_Algarotti

http://www.intratext.com/IXT/ITA2885/_P3.HTM

Acessado em: 18 de outubro de 2008. Hora: 22:10 h.

[17]http://www.wwnorton.com/college/english/nael/18century/topic_4/montagu.htm

http://www.ic.arizona.edu/ic/mcbride/ws200/montltrs.htm

http://www.wwnorton.com/college/english/nael/18century/topic_4/montagu.htm

Acessado em: 18 de outubro de 2008.

[18] “Em 1750, quando Voltaire resolveu ir para a Prússia (após a morte de Émilie), já encontrou lá um importante centro cultural e científico. Foi recebido com todas as honras pelo rei, que lhe reservou amplas acomodações nos seus palácios de Berlim e de Potsdam, com criados à sua disposição. Tinha uma excelente pensão real, muito superior à do próprio Presidente da Academia, e era companhia constante do rei, jantando freqüentemente com ele e desfrutando de sua intimidade. Embora fosse membro da Academia, Voltaire praticamente não se envolveu com essa instituição. Tinha por principais ocupações escrever seus livros e auxiliar Frédéric naquilo que ele lhe pedisse – em especial, revendo e corrigindo seus textos, já que o rei não tinha um domínio completo do idioma francês. Mantinha uma vida social bastante intensa, encontrando membros da família real e da nobreza, escrevendo muitas cartas e interagindo com outros intelectuais que cercavam o rei – tais como Julien Offray de la Méttrie, Francesco Algarotti e outros”. Fonte: MARTINS, Roberto de Andrade & SILVA, Ana Paula Bispo da. “Voltaire, Maupertuis e o debate sobre o princípio de ação mínima no século XVIII: aspectos científicos e extracientíficos”. [“Voltaire, Maupertuis and the debate about the principle of least action in the 18th century: scientific and extrascientific features”]. Filosofia Unisinos 8 (2): 146-169, 2007. Biblioteca eletrônica do Grupo de História e Teoria da Ciência <http://www.ifi.unicamp.br/~ghtc/ > . Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP):<http://ghtc.ifi.unicamp.br/pdf/ram-123.pdf >.

[19]http://en.wikipedia.org/wiki/Flâneurhttp://en.wikipedia.org/wiki/Flâneur. “http://en.wikipedia.org/wiki/Flâneur . “Francesco Algarotti's Viaggi di Russia is a work dealing primarily with Russian Realpolitik and war. And yet it includes a great number of 'délices' and 'agréments'.http://en.wikipedia.org/wiki/Flâneur . “Francesco Algarotti's Viaggi di Russia is a work dealing primarily with Russian Realpolitik and war. And yet it includes a great number of 'délices' and 'agréments'. This can be explained in part by the demands of the eighteenth-century travel genre, but also by the combination of "stoicism" and "epicureanism" that existed in the circles that Algarotti frequented, and especially in that of Friedrich II of Prussiahttp://en.wikipedia.org/wiki/Flâneur . “Francesco Algarotti's Viaggi di Russia is a work dealing primarily with Russian Realpolitik and war. And yet it includes a great number of 'délices' and 'agréments'. This can be explained in part by the demands of the eighteenth-century travel genre, but also by the combination of "stoicism" and "epicureanism" that existed in the circles that Algarotti frequented, and especially in that of Friedrich II of Prussia. Algarotti has been criticized for adorning the account of his journey through the northern seas to Russia with Latin quotations referring to the classical Mediterranean world. But allusions to ancient Rome, playful and serious at the same time, are essential to his analysis of Russian military power and to his criticism of the Russian campaign of 1736-39 in the Crimeahttp://en.wikipedia.org/wiki/Flâneur . “Francesco Algarotti's Viaggi di Russia is a work dealing primarily with Russian Realpolitik and war. And yet it includes a great number of 'délices' and 'agréments'. This can be explained in part by the demands of the eighteenth-century travel genre, but also by the combination of "stoicism" and "epicureanism" that existed in the circles that Algarotti frequented, and especially in that of Friedrich II of Prussia. Algarotti has been criticized for adorning the account of his journey through the northern seas to Russia with Latin quotations referring to the classical Mediterranean world. But allusions to ancient Rome, playful and serious at the same time, are essential to his analysis of Russian military power and to his criticism of the Russian campaign of 1736-39 in the Crimea”. BUFALINI, Robert. “The Czarina's Russia through Mediterranean Eyes: Francesco Algarotti's Journey to Saint Petersburg”.http://muse.jhu.edu/journals/mln/toc/mln121.1.htmlhttp://en.wikipedia.org/wiki/Flâneur. “Francesco Algarotti's Viaggi di Russia is a work dealing primarily with Russian Realpolitik and war. And yet it includes a great number of 'délices' and 'agréments'. This can be explained in part by the demands of the eighteenth-century travel genre, but also by the combination of "stoicism" and "epicureanism" that existed in the circles that Algarotti frequented, and especially in that of Friedrich II of Prussia. Algarotti has been criticized for adorning the account of his journey through the northern seas to Russia with Latin quotations referring to the classical Mediterranean world. But allusions to ancient Rome, playful and serious at the same time, are essential to his analysis of Russian military power and to his criticism of the Russian campaign of 1736-39 in the Crimea”. BUFALINI, Robert. “The Czarina's Russia through Mediterranean Eyes: Francesco Algarotti's Journey to Saint Petersburg”. Fonte:

[20] “O Gigante”. Pedro Sánchez. Fonte:http://www.historiagora.com/dmdocuments/Historia_gigante.pdf.

[21] Bufalini, Robert. The Czarina's Russia through Mediterranean Eyes: Francesco Algarotti's Journey to Saint Petersburg. Fonte:http://muse.jhu.edu/journals/mln/toc/mln121.1.html.

[22] ALGAROTTI francesco. Lettres du comte Algarotti sur la Russie:contenant l'état du commerce de la marine des revenus & des forcesde cet Empire. 1 volume in-12 reliure époque. Paris.1769. Fonte: http://librairie-marine.com/argus/argus-maritime.a_b.html . Les éditions:La première édition de l'ouvrage d'Algarotti parut avec le titre Saggio di lettere sopra la Russia, Parigi, Briasson, 1760: L'indication du lieu et de l'imprimeur sur la page de titre est fausse. L'ouvrage fut imprimé à Venise par un imprimeur vénitien. Cette édition ne contient que neuf lettres ( les neuf premières du recueil définutif) Il s'ensuit que les lettres sur la mer Caspienne manquent danscette première édition. La deuxième édition de l'ouvrage parut en 1763, sous le même titre et la même adresse (et toujours en fait à Venise). Elle contient 12 lettres, comme l’édition définitive, parue en 1764, quelques mois après la mort d’Algarotti, dans le recueil des Opere, publié chez Coltellini à Livourne. (...) Les traductions françaises de l'ouvrage d'Algarotti sont au nombre de trois: la première parut à Paris en 1769 (voir plus loin); la deuxième, à Neuchâtel, chez la Société Typographique, en 1770; la troisième, dans le recueil des Œuvres d'Algarotti, paru chez Decker à Berlin en 1772. Fonte: http://eprints.ens-lsh.fr/archive/00000120/01/Caspienne_(Volpilhac).pdf.

[23] http://www.gale.cengage.com/cgi-bin/creative/mome/order.pl?type=generalhttp://www.gale.cengage.com/cgi-bin/creative/mome/order.pl?type=general .“Algarotti, Francesco, conte. Letters from Count Algarotti to Lord Hervey and the Marquis Scipio Maffei, containing the state of the trade, marine, revenues, and forces of the Russian empire: With the history of the late war between the Russians and the Turks, and observations on the Baltic and the Caspian Seas. London, Printed for Johnson and Payne, 1769. United Kingdom”

[24]http://www.idc.nl/pdf/430_titlelist.pdfhttp://www.idc.nl/pdf/430_titlelist.pdf . Algarotti, Francesco, conte. Letters from Count Algarotti to Lord Hervey and the Marquis Scipio Maffei, containing the state of the trade, marine, revenues, and forces of the Russian Empire: with the history of the late war between the Rusrians [!] and the Turks, and observations on the Baltic and the Caspian seas. To which is added, a dissertation on the reigns of the seven kings of Rome, and a dissertation on the empire of the Incas, by the same author. Translated from the Italian. Dublin, Printed for H. Saunders [etc.], 1770. Ireland. Ou ainda: Algarotti, Francesco, conte, 1712-1764. Letters from Count Algarotti to Lord Hervey and the Marquis Scipio Maffei : containing the state of the trade, marine, revenues, and forces of the Russian Empire : with the history of the late war between the Russians and the Turks, and observations on the Baltic and the Caspian seas : to which is added, a dissertation on the reigns of the seven kings of Rome, and a dissertation on the empire of the Incas / by the same author ; tr. from the Italian ... London : Printed for Johnson and Payne, 1769. 2 v. In 1

[25] Fonte:http://bdtd.unisinos.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=624 . CARLOS, Lilian Beatriz. Uma Relação a Dois: A História e a Geografia nos Primeiros Anos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Dissertação apresentada como Requisito Parcial para a obtenção do grau de Mestre, pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Orientador: Prof. Dr. Cláudio Pereira Elmir. São Leopoldo, 2008, pp. 41-43.

[26] Fonte:http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3646/000390916.pdf?sequence=1 . AMARAL, Marise Basso. Histórias de Viagem e a Produção da Natureza: A Paisagem do Rio Grande do Sul segundo os Viajantes Estrangeiros do Século XIX. Tese de Doutorado apresentada como Requisito Parcial para a Obtenção do grau de Doutor(a) em Educação. Orientadora: Profª. Drª. Maria Lúcia Castagna Wortmann. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação. Linha de Pesquisa: Estudos Culturais em Educação.Verão de 2003, p. 150.

[27] Histoire générale des Huns, des Turcs, des Mogols, et des autres Tartares occidentaux, &c. avant et depuis Jésus-Christ jusqu'à présent: précédée d'une introduction contenant des tables chronol. & historiques des princes qui ont regné dans l'Asie. Por Joseph de Guignes. Publicado por Desaint & Saillant, 1757.http://books.google.com/books?id=2Y6rK6frQWEC&pg=PR3&lpg=PR3&dq=Histoire+g%C3%A9n%C3%A9rale+des+Huns,+des+Turcs,+des+Mogols,+et+des+autres+Tartares+occidentaux,+%26c.+avant+et+depuis+J%C3%A9sus-Christ+jusqu'%C3%A0+pr%C3%A9sent:+pr%C3%A9c%C3%A9d%C3%A9e+d'une+introduction+contenant+des+tables+chronol.+%26+historiques+des+princes+qui+ont+regn%C3%A9+dans+l'Asie.+Por+Joseph+de+Guignes.+Publicado+por+Desaint+%26+Saillant,+1757&source=web&ots=XV3IyerwEe&sig=aLil3RE8XXb-NNdf1pdNegWHV84&hl=pt-BR&sa=X&oi=book_result&resnum=2&ct=result.

[28]http://en.wikipedia.org/wiki/Zaporozhian_Cossackshttp://en.wikipedia.org/wiki/Zaporozhian_Cossacks

[29]http://fr.wikipedia.org/wiki/Zaporojiehttp://fr.wikipedia.org/wiki/Zaporojie .

[30]http://de.wikipedia.org/wiki/Saporoscher_Kosaken

[31]http://es.wikipedia.org/wiki/Cosacos_de_Zaporozhiahttp://fr.wikipedia.org/wiki/Zaporoguehttp://es.wikipedia.org/wiki/Cosacos_de_Zaporozhia.

[32]http://en.wikipedia.org/wiki/Reply_of_the_Zaporozhian_Cossackshttp://en.wikipedia.org/wiki/Reply_of_the_Zaporozhian_Cossacks

[33]http://fr.wikipedia.org/wiki/Ilya_Repinehttp://fr.wikipedia.org/wiki/Ilya_Repine . http://fr.wikipedia.org/wiki/Ilya_Repine . Ilya Iefimovitch Repine . Ilya Yefímovich Repin. Iliá Yefímovich Repin:http://es.wikipedia.org/wiki/Iliá_Repinhttp://fr.wikipedia.org/wiki/Ilya_Repine . Ilya Iefimovitch Repine . Ilya Yefímovich Repin. Iliá Yefímovich Repin:http://fr.wikipedia.org/wiki/Ilya_Repine . Ilya Iefimovitch Repine . Ilya Yefímovich Repin. Iliá Yefímovich Repin:

[34]http://fr.wikipedia.org/wiki/Les_Cosaques_zaporogues_écrivant_une_lettre_au_sultan_de_Turquiehttp://fr.wikipedia.org/wiki/Les_Cosaques_zaporogues_écrivant_une_lettre_au_sultan_de_Turquie .

[35]http://es.wikipedia.org/wiki/Cosacos_de_Zaporozhiahttp://es.wikipedia.org/wiki/Cosacos_de_Zaporozhia . “Una de las pinturas más complejas de Repin, Los cosacos Zaporogos le escriben una carta al Sultán de Turquía, ocupó al artista durante muchos años, y es en gran medida fruto de una concienzuda investigación llevada a cabo conjuntamente con el historiador Dmytro Yavornitski, que incluyó numerosos viajes a la región de los cosacos zaporogos. Repin concibió esta obra como un estudio en clave de humor, pero también pensaba que recogía los ideales de la libertad, la igualdad y la fraternidad; en pocas palabras, el republicanismo de los cosacos ucranianos. Comenzó este cuadro en 1880 y no lo completó hasta 1891. Irónicamente fue adquirido de forma inmediata por el Emperador, quien pagó por él treinta y cinco mil rublos (una cantidad desorbitada en aquella época). Otra versión de este cuadro, realizada entre los años 1889 y 1896, se conserva en el Museo de Bellas Artes de Jarkov. Además Repin pintó dos esbozos al óleo para este cuadro: uno de ellos, se encuentra en la Galería Tretiakov y el otro está en el museo nacional de arte de Bielorrusia, en Minsk”.

[36]http://pt.wikipedia.org/wiki/Szablahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Szabla

[37]http://es.wikipedia.org/wiki/Pistolahttp://es.wikipedia.org/wiki/Pistola

[38] Et si on parlait un peu de ''mode'' chez ceux et celles qui nous ont précédé en Afrique du nord? Ici, le Seroual, ce pantalon ample qui revient périodiquement à la page au point d'avoir attiré l'attention de quelques couturiers ''branchés'', particulierement en France... Qu’il soit nommé serouel El-zenka, medouar, testiffa, el-chelka ou même loubia, c’est le pantalon typique qui a marqué notre histoire et contribué à l’originalité et à l’identité du Maghreb. Initié par les hommes, son port a été transmis aux femmes pour son côté pratique et pudique. D’origine asiatique, le pantalon fut créé pour les cavaliers nomades puis se propagea vers d’autres civilisations, à l’ouest. En Afrique du Nord, les cavaliers numides, réputés pour leur prestation à cheval, ne portaient guère de chaussures et n’étaient couverts que d’une courte tunique. Malgré le contact des Grecs avec les Asiatiques, le pantalon ne fut pas adopté facilement, car on ne le trouvait pas confortable. Il a fallu attendre des décennies avant de l’introduire dans la tenue des cavaliers. Les Romains, quant à eux, furent influencés par les Gaulois, qui portaient le pantalon depuis cinq siècles déjà et adoptèrent le vêtement, eux aussi, pour leurs soldats. Plus tard, le pantalon s’introduisit dans les civilisations byzantine, arabe et berbère. Les Syriens, soumis à l’occupation perse, connaissent le pantalon depuis l’Antiquité. Abderrahmane (le dernier souverain Omeyyade de Damas) a contribué à la généralisation du serouel à l’ensemble de la population andalouse. Les jeunes filles grenadines, issues de familles modestes, étaient vêtues d’un pantalon entouré de cordelettes, entrecroisées autour de la jambe. Quant au pantalon importé du Proche-Orient, il se portait ample et long jusqu’aux chevilles, au-dessous d’une longue tunique qui le recouvrait presque entièrement. La couleur du serouel devait être blanche, car ce vêtement se portait à même la peau et, de ce fait, était considéré comme un vêtement de corps ; le blanc était aussi symbole de distinction et c’était la couleur royale des Omeyyades. http://www.bladi.net/forum/5936-serouel-mode/ . El vistoso uniforme de los Zuavos consistía en una chaqueta corta sin cuello, un chaleco sin mangas (gilet);voluminosos pantalones (serouel); faja de lana de 12 pies de longitud (ceinture); leggings de lona blanca (guetres); grebas de piel (jambieres); un gorro tipo fez que llevaba una borla (tarbush) y turbante de diferentes colores dependiendo de donde era originario el regimiento. Cada uno de los regimientos de Zuavos estacionados en Argelia tenía un color distintivo, para los del aérea de Argel usaban un turbante de color Rojo, para Orán era de color Blanco, y para aquellos de Constantina era un turbante de color Blanco, al principio estos turbantes eran de gran tamaño ya que servían para diferentes tareas, entre ellas como tiendas de campaña. Este Uniforme seria estándar para los cuatro Regimientos de Zuavos hasta los inicios de la Primera Guerra Mundial, cuando el uniforme colorido y extravagante de Zuavos seria cambiado en su totalidad al ser inútil en los campos de batalla de la Europa moderna por un uniforme más sobrio. Solo sobrevivirá el gorro (Chechia), que se llevaría sin ninguna insignia.http://es.wikipedia.org/wiki/Zuavo . L’uniforme des zouaves est assez compliqué, et inconfortable. Les zouaves portaient un fez (ou chéchia) avec un gland coloré (généralement jaune, rouge, bleu ou vert) et un turban, une veste courte et ajustée sans boutons, une large ceinture de toile longue de trois mètres enroulée autour de la taille, des culottes bouffantes, des guêtres blanches et des jambières. La ceinture était l’élément le plus difficile à mettre, le zouave devant souvent appeler à l’aide un de ses compagnons. Le style de cet uniforme, variant totalement de celui des autres types d'infanterie français, a pour origine le style vestimentaire des populations kabyles de l'époque. L’uniforme zouave était cependant particulièrement adapté aux climats chauds et rudes de la montagne algérienne. Les culottes bouffantes permettaient une meilleure circulation de l’air que le pantalon, et la veste courte était plus fraîche que les longues chemises de laine de la plupart des armées contemporaines. Une des raisons du petit nombre d’unités de zouaves dans les armées de l’époque était le coût supplémentaire de cet uniforme particulier, supérieur à celui des uniformes à la coupe simple et produits en grande série des autres unités.http://fr.wikipedia.org/wiki/Zouaves . L'uniforme degli zuavi è piuttosto complicata e scomoda. Gli zuavi portavano come copricapo un fez (o una shashia) con una nappa colorata (generalmente gialla, rossa, blu o verde) e un turbante, una giacca corta e allacciata senza bottoni, una larga cintura di tela lunga tre metri avvolta intorno alla vita, calzoni a sbuffo, ghette bianche e gambali. La cintura era l'accessorio più difficile da indossare, lo zuavo doveva spesso chiedere aiuto a un suo compagno. Ciononostante, l'uniforme zuava era particolarmente adatta ai climi caldi ed aspri della montagna algerina. I calzoni a sbuffopermettevano una migliore circolazione dell'aria rispetto ai normali pantaloni, la giacca corta era più fresca delle lunghe camicie di lana della maggior parte degli eserciti dell'epoca. Una delle ragioni del ristretto numero di unità zuave era anche il costo supplementare di questa uniforme particolare, superiore a quello delle uniformi delle altre unità, di taglio semplice e prodotte in grandi serie. http://it.wikipedia.org/wiki/Zuavi . The Zouave uniform was sometimes quite elaborate, to the extent of being unwieldy. Some Zouave regiments wore a fez with a colored tassel (usually yellow, blue, green, or red) and turban, a tight fitting short jacket (some without buttons), a wide ten-foot long sash, baggy pantaloons or "chasseur" trousers, white leggings, and a short leather cuff for the calf, called jambieres. The sash was especially difficult to put on, often requiring the help of another Zouave. The Zouave uniform was better suited for warm climates and rough terrain. The loose pantaloonsallowed for greater freedom of movement than trousers, while the short jacket was much cooler than the long wool blouse worn by most armies of the time. One of the reasons for the smaller number of Zouave units in the U.S. and Europe was the expense of the specialised uniform over that of mass-produced uniforms of a single color and cut. http://en.wikipedia.org/wiki/Zouave

[39] http://es.wikipedia.org/wiki/Bandura

[40] http://bubelo.in.ua/essay/

[41] Historia del Donbas. por José Luis el Lun Nov 28, 2005 4:04 pm. Fonte:http://www.forosegundaguerra.com/viewtopic.php?f=5&t=1172&p=8744 .

[42] “Les membres de ces colonies, serfs échappés, forçats, paysans, aventuriers de toute sorte, formèrent les premiers éléments de la tribu des Cosaques appelés Zaporogues”.http://www.mediterranee-antique.info/Moyen_Orient/Graetz/HJ_507.htm.

[43] “The term zaporogue could be an error of transliteration of the Ukrainian, or an abusive Francization of the translator of the Ukrainian author of the 19th century Nicolas Gogol, whose short novel Tarass Boulba has as a subject the Cosaques”. The Bouillet dictionary gives the etymology: of za , “near”, and porogy , “cataracts”. Fonte:http://www.speedylook.com/Zaporogue.html .

[44] Translitération francophone du nom de l'une des armées cosaques , ce mot se rencontre généralement dans des traduction d'ouvrages slaves ou russes.Il s'emploie comme adjectif (« les Cosaques zaporogues ») ou comme substantif (« Un noceur, rien qu'à voir son visage ! Un pantalon rouge vif, comme de la braise, un caftan bleu, une ceinture bariolée, un sabre au côté, et une pipe attachée à une chaînette de cuivre qui lui battait les talons — le vrai Zaporogue quoi », Nicolas Gogol ).http://fr.wikipedia.org/wiki/Zaporogue

[45]http://es.wikipedia.org/wiki/Zapórogo

[46] “There are many theories on the origin of the word "Qazaq". "Qazaq" was included in a 13th century Turkic-Arabic dictionary, where its meaning was given as "independent" or "free". Both Kazaks and later Cossacks adopted Turkic social term "qazaq" as their name. The Kazakhs began using this name during either the 15th or 16th century.In the 19th century, one etymological theory presented was that the name came from the Kazakh legend of the white goose (Qaz means goose, Aq means white).In this creation myth, a white goose flying over the great steppes was impregnated by the rays of the Sun, giving birth to the first Kazak.This version was rejected by linguists, because in Turkic languages, an adjective is put before a noun, therefore, "white goose" would be Aqqaz, not Qazaq. Another of the theories on the origin of the word "Kazakh" (originally "Qazaq") is that it comes from the ancient Turkic word "qazğaq", first mentioned on the 8th century Turkic monument of Uyuk-Turan. According to the notable Turkic linguist Vasily Radlov and the orientalist Veniamin Yudin, the noun "qazğaq" derives from the same root as the verb "qazğan" ("to obtain", "to gain"). Therefore, "qazğaq" defines a type of person that seeks profit and gain”. http://en.wikipedia.org/wiki/Kazakhs .

[47] http://www.biblioteca-tercer-milenio.com/sala-de-lectura/LiteraturaRusa/Gogol-TarasBulba/TarasBulba/cosacos/Cosaco.htm

[48]http://pt.wikipedia.org/wiki/Cossacos

[49]http://es.wikipedia.org/wiki/Zapórogo

[50] “Der Zentralsitz (Sitsch) war meist in einem unzugänglichen Ort, später auf der Insel Chortyzja”.http://de.wikipedia.org/wiki/Saporoger_Kosaken

[51] http://www.biblioteca-tercer-milenio.com/sala-de-lectura/LiteraturaRusa/Gogol-TarasBulba/TarasBulba/cosacos/Cosaco.htm

[52] “Tarass Boulba est un roman de Nicolas Gogol publié dans sa première version en janvier 1835 , il fait alors partie du recueil de nouvelles Mirgorod. Une version beaucoup plus étoffée sera publiée en 1843”.http://fr.wikipedia.org/wiki/Tarass_BoulbaTarass Boulba , version définitive et augmentée, 1839.http://fr.wikipedia.org/wiki/Tarass_Boulba

[53]http://fr.wikipedia.org/wiki/Tarass_Boulba

[54]http://fr.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Gogol

[55]http://www.pco.org.br/banco_arquivos/conoticias/pdf/1747.pdf

[56] http://www.biblioteca-tercer-milenio.com/sala-de-lectura/LiteraturaRusa/Gogol-TarasBulba/TarasBulba-portada.htm

[57] The Dunavetska Sich was practically the same as all its predecessors on the Dnipro. Like before, there were no women. As in Zaporizhia, all married Cossacks lived in villages. Many of these are still in Dobrudzh (e.g., Slava Cherkaska, Slava Ruska, Zhurylivka, Baklazhanka, Honcharka). Fonte:http://www.day.kiev.ua/170597/ . Capital city of liberties: How many Zaporozhian Siches were there? By Volodymyr SELEZNIOV, Dnipropetrovsk.

[58] “Alle Saporoger waren untereinander gleich, und damit kein Hausstand den Kosaken von seinen Pflichten abhielt, war Ehelosigkeit Gesetz. Als sich mit der Zeit die Einwanderungen häuften und sich selbst Familien innerhalb der Grenzen des Saporoger Landes niederließen, veränderte sich der Zustand nur insofern, als die Unverheirateten die herrschende Kaste bildeten und nur aus ihnen die Mitglieder der Regierung gewählt wurden”.http://de.wikipedia.org/wiki/Saporoger_Kosaken

[59] Суды, наказания и казни на Сечи.Самым тяжким преступлением на Сечи считалось воровство. Даже за мелкую кражу существовало одно наказание — смерть. Суд руководствовался при ведении дел обычаями Сечи, был быстрым и доступным. Перед судом были равны все - начальствующий и простой казаки. Тяжкими уголовными преступлениями считались — убийство казаком казака, побои казаку в нетрезвом состоянии, связь с женщиной и «содомский грех», опорочивание женщины, дерзость в отношении начальства, дезертирство, грабеж населения и пьянство во время походов. Судьями была вся войсковая старшина. Наказаниями было: приковывание цепями к деревянному столбу на площади, приковывание цепями к пушке, сажание на деревянную кобылу, битье кнутом или киями. За убийство казака казаком применялась страшная казнь. Убийцу клали живым в гроб вместе с убитым и обоих закапывали в землю. Наиболее популярной казнью у казаков было забивание у позорного столба киями. Это применялось к ворам, прелюбодеям, содомитам и дезертирам.http://ru.wikipedia.org/wiki/Запорожская_Сечь .

[60] The Cossacks. Por Albert Seaton, Michael Youens. Ilustrado por Michael Youens. Publicado por Osprey Publishing, 1972, p.12.ISBN 0850451167, 9780850451160 .http://books.google.com.br/books?id=oIJcxOCwv54C&pg=PA12&lpg=PA12&dq=Zaporozhian+women&source=bl&ots=GlKpd0UdNT&sig=2O74vXN7-HG_Mh99TNk6eNk21A8&hl=pt-BR&sa=X&oi=book_result&resnum=8&ct=result#PPA12,M1.

[61]http://en.wikipedia.org/wiki/Amoralityhttp://en.wikipedia.org/wiki/Talk:Amoralityhttp://en.wikipedia.org/wiki/Amorality.http://es.wikipedia.org/wiki/Amoralismohttp://en.wikipedia.org/wiki/Amorality. .

[62]http://www.ufsm.br/literaturaehistoria/memoria_gaucho_ser_mitico.pdf

[63]http://www.ufsm.br/literaturaehistoria/memoria_gaucho_ser_mitico.pdf

[64]http://www.ufsm.br/literaturaehistoria/memoria_gaucho_ser_mitico.pdf

[65] CÔRTES, João Carlos Paixão. LESSA, Luiz Carlos Barbosa. Danças e Andanças da Tradição Gaúcha. Porto Alegre, Garatuja,1975.

[66] PONTÍFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL. FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA. A PRENDA NO IMAGINÁRIO TRADICIONALISTA. Claudia Pereira Dutra. Porto Alegre, RS, Brasil, 2002, p. 68. Fonte:http://www.paginadogaucho.com.br/tese/prenda.pdf. Acessado em: 16 de outubro de 2008. Hora: 20:28 h.

[67] Côrtes, Paixão. Manual de Danças Gaúchas. 7ª Edição (?). (São Paulo - ? - ): Irmãos Vitale,1997, p.121 . Côrtes, Paixão; Lessa, Barbosa. Manual de danças gaúchas: com suplemento musical e ilustrativo. Capa e ilustrações de Isolde Brans. 4. ed. São Paulo: Irmãos Vitale, [1967?]. 165 p. il. [Livro destinado às escolas primárias e aos centros tradicionalistas do Rio Grande do Sul] 5. ed. 1997.

[68]http://www.fronteiradapaz.com.br/coluna.php?id=45

[69] UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. INSTITUTO DE ESTUDOS DA LINGUAGEM. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGÜÍSTICA.Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Lingüística do IEL/UNICAMP, como requisito parcial para a obtenção do título de mestre em Lingüística. Área de concentração: Análise do Discurso. Orientador: Prof. Dr. Sírio Possenti. GUSTAVO CONDE. PIADAS REGIONAIS: O CASO DOS GAÚCHOS. Campinas (SP). Fevereiro/2005, p. 108. Fonte:http://libdigi.unicamp.br/document/?view=vtls000351744 .

[70] SÃO LEOPOLDO, José Feliciano Fernandes Pinheiro, Visconde de. Anais da Província de São Pedro. 5ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982.

[71] DREYS, Nicolau. Notícias descritiva do Rio Grande do Sul. 4 ed. Porto Alegre: Nova Dimensão; PUC, 1990.

[72] Fonte:http://www.consciencia.net/2006/1105-gaucho.html . ANÁLISE # 05/11/2006 . “O Gaúcho era gay?”. Por Mário Maestri. Fonte:http://www.secpf.com.br/artigos/071106_gaucho.htm. Acessado em: 16 de outubro de 2008. Hora: 20:49 h.

[73]http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/10/266887.shtml

Por Mario Maestri 29/10/2003 às 12:07

[74]http://www.esteditora.com.br/textos/gaucho.htm

[75] A Mylord Hervey, Vice Ciambellano d’Inghilterra a Londra.

[76]http://www.larici.it/culturadellest/storia/algarotti/07a.htmhttp://www.google.com/books?id=GWo0AAAAMAAJ&printsec=frontcover&dq=algarotti&hl=ithttp://www.larici.it/culturadellest/storia/algarotti/07a.htm. Acessado em: 18 de outubro de 2008. Hora: 18:58.http://it.wikipedia.org/wiki/Francesco_Algarottihttp://www.larici.it/culturadellest/storia/algarotti/07a.htm. Acessado em: 18 de outubro de 2008. Hora: 18:58. . Acessado em: 18 de outubro de 2008. Hora: 19:22 h.

[77]http://diderot.alembert.free.fr/T.htmlhttp://diderot.alembert.free.fr/T.html. L'Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Encyclopédie méthodique: ou par ordre de matières: par une société de gens de lettres, de savans et d'artistes … Publicado por Panckoucke, 1788.http://books.google.com/books?id=acjwLoXQrDsC&printsec=titlepage&dq=Tartares+Saporovi&hl=pt-BRhttp://diderot.alembert.free.fr/T.html . L'Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Encyclopédie méthodique: ou par ordre de matières: par une société de gens de lettres, de savans et d'artistes … Publicado por Panckoucke, 1788.http://diderot.alembert.free.fr/T.html . L'Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Encyclopédie méthodique: ou par ordre de matières: par une société de gens de lettres, de savans et d'artistes … Publicado por Panckoucke, 1788.

[78]http://web.infinito.it/utenti/f/francots/rin/polacchi.htmhttp://web.infinito.it/utenti/f/francots/rin/polacchi.htm

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