Páginas

Translate

mapa

translator

contador

ClustrMaps

ENOBLOGS

sábado, 31 de julho de 2010

ORIGEM DO NOME BAGÉ: A VISÃO DE JOÃO ANTONIO CIRNE

Claudio Antunes Boucinha. [1]

Introdução

João Antônio Cirne, após a paz da guerra civil farroupilha, se fixou em Bagé, aos 26 anos de idade, onde casou com dona Maria Filisbina dos Santos, tendo a boda se realizado na igreja de São Sebastião (1845). João Antônio Cirne faleceu em 1900, portanto, com 81 anos de idade. Elaborou os “Apontamentos Históricos de Bagé e da Capela de Dom Pedrito”, texto com seis páginas que pode ser consultado em revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, transcrito e anotado por elogiável obra de Miguel Duarte, então servidor daquele órgão. Em Bagé, por conseguinte, Cirne viveu 55 anos de sua vida. Como chegou em 1845, já se passara 34 anos desde 1811, fundação de Bagé. (GIORGIS, José Carlos Teixeira. “João Antônio Cirne”. Disponível em: http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=52872&busca=1&palavra=antonio%20cirne). Parte do relato de Cirne estava em: Salis, Eurico J. História de Bagé. Porto Alegre: Globo, 1955, p. 33. Possivelmente, o relato de Cirne foi escrito após o extermínio dos índios na região de Bagé, considerando a afirmação: “Oxalá que, no oceano das idades, na poeira do esquecimento, não exista eternamente sepultada a memória de um chefe selvagem, que, apesar de sua rudez, no coração palpitavam-lhe nobres sentimentos que jamais tiveram aqueles que deram fim aos oriundos da sua raça”. O massacre de “Salsipuedes” ocorreu em 11 de abril de 1831; foi a primeira de uma série de ações em uma campanha de extermínio dos charruas nos primórdios da República Oriental do Uruguai[2]. As perseguições só terminaram com os combates de extermínio em 1831 e 1832, realizados à traição; nesses combates, charruas e minuanos foram destroçados em campo[3]. O tom do escrito de Cirne é equidistante, com uma simpatia indelével pelos índios, de fundo romântico; nada indicava uma ideia de confronto, batalha contra os indígenas; o índio Ybagê já era mito, quando Cirne escreveu. Deve-se observar que Cirne não citava o “túmulo” de Ybagê.

Para o bom entendimento dos processos desencadeados na região, era preciso ter em evidência a “província do Tape”.

A província do Tape

Tape quer dizer povoação grande, por que corria a fama de existir quantidade incontável de gente. O Padre Roque Gonzalez definia o território do Tape em torno de uma superfície de 300 por 100 léguas. Outro grupo era formado por agricultores que se utilizavam da técnica de coivara, conhecido pelo nome de guarani ou Tape. O padre Roque Gonzáles, logo após a sua primeira viagem à região, observou e escreveu que "em todo Tape, como antigamente a gente era muita, acabaram os matos e, assim, lavraram entre serros, montes e vales". Conforme nos informa (Porto, 1937, p.24): "A Província do Tape estava encaixada entre a de Ibiaçá ao norte e a do Uruguai ao sul e oeste e o Atlântico a leste. A norte e oeste era dividida por todo o curso do Jacuí, desde as suas nascentes setentrionais até a Lagoa dos Patos, confinando aí, com a de Ibiaçá. Ao sul, extremava-se da província do Uruguai pela Serra Geral, desce a seção ainda hoje conhecida por Serra dos Tapes até as origens do Jacuí, indo morrer esta vasta região na Coxilha Geral cujos últimos contrafortes penetravam entre os rios Ibicuí e Itu, isto é, na Coxilha do Boqueirão, ponto inicial da penetração do padre Roque Gonzáles na Província do Tape". CHRISTENSEN, Teresa Neumann de Souza. “Os primeiros contatos”. Disponível em: http://www.paginadogaucho.com.br/indi/prim-cont.htm. CHRISTENSEN, Teresa Neumann de Souza. História do Rio Grande do Sul em suas origens missioneiras. Unijuí, 2001.

O Relato de Cirne

Já em meio do século passado [isto é, século XVIII, portanto, 1750] existia um [referia-se a quantidade? Referia-se a um índio genérico? Mitológico?] índio charrua [ao que parecia, existiria um equívoco em apontar charruas na região; a melhor indicação, em primeiro lugar, seria minuana; em segundo lugar, índio Tape, isto é, guaranis] denominado Ybagé, que morava com sua numerosa descendência nas fraldas de uns cerros [o nome Ybagé era vinculado a cerros], cujo nome é derivado desse primeiro habitante [o sentido é dúbio: referia-se aos autóctones ou referia-se ao primeiro ocupante reconhecido pelo europeu, do lugar?], que com sua prole constituía uma tribo isoladamente [o conceito de tribo isolada, sugeria isolados na região; não haveria registro de contato dessa tribo com a civilização; os indígenas seriam arredios; viveriam na “fronteira” entre índios e europeus; considerados “índios selvagens”; tribo de etnia desconhecida que viveria isolada da civilização; sugeria certo grau de “pureza” indígena, perante a civilização; sugeria também um refúgio em “mato” desconhecido, secreto, misterioso, na região, embora a ocupação jesuítica do local; os índios seriam somente “vítimas” do processo de ocupação? Haveria algum tipo de filosofia “indianista” no texto de Cirne?].

Ybagé era velho [logo, já era velho em 1750; qual seria sua suposta idade? Em 1811, ainda sobreviveria, depois de mais cinquenta anos? Como foi construída a memória do lugar, visto que era habitado somente por índio, de reconhecida memória oral? Seria uma memória guarani, dos índios do Tape, que sabiam escrever, pela educação jesuítica?], dócil e tratável [a docilidade aproximava-se da descrição do comportamento minuano, afável aos portugueses; bem ao contrário do comportamento charrua, avesso aos europeus em geral], tanto quanto sua inteligência permitia [o índio tinha inteligência?], e obedecido dos seus [sugeria um comportamento de “cacique”; o que não coincidiria com o perfil de um pajé, melhor apropriado ao caso, considerando a formação da palavra “Ybagé”, “Pajé”, “mbayé”].

Com tais prerrogativas pode granjear a estima e o respeito daqueles, que, armados de fuzil e em demanda da Colônia de Sacramento [“O Tratado de Madrid, celebrado a 13 de Janeiro de 1750, dispunha que Portugal entregaria a Colônia do Sacramento à Espanha, em troca do recebimento do território dos Sete Povos das Missões. Devido às dificuldades das demarcações e à resistência suscitada pela Guerra Guaranítica (1753-1756), as disposições do Tratado foram anuladas por um novo diploma, o Tratado de El Pardo, celebrado a 12 de Fevereiro de 1761”; logo, Cirne referia-se há um tempo antes de 1750? Cirne referia-se a 1680, “a 22 de janeiro, as forças portuguesas iniciaram o estabelecimento da Colônia do Santíssimo Sacramento, fronteiro a Buenos Aires, na margem oposta”? o tempo em que vivia Ybagé oscilaria entre 1680 e 1750? Talvez 1777, “A fundação da Colônia do Sacramento, no rio da Prata, desde o Rio de Janeiro, e sua manutenção por quase cem anos (1680 a 1777), foi materialização do processo de expansão territorial e comercial do Estado lusitano e das elites mercantis luso-brasileiras rumo ao Prata”; mais ou menos 70 anos, talvez mais, 97 anos de idade, para Ybagé? “Com a Independência do Brasil (1822), a Colônia passou a integrar os domínios do novo país até à Independência da República Oriental do Uruguai, em 1828”? ou seja, 148 anos de idade de Ybagé? Entre 1680 e 1811, teriam se passado 131 anos de vida de Ybagé? Deve-se observar que são números que servem apenas de especulação, visto que a data de nascimento; a data iniciação como um guerreiro, a data de iniciação como pajé, a data de iniciação como suposto cacique, a data de falecimento, são mistério], se aventuraram a cruzar estes campos, que considerava propriedade sua e dos seus como senhores da terra, que eram.

Morreu oprimido pelos anos [uma visão psicológica do índio, com uma suposta velhice desdita, abandonada, deprimida], mas temido e respeitado [uma visão política aproximada de um cacique, e não de um pajé] e só depois do seu passamento é que se dispersaram [a morte desune, dissolve o amalgama, é o fim de tudo; o patriarca morre e acaba a dinastia; visão equivocada do fim de comunidade indígena, embora se possa falar em patrilinearidade, isto é, a descendência se daria em linha paterna; os grupos locais geralmente são muito pequenos? Uma aldeia com mais de 100 habitantes é fora do padrão? O padrão dos minuanos seria em número de 60 indivíduos? Por que a morte de um elemento da tribo significaria o fim de toda uma tribo?] os membros daquela associação [haveria associados, sócios; uma visão simplista da comunidade indígena?], os quais, sempre pacíficos [visão mais próxima de índios minuanos e guaranis], posto que altivos, jamais se sujeitaram ao domínio espanhol ou português [visão próxima de charruas; duplo discurso? ambiguidades?], apesar de serem destes mais amigos [visão próxima dos minuanos].

Foram perseguidos, não porque houvessem feito mal [crime] a alguém, mas em presença do intuito de serem despojados [invasão; ocupação] do solo em que haviam nascido.

Aqui [em Bagé] mesmo conhecemos [testemunho de segunda mão], em época [indeterminada] que há muito já lá vai [tempo indeterminado], anciãos respeitáveis que referiam passar como tradição, no tempo de sua mocidade, que na taba [na verdade, os minuanos habitavam toldos] de Ybagé se proporcionava seguro agasalho [contra o que? Contra quem? Os minuanos, supostamente, estavam ligados aos portugueses].

Ao lado oriental e perto dos ditos cerros [a tradição dos cerros], que são contíguos, corre um pequeno arroio [aqui, a versão converge para a ideia de passo de bayé, mbayé, mais adequada aos mapas espanhóis mais antigos], que naquelas eras [indeterminadas] se chamava Ypagê [suposta forma da palavra, proposta por Cirne, que definia o local], cujo nome ficou depois sendo “Bagé”.

Oxalá que, no oceano das idades, na poeira do esquecimento, não exista eternamente sepultada [o lugar do mito] a memória de um chefe selvagem, que, apesar de sua rudez [pouco “inteligente”?], no coração palpitavam-lhe nobres sentimentos que jamais tiveram aqueles [os europeus] que deram fim aos oriundos da sua raça.

Conclusão

A importância do escrito de Cirne, que mereceria um melhor tratamento com devido respeito por parte do Estado, estava no registro pioneiro da tradição dos cerros e do arroio Bagé na configuração do nome local, de origem indígena.

Referencias:

GARCIA, Elisa Frühauf. “Quando Os Índios Escolhem Os Seus Aliados: As Relações De "Amizade" Entre Os Minuanos E Os Lusitanos No Sul Da América Portuguesa (C.1750-1800)”. Varia hist., Belo Horizonte, v. 24, n. 40, Dec. 2008. Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010487752008000200017&lng=en&nrm=iso . Access on 29 July 2010.

SIRTORI, Bruna. Nos Limites Do Relato: Indígenas E Demarcadores Na Fronteira Sul Da América Ibérica No Século XVIII. http://web01.bn.br/portal/arquivos/pdf/bruna%20sirtori.pdf. https://docs.google.com/viewer?url=http://www.bn.br/portal/arquivos/doc/relacaoGeralPortaL.doc.


[1] Mestre em História do Brasil.

[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Salsipuedes. http://www.denorteasur.com/asp/articulo.asp?numero=251&id=1607.

[3] CHRISTENSEN, Teresa Neumann de Souza. “Os primeiros contatos”. Disponível em: http://www.paginadogaucho.com.br/indi/prim-cont.htm. CHRISTENSEN, Teresa Neumann de Souza. História do Rio Grande do Sul em suas origens missioneiras. Unijuí, 2001.

ALGUNS DADOS SOBRE A FAUNA DAS PALMAS

Introdução

O trabalho de Oliveira foi expandido, com notas. Pela importância para a ecologia da região, foi resgatado os dados.

ALGUNS DADOS SOBRE A FAUNA DAS PALMAS

Cândido Pires de Oliveira

Escritor

Pecuarista

Morador de Palmas

Sendo a região das Palmas  mais propícia à criação bovina que mesmo agrícola, com espinhaços rochosos e matagais extensos, sempre teve condições de manter uma fauna variada e abundante.

Porém, durante a época em que a campanha era densamente povoada, essa fauna esteve bastante  ameaçada  de extinção.

O enorme  êxodo rural que se iniciou mais ou menos nos anos 50 (1950) e consolidou-se com a construção  da BR-153, levando para a cidade quase toda a população campesina, veio  contribuir para o aumento considerável desses animais silvestres.

Inclusive, ainda, nas margens do Rio Camaquã[1], em estância de grandes extensões, como as do já falecido Sr. Zizino Pons, Freitas e Tavares Moglia e mais precisamente no chamado Rincão do Inferno (antigo Curralão), ainda que muitas pessoas desacreditem, restaram  ainda alguns casais de lobos guarás (Chrysocyon brachyurus) da família Canídea que, muito ariscos e cautelosos, só se mostram à noite  a caçadores furtivos.

No Rio Jaguarão, divisa com a República Oriental, onde existem matagais muito extensos, como também nos banhadais do Quarai, esses  animais  são comuns; mas em nossa região, hoje (2003), esses animais se tornaram tão atrevidos, coisa mesmo  de pasmar, que os moradores locais já viram  alguns em plena luz do dia coisa  que anteriormente não acontecia; e mesmo alguns têm tido a audácia de chegarem até os galinheiros das moradas onde tentam levar as criações.

Os cães não conseguem domina-los, já que são dotados de uma dentadura muito forte e, com sua agilidade e força, conseguem dominar até três cães dos grandes.

No Camaquã, no local denominado  Rincão dos Mouros, na morada do Sr. Laurindo Bento, aconteceu há pouco um fato desses.

Os cães, depois de mutilados, acabaram desistindo da luta.

O Sr. Fortunato Pires, há pouco desaparecido,  que foi um grande caçador  e homem sério, em suas pescarias no Camaquã teve  a oportunidade de vê-los de muito perto e sempre dizia que eram diferentes  na pelagem; um era mouro e outro vermelho-escuro.

Não sei se são variedades  ou se existe diferença entre o macho e a fêmea.

E dizia mais, são enormes; à primeira vista, tem-se a impressão de galgos grandes com pelo longo.

São agressivos e os cachorros não se atrevem a aproximar-se; apenas latem mantendo distância.

O cheiro que desprendem é insuportável.

Não uivam, não latem, não gritam como guaraxaim; apenas  berram como um burro novo.

Durante  sua passagem, à noite, o gado dispara e os cavalos relincham (quem escreve estas linhas já teve ocasião de presenciar  esse fato).

Uma das causas  do aumento do número desses lobos é, segundo alguns,  o desuso da estricnina  nos campos que era usada contra os sorros ou guaraxains, que causavam  prejuízo  nos rebanhos ovinos nas épocas  de parições.

Hoje (2003), com a sensível diminuição dos rebanhos ovinos, os proprietários relaxaram esse hábito pernicioso.

O guaraxaim[2] (Canis brasiliensis)[3] tem aumentado consideravelmente.

Porém, existem certos fatos que escapam ao nosso conhecimento e dos demais observadores campeiros.

Há alguns anos havia guaraxains bem desenvolvidos que chegavam a atingir até quatorze quilos; eram chamados sorro-gris[4] (Dusicyon thous) cuja pele era procuradíssima para exportação. [5]

Hoje (2003) já não se encontra, nem ocasionalmente, essa espécie.

Apenas existe  um guaraxaim pequeno ou sorro-do-campo (Dusicyon gymnocercus)[6] de pelagem amarelada, que não atinge mais que sete  ou oito quilos de peso.

Temos também em Palmas o vulgar “mão-pelada” (Procyon  cancrivorus) da família dos texugos.

São animais que vivem em banhados e nas copas das árvores.

São abundantes e, quando viciados, matam borregos nos paradores.

Quanto a pequenos felinos, existem três espécies de gatos mateiros: o pintado (Felis tigrina), o preto e o pardo (Felis colocolo) que não possui manchas.

Existe uma quarta variedade que é o gato grande (Felis geoffroyi) bem maior que os outros, com manchas pretas bem acentuadas e de fundo amarelado já com caídas para a pigmentação da onça.

Sempre houve caçadores que notificaram a existência  de jaguatiricas (Felis pardalis) e que eram raríssimas; mas, nos matos  do Arroio Velhaco, andaram abatendo alguns espécimes.

(Conheci os couros).

Atualmente (2003) estão sendo encontradiças; parece que também sua proliferação está sendo notória.

Com o desaparecimento do homem, que é o maior predador da natureza,  naturalmente está proliferando a fauna.

Até as próprias capivaras (Hidrochaeris hydrochaeris) muita perseguidas  nos arroios locais, aumentaram consideravelmente.

Pacas (Agouti paca) existem; porém, são muitas perseguidas pelos caçadores devido a sua carne ser muito saborosa.

Habitam as barrancas dos arroios, e moram em tocas profundas escavadas pela água.

Lontras (Lutra longicaudis) existem em abundância.

Poderemos ver rastros de sua passagem em qualquer córrego, onde buscam lambaris, seu alimento preferido.

Ariranhas (Pteronura brasiliensis)  são raríssimas.

Certa vez este que escreve estes dados pode observar um espécime no Camaquã do Hilário, rio esse que divide  os municípios de Lavras e Caçapava.

A ariranha é uma “lontra grande”, porém com manchas amarelas no peito.

Dizem que é agressiva na água quando está com a cria.

Quanto aos desdentados, falaremos dos tatus[7] da família Dasypodídeos[8] que são de três variedades e estão em aumento considerável.

Eram muitos perseguidos pelos caçadores, por motivo de sua carne ser muito saborosa.

Hoje (2003), porém, a fiscalização do IBAMA tem perseguido os caçadores que se deslocam da cidade para a campanha.

Existe o tatu de casco branco[9], que é bem maior que os outros e bastante raro; o tatu de casco preto (Dasypus novemcinctus)[10] é o mais encontradiço.

Logo depois vem o tatu-viola, que é pequeno e tem a cauda bastante comprida.

Depois, temos a mulita[11] campeira (Dasypus hybridus) de que existem três variedades, iguais às do tatu.

O tatu peba ou tatu peludo[12] (Euphractus sexcinctus) grande predador de lavouras, e também carniceiro, faz enormes tocas nos campos, causando solapões[13] que fazem rodar os cavalos. [14]

Esse não é perseguido pelos caçadores, pois sua carne é de gosto amarga. [15] [16] [17] [18] [19]

O tatu-de-rabo-mole (Cabassous unicinctus) assim chamado porque sua cauda não possui anéis córneos.

É bastante raro.

Segundo os caçadores experientes, como já foi citado o Sr. Fortunato Pires, o mais inteligente e prático que conheci, que dizia:

Ele não faz querência como os outros, vive viajando; onde o dia  o pega, faz buraco e dorme”.

O motivo de sua raridade é, ainda segundo aquele caçador, porque a fêmea não produz  mais de um filhote de cada vez, no máximo dois.

Outro desdentado meio raro é o tamanduá mirim (Tamandua  tetradactyla) que antigamente era perseguido por causa do couro, que era utilizado pra confeccionar travessão  de cincha[20].

Dizia a crença popular  que quem usasse aqueles travessões não caia do cavalo e alguns até usavam uma garra desse animal como breve (amuleto) na cabeça do serigote[21] para não cair de algum corcovo.

Tive, certa vez,  um empregado que passou a usá-lo, mas a verdade é que quase sempre caia quando o bagual[22] baixava o toso[23].

Dizia meu avô Edemundo Simões Pires, que nasceu no fim do século passado, que conheceu alguns espécimes de tamanduá bandeira (Mymercophaga tridactyla) ali nas barrancas do Camaquã, mas não sabe por que se extinguiram.

Também nessas épocas havia varas de quatis (Nasua nasua)  nas matas do Camaquã.

Hoje (2003) não existem mais.

Leões baios (Felis concolor) eram comuns naquelas épocas.

Os últimos remanescentes foram vistos pelos anos de 1923-1924, mas que rumo tomaram não sabemos, já que não eram caçados.

Dizia meu avô que não eram agressivos, a ponto de se afastarem, sestrosos, da presença do homem.

Um animal raríssimo, que a maioria desconhece e até duvida talvez de sua existência, é a raposa d’água ou gambá d’água (Philander opossum).

É raríssima.

Conheci uma pele.

E outra feita, quando pescava lambaris num afluente do Camaquã, os cães desentocaram um espécime, que, numa velocidade enorme, jogou-se na água, desaparecendo das minhas vistas.

Animaizinhos de campo, pequenos predadores, existem muitos, como os mustelídeos zorrilho (Conepatus chinga)[24] e o furão (Galictis cuja)[25] que é o animal predador de maior utilidade no campo, pois extermina cobras  venenosas  e ratos.

Veados mateiros (Mazama gouazoubira)  hoje (2003) existem em abundância; um dos motivos é a erradicação da febre aftosa, que muito exterminava essa espécie; o outro é o costume dos caçadores locais, que passaram a não abater os mesmos.

Esse hábito tão louvável começou graças aos insistentes conselhos  do Sr.  Affonso Miranda Collares, falecido  recentemente (em 31/12/1994), ele próprio um tradicional caçador, que, apercebendo-se da iminência da extinção da espécie, passou a sugerir que os caçadores se limitassem a correr os veados (isto é, assistir a perseguição dos cães, que aliás quase nunca conseguem alcança-los).

Lebres (Lepus capensis) que eram muito comuns nas estâncias, tornaram-se raras devido ao aumento dos predadores.

Nas imediações da cidade existe em maior abundância.

Existe um refrão que diz que caçador e  pescador são mentirosos; mas a verdade é que acontecem coisas inacreditáveis para quem não as conhece.

Certa vez andava num inverno chuvoso à cata de ouriços caixeiros (Coendou villosus) porque diziam que a carne daqueles animaizinhos era muito saborosa, o que não é verdade.

Não concordo em abater  esses pobres animais que não têm culpa  de que Deus os tenha colocado na natureza com o corpo cheio de espinhos agressivos; ai do cão que tentar morde-los, ficará crivado dessas farpas dolorosas.

Nessa ocasião fomos  encontrar, num banhado às margens do Arroio do Tigre, preás  tobianas (Cavia aperea), quer dizer,  pardas com cintas brancas, semelhantes a porcos-da-índia.

São raríssimas, mas existem.

Aves

Quanto à descrição das aves, acho desnecessário faze-las  com minúcias, pois todos conhecem esses animais maravilhosos que habitam nossas matas e nos alegram com seus cantos.

Mas existem certos fatores que, embora chocantes, merecem ser citados:

As lavouras, como soja e arroz, têm sido a causa do desaparecimento de grande quantidade de aves.

Na região de Joca Tavares, que está ligada às Palmas, quase não existe lavoura desses cereais, a não ser ocasionalmente.

Mas a verdade, é que certos pássaros campeiros estão desaparecendo, como por exemplo as corujas do campo (Speotyto cunicularia) que fazem toca nos cerros pedregosos; são hoje (2003) raríssimas.

Parece que uma cadeia alimentar, que está totalmente comprometida pelo uso de carrapaticidas venenosos, tem sido a causa desse extermínio.

Até mesmo as perdizes (Nothura maculosa) e os perdigões (Rhyinchotus rufescens) estão em extinção.

Ainda existem  avestruzes[26] - emas – (Rhea americana)  e seriemas (Microdactylus cristatus)[27].

Outra curiosidade de que muitos não tomaram conhecimento foi o extermínio dos urubu-de-cabeça preta (Coragyps atratus)[28].

Esses necrófagos, quando morria algum animal no campo, em poucas horas  poderíamos ver somente as ossadas; os mesmo haviam devorado toda a carne.

Hoje (2003), com o extermínio  (por um tóxico, chamado assuntol[29], que era pulverizado sobre os cadáveres), houve a extinção total desses vultorídeos[30].

Resultado:

quebrada a cadeia ecológica, tivemos  um aumento incrível  de moscas.

Aves de rapina são raras, principalmente o chamado gavião mouro, que somente se alimenta  de animais com vida.

Os caracarás (Polyborus plancus) são tremendos exterminadores  de cordeiros; por isso foram perseguidos.

Mas, com a decadência do rebanho ovino no Rio Grande do Sul, esses predadores estão ficando esquecidos.

Os Chimanguinhos carrapateiros (Milvago chimango) também estão sofrendo a ação dos carrapaticidas.

Na região  do Camaquã existem algumas espécies de aves de rapina que não foram atingidas, porque sua base alimentar é predatória.

Porém, umas poucas lavouras arrozeiras naquela região fizeram desaparecer quase que totalmente os pássaros naquelas matas.

Jacus e iambus não foram atingidos, mas tenho dúvidas sobre os tucanos, animais de rara beleza, que mui raramente  se avista.

Alguns anos atrás havia bandos de papagaio charão.

Hoje (2003), durante a migração de verão, apenas vemos dois casais  e nada mais.

Mas existem  coisas inacreditáveis:

Um certo caçador de Caxias, que durante a temporada de caça às perdizes apareceu por aqui, vangloriou-se de abater quarenta papagaios de uma só vez, em Palmeira das Missões.

Disse a ele:

Amigo, se você praticasse esse tipo de predação em meus campos eu nunca mais lhe permitiria caçar.

Fiquei maravilhado, certa vez:

Na região de Ibirubá, num bosque de pinheiros, contei quase trezentos desses pássaros palradores.

Não sei se ainda existem por lá.

Aqui em Palmas existe um papagaio pequeno que vulgarmente chamam de maracanã.

Esse não migra, não soubemos por quê.

Voltando a um passado não muito distante, até o ano 1930 ainda havia por aqui alguns remanescentes de araraúnas (arara azul), principalmente naquelas regiões rochosas.

Esses animais foram muitos perseguidos em suas ninhadas.

A população gostava de tê-los  como aves ornamentais em suas estâncias.

(Não são tão falantes como os papagaios).

Existem certas variedades  de pássaros que são encontradiços nas serras.

Os mesmos não existem nos campos limpos.

Aves aquáticas são um pouco raras por aqui.

Nem mesmo a construção de barragens atraiu essas aves.

Garças, João-grandes, colhereiros e tarrãs[31] (este nome parece que vem do castelhano, tajans[32]), existem em pequena escala em nossa região, por não serem muito extensas as áreas de banhados.

Peixes

Quanto aos peixes, o Rio Camaquã ainda guarda  uma reserva bem expressiva, onde abunda o pintado, que de desloca em enormes cardumes, não indo muito longe de onde desovam.

Traíras e jundiás são um pouco raros, pois são peixes de águas barrentas; o Camaquã, em toda a sua extensão, tem o leito coberto por areias silicosas.

Dentre os peixes de escamas, abundam as piavas e os grumatãs.

Os dourados somente aparecem na região de Santaninha da Boa Vista[33]; hoje (2003) raramente esse peixe sobe o rio, devido à enorme poluição produzida pela mina de cobre.

Figura 1 Mapa das bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul.

Figura 2. Mapa dos rios do Rio Grande do Sul.


[1] Bacia Hidrográfica do Camaquã: A bacia do Camaquã possui uma área de 25.996,11 km² e ocupa parte das regiões fisiográficas da Serra do Sudeste, Encosta do Sudeste e Campanha.

Limita-se ao norte com a Depressão Central na bacia do Jacuí; ao sul com a bacia do Mirim-São Gonçalo; a leste com a bacia do Litoral Médio; e a oeste com as nascentes do Rio Santa Maria.

Os principais cursos d'água componentes desta bacia são: Rio Camaquã e os Arroios Sutil, da Sapata, Evaristo, dos Ladrões, Maria Santa, do Abrânio, Pantanoso, Boici e Torrinhas.

A área drenada pela bacia do Rio Camaquã é de 24.000 km². O modelado colinoso e os vales largos condicionam um escoamento normal do Rio Camaquã (VIEIRA, 1984).

A vegetação característica desta bacia pertence aos tipos fitogeográficos Savana, Floresta Estacional Decidual e alguns pequenos fragmentos de Floresta Ombrófila Mista. Fonte: http://coralx.ufsm.br/ifcrs/hidrografia.htm#camaqua . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 03:44 h.

[2] Graxaim, (Canis azaraé) É uma variedade de raposa. Pequeno animal do campo semelhante a um cão. Também chamado de guaraxaim, sorro ou zorro. Fonte: http://www.kleitonkledir.com.br/gloss.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:16 h.

[3] Current Scientific Name: Cerdocyon thous. Fonte: http://www.nhm.org/research/libraries/beasts/08cazara.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:24 h.

[4] ZORRO GRIS (Dusicyon gymnocercus)

Su alzada a la cruz es de 45 centímetros. Es muy abundante. Tiene en promedio cuatro crías al año. Se alimenta de insectos, pequeños mamíferos, frutas y animales muertos. Se le acusa de ser responsable de predación sobre lanares, sobre todo corderos. Esto ha sido descartado por estudios de contenidos estomacales y porque carece de los parásitos transmitidos por los ovinos.

Tiene hábitos crepusculares y nocturnos. Es frecuente verlos cruzar las carreteras donde también pueden hallárselos muertos por vehículos.

Fonte: http://www.rau.edu.uy/uruguay/Uy.fauna.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:39 h.

[5] Grey zorro
(Dusicyon griseus)

Names: English: South American grey fox. Spanish: Zorro chilla, zorm chico, zorro gris (Chile), zorro gris chico (Argentina). Araucano: Nuru, N'rd. Puelche: Yeshgai. Weight: 4.4 kg.

Fonte: http://www.canids.org/SPPACCTS/dgriseus.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:01 h.

[6] Crab Eating Fox
(Cerdocyon thous) Weight: 11-17.5 lb (5-8 kg) . Fonte:
http://www.lioncrusher.com/animal.asp?animal=12 . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:09 h.

[7] A família dasypodedae é composta por 8 gêneros e 20 espécies e é encontrado no sul dos Estados Unidos, até o Estreito de Magalhães.

Gênero: Chaetophractus (Hairy Armadillos)
Chaetophractus vellerosus
Chaetophractus nationi
Chaetophractus villosus

Gênero Euphractus (Tatu-peludo; Six-banded Armadillo)
Euphractus sexcinctus- ocorre no Brasil

Gênero Zaedyus (Pichi)
Zaedyus pichiy

Gênero Priodontes (Tatu-canastra; Giant Armadillo)
Priodontes maximus (ocorre no Brasil)

Gênero Cabassous (Naked-tailed Armadillos)
Cabassous unicinctus; Tatu-de-rabo-mole - ocorre no Brasil
Cabassous centralis
Cabassous chacoensis
Cabassous tatouay (ocorre no Brasil)

Gênero Tolypeutes (Tree-banded Armadillos)
Tolypeutes tricinctus; Tatu-bola - ocorre no Brasil
Tolypeutes matacos

Gênero Dasypus (Nine-banded Armadillos)
Dasypus kappleri (ocorre no Brasil)
Dasypus septemcinctus; Mulita- ocorre no Brasil
Dasypus novemcinctus; Tatu-ete- ocorre no Brasil
Dasypus hybridus - ocorre no Brasil
Dasypus sabanicola
Dasypus pilosus

Gênero Chlamyphorus
Chlamyphorus truncatus
Chlamyphorus retusus

Fonte: SANTOS, Eurico. Entre o gambá e o macaco. Coleção Zoológica Brasílica. Ed. Itatiaia Ltda. BH, 1984. Fonte: http://www.aultimaarcadenoe.com/tatusfauna.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:37h.

[8] Los Armadillos

Orden CINGULATA - FAMILIA: DASYPODIDAE

CABASU DE OREJAS CORTAS - Cabassous chacoensis (= C. loricatus). Gran cavador, realiza enormes hoyos en el suelo de los bosques que pueden alcanzar 15 m. de profundidad y se abren sobre el nivel del agua en la orilla de los ríos.

MULITA COMUN - Dasypus septemcinctus. Poco cavador debido a las uñas débiles. Propio de sabanas, montes y zonas arbustivas abiertas.

MULITA OREJUDA - Dasypus hybridus. Tiene las mismas características que la mulita común.

PELUDO - Chaetophractus villosus. Cava agujeros en suelos flojos persiguiendo insectos subterráneos, pero también come carroña.

PICHE DE PATAGONIA - Zaedyus pichiy. Frecuenta zonas áridas arenosas durante el día y pernocta en agujeros que el mismo excava.

PICHI CIEGO MENOR - Chlamyphorus truncatus. Es el más pequeño de la familia, nocturno, vive en zonas subdesérticas arenosas y secas. Come raíces y tubérculos que encuentra mientras construye largas y complicadas galerías.

QUIRQUINCHO BOLA - Tolypeutes mataco. Persigue insectos y consume también vegetales. No vive en agujeros y ante el peligro, se enrolla formando una bola.

QUIRQUINCHO CHICO - Chaetophractus vellerosus. (Piche llorón) Frecuente en estepas, pajonales y montes arenosos de los cerros hasta 3000 m. de altura.

TATU MULITA - Dasypus novemcinctus. Mayor que la especie anterior y de zonas más cálidas, en montes y selvas.

TATU CARRETA

Fonte: http://www.folkloredelnorte.com.ar/biologia/armadillo.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:27 h.

[9] PELUDO (Euphractus sexcinctus flavimanus)

Debe su nombre popular a los pelos largos y blanquecinos que se encuentran entre los anillos móviles del caparazón. Estos son de seis a ocho. Su cabeza en forma cónica y achatada en su parte superior, lo distingue de los otros integrantes de la familia de los dasipódidos. En los miembros anteriores, poseen uñas largas y fuertes, las que usa para cavar la cueva, en la que vive.

Generalmente la construye dentro del monte, entre las raíces de los árboles.

Su cola es larga y está protegida por un estuche formado de anillos de placas óseas recubiertas por córneas. Las hembras paren dos crías que pueden ser de sexos iguales o diferentes. Se alimentan de invertebrados, vegetales y suelen comer carroña. Su habitat es en montes marginales a cursos de agua y usan el ecotono con la pradera para su alimentación. Fonte: http://www.rau.edu.uy/uruguay/Uy.fauna.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:20 h.

[10] Tatu-galinha. Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/tatu_galinha.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:29 h.

[11] MULITA OREJUDA - Dasypus hybridus. Tiene las mismas características que la mulita común. MULITA COMUN - Dasypus septemcinctus. Poco cavador debido a las uñas débiles. Propio de sabanas, montes y zonas arbustivas abiertas. Fonte: http://www.folkloredelnorte.com.ar/biologia/armadillo.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:21 h.

[12] Chaetophractus villosus. Cava agujeros en suelos flojos persiguiendo insectos subterráneos, pero también come carroña. Fonte: http://www.folkloredelnorte.com.ar/biologia/armadillo.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:22 h.

[13] “(...) O saci, por exemplo”.

“Abundante à noite como o morcego, nunca se deixou pilhar de dia. Metido nas tocas de tatú, ou nos ocos das árvores velhas, ou alapado à beira-rio em solapões de pedra limosa com retrança de samambaias à entrada, o moleque de carapuça vermelha sabe como ninguém o segredo de invizibilizar-se. Não colhesse ele, todos os anos, nas noites de São João, a misteriosa flor da samambaia!”...

Fonte: http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/bibliografialobatiana/contos2.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:00 h.

[14] El tatú rabo mole o cabasú (Cabassus tatouay) el de mayor distribución en la provincia, el tatú peludo o mano amarilla (Euphractus sexcinctus flavimanus) presente en los departamentos de Candelaria, Oberá, Montecarlo, Iguazú, San Ignacio y Cainguás, y el tatú hú o negro o mulita grande (Dasypus novemcintus novemcintus) distribuido en los departamentos de Iguazú, Guaraní, Montecarlo, Gral. Belgrano, San Pedro, Candelaria y Capital.

En Sudamérica, las mulitas tienen amplia distribución.

Fonte: http://www.misiones.gov.ar/ecologia/Todo/Contenido/Especies%20Misioneras/tatu.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 02:16 h.

[15] “(...) 30 dias sem comer nada carregado. Coisa carregada, quer dizer, é carne de porco, carne de seriema, carne de animais que tenha alta potência assim de... O peba que é um tatu-peba e assim por diante. São esses tipos de coisa que se você comer, você cega. Um amigo meu com 40 dias que levantou do sarampo comeu uma seriema, cegou”. Fonte: http://www.museudapessoa.net/MuseuVirtual/hmdepoente/depoimentoDepoente.do?action=ver&idDepoente=938&key=694&forward=HOME_DEPOIMENTO_VER_GERAL&tipo=&pager.offset=6 . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:04 h.

[16] A carne do tatu é muito consumida,  principalmente em fazendas e sítios onde é caçado pelos cachorros, fato este gerador de riscos já que o tatu é um "reservatório" natural de doenças sendo que a mais conhecida é a Doença de Chagas, que de adquire através do contato direto com o sangue do animal. Fonte: http://sam.pmrp.com.br/turismo/ANIMAIS/I71tatupeba.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:08h.

[17] Como existem vários tipos de tatu, os dois tipos mais macios e com carne mais tenra e branca são o tatu-galinha e o tatu-peba.

Fonte: http://www.gastroonline.com.br/dicas_carnesdecaca.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:08h.

[18] “(...) segunda entrevista de Secundo, embora nada conte do movimento desencadeado por José Nogueira, é interessante, porque narra a experiência que teria tido um índio, que poderia servir de base para um movimento messiânico. Este depoimento data de 5 de dezembro de 1963. Segundo o informante, veado, peixe, jabuti, tamanduá-bandeira, tatu, tatu-peba, tatu-canastra, caititu, porco-queixada, anta, são animais que caem do céu com as chuvas fortes”. Fonte: http://www.geocities.com/RainForest/Jungle/6885/livro72/messap1.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:16 h.

[19] “(...) As principais espécies utilizadas como alimento na região (fontes

alternativas de proteína) são: o tatu-de-rabo-de-couro (Cabassous sp), o tatu-verdadeiro (Dasypus

sp), o tatu-china (Dasypus septemcinctus), o tatu-peba (Euphractus sexcinctus), (...)”. Fonte: http://www.ibama.gov.br/licenciamento/estudos/rimas/pdf/br235/rima_br235.pdf . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:30 h.

[20] La cincha es la pieza que mantiene firme el recado sobre el lomo del yeguarizo. Es una ancha tira de cuero crudo dividida en dos partes, con argollas y correones para ajustarla. Esas partes son: la encimera y la barriguera o cincha propiamente dicha.

La barriguera es de cuero crudo, lonjeada o con todo el pelo. Si es lonjeada se le adorna con bordados de hilo de color o con esterillados de tiento. Cuando tiene el pelo, éste va para afuera. Fonte: http://www.soygaucho.com/espanol/caballo/cincha.html . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 03:48 h.

[21] Aurélio Porto, na importante obra O Trabalho Alemão no Rio Grande do Sul, 1934, diz que a palavra serigote, um tipo de sela, provém do alemão. Os seleiros de São Leopoldo produziam bons produtos, adquiridos pelos gaúchos de Cima da Serra (São Francisco de Paula) como sendo sehr gut, isto é, “muito bons”. Desse sehr gut teria vindo a palavra serigote. Fonte: http://www.brasilalemanha.com.br/site/materias/1824_antes.htm . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:36 h.

[22] Bagual, vistoso, cavalo novo e arisco. Fonte: http://www.gohorse.com.br/emfoco.asp . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:45 h.

[23] CAVALO COM PASSARINHO NO TOSO, enfeitado pra passeio. Diferente do toso redondo" e do toso de cogotilho ou cogotio. Existe ainda o toso de bagual que é feito deixando só um negalho comprido a um palmo atrás das orelhas, para advertir quem não o conhece que ele é de primeira sova. O toso de passarinho é o mais caprichado, a sua imitação é feita com a ponta da tesoura, no miolo da quilina. Fonte: : http://www.gohorse.com.br/emfoco.asp . Acessado em: 11 de agosto de 2005. Hora: 04:45 h.

[24] zurrilho / zorrillo. (Fonte: http://www.faunadepelotas.hpg.ig.com.br/mamft8.htm. Acessado em: 17 de agosto de 2005. Hora: 11:18 h.).

[25] Galictis cuja - furão / hurón

[26] El Avestruz es el ave más grande que ha logrado sobrevivir hasta nuestros días. Al igual que las otras aves grandes - los ñandúes, los casuarios y el emú - pertenecen al grupo de aves conocido como las rátidas. Estas aves, incluyendo al avestruz, se caracterizan por no poder volar. Se han adaptado a una vida terrestre, las piernas las tienen bien desarrolladas y fuertes. Fonte: http://www.damisela.com/zoo/ave/ratities/avestruz/ . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 00:51 h. En este grupo de aves encontramos el avestruz, los ñandúes, el emú, los casuarios y los kivis. Los inambúes también pertenecen a este grupo, aunque presentan un caso muy interesante. El esternón lo tienen en forma de quilla y sí pueden volar. Algunos científicos los consideran rátidas más 'primitivas' que aun no han perdido la facultad del vuelo. Fonte: http://www.damisela.com/zoo/ave/ratities/ . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 00:58 h.

[27] Cariama cristata. Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/seriema.htm . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:08 h.

[28] Common Names: Black Vulture. Fonte: http://www.floridanature.org/species.asp?species=Coragyps_atratus . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:22 h.

[29] Hoje, substâncias fosforadas sintéticas como o Assuntol, Trolene, Ruelene e Neguvon são as mais utilizadas como carrapaticidas em todo o mundo. Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/carrapato.htm . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:41 h.

[30] Não existe esse termo, aparentemente. ABUTRES; VULTURES; Fonte: http://www.geocities.com/zedias/familia.htm . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 01:59 h.

[31] El chajá (Chauna torquata) es característico de los bañados, donde anuncia desde lejos con su potente y característico canto la presencia del hombre o de algún animal extraño. Fonte: http://www.vidasilvestre.org.uy/fotos2.php . Acessado em: 18 de agosto de 2005. Hora: 02:56 h.

[32] A informação parece que não procede.

[33] Santana da Boa Vista.

FESTA DAS VELAS VOTIVAS EM BAGÉ -VIII

A GUERRA DO PARAGUAI E
A FESTA DAS VELAS VOTIVAS EM BAGÉ
Cláudio Antunes Boucinha1
Introdução
Uma das fontes apontadas como origem da tradição das velas votivas em Bagé, na procissão em homenagem a Nossa Senhora Auxiliadora que é feita desde 24 de maio de 1943, estaria a Guerra do Paraguai. Haveria, de alguma maneira, uma tradição vinculada à Guerra do Paraguai, em Bagé, no dia 24 de maio, com velas votivas? Qual a base, o fundamento dessa influência da Guerra do Paraguai na festa das velas votivas em Bagé, em 24 de maio de 1943?
É fato que a festa de Nossa Senhora Auxiliadora era também um ato cívico. Em plena 2ª Guerra Mundial, o povo de Bagé rezava por paz mundial. E incluída nesse ato cívico estava a lembrança da Batalha de Tuiuti, na Guerra do Paraguai, em 24 de maio de 1866 ( CORREIO DO SUL, 23 de maio de 1943).
A inclusão da Batalha de Tuiuti nas homenagens prestadas pelo povo de Bagé para Nossa Senhora Auxiliadora era casual ou haveriam precedentes, em anos anteriores?
De fato, em 24 de maio de 1942, era recordada pela “guarnição federal”, com programação que incluía formatura, hasteamento, canto, palestra, “volteio (demonstração)”, prova hípica, com juri de honra e juri técnico. Não havia nenhuma referência à procissão ou vela votiva na programação elaborada por 12º RCI (CORREIO DO SUL, Bagé, 24 de maio de 1942).
Em 24 de maio de 1941, o Gen. Osório era relembrado como um dos heróis da Batalha do Tuiuti (CORREIO DO SUL, Bagé, 24 de maio de 1941).
Em 24 de maio de 1939, a Batalha de Tuiuti era lembrada na figura do General Osório, artigo assinado por Gadret Filho (CORREIO DO SUL, Bagé, 24 de maio de 1939).
Ou seja, poder-se-ia afirmar que havia tradição na cidade de homenagear o Gen. Osório, especialmente na data da Batalha de Tuiuti, em 24 de maio que, no entanto, não incluíam velas votivas.
Quando começou essas homenagens ao Gen. Osório, em 24 de maio, na cidade de Bagé?
Cabe lembrar que Osório manteve grandes laços com a vida da cidade de Bagé: em 1835, em Bagé, no dia 15 de novembro, casa-se com Francisca Fagundes de Oliveira, natural de Caçapava do Sul, e filha de Zeferino Antônio Fagundes de Oliveira e Vicência Constança de Sousa.2
Por outro lado, em 22 de fevereiro de 1943, em todo o Brasil, foi comemorado o Centenário de nascimento do Visconde de Taunay, especialmente com cerimônias votivas na cidade do Rio de Janeiro:
    • Em todo o Brasil provocou a passagem do primeiro centenário natalício do autor de Retirada da Laguna, a ocorrência de consideráveis demonstrações de apreço à memória do soldado escritor. Partiram as primeiras do Exército Nacional. Por intermédio de generosa ordem do dia, determinou o então Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra, que todas as guarnições do país festivamente celebrassem a efeméride de 22 de fevereiro de 1943 em altamente significativas cerimônias. (…) Magníficas cerimônias votivasrealizaram-se no Rio de Janeiro, por parte do Exército, do Instituto Histórico Brasileiro, da Irmandade de Santa Cruz dos Militares, de numerosas e prestigiosas associações militares, literárias e cívicas. E simultaneamente assim procederam o Instituto Histórico de São Paulo e seus congêneres de diversos estados, sobretudo no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, promovendo sessões especiais as mais honrosas” (pp. 7-8).3
Talvez o centenário de nascimento do Visconde de Taunay, em 1943, com cerimônias votivas, no Rio de Janeiro, possa ter levado algumas pessoas a imaginar que havia uma tradição de velas votivas nas homenagens ao General Osório, na cidade de Bagé.
Conclusão
De fato, o que se observou foi uma coincidência entre as homenagens prestadas para o General Osório, considerando a Batalha de Tuiuti, e a festa da padroeira de Bagé que coincidiam na data de 24 de maio. No entanto, a festa das velas votivas foi criada em 1943, como inovação a uma procissão que já existia na cidade.
1Diretor do Arquivo Público Municipal de Bagé. Mestre em História do Brasil.
3TAUNAY, Visconde de (Alfredo D'Escragnolle Taunay). A Retirada da Laguna: Episódios da Guerra do Paraguai. (Tradução da quinta edição francesa por Affonso de E. Taunay). 16ª edição. São Paulo: Melhoramentos, 1963.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

NÃO AO ASFALTO?

“(…) A Fundição Indígena fechou.

Hoje ninguém toma banho em banheiras com patas

Carneiro ou leão?

Antiquário e topa-tudo, outro dia achei(...)”.1.

Introdução

A história da pavimentação em Bagé contém elementos que talvez remontem enquanto estilo, ao Império Romano, como “a pavimentação decorativa das calçadas feita de rochas brancas e pretas, denominada mosaico2, chamada no Brasil de 'pedra portuguesa'”3.

    • “O mosaico português (ou pedra portuguesa, como é conhecido no Brasil, ou calçada portuguesa, como é conhecido em Portugal) é um determinado processo de revestimento de piso, utilizado especialmente na pavimentação de calçadas e de espaços públicos,em especial.

    • Consiste em pedras de formato irregular, geralmente de calcário, que podem ser usadas para formar padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores.

    • As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o marrom e o vermelho.

    • Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde.

    • Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação desse tipo de calçada são os mestres calceteiros.

    • Em Portugal, de onde é originária, surgiu no século XIX e é amplamente usada no calçamento de áreas exclusivas para pedestres.

    • No Brasil, foi um dos mais populares materiais utilizados pelo paisagismo do século XX, devido à sua flexibilidade de montagem e de composição plástica.

    • Entretanto, em alguns casos não foi utilizada a pedra propriamente dita mas o modus operandi de manteve.

    • Sua aplicação pode ser aferida em projetos como o do calçadão da Praia de Copacabana (de Roberto Burle Marx4) ou nos espaços da antiga Avenida Central, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo”.5

Ou ainda da própria Idade Média, em que “as avenidas e ruas foram pavimentadas por paralelepípedos e muros altos de castelos foram construídos por acúmulo de rochas”. 6

No início do século XX, estava “o sistema depavimentação em paralelepípedos em fase adiantada, com projetos tipos definidos e mão de obra especializada, tendo esse sistema partido da Europa e se espalhado por todas as regiões do mundo”.7 8

A chegada do calçamento

Interessante é perceber como o senso comum compreende a colocação de asfalto sobre as ruas calçadas com paralelepípedo.

É como um paradoxo, em que o passado não convive com o presente; antinomia; dualidade; contradição?

Nenhuma possibilidade de ver a cidade como uma complexidade, como um conjunto harmonioso.

Em Soledade, o paralelepípedo chegou no inicio dos anos 1950.

    • início dos anos 50, marcava o início da pavimentação urbana feita através da colocação de paralelepípedos de basalto. A praça central recebia os primeiros sinais de ajardinamento interno e a primeira parte calçada com os saudosos mosaicos bicolores. Na parte inferior, à esquerda, se observava a Júlio de Castilhos recebendo a grande novidade da época, o calçamento com pedras regulares. O artístico e artesanal trabalho, resistiu por mais de meio século e agora servirá de base para a colocação do asfalto. Duas épocas, duas marcas, duas fases da história9.

Em São José do Rio Pardo/SP, o calçamento das ruas com paralelepípedos começou efetivamente nos anos de 1940:

    • (…) Em 1923, a população pedia soluções contra o pó e o barro.

    • Em 1923, 'o Cel Alípio Luiz Dias ofereceu à Prefeitura o donativo de 1:000$000 para as obras de calçamento da cidade, a paralelepípedos'; e a Câmara, através de um projeto de lei, autorizou o prefeito José Pereira Martins de Andrade a calçar uma parte da Rua (…) , a título de experiência (...).

    • Nos anos 40, 'Gazeta' divulgava que o prefeito 'pretende estender a outras ruas o calçamento a paralelepípedos'.

    • (…) Oitenta e quatro anos (...) do início do calçamento "a paralelepípedos" e hoje, muitos e muitos pedem o asfalto sobre as pedras.

    • (…) O sr. De Giacomo, nos anos 40, (...) secretário de obras, e do calceteiro Arlindo Pinto comandando grande equipe de calceteiros, obrigando-os a refazerem trechos não aprovados.

    • Grandes redes de água e esgoto estão no meio das ruas, feitas num tempo em que os veículos eram poucos, sem as jamantas e as pesadas conduções atuais, que estouram e racham tubulações, canos e manilhas.

    • Para consertar tantos estragos, os paralelepípedos precisam ser removidos e dificilmente voltam às posições originais.

    • Seria necessário termos um exército especializado em calcetaria, comcalceteiros (operários10 que calçam as ruas) experientes.

    • Nossa cidade, que tem a beleza das ruas de pedras, tem necessidade urgente de formar um exército especializado nesse setor, evitando dissabores.

    • Por que não mandar alguns operários interessados às cidades históricas de Minas Gerais, que têm também nas pedras dos calçamentos seu interesse turístico, para especializarem-se nesse setor e transmitirem seu aprendizado a outros? (…).

    • Revendo os calceteiros socando a terra, cobrido-a com areia e batendo sobre cada pedra, acertando-a, nivelando-a, num plano impecável.

    • E o tapete sólido decorado com retângulos subia e descia ruas, sem uma pedra fora do nível que pudesse causar um tropicão. (…).

    • Além de ser bonito e já uma raridade, o 'calçamento a paralelepípedos' é ecologicamente perfeito, retendo a água das chuvas e das tempestades, que entram na terra pelos vãos das pedras.

    • Se asfaltadas as ruas, as águas iriam para os rios, provocando transtornos ambientais. (…).

    • Algumas das (…) ruas receberamasfalto sobre o calçamento.

    • Ele está se soltando em alguns trechos (…).

    • Ser uma cidade turisticamente cultural, (...) belezas das pedras, acomodando-as corretamente”.11

Há muito que se debate sobre o asfaltamento ou não das ruas calçadas com pedras da cidade de Bagé.

Geralmente o asfaltamento é um pedido das comunidades que não tem calçamento algum, ruas de terra, em que o barro, a poeira, a falta de saneamento básico é ainda um problema.

Em termos práticos, é fato que a cidade de Bagé possui milhares de carros que transitam em ruas que, em muitos casos, oferecem poucas condições de trafegabilidade, por inúmeros problemas.

O carro enquanto símbolo social segue o padrão de países como os EUA, a Austrália, e outros que apostaram nas rodovias como principais vias de acesso a maioria de suas localidades.

Poder-se-ia fazer um estudo sobre quais outros valores estão associados a propriedade de um carro, mas não é o caso.

Há uma certa ansiedade em transformar a cidade de Bagé em uma cidade à altura de outras cidades consideradas “modernas”.

Portanto, o desafio da modernidade também está inserido nesse debate sobre o asfaltamento ou não da cidade.

Mas o que é “moderno”?

Geralmente ninguém quer discutir o que é moderno ou o que deixa de ser moderno, visto que tal discussão é considerada inócua, sem sentido.

No entanto, o debate sobre o que é moderno é crucial para o futuro da cidade.

A gestão de uma cidade não pode ser simplesmente uma construção de momento, fruto da vontade de um ou de outro, sem passar por um planejamento adequado, debatido com a comunidade.

O egoísmo, o individualismo, a competição, os interesses mesquinhos, não podem ser motivos para se mudar qualquer cidade.

Bagé tem muito a perder se não considerar seu patrimônio histórico como parte do desenvolvimento da cidade.

Por outro lado, não se pode confundir o que é velho com o que é antigo.

Para que o conceito de “antigo” fique claro é preciso que aconteça um estudo de campo fundamentado na história, na antropologia, na geografia, entre outras, no sentido de discernir o que tem e o que não tem tanto valor cultural para que possa ser conservado, restaurado, preservado.

A cidade precisa discutir o quer para a cidade.

A idéia de “Geoturismo urbano12 é aplicável ao conceito de cidade que se quer, em Bagé?

Em primeiro lugar, é evidente que um projeto para o asfaltamento da cidade precisa ser apresentado em sua totalidade para a população:

    • Quais são as ruas?

    • Quais as ruas que permanecerão pavimentadas com pedras?

    • Como será a manutenção das ruas pavimentadas com pedras, daqui por diante?

    • Especificamente, como será tratado o desnivelamento das ruas pavimentadas com pedras visto que o procedimento até agora feito só aponta para evidente falta de manutenção?

    • O que será feito e porquê?

    • Do ponto de vista da paisagem, não seria interessante manter a paisagem secular junto com os prédios considerados como patrimônios históricos? 13

“Caberia uma avaliação local de certas argumentações classificadas em outras cidades que questionam o asfaltamento das ruas”.

“No caso de sobrepor uma camada de asfalto sobre um pavimento de pedra, (…) pode-se afirmar que existem muitos inconvenientes, relatados a seguir de acordo com dados levantados por informação técnicas, pesquisas, entrevistas e vistorias in loco”:

      1. As redes de água são muito antigas e a maioria se encontra fora de padrão;

      2. Existe grande número de redes de esgoto antigas já no final de sua vida útil;

      3. Galerias de pedras já ultrapassadas e subdimensionadas;

      4. Galerias existentes fora de norma e sem cadastro;

      5. O asfaltamento sob o calçamento de pedras promove a impermeabilização total do solo;

      6. Aumento demasiado do calor nas ruas asfaltadas em relação ao calçamento;

      7. Eliminação da vegetação existente entre as pedras;

      8. Aumento da velocidade dos veículos motorizados, e conseqüentemente maior ocorrência de acidentes;

      9. Aumento da velocidade de escoamento das águas pluviais;

      10. Pequena vida útil do pavimento asfáltico”. 14

Atualmente, emprega-se este tipo de pavimento (paralelepípedo) quase que exclusivamente em ruas de cidades.

“Dá-se preferência ao pavimento de paralelepípedo nas ruas ainda não servidas por melhoramentos públicos, como rede de água, de esgoto, de luz, de telefone e de gás, pois nesses casos, permitem maiores facilidades de remoção e reaproveitamento, sem prejuízos financeiros acentuados, para a colocação das canalizações necessárias.

“É de se notar, todavia, que o próprio incremento da pavimentação asfáltica em cidades exigiu que não se descartasse o estudo do pavimento em paralelepípedos visto que é muito comum hoje, em nossas cidades, o aproveitamento do antigo pavimento de paralelepípedos como base para a aplicação de revestimento asfáltico, pré-misturado”.15

Dever-se-ia “dividir em três grupos as ruas (...)”16:

      1. “Pavimento irregular com valor histórico. (…)”

      2. “Pavimento com paralelepípedos. Ruas com este tipo de revestimento deveriam sofrer intervenções corretivas, pontuais ou extensas, conforme a situação. Deste modo, teríamos um pavimento com boas condições de trafegabilidade e as seguintes vantagens em relação à alternativa sendo utilizada”:

    • a) “Maior geração de trabalho e renda, uma vez que para este tipo de serviço o maior custo é o da mão-de-obra.

    • O argumento de que inexistem calceteiros não é consistente.

    • b) É óbvio que as intervenções devem incluir medidas estruturais, incluindo tratamento das camadas inferiores.

    • Não deve ser simplesmente removida a pedra e recolocada.

    • c) Além da vantagem da maior infiltração (menor pico de cheias) do pavimento revestido com paralelepípedo em relação à camada asfáltica, existem outras vantagens relativas a aspectos estéticos, conforto ambiental.

    • d) Uma questão, talvez a mais importante, considerada hoje em países da Europa, é a da velocidade.

    • Os pavimentos asfálticos propiciam uma sensação de segurança, que se reflete em uma maior velocidade.

    • Obviamente, aumentam as probabilidades de acidentes.

    • Por este motivo, o que se faz na Europa hoje é justamente o contrário do que esta sendo feito (…) .

    • O pavimento asfáltico está sendo retirado para a colocação de paralelepípedos.

    • São as chamadas ruas lentas, velocidade menor do que 30 km/hora (a vida é o mais importante). (...)

    • e) (…) estudos (…) relacionados à fadiga da camada asfáltica.

    • Uma possibilidade é que estes pavimentos sofram elevadas deformações (não perceptíveis ao olho) quando da passagem de veículos, o que conduz à fadiga da camada asfáltica, principalmente em ruas com tráfego mais pesado (ônibus).

    • Entrar-se-á em um círculo vicioso de manutenção, envolvendo um material caro e não renovável (asfalto), com uma permanente sangria de recursos do município para as fornecedoras deste material (...)”.

      1. “Pavimento irregular com péssimas condições de trafegabilidade, sem valor histórico17 (…) .Devem sofrer uma intervenção profunda, não necessariamente a opção utilizada18. (…)” .

Tombamento das Ruas com Paralelepípedos?

Na medida em que se reconhece a importância paisagística, geográfica, turística, das ruas com paralelepípedos, não caberia um estudo sobre o tombamento dessas mesmas ruas ou algumas ruas?

    • “O prefeito de Araras, Luiz Carlos Meneghetti publicou, (…) na imprensa oficial, o Decreto nº 5.452, de 10 de julho de 2007, homologando o tombamento do pavimento das vias calçadas com paralelepípedos, emAraras.

    • Segundo o decreto, o COMPHAC - Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, nos termos da Lei nº 1.781 de 11 de setembro de 1987 e alterações subseqüentes, levantou a importância histórica das ruas pavimentadas com paralelepípedos da cidade, cuidando de proceder ao tombamento de tais vias, preservando-as, nos termos do projeto de tombamento devidamente aprovado pelo Executivo Municipal”19.

Em Porto Alegre, o calçamento da Rua dos Andradas foi tombado:

    • “Até 1860, o calçamento da Rua da Praia era feito à base de uma calha central, para a qual se inclinavam as calçadas laterais.

    • O sistema de pista abaulada, com sarjetas adjacentes a cada um dos passeios começou a ser introduzido em meados de 1860, ficando pronto inicialmente entre as ruas Uruguai e General Câmara, a seguir entre a Uruguai e Marechal Floriano, depois entre esta última travessa e a Vigário José Inácio; em 1869 cuidou-se do trecho entre as ruas da Ladeira e Clara, isto é, entre a General Câmara e Gen. João Manoel.

    • O trecho da subida, entre a Dr. Flores e Senhor dos Passos veio a ser concluído em 1874.

    • Este “novo” calçamento era ainda empedras irregulares.

    • A partir de 1885 se iniciaria a suasubstituição por paralelepípedos.

    • Em 1923, sob o governo do Intendente José Montaury, viria o calçamento em paralelepípedos de granito em mosaico, em duas cores, ainda existente entre a Dr. Flores e Marechal Floriano e entre a Caldas Júnior e General Portinho”20. 21

Calcamento Poliédrico?

O calçamento com pedras irregulares, por vezes, é chamado de “calçamento poliédrico”.

    • “O que no passado foi uma solução paliativa - (…) com vários mutirões recolhendo retalhos de pedras de basalto nas pedreiras para pavimentar as ruas em frente as suas residências -, atualmente, as referidas ruas são na verdade um problema para quem trafega com automóveis, caminhões, motos e, principalmente, de ônibus pelo local”. (…).

    • “O calçamento poliédrico, que em alguns lugares dificulta até mesmo a circulação de pedestres, já deveria ter sido substituído pelo calçamento com paralelepípedo, assim como praticamente toda a cidade está padronizada, com exceção das vias pavimentadas com asfalto”22.

A Praça Silveira Martins: Inspiração em Montevidéo (Uruguay) ou

na Itália?

A História da pavimentação em Bagé implicaria também no calçamento das praças que, no caso da Praça Silveira Martins, lembrava muito as calçadas de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Mas a influência não é somente “carioca”, na Praça Silveira Martins.

Também se observava a influência da “Plaza Matriz de Montevideo”, especialmente a “Fuente” que era um monumento a maçonaria e alguns símbolos alquímicos.

Quem fez a fonte dos “anjinhos”, na Praça Silveira Martins, pretendia imitar o estilo da “Fuente de la Plaza Matriz de Montevideo”?

No detalhe, não são “anjinhos” que estavam presentes na Fonte da Praça Silveira Martins; considerando o histórico desse tipo de escultura, observava-se que era composição tradicional vinculada à Baco e golfinho, com suposto vínculo alquímico.

No “anjinho” da Praça Silveira Martins não transparecia ser um golfinho mas uma ave, talvez um ganso, semelhante à estátua de residência na antiga Pompéia; um tema antigo, por supuesto.

Ao que parece, a expressão “anjinho” seria tentativa de aculturação por parte da religiosidade local ao não identificar a estátua como Baco, por qualquer que seja o motivo.

As artísticas calçadas de pedras portuguesas

“A vida de um calceteiro é uma coisa amargurada,

tristezas e alegrias estão no meio das pedras da calçada”

(Dito português).

(...)

A polêmica

Poucos são os que atentam para as belezas dos caminhos de todos os dias.

Assim é natural, que as artísticas calçadas de pedras portuguesas passem despercebidas da maioria dos que por elas transitam.

    • Só em passeio em locais fora do nosso quotidiano paramos para apreciar a beleza das formas e da malha, o cuidado posto nos desenhos”,

queixa-se o mestre Artur Calceteiro23 em seu site, completando:

    • Com uma exceção irônica, é impossível deixarmos de notar quando estas se apresentam pouco cuidadas ou parcialmente destruídas”.

E é desta conjunção – percepção acanhada, sensibilidade limitada e a falta de manutenção – que prolifera o gérmen que ataca as calçadas, e não só elas.

Os poderes públicos, que determinam a retirada das pedras, usam como argumentos principais:

    • a necessidade de modernização; a proteção, sobretudo dos idosos, das ameaças dos buracos; a dificuldade e o custo da manutenção deste tipo de calçamento; a falta de mão-de-obra especializada para o serviço.

Já os que defendem as pedrinhas focalizam principalmente os aspectos históricos, artístico e cultural de modo geral.

Deixam claro que o trato paisagístico e urbanístico, além da preservação da identidade cultural dos locais, resulta em beneficio social.

A beleza, o equilíbrio estético, alivia o estresse, faz bem a alma, contribui para o bom humor e a saúde, mesmo quando não são reparados em detalhes.

    • A calçada portuguesa é tesouro nosso, de povos que falam português: é parte de nossa estrutura anímica”,

argumenta Caetano Veloso24; sendo reforçado pelo antropólogo Ordep Serra25, que no parecer sobre o projeto de reforma do Porto da Barra, escreveu:

    • “Uma paisagem urbana que alcança reconhecimento de sua beleza e de sua significatividade, não apenas em âmbito local, mas ainda além, conferindo a um sítio amplo prestígio, integra o patrimônio de um povo; deve ser protegida, jamais adulterada pelos governantes.

    • Os elementos que compõem a paisagem urbana se organizam em uma sintaxe que é decisiva para a apreciação do conjunto... Há que levar em conta o valor estético da paisagem como um todo”.

O mestre Artur Calceteiro louva a solidez destas calçadas.

    • “A pedra natural é o material que dura mais tempo em construções, exemplo os monumentos antigos. Quem não se admirou já com a durabilidade das vias romanas ou mesmo calçadas antigas?”.

Nisto, aponta como causas da deterioração tanto a falta de manutenção, quanto às próprias condições de execução, com deficiente preparação do solo.

E esta, ainda segundo o mestre Arthur, não se deve apenas a utilização de pessoal não qualificado; a própria pressão dos prazos e valores associados à execução das empreitadas, influenciam na apresentação final e na resistência destas calçadas.

Isto se confirma com algumas calçadas de Portugal, Açores, Madeira e até mesmo no Brasil.

Ainda segundo Caetano,

    • “em São Luís se mostrou que a recuperação de calçamentos com pedras portuguesas pode ser feito com firmeza e precisão... Resolveram atribuir ao tipo de calçamento os desconfortos que advêm de descuido e maus tratos”.

O mesmo pensamento se observa entre outros defensores das pedrinhas portuguesas.

Vale a pena ler o depoimento de Carlos Henrique Brack, no artigo “Pedras Portuguesas”, publicado no site ‘Rio Curioso26:

    • “Lembro-me de, quando criança, observar o trabalho dos calceteiros da época. Usavam um martelo especial, e quebravam cuidadosamente as pedras de forma a ajustá-las bem junto umas das outras; ou escolhiam, dentre várias, as que melhor se adaptassem, deixando mínimo o espaçamento entre elas. Um trabalho meticuloso e cheio de cuidados. Hoje, as pedras são colocadas de qualquer maneira, com largas folgas entre si; o martelo específico desapareceu, os operários das firmas ditas especializadas não ajustam as pedras, dispondo-as atabalhoadamente, e quanto mais rápido, melhor. Resultado: o piso não dura, as folgas permitem a soltura das pedras, os buracos aparecem... E dizem que a culpa é do calçamento”.

A este propósito, a professora e escritora carioca Ângela Carneiro27 – diante do projeto de lei que obriga a troca do antigo calçamento de pedras portuguesas por pisos antiderrapantes no Rio de Janeiro sob a alegação de que as calçadas de pedras são de difícil conservação – indagou:

    • “E o cimento? Também ele não é perfurado pelas nossas chuvas? E onde está a garantia que ele será conservado?”, ressaltando a seguir:

    • “Um cimento que já nasceu morto, como podem verificar. Cada pingo de água, cada gota de óleo, deixa uma marca indelével.”

E Caetano sintetiza:

    • “Rua com chão que parece shoppingcenter também esburaca se não há cuidado”.

Indiferente às estas ponderações, os que são a favor da substituição das calçadas portuguesas apegam-se à necessidade de modernização, afirmando, como fez a vereadora Cristiane Brasil28 (do PTB, autora do projeto que institui a retirada das pedras portuguesas que calçam boa parte do Rio de Janeiro), que:

    • "Estamos em pleno século 21, mas nossas calçadas continuam as mesmas do início do século passado".

A reação pode ser vista na declaração pinçada do blog polifásica29:

“Então, ao invés de reformar os casarios históricos ameaçados de desabamento que se espalham em Olinda, Recife, Salvador, Rio, entre outras, implode tudo logo de uma vez e vende o terreno à construtoras. Na verdade não podemos especular sobre o caráter verdadeiro da intenção das trocas destas pedras, sejam as do Rio ou em Recife, mas sabemos que custos com manutenção é obrigação do estado, e não sair reformando, trocando, derrubando, desmontando”.

Calçada Artística

A calçada de pedras portuguesa também denominada de mosaico português ou calçada portuguesa consiste na pavimentação de calçadas e espaços públicos com pedras, geralmente calcário, de formato irregular compondo artísticos padrões decorativos.

Isto através da junção perfeita e pelo contraste entre as diversas cores (embora o mais comuns seja preto e branco, existem também pedras marrons, vermelhas e até azul e verde em certas regiões brasileiras), valendo-se da técnica da arte musiva (mosaico).

Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação desse tipo de calçada são os calceteiros, que muito se orgulham da sua arte.

    • “As pedrinhas do chão dão trabalho! Levam tempo a colocar! Selecionadas consoante a cor e a forma! Ficam bonitas! É a calçada artística!”.

Assim o mestre calceteiro Miguel Gouveiacomeça seu artigo ‘Calçada Portuguesa e Artística: Um olhar sobre uma arte milenar’ e continuando, descreve a calçada artística como

    • “aquele tipo de calçada, normalmente de pedra miúda e de várias cores, colocadas a preceito, ajustadas umas às outras de maneira a formarem ao efeito desejado, com os desenhos bem rematados e as linhas perfeitas, escolhidas as pedras, bem quebradas as arestas, bem assentes e bem calcadas a maço, sobre um leito de pó preparado e cuidado, alindado o conjunto”30.

Pela citação dá para se perceber o quanto o trabalho é meticuloso e para sentir o entusiasmo e o orgulho do mestre, que diz mais:

    • “Uma calçada artística também dialoga com o local onde é colocada, tal como uma pintura, escultura, ou outra obra de arte! Temas escolhidos a propósito, de colorido resolvido tendo em conta o sítio, a luz, o enquadramento, a função, o uso. Uma calçada artística não é, simplesmente, um chão empedrado! Mestres desse trabalho artístico foram os romanos, com os seus mosaicos temáticos, cuja qualidade de execução lhes permitiu atravessar séculos sem problemas, sem ervas e quase sem danos, até hoje”.

No final, chama atenção para o fato de que não havendo esmero no criar e fazer,

    • “os desenhos podem transformar o que podia ser uma obra de arte, num sacrifício para os olhos e até para os pés”.

A flexibilidade de montagem e de composição plástica fizeram com que as calçadas portuguesas fossem largamente usadas no paisagismo de áreas publica não só em Portugal, mas também no Brasil, onde logo foram descobertas jazidas destes calcários.

A pedra é cortada e retirada com máquinas, mas depois é o trabalho manual que dá forma aos paralelos, sejam eles de que tamanho for.

    • “Podemos fazer da pedra o que se quiser: é só apanharmos o veio. Olhamos para a pedra e vemos o que dá para fazer. Mas também é de acordo com as encomendas que temos”,

declara Manuel Calvário31, que há 40 anos passa várias horas por dia sentado no chão a partir o calcário com o martelo (como se lê na matéria de Paulo Agostinho) bem comprova a versatilidade destas pedrinhas.

Além disto, este tipo de calçamento apresenta características e vantagens, enumeradas por Miguel Gouveia:

      1. possibilidade de restauro com mesmo material natural - pedra da calçada;

      2. durabilidade muito maior em comparação com materiais artificiais (asfaltos, produtos de cimento)

      3. absorve parcialmente águas de chuva;

      4. originalidade, “cada calçada é única, porque o estilo de assentamento depende do mestre (único ou equipe) e da pedra feita manualmente por cortador de pedra (único ou equipe) e de camada de pedra (única por natureza geológica)”.

Ainda segundo mestre Miguel, existem diferentes ‘malhas’ ou técnicas de assentamento da pedra.

Entre as principais estão:

      1. Meia-esquadria: assentamento da pedra mais ou menos retangular, é efetuado na diagonal do pavimento em dois sentidos;

      2. Assentamento direito: assenta-se a pedra paralelamente à beira do pavimento, sem utilizar ‘cantos’ ou ‘triângulos’ da pedra na beira da calçada, mais encontrado no Norte do Portugal ou nas zonas de extração do granito;

      3. Leque: assentamento em forma de leque, mais freqüente no Norte da Europa;

      4. Sextavado: a pedra em forma do hexaedro se assenta como em favo, encontra-se nos trabalhos mais antigos;

      5. Malhete ou calçada portuguesa: a pedra não tem corte regular, se assenta em modo irregular, com objetivo de encostar ao máximo.

Outro esclarecimento do mestre calceteiro diz respeito à qualificação das pedras:

    • “a pedra preta que normalmente as pessoas tratam como basalto, é na realidade calcário negro, apesar de também se utilizar basalto para calcetar, nomeadamente nos Açores, é um tipo de pedra completamente diferente com um corte e aparelhamento mais difícil”.

Histórico

As origens do calçamento datam dos povos tribais, que criavam superfície lisa para execução dos rituais.

Das calçadas antigas, as mais conhecidas são as romanas, executadas por escravos.

(...)

Embora sejam poucos os exemplares de calçadas antigas que chegaram aos nossos dias em bom estado de conservação, devida à prática do reaproveitamento da pedra para novas construções, pode-se dizer que calceteiro é uma das mais antigas profissões.

Em Portugal a história parece ter começado na época dos descobrimentos, quando d. Manuel, o Venturoso, rei de Portugal, tomou a iniciativa de pavimentar o piso em volta da Torre de Belém com seixos rolados, ou ‘calhaus’, recolhidos às margens do Tejo, para as festividades da chegada de Vasco da Gama da sua célebre viagem às Índias.

Após o terremoto de 1755, que destruiu Lisboa, muitos portugueses desenharam estrelas em suas calçadas com esses seixos, como um talismã contra sismos.

Mas a legítima e famosa ‘pedra portuguesa’, em calcita branca e basalto negro, só foi empregada pela primeira vez em Lisboa, em 1842.

A iniciativa partiu do Governador de Armas do Castelo de São Jorge, tenente-general Eusébio Cândido Furtado, segundo uns, porque notando a preguiça dos seus militares, pôs-lhes a revestir a parada do batalhão com pedrinhas pretas e brancas.

Porém outros autores asseguram que construção teria sido feita por presidiários, então chamados ‘grilhetas’.

O desenho empregado foi uma aplicação simples, tipo zig-zag, contudo o sucesso foi tanto que o tenente-general recebeu novas verbas para pavimentar toda a área do Rossio - região mais conhecida e central de Lisboa - numa extensão de 8.712 metros quadrados.

Parte do êxito se deveu ao fato das jazidas estarem disponíveis na periferia da capital portuguesa.

O inusitado da coisa, na ocasião, deu ensejo a versos satíricos dos cronistas portugueses e levou o escritor Almeida Garret a mencioná-la no romance “O Arco de Sant'Anna”.

Depressa, a pavimentação musiva se espalhou por toda a cidade e por todo Portugal, chegando às suas possessões, ao Brasil, inclusive, é óbvio.

As pedras portuguesas entraram ao Brasil no inicio do século XX, via Rio de Janeiro, por obra do prefeito Pereira Passos, o ‘bota abaixo’, que desencadeou um processo de urbanização. Arrasando o morro do Castelo, derrubando cerca de 600 casas, abriu a Avenida Central, em 1905, rebatizada de Avenida Rio Branco, dois dias depois da morte do Barão, em 1912.

“Para calçar a nova Avenida, fez vir de Portugal um grupo de calceteiros portugueses e, também, as pedras portuguesas (calcita branca e basalto negro).

A quantidade era enorme e, além de calçar toda a avenida, com desenhos variados, conforme o local onde era aplicado, as pedras ainda foram calçar, em 1906, a Avenida Atlântica, construída também por sua iniciativa, viabilizando os bairros de Copacabana e do Leme através da abertura do túnel do Leme, no início daquele ano”, conta H. Gougon, no artigo ‘Mosaico nas calçadas de pedras portuguesas’.

As importações de pedras portuguesas efetuadas por Pereira Passos não se repetiram, vez que logo foram encontradas enormes jazidas próximas ao Rio de Janeiro, mas a denominação das pedras continuou sendo ‘pedras portuguesas'.

Atualmente as extrações destas pedras são variadas e espalhadas por todo o país, sendo o Paraná, um dos maiores fornecedores.

A disponibilidade muito contribuiu para que a moda das calçadas de pedras se espalhasse por outras cidades brasileiras.

Em Copacabana, o desenho das ondas, no calçadão tornou-se um logotipo de reconhecimento internacional.

De acordo com Gougon

    • “este desenho foi trazido pelos calceteiros portugueses, mas não tinha então a volúpia curvilínea que se nota hoje”.

As curvas só foram acentuadas com Burle Marx, que em 1970, foi chamado a refazer o calçamento de toda a extensão da avenida, após o alargamento das pistas da orla.

Felizmente, ressalva Gougon,

    • “o paisagista, artista plástico e mosaicista Roberto Burle Marx teve o bom gosto de manter o desenho original, apenas acentuando as curvas numa forma ainda mais sensual que o projeto de 1906”.

O próprio desenho não é original, sendo empregado pelos portugueses em outras calçadas de Lisboa, inclusive na pavimentação externa, do pátio do chamado Padrão do Descobrimento, próximo à Torre de Belém”.

Arte musiva

A palavra musiva remete a mosaico, que deriva do termo grego ‘mouseîn’, (a mesma palavra que deu origem à palavra música e que significa paciente, digno das musas) e constitui arte milenar de rara beleza, compreendendo trabalhos feitos com materiais que duram séculos.

A idéia da composição musiva representa o desejo de transformar a pedra em pintura.

Mosaico é um embutido de pequenas pedras ou qualquer outro material, que forma um desenho ou pintura.

Os materiais mais usados para a confecção da arte são pequenos pedaços de vidro, mármore e cerâmica.

O mosaico pode ser observado em calçadas, paredes e até mesmo em exposições com os mais variados desenhos e formas.

No Brasil, o mosaico mais famoso e apreciado por turistas e brasileiros é o calçadão da praia de Copacabana.

Em Portugal, o mosaico da Vila romana, intitulado de ‘Torre de Palma’, em Monforte, é outro exemplo da arte musiva com destaque mundial.

O primeiro registro encontrado data de 3.500 anos A.C. na cidade de Ur, região da mesopotâmia.

Trata-se do estandarte de Ur, composto por dois painéis retangulares de 55cm, feitos de arenito avermelhado e lápis-lazúli.

No antigo Egito verifica-se preciosas ornamentações em sarcófagos e decorando colunas e paredes.

Na antiga Grécia, a técnica era usada para cobrir paredes e pisos com ladrilhos, pedaços de mármore branco ou de cor, embutidos numa massa compacta muito resistente..

Em Roma também foi largamente usada em pisos, murais fontes e até painéis transportáveis.

Pompéia era tida como um viveiro de mosaicistas.

No período paleo-cristão abre-se para o mosaico uma nova era: a arte bizantina, verdadeiro triunfo das artes visuais do cristianismo.

As catedrais góticas se enchiam de rosáceas e ogivas com vitrais em forma de mosaicos.

É o período de maior esplendor da arte musiva.

    • “Combinando harmonicamente elementos ocidentais e orientais, deu origem a uma arte intelectualizada, onde o sentido de divino, de sobrenatural, manifestava-se através de um original abstracionismo”,

conforme explica o verbete da wikipedia32.

    • “No mundo islamítico a arte do mosaico teve importante aplicação na ornamentação de edifícios e mesquitas. Um outro tipo de mosaico foi o de pequenas tesselas de madeira, usado para decoração de móveis, caixas e outros objetos. Eram também usados pedaços de marfim e madrepérolas”.

No século XV perdeu prestígio passando a ser considerada uma arte menor, passando a assumir novos aspectos, como as calçadas.

    • “O mosaico reencontra hoje, na arquitetura, sua razão de existir”,

no dizer de Ricardo Licata, mestre mosaicista italiano, citado por Gougon no artigo ‘Na direção do céu’.

Sendo arte mural por excelência, tem sido empregada para reabilitar a arquitetura moderna, humanizando-a, dando vida a paredões de cimento, como faz o nosso Bel Borba.

    • “Um mosaicista luminoso que enobrece a arte e a redimensiona numa escala nunca vista antes no Brasil, oferecendo uma nova configuração plástica à paisagem urbana de Salvador e sua região metropolitana, através dos painéis de mosaicos, que se espalham nas encostas, paredes, túneis, postes e nas retinas dos baianos”,

como avalia Gougon no artigo ‘A magia musiva do bruxo Bel Borba'.

Outro brasileiro destacado por Gougon na arte musiva é Burle Marx:

    • “que inovou no calçamento interno, fazendo uso de pedras portuguesas de três cores - branco, preto e vermelho - com as quais desenhou no chão aquelas composições plásticas características de sua telas, com inspiração acentuada nos padrões cromáticos indígenas.

    • O paisagista pode ser considerado como um grande mosaicista contemporâneo.

    • Além de calçadas – e que calçadas! – realizou painéis artísticos em pastilhas vítreas, inclusive na Itália, berço esplêndido da arte musiva de nosso tempo”.

Para Gougon uma nova disposição surge:

    • “Ainda não se fixou uma tendência, mas já é possível chamar atenção para as chances que se abrem à realização de mosaicos parietais com uso de pedras portuguesas na forma de revestimento vertical.

    • A primeira aparição desse gênero na arquitetura brasileira, ao que parece, deu-se nos postos da Petrobras, ao longo da Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro.

    • O articulista também cita a obra de Waltércio Caldas, que usando mosaico em pedra portuguesa ergueu a “escultura para o Rio de Janeiro”, dois pilares envolvidos pelas pedras portuguesas, crescendo em direção ao céu bem defronte ao prédio do Museu de Arte Moderna.

    • Observa que a idéia não é totalmente nova, já que a ceramista portuguesa Maria Keil, usou pedras portuguesas na realização de diversos painéis com os quais decorou a centenária Cervejaria Trindade, em Lisboa, em 1947, “apontando para o emprego vertical de pedras portuguesas, depois de quase cem anos de sua utilização como pavimentação das áreas públicas”.

Ainda segundo Gougon, o caminho que permite avançar ainda mais na disseminação deste tipo novo de revestimento foi descoberto pelo mosaicista José Carlos Menezes.

    • “Ele simplesmente corta as pedras portuguesas com disco diamantado (profissional) laminando-as em torno de 8 mm de espessura, o que permite, no limite, revestir até mesmo prédios de muitos andares com os mesmos tipos de desenho que são conseguidos no chão.

    • Menezes adotou o mosaico de tal maneira que investiu na construção de um espaço cultural integralmente dedicado à arte, o Espaço José de Mosaico, localizado na Vila Planalto”33.34. 35.

Pedras Portuguesas

A história vem de longe: é atribuída a D. Manoel, o Venturoso, a idéia de pavimentar o piso em volta da Torre de Belém com seixos rolados. Após o terremoto de 1755, muitos portugueses desenharam estrelas em suas calçadas com esses seixos, como um talismã contra sismos. Mas o basalto negro e a calcita branca, formando figuras, teria sido empregada a primeira vez, em 1842, por iniciativa do governador de armas do castelo de São Jorge, e alcançou tamanho sucesso que trataram de cobrir os 8.712 metros quadrados do Rossio.

No Rio, Pereira Passos mandou vir pedras e calceteiros de Lisboa para pavimentar as calçadas da Av. Central, então em construção. Jazidas de basalto e calcita foram, mais tarde, encontradas nas cercanias da cidade e, além da avenida e da calçada de Copacabana, ambas obras do prefeito Pereira Passos, as chamadas pedras portuguesas se espalharam, não só pelo Rio como por outras cidades brasileiras.

Periodicamente ocorrem movimentos contra este tipo de calçamento; dizem que necessitam de muitos cuidados de manutenção; que facilmente se desfazem, dando origem a buracos; que são responsáveis por quedas de idosos; que seus interstícios quebram os saltos finos dos sapatos femininos...

Lembro-me de, quando criança, observar o trabalho dos calceteiros da época. Usavam um martelo especial, e quebravam cuidadosamente as pedras de forma a ajustá-las bem junto umas das outras; ou escolhiam, dentre várias, as que melhor se adaptassem, deixando mínimo o espaçamento entre elas. Um trabalho meticuloso e cheio de cuidados. Hoje, as pedras são colocadas de qualquer maneira, com largas folgas entre si; o martelo específico desapareceu, os operários das firmas ditas especializadas não ajustam as pedras, dispondo-as atabalhoadamente, e quanto mais rápido, melhor. Resultado: o piso não dura, as folgas permitem a soltura das pedras, os buracos aparecem... E dizem que a culpa é do calçamento!.36

La fuente de la Plaza Matriz de Montevideo , monumento a la masoneria ,

alquimia y anda a saber que mas...

Yo me enteré hace poco que la fuente que está en la plaza Matriz (plaza Constitución, debido a que allí se juró, el 18 de julio de 1830, la primera Constitución ) no es la primera que hubo en esa plaza , sino una que donó el famoso Francisco Piria ( a quien se le dice el segundo fundador de Montevideo ) que vino a remplazar a la que hoy está dentro del Cabildo.

Dicha fuente fue inaugurada en 187137 con toda la pompa de la época.

Ahora viene lo interesante ( por lo menos para mí ) , cual es el real significado de esa fuente ?

A quien se quiso homenajear ?

A la Constitución de la República , a los masones o a los masones que hicieron la Constitución de la República que es más o menos lo mismo. (…) Pues porque la fuente es un conglomerado de símbolos masónicos , mágicos y alquímicos , como pocas veces se ha visto. (…) Resulta quePiria vio a esta fuente que data del 1200 en uno de sus viajes a Florencia38 , le gustó y la mandó a reproducir exactamente. (…) En cuanto a los nombres que están alrededor de la fuente, son todos nombres de famosos y acaudalados masones argentinos (Lezica , Lanús y Fynn ) y un ingeniero de O.S.E inglés (Newman). (…) Incluso Piria comentó que ese era el lugar ideal para la fuente ya que estaba en el medio de la plaza , en un lugar equidistante de la fuerza de la iglesia ( representada en este caso por la Catedral de Montevideo ) y la fuerza del poder político ( representada en este caso en el Cabildo ). (…) . 39.40

HISTÓRICO SOBRE A

PAVIMENTAÇÃO EM BAGÉ

Introdução

Como era a pavimentação das ruas em Bagé, em suas origens? Quais as formas? Quais as ruas existentes na zona urbana de Bagé?

Primeiro Plano de Urbanização

De Bagé

Por iniciativa do farmacêutico Emílio Antônio Salis, a Câmara Municipal, em 28 de julho de 1879, assinou com o mesmo Emílio Salis um contrato, para que o representado de Emílio Salis, o fornecedor Marcino José de Matos remetesse as primeiras placas metálicas para a numeração dos prédios e nomenclaturas das ruas, travessas, becos e praças da cidade. ( SALIS, Eurico Jacinto. História de Bagé. Porto Alegre: Globo, 1955, p. 178).

A Planta da Cidade de Bagé

(1855-1861)

Rotermund(1981), sem indicar fontes primárias, registrou nomes de pessoas que teriam organizado, planejado o traçado das ruas de Bagé, a partir de um depoimento do General Danton Teixeira:

    • Informava o General Danton Teixeira que foi o Marechal Hermes Ernesto da Fonseca, pai do Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, quando capitão, por volta de 1855, quem traçou as largas avenidas de Bagé. A "cidade antiga" ia, por assim dizer, da Matriz ao atual Cemitério. A Câmara Municipal, em 25 de abril de 1861, nomeou para os lugares de fiscal e arruador, Miguel Bezerra de Abreu e o agrimensor Guilherme Ahrens. Na mesma data(25 de abril de 1861), contratou com o último(Guilherme Ahrens), o levantamento da planta e nivelamento da cidade. ( ROTERMUND, Harry. História de Bagé do Século Passado. Bagé: Academia Bageense de Letras, 1981, p. 26).

Sem indicar fontes, Salis afirmava que os vereadores passaram a se preocupar com o alinhamento e nivelamento das diversas vias públicas. Bagé teria, pela primeira vez, um plano de urbanização a que se propôs dar andamento com a assinatura do contrato entre os representantes da Câmara Municipal e o Agrimensor Augusto Alberto Stucki. ( SALIS, Eurico Jacinto. História de Bagé. Porto Alegre: Globo, 1955, p. 179).

Em 10 de outubro de 1881,Os engenheiros, Pedro Paulo Grosselin, João Touret e o agrimensor João Pompílio Bueno, enviaram à Câmara Municipal, um ofício, pedindo aos vereadores que examinassem os trabalhos de nivelamento já executados. ( SALIS, Eurico Jacinto.História de Bagé. Porto Alegre: Globo, 1955, p. 179).

Bagé

A Capela Curada de São Sebastião de Bagé foi elevada a categoria de Vila de São Sebastião de Bagé, em 5 de junho de 1846. A Vila de São Sebastião de Bagé foi elevada a categoria de cidade, pela lei nº 443, em 15 de dezembro de 1859. Pode-se considerar o ano de 1859 como o ano em que as condições urbanísticas já estavam postas em Bagé, para ser considerada uma cidade, em todos os sentidos?

Nomes de Ruas Antigas

Da Cidade de Bagé

(1860-1881-1895)

Rotermund(1981), indicava várias substituições de nomes de ruas e praças na cidade de Bagé, sem indicar fontes. A 17 de outubro de 1860, com aprovação da presidência da Província, a Câmara Municipal resolveu substituir os nomes das seguintes ruas e praças:

    • 01) Rua do Portão para rua 7 de Setembro;

    • 02) Rua Pinheiro para rua 3 de Fevereiro;

    • 03) Praça das Trincheiras para praça Santos Lugares.

Em sessão da Câmara Municipal de Vereadores, em 16 de março de 1869, foram aprovadas as seguintes substituições de ruas e praças de Bagé:

    • 01) Rua do Comércio para rua Barão do Amazonas;

    • 02) Rua Castanheiro para rua General João Manoel;

    • 03) Rua Condessa para rua Conde de Porto Alegre;

    • 04) Rua Santa Bárbara para rua General Osório;

    • 05) Ruas das Trincheiras para rua Barão do Triunfo;

    • 06) Rua Clara para rua General Netto;

    • 07) Rua Sant'Ana para rua Marcílio Dias;

    • 08) Rua do Conde para rua General Sampaio;

    • 09) Praça do Mercado para Praça Voluntários da Pátria;

    • 10) Rua Imperador para rua Dr. Veríssimo de Castro.

Em sessão de 18 de junho( SALIS ,1955, p. 178, indicava o mês de julho de 1881) de 1881, a Câmara Municipal de Bagé pediu a aprovação à presidência da Província, para que a Praça do Quartel fosse denominada Silveira Martins.

Nas sessões de 06 e 07 de outubro de 1881, na Câmara Municipal de Vereadores de Bagé, foram efetuadas mudanças de nomes de ruas:

    • 01) Rua Monteiro para rua Dr. Penna;

    • 02) Rua Direita para rua Coronel Ismael Soares;

    • 03) Rua Alegre para rua Bento Gonçalves.( SALIS, 1955, pp. 178-179).

Em 7 de setembro de 1895, foram colocadas as placas do nome do Coronel Carlos Telles, como merecida homenagem a sua heróica resistência durante o sítio de Bagé, na praça em frente à Catedral ( ROTERMUND, Harry. História de Bagé do Século Passado. Bagé: Academia Bageense de Letras, 1981, pp. 29-30).

1906

De acordo com a Estatística do Município de Bagé, numa demonstração predial da cidade de Bagé e subúrbios até 31 de agosto de 1906, eram as seguintes, as ruas de Bagé:

  • 1) Sete de Setembro;

  • 2) General Osório;

  • 3) Barão do Triunfo;

  • 4) Barão do Amazonas;

  • 5) Marechal Floriano;

  • 6) Marcílio Dias;

  • 7) General João Telles;

  • 8) Coronel Caetano Gonçalves:

  • 9) General Gomes Carneiro;

  • 10) Fabrício Pillar;

  • 11) Quatorze de Julho;

  • 12) Dr. Varella;

  • 13) Tiradentes;

  • 14) Coronel Fernando Machado;

  • 15) General Rodrigues Lima;

  • 16) General Hipólito Ribeiro;

  • 17) Sete de Abril;

  • 18) Dr. Félix da Cunha;

  • 19) Marechal Deodoro;

  • 20) General Ismael Soares;

  • 21) Bento Gonçalves;

  • 22) General Netto;

  • 23) General Sampaio;

  • 24) Três de Fevereiro;

  • 25) Dr. Penna;

  • 26) Capitão Souza;

  • 27) Benedito Pacheco;

  • 28) Conde de Porto Alegre;

  • 29) General João Manoel;

  • 30) Dr. Vinhas;

  • 31) Acampamento;

  • 32) Coronel Pedroso;

  • 33) Vinte de Setembro. Ou seja, um número de trinta e três ruas com denominação, sem contar os subúrbios.41

1907

“Penso ainda construir dois chafarizes para complemento das obras ali executadas”; na reconstrução do jardim da Praça dos Voluntários da Pátria, sob a direção do Sr. Oscar Müller.42

1908

“Mandei construir dois tanques com o competente encanamento para chafarizes e encomendei para o Rio de Janeiro à Fundição Indígena, duas figuras alegóricas, próprias para eles”;

no jardim da Praça dos Voluntários da Pátria. 43

1909

As ruas de Bagé, em 1909, em que construções arquivaram a planta, poderia dar idéia da geografia da zona urbana. Por outro lado, o calçamento a pedra (irregular) e o calçamento a macadam44, poderiam ser identificados, desde 1908:

      1. Vinte Setembro;

      2. Caetano Gonçalves;

      3. João Telles;

      4. Marcílio Dias - calçamento a pedra, calçamento a macadam45;

      5. Marechal Floriano - calçamento a pedra, calçamento a macadam46;

      6. Amazonas

      7. Sete Setembro – calçamento a pedra, calçamento a macadam47;

      8. General Osório – calçamento a pedra, calçamento a macadam;

      9. Trumpho – calçamento a pedra, calçamento a macadam

      10. Gomes Carneiro;

      11. Tiradentes;

      12. Conde Porto Alegre

      13. Dr. Veríssimo - calçamento a pedra;

      14. Capitão Sousa

      15. Dr. Penna

      16. Três de Fevereiro - calçamento a pedra, calçamento a macadam;

      17. General Sampaio - calçamento a pedra, calçamento a macadam;

      18. General Netto - calçamento a pedra, calçamento a macadam;;

      19. Ismael Soares

      20. Marechal Deodoro - calçamento a pedra, calçamento a macadam48;

      21. Felix da Cunha

      22. Hippolito Ribeiro

      23. Rodrigues Lima

      24. Fernando Machado49

      25. Bento Gonçalves - calçamento a pedra, calçamento a macadam;50

Em 1909, “continuou-se com os trabalhos de construção de sarjetas e calçamentos à macadam em diversas ruas”(p. 67).

Ato “nº 108, de 10 de abril de 1909, denominando 'Rio Branco' a antiga praça Constituição ao norte da cidade”51.

“Exonerando-se, a seu pedido, em maio do ano findo52, o jardineiro Oscar Müller, encarregado dos jardins públicos, (…). Está em muito boas condições o jardim à Praça Voluntários da Pátria, que tem sido regularmente atendido, mau grado não nos ter sido possível obter um substituto idôneo para o Sr. Müller. As árvores foram como nunca convenientemente podadas na devida época, colocaram-se 2 estatuetas nos lagos por ocasião da 'Exposição Rural' de 10 de outubro do ano findo53, fez-se aquisição de 19 mudas de árvores rosas, estando bem pegadas, introduziram-se outros melhoramentos e atualmente se está procedendo a novo enleivamento dos canteiros”54.

1913

Possivelmente, em 1913, Bagé contava com 39 ruas e 8 praças. Algumas das ruas seriam as seguintes:

  • 1)Sete de Setembro;

  • 2)General Osório;

  • 3)Marechal Floriano;

  • 4) Barão do Triunfo;

  • 5) Coronel Ismael Soares. Algumas das praças de Bagé seriam as seguintes:

  • 1) Voluntários da Pátria (belamente ajardinada);

  • 2) Carlos Telles;

  • 3) Júlio de Castilhos. Em 1913, a cidade de Bagé contava com 2466 prédios urbanos e 390 suburbanos. A população urbana era, em 1º de matrço de 1913, de 16.683 habitantes e a suburbana de 2151 habitantes. (FARIA, Octávio Augusto de; ALMEIDA, Gonçalves de. Dicionário Geográfico, Histórico e Estatístico do Estado do Rio Grande do Sul. 2ª edição - 1ª edição, em Pelotas, 16 de setembro de 1907 - . Porto Alegre: Globo, 1914, p. 29).

1950

Possivelmente, no final dos anos 1940, início dos anos 1950, começou a pavimentação das ruas com paralelepípedos, na cidade de Bagé.

Número de Logradouros Pavimentados

Designação

Paralelepípedos

Macadame Simples

Pedras Irregulares

Inteiro

Parcial

Inteiro

Parcial

Inteiro

Parcial

Avenidas e

Alamedas

-

3

-

2

-

-

Ruas

-

7

-

20

-

2

Travessas e Becos

-

-

-

2

-

-

Largos e

Praças

4

-

-

8

-

-

Jardins e

Praças

-

-

-

1

-

-

Estradas e

Caminhos

-

-

-

2

-

-

Figura 1 - Número de Logradouros Pavimentados. Conforme Agência Modelo, para o ano de 1950, em Bagé.

Em relatório da Agência Modelo, constava o número de logradouros pavimentados, como consta da Figura 01. (Relatório Apresentado ao Ilmo. Sr. Dr. Carlos Kluwe, D. D. Prefeito Municipal, Bagé, por Gomercindo Ene, assessor, Chefe da Agência Modelo, Bagé, 27 de março de 1951). Numa Recapitulação de governo, fazendo um retrospecto dos fatos essenciais de gestão, o Gabinete do Dr. Carlos Kluwe, a contar de 1948 e a findar em 30 de dezembro de 1951, no Plano Rodoviário do Município( um dos pontos essenciais do governo) foi a reorganização das estradas de rodagem municipais, Bagé teria mais de 1500 km de rodovias, sendo "rara' a que pudesse ser considerada uma rodovia "carroçável", em março de 1948; foram adquiridas máquinas necessárias para o serviço: um trator; um "Jeep"; uma moto-niveladora Adams; uma "kcaterpillar" de 100 H.P.; um caminhão "V8"; um caminhão "Kb5 Internacional" (Relatório Apresentado à Câmara Municipal de Vereadores pelo Dr. Carlos Kluwe, Prefeito Municipal, Concernente ao Exercício de 1950. Gabinete do Prefeito Municipal de Bagé, 1º de Abril de 1951, assinado pelo Dr. Carlos Kluwe, Prefeito).

1952

No setor de calçamento, completou-se o da rua General Neto, entre a Floriano Peixoto e a Marcílio Dias, com paralelepípedos; também na General Sampaio, entre Barão do Triunfo e Gomes Carneiro, com paralelepípedo. Rebaixamento da rede hidráulica, na avenida Tupy Silveira, entre as ruas Coronel José Octávio e Hipólito Ribeiro, para a colocação de paralelepípedos. Apresentava a necessidade de terminar o trecho de estrada entre Bagé-Aceguá e do ramal de Seival. (Relatório e Proposta Orçamentária para 1953 do Poder Executivo. Gabinete do Prefeito Municipal, Dr. João Baptista Fico, para a Câmara Municipal de Vereadores. Bagé. Texto datilografado).

1953

Sobre as estradas, estão sempre no mesmo pé, numa mudança de estação ou após chuvas mais freqüentes, a volta dos mesmos serviços e nos mesmos lugares, impedindo que, sem a estabilização necessária, possam ser realizados os serviços definitivos, considerando que somente a terraplanagem das motoniveladoras não daria a consistência definitiva, sendo apenas mera preparação do mesmo leito. Daí então, é pedido duas máquinas motoniveladoras tipo patrol-12, um trator HP-9. Houve calçamentos de ruas com paralelepípedos e também com pedras irregulares. Na rua Ismael Soares, seria construída, no próximo ano, no extremo oeste, uma ponte, ao lado da Santa Casa, estabelecendo umas das artérias mais importantes da coletividade. Diversas ruas foram patroladas e cobertas com pedregulhos, sendo comprimidas com uma velha máquina compressora, sendo que esse tratamento pouco ou nada adianta, pois após qualquer chuva , as vezes voltam ao estado anterior; para um serviço completo seria preciso o calçamento das ruas. Segundo consta, no início do ano de 1953, foi terminado o calçamento da Praça Gaspar Silveira Martins, considerada uma das mais belos logradouros públicos do Estado. Foram rebaixados os encanamentos da rua Tupy Silveira, entra a rua Octávio Gonçalves e rua Fernando Machado, para que pudesse ser realizado o calçamento da rua Tupy Silveira. Na rua General Sampaio, foi feito um serviço de calçamento; na mesma rua General Sampaio, haviam duas vias de distribuição de água e de esgotos, havia também uma rede de distribuição de energia elétrica subterrânea, o que iria encarecer muito o custo desse calçamento. Foram estudados os seguintes assuntos, de transcendental importância para Bagé:

    • Construção da rodovia Pelotas-Bagé-Livramento;

    • conclusão da variante Seival-Pedras Altas. (Relatório e Projeto de Orçamento para 1954, do Prefeito Municipal de Bagé, João Batista Fico, para a Câmara Municipal de Vereadores. Bagé: Gabinete do Prefeito Municipal de Bagé; documento datilografado, 18 de outubro de 1953).

Conclusão

Considerando-se os fatos apresentados, quando começou a colocação dos paralelepípedos nas ruas de Bagé?

Sem querer esgotar o assunto, visto que é preciso continuar com a pesquisa, o governo de Carlos Kluwe parecia ser o grande impulsionador da urbanização de Bagé no que se referia ao calçamento das ruas na cidade, especialmente com paralelepípedos, a partir de 1948. Logo, os paralelepípedos das ruas da cidade teriam uma idade em torno de 60 anos. Poder-se-ia afirmar que a paisagem em que foram construídos os prédios antigos da cidade era também com paralelepípedos nas ruas? Por outro lado, o fato dos paralelepípedos aparecerem na década de 1940, em Bagé, faz com que os paralelepípedos sejam menos importantes para o desenvolvimento urbano e paisagístico da cidade? Como ficam as ruas em que foi usado macadame ou pedras irregulares; não mereceriam também serem conservadas, restauradas, preservadas enquanto memória da pavimentação das ruas de Bagé? E ainda, o que já foi feito em outras cidades, que pavimentaram suas ruas de pedras com asfalto, deve ser seguido em Bagé, como sinônimo de desenvolvimento? Desenvolvimento implica em terminar com os paralelepípedos? Por outro lado, o calçamento de origem portuguesa, a fonte de origem uruguaia/italiana na Praça Silveira Martins apontam para cautela no que se refere a possíveis mudanças desses locais, visto a possibilidade de dano irreversível ao patrimônio histórico da cidade.

Ilustração 1:http://img5.travelblog.org/Photos/24856/229376/f/1793782-Fountain-detail--Plaza-de-la-Constitucion-Montevideo-Uruguay-0.jpg .

Ilustração 2:http://stader.com/Photos/Uruguay/15%20Plaza%20Constitucion%20-%20Newman%20Fountain.jpg .

Ilustração 3:http://3.bp.blogspot.com/_GNZ8Y5RNWPw/SIXw3FlfeTI/AAAAAAAAAC4/VQ_Jthj5wK4/s320/Fuente.jpg.

Ilustração 4:http://3.bp.blogspot.com/_GNZ8Y5RNWPw/SIX0AdHKtWI/AAAAAAAAADQ/exzSmKG_H8A/s1600-h/Niño+y+Fauno.jpg .

Ilustração 5:http://3.bp.blogspot.com/_GNZ8Y5RNWPw/SIXwLLHX1YI/AAAAAAAAACw/wBsA7VSgy00/s1600-h/simbolfuente2.jpg .

Ilustração 6:http://1.bp.blogspot.com/_GNZ8Y5RNWPw/SIXvmftsvFI/AAAAAAAAACo/2le6y95JI7M/s1600-h/simbolfuente3.jpg .

Ilustração 7:http://3.bp.blogspot.com/_GNZ8Y5RNWPw/SIXu8-5AlTI/AAAAAAAAACg/TH_js-CU6Ag/s1600-h/simbolosfuente.jpg .

Ilustração 8: http://bp2.blogger.com/_fnGGtngh_tM/R8RaHQ97dlI/AAAAAAAAC0I/WreI9Th4BFo/s1600-h/fuentematriz1935.jpg

Ilustração 9: http://bp3.blogger.com/_fnGGtngh_tM/R8RaHg97dmI/AAAAAAAAC0Q/WCHTQQgux2A/s1600-h/fuentematriz1935bis.jpg

http://bp2.blogger.com/_fnGGtngh_tM/R8RaIQ97dnI/AAAAAAAAC0Y/dl1SToUCPVw/s1600-h/fuentematriz1935bis2.jpg

Ilustração 11: http://bp3.blogger.com/_fnGGtngh_tM/R8RaIg97doI/AAAAAAAAC0g/HtWpjEVFYjE/s1600-h/fuentematriz1935bis3.jpg

Ilustração 12: http://bp0.blogger.com/_fnGGtngh_tM/R8RaIw97dpI/AAAAAAAAC0o/BNe9wUlUxHQ/s1600-h/fuenteplazamatriz2008.jpg

Ilustração 13: http://bp1.blogger.com/_fnGGtngh_tM/R8RatA97duI/AAAAAAAAC1Q/QfPmTPsUJ7Q/s1600-h/fuenteplazamatrizcollage.jpg

Ilustração 14: http://bp3.blogger.com/_fnGGtngh_tM/R8Rasg97drI/AAAAAAAAC04/6uYQDpJBbN8/s1600-h/simbolfuente2+%5B800x600%5D.jpghttp://4.bp.blogspot.com/_fnGGtngh_tM/R8Rasg97dsI/AAAAAAAAC1A/Z-tejsdvK28/s200/simbolfuente3%2B%5B800x600%5D.jpg

Ilustração 16:http://1.bp.blogspot.com/_fnGGtngh_tM/R8Rasw97dtI/AAAAAAAAC1I/RDQsIYlwtuM/s200/simbolfuente4%2B%5B800x600%5D.jpg.

Ilustração 17: http://3.bp.blogspot.com/_fnGGtngh_tM/R8RasQ97dqI/AAAAAAAAC0w/vZxMbc_q98c/s200/simbolosfuente%2B%5B800x600%5D.jpg

Ilustração 18: http://www.gebage.com/ed3.jpg.http://farm4.static.flickr.com/3499/3266106071_974424c15f.jpg?v=0.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/03/Fontana_davanti_alla_Chiesa_di_San_Barnabà%2C_Mantova.jpg/90px-Fontana_davanti_alla_Chiesa_di_San_Barnabà%2C_Mantova.jpg .

Ilustração 21:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a1/1057_-_Bologna_-_Fontana_del_Nettuno_-_Foto_Giovanni_Dall'Orto%2C_9-Feb-2008.jpg/450px-1057_-_Bologna_-_Fontana_del_Nettuno_-_Foto_Giovanni_Dall'Orto%2C_9-Feb-2008.jpg.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/92/1056_-_Bologna_-_Fontana_del_Nettuno_-_Foto_Giovanni_Dall'Orto%2C_9-Feb-2008.jpg/450px-1056_-_Bologna_-_Fontana_del_Nettuno_-_Foto_Giovanni_Dall'Orto%2C_9-Feb-2008.jpg.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/7e/Neptune_fountain04.jpg/746px-Neptune_fountain04.jpg.http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/Fontana_del_Bacchino_Bacco.jpg/450px-Fontana_del_Bacchino_Bacco.jpghttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/88/Fontana_del_bacchino_01.JPG/800px-Fontana_del_bacchino_01.JPG .

Ilustração 26:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/79/Pompeya.jpg/388px-Pompeya.jpg .

Ilustração 28:http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2005-2/calcadas/calcadas_arquivos/image004.jpg .

Ilustração 27:http://3.bp.blogspot.com/_Pm7-jSt3kos/SOzFmyzNlaI/AAAAAAAAA1A/kNqRHw21S5I/s400/01-avCentral147-149-cinePalacioMFerrez.jpg. A foto mostra

um trecho da então Avenida Central, com seus belos mosaicos.ttp://2.bp.blogspot.com/_Pm7-jSt3kos/SOzFU_2gGDI/AAAAAAAAA04/oIhxujueap4/s400/02-compara03.jpg .As fotos mostram uma comparação entre pedras bem e mal dispostas.

Ilustração 30:http://2.bp.blogspot.com/_Pm7-jSt3kos/Se7vNDaVYeI/AAAAAAAAA-o/GQTnz3GGSdM/s400/01-decada1950.jpg .


Ilustração 31: http://3.bp.blogspot.com/_Pm7-jSt3kos/RgpUhuWsoEI/AAAAAAAAADw/sGny6pjVJXo/s320/Image1.jpg

Ilustração 32: http://1.bp.blogspot.com/_Pm7-jSt3kos/RgpUQOWsoDI/AAAAAAAAADo/wLNOiOw0Z0M/s320/Image3.jpg.

1“Obra Aberta”. 18/12/2006 . Bernardo Rezende. Fonte: http://carneirorezende.zip.net/ .

2“A origem do Mosaico é indeterminada, essa arte se manifestou com grande expansão durante o Império Romano; em Pompéia, no século 1º; e em Constantinopla, no século VI. Mosaico foi definido como “ Uma decoração de superfície feita incrustando pequenas peças de materiais variavelmente coloridos para formar um padrão ou figura”. O mais antigo mosaico existente foi feito em torno de 3000 AC. pelos Sumerianos (antiga mesopotâmia) a área hoje conhecida como Iraque. Era constituída de arranjos de estacas coloridas de argila que eram prensadas dentro da superfície de paredes. Depois os egípcios usaram fragmentos de materiais coloridos e pedras semipreciosas para decorar paredes , móveis decorados , objetos decorativos e peças de joalheria. O crescimento do cristianismo introduziu novos temas, mas as técnicas e materiais continuaram intactos até a era bizantina, iniciada pelo Imperador Justiniano em Ravena, em torno de 527 DC . Este foi o mais rico e inovativo período do mosaico, exemplificado pela maravilhosa e luminosa criação de igrejas bizantinas”. Fonte:http://betynamosaics.tripod.com/mosaico2.htm .

3http://www.ubaweb.com/revista/g_mascara.php?grc=12842 ;http://www.regipedra.com.br/calcadas/calcadas-modelos-06v.html ;http://pastandoemsaopaulo.blogspot.com/2009/03/mal-calcadas-linhas.html .

4Que na década de 1970 consolidou o mosaico português que já havia.

5http://outrascidades.blogspot.com/2008/05/era-uma-pedra-portuguesa-com-certezacom.html .

6http://br.geocities.com/proiniciar/Prox3a.html .

7UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO. ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO. ACOMPANHAMENTO DA ELABORAÇÃO DE PROJETOS E FISCALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS. AUGUSTO CEZAR SIQUEIRA SOUTO; 9412408. ENGENHARIA CIVIL. Trabalho final da disciplina de Estágio Curricular Supervisionado orientado pela Professora Carla Paiva. Recife, março de 1998. Fonte:www.poli.br/arquivos/DOWNLOADS/.../CIVIL/.../CAPA%20-%20Augusto%20Cezar%20S%20Souto.DOC . Acessado em: 21 de maio de 2009. Hora: 18:21.

8http://www.ufrgs.br/petengcivil/Downloads/Apoio%20adidatico/Bloco%201-aula1-Introducao.pdf .http://www.professoredmoura.com.br/download/Hist._Pav.I-Aula_1.pdf .

9http://www.folhadesoledade.com.br/toalha1.htm.

10O status social de mestre calceteiro precisara ser revisto exatamente por ser um ofício que necessitaria de mestre e aprendiz, tipo “corporação de oficio”, na medida em que a paisagem da cidade passaria a ser vista como cidade que valorizaria, em sua plenitude, o turismo.

11“As velhas pedras das minhas ruas” . RODOLPHO JOSÉ DEL GUERRA. 7/2/2007- 19/2/2007; 09:51:10. Fonte:http://www.casaeuclidiana.org.br/texto/ler.asp?Id=1316&Secao=117 .

12http://www.geotourismbrazil.com/urbano%20tur%20N.html.

13http://sacrahome.net/oestadotriangulo/noticias/cidade/cultura/meioambiente/nao_ao_asfalto.

14Ruas de pedra de Sacramento: beleza, ecologia e história. Publicado em 1 Abril, 2008 – 13:36. Alessandro Abdala. Fonte:http://www.sacrahome.net/v5/node/2328 . Acessado em: 14 de maio de 2009. Hora: 22:26;http://www.construagro.com.br/loja/produto.php?loja=102704&IdProd=3070 .

15UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO. ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO. ACOMPANHAMENTO DA ELABORAÇÃO DE PROJETOS E FISCALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS. AUGUSTO CEZAR SIQUEIRA SOUTO; 9412408. ENGENHARIA CIVIL. Trabalho final da disciplina de Estágio Curricular Supervisionado orientado pela Professora Carla Paiva. Recife, março de 1998. Fonte:www.poli.br/arquivos/DOWNLOADS/.../CIVIL/.../CAPA%20-%20Augusto%20Cezar%20S%20Souto.DOC . Acessado em: 21 de maio de 2009. Hora: 18:21.

16 “O embate calçamento x paralelepípedo” . Alfredo Dávila.http://www.amigosdepelotas.com/2008/07/artigo-o-embate-calamento-x.html .

17Para uma avaliação ou análise do “valor histórico”, o que deveria ser feito? Quais os critérios para rua pavimentada com pedra irregular e com valor histórico?

18No caso, caberia um plano de manutenção das ruas pavimentadas com pedra irregular?

19http://jornalcidade.uol.com.br/paginas.php?id=12185 .

20http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smc/usu_doc/historicocalcamentodarua_da_praia1.pdf.

21Adhemar Lourenço da Silva Jr. Quem construiu o calçamento da Rua da Praia? (E de outras tantas ruas do Cone Sul...). Este texto mereceu premiação no Concurso Histórias de Trabalho, no ano de 1995, e já foi publicado no livro: D'ANGELO, Ana Lúcia Velinho (org.). Histórias de Trabalho. Versão 1995. Porto Alegre : Unidade Editorial Porto Alegre, 1996, p. 135-154. Parte deste texto retoma pesquisa de (…) dissertação de mestrado, financiada pela CAPES e concluída em 1994, mas excede em muito o que fora então escrito, pois se acrescentaram resultados de pesquisa financiada pela FAPERGS e concluída em 1996. Vários colegas contribuíram para esta versão, por suas críticas e indicações de fontes. Com o risco de esquecer alguém, a quem peço desculpas, lembro-me de Ana Frega, Beatriz Loner, Cláudia Mauch, Esther Ruiz, Joan Lamaysou Bak, José Remedi e Rodolfo Porrini.http://br.geocities.com/alsilvajr2000/canteiro.htm#9.

22http://jornalpopular.maratona.uni5.net/index.php?option=com_content&task=view&id=485&Itemid=42.

23http://www.calceteiro.com/ .

24http://www.obraemprogresso.com.br/tag/caymmi/; http://medeirosrosa.multiply.com/journal?&page_start=20 ;http://tomcapella.blogspot.com/ .

25http://ordepserra.wordpress.com/estudos/ensaios/calcada-do-porto-da-barra/ ;http://ordepserra.files.wordpress.com/2008/08/parecer_ordep_serra.pdf; www.politicalivre.com.br/wp-content/uploads/2008/08/barra_por-ordep-serra.doc .

26http://rio-curioso.blogspot.com/2008/10/pedras-portuguesas.html .

27http://www.copacabana.com/calcadas.shtml .

28http://oglobo.globo.com/rio/mat/2006/12/15/287064218.asp; http://polifasica.blogspot.com/2008/04/as-pedras-portuguesas.html .

29http://polifasica.blogspot.com/2008/04/as-pedras-portuguesas.html .

30http://calcadaportuguesa.blogspot.com/ ;http://calcadaportuguesa.blogspot.com/2007/11/blog-post.html .

31http://tv1.rtp.pt/noticias/?article=61431&visual=3&layout=10 ;http://semanal.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=338&id=43566&idSeccao=4934&Action=noticia.

32http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosaico .

33http://www.vilasmagazine.com.br/red/not/cul/index.html. Gilka Bandeira . 5 de dezembro de 2008.

34http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=795828&page=22 .

35http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2005-2/calcadas/calcadas.htm .

36http://rio-curioso.blogspot.com/2008/10/pedras-portuguesas.html . Curiosidades Cariocas. História e estórias do Rio de Janeiro. QUARTA-FEIRA, OUTUBRO 08, 2008.

37“Hoy presenciamos en Montevideo el acto de uno de esos prodigios del arte, de la ciencia y del trabajo...Y llegarán hoy los Directores de la Empresa que herirá la peña de mármol artístico colocado en la Plaza de la Matriz con la vara del arte y de la ciencia, y saldrán de ellas aguas, y beberá el pueblo... (Diario 'La Tribuna', 18 de julio de 1871)”. (…) “La ceremonia oficial de inauguración se realizó al pie de la hermosa fuente monumental levantada en el centro de la Plaza Constitución. Tras una breve ceremonia de bendición a cargo de Monseñor Jacinto Vera, el Presidente de la República abrió el grifo de conexión con una larga llave de plata en forma de T, y el agua brotó de la boca de los peces de las gárgolas de mármol de la fuente con tal presión que salpicó a la concurrencia en una especie de aspersión simbólica, mientras las bandas de música iniciaban el Himno Nacional. Un abundante lunch fue servido en largas mesas preparadas de antemano en la misma plaza, frente al Cabildo. Hasta horas avanzadas de la noche la concurrencia negreaba en la Plaza Constitución como un hormiguero. Alrededor de la fuente no se podía caminar porque el chorro de los grifos que rebasaba el bassin, había convertido aquello en un fangal. ('Suplemento el Día' año 1935)”. (…) “La Compañía de Aguas Corrientes: El primitivo sistema de abastecimiento de agua, se volvió insuficiente y poco efectivo debido a las frecuentes sequías. Fue así, que en el año 1867, después de un verano de gran sequía, el Gobierno Nacional decidió llamar a propuestas para dotar a la ciudad de Montevideo, con 9.000 casas y 70.000 habitantes, de un servicio de agua permanente. Fue Don Enrique Fynn (nacido en Montevideo) quien obtuvo la concesión para el suministro de agua corriente a Montevideo, el 29 de abril de 1868, por considerar que su propuesta era la más rápida, completa y de menor costo. Para llevar adelante su proyecto se asocia con Don Ambrosio Plácido Lezica y Don Anarcasis Lanús. La fuente de agua elegida fue el Río Santa Lucía, ubicándose la toma a unos 56 kilómetros de distancia de la ciudad de Montevideo, en un sitio llamado 'salto de las rocas coloradas' por considerarlo ideal por su abundante caudal de agua y por su fácil acceso para las chatas de transporte de carbón, necesario en aquella época para el funcionamiento de la usina a vapor. El informe de la Dirección General de Obras Públicas, firmado por el Ing. Machinnon, del 26 de junio de 1867, en una de sus partes dice: 'La reconocida superioridad de esas aguas que el infrascrito cree inmejorables en toda la República, porque se hallan exentas casi totalmente de materias orgánicas en solución, y por pasar en su curso por extracto calizo que en todas partes del mundo se considera excelente para la salud, la hacen preferibles a las aguas llovedizas'. Las obras se iniciaron en el año 1868 y el servicio fue inaugurado el 18 de julio de 1871”. Fonte:http://www.ose.com.uy/e_patrimonio.htm .

38Esta informação precisa ser cotejada com outras fontes. Existem outras cidades italianas com estátuas semelhantes. Fonte:http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Statues_of_putti_in_Italy.

39Martes, febrero 26, 2008. Publicado por Fonzi en 4:23 PM. Fonte:http://conlacamaraenelbolsillo.blogspot.com/2008/02/la-fuente-de-la-plaza-matriz-de.html .

40martes 22 de julio de 2008. Publicado por Daniel Curbelo en 7:06. Fonte:http://alquimiaestelar.blogspot.com/ .

41 Relatório Apresentado ao Dr. Intendente Municipal, pelo Encarregado da Seção de Estatística, Jorge Reis, Abrangendo o período de 1º de Setembro de 1905 à 31 de Agosto de 1906, gráfico nº 16.

42Relatório apresentado ao Conselho Municipal de Bagé, em sessão de 31 de outubro de 1907, pelo Intendente Dr. Augusto Lúcio de Figueiredo Teixeira. Pelotas: Off. De obras do “Diário Popular”, 1907, p. 09.

43Relatório apresentado ao Conselho Municipal de Bagé em sessão de 10 de outubro de 2008, pelo Intendente Dr. Augusto L. De Figueiredo Teixeira. Bagé: Typographia da Livraria “A Popular”, 1908, p. 8. Em 1915, município de São João Nepomuceno, a Praça e a Rua Daniel Sarmento: “era a praça circundada por um artístico gradil, que contornava toda a parte externa, e em seu interior bem trabalhadosbancos de ferro, de fabricação da Fundição Indígena, do Rio de Janeiro, trazendo em seu centro um repuxo”. Fonte:http://www.sjonline.com.br/content/view/308/116/. Em 1915, a Praça Coronel José Brás, em São João Nepomuceno, informava-se que, “do Rio, daFundição Indígena, vieram os bancos de ferro e os artísticos postes em bronze, perfeitamente iguais àqueles que ornamentam a entrada do Palácio do Catete, na antiga Capital da República”. Fonte:http://www.sjonline.com.br/content/view/193/121/. Entre 1920 e 1921, o Teatro Guarani, em Pelotas, entre outros, “seus materiais vieram de diversos pontos do país e do exterior: a cúpula metálica do teto e mobília do salão e secretaria são de Buenos Aires; a marquise e gradis vieram da Fundição Indígena (RJ); os mármores e o pano de honra do teatro, da Itália; a mobília da platéia e camarotes, de Porto Alegre; as guarnições de veludo rouge dos parapeitos dos camarotes e cortinas, da Colchoaria Pelotense; as esculturas em mármore foram executadas por Angelo Giusti”. Fonte:http://www.olibertador.com.br/pelotas/pelotas7.htm.Com a reurbanização da cidade do Rio de Janeiro, no início do século vinte, surgem as primeiras fundições envolvidas com o processo artístico. São elas: Fundição Indígena, Fundição Cavina e Fundição Zani, responsáveis pela maioria das estátuas e bustos que hoje enfeitam nossas praças e que enalteceram o desenvolvimento da fundição brasileira”. Fonte:http://www.margs.rs.gov.br/ndpa_sele_brevehistoria.php. No Cine-Theatro Iris (1922), no Rio de Janeiro, “As escadarias internas e as grades de ferro são em estilo art-nouveau e constituem os elementos decorativos mais notáveis do prédio, tendo sido feitas na Fundição Indígena”. Fonte:http://www.ctac.gov.br/centrohistorico/VersaoImp_TeatroXPeriodo.asp?cdP=5&cod=100&tipo=Identificacao .

44CALÇAMENTO DA RUA, EM BELO HORIZONTE (MG), em 1930, com "MACADAM BETUMINOSO" e pedras irregulares. Fonte:http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=30740 ;http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=30741 ;

45“Macadame (do inglês Macadam) é um tipo de pavimento para pistas de rodagem desenvolvido pelo engenheiro escocês John Loudon McAdam, por volta de 1820. O processo recebeu o nome de Macadam em homenagem ao seu criador McAdam. Consiste em assentar três camadas de pedras colocadas numa fundação com valas laterais para drenagem da água da chuva. As duas primeiras camadas consistem de pedras com tamanho máximo 3 polegadas (75 milímetros), a uma profundidade total de aproximadamente 8 polegadas (200 milímetros). A terceira camada é feita com aproximadamente 2 polegadas (50 milímetros), com pedras num tamanho máximo de 1 polegada (25 milímetros). Cada camada é comprimida com um rolo pesado, fazendo com que as pedras se encaixassem umas nas outras. Este assentamento de sucessivas camadas de pedras, gradativamente menores, de modo que as pedras maiores servissem de base sólida; e o cascalho fino nivelasse o solo é conhecido também como macadam water-bound. Embora este método necessitava muito trabalho manual, se resultava em um pavimento forte e drenado. As estradas construídas dessa maneira foram descritas como 'macadamizadas'. Com o advento dos veículos motorizados, a poeira transformou-se num problema sério em estradas de macadame. O vácuo criado sob veículos movimentando-se rapidamente suga a poeira da superfície da estrada, criando nuvens de poeira desagradáveis e destruindo o pavimento gradualmente. Esse problema foi corrigido mais tarde pulverizando piche na superfície, criando o Tarmac (piche sobre macadame, tradução para tar-bound macadam). Enquanto as estradas feitas em macadamente estão recebendo novo pavimento na maioria dos países, outros estão preservando alguns trechos, como a Rodovia Nacional, nos Estados Unidos. Devido ao seu uso em tempos remotos, em algumas partes dos Estados Unidos (por exemplo, partes da Pensilvânia) ele é freqüentemente usado, mesmo que possa-se fazer a pavimentação com asfalto ou concreto”. Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Macadame .

46Em Itaipava, 1821: “A região, naqueles tempos, se chamava Paróquia São José do Piabanha e a Estrada Imperial, atual União Indústria, era considerada uma das melhores rodovias mundiais pois era pavimentada com pedra britada ou, como se dizia, feita de macadame, uma corruptela do nome do engenheiro inglês John London Mac Adam, que foi quem criou essa técnica de calçamento”. Fonte:http://www.guiadeitaipava.com.br/memoria/memoria_sitio.htm.

47Versão bem humorada da história da pavimentação em São Paulo:http://www.carbonoquatorze.com.br/versaopaulo/2007/01/o-calamento-de-so-paulo-buracos-e-etc.html .

48No Rio de Janeiro, em 1928: “Nesta vista em direção ao Arpoador, além dos trilhos de bonde e automóveis da época, se vê o calçamento em macadame betuminoso (precursor do atual asfalto) e o canteiro central, com seus postes de iluminação ("apud" Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e Brasil Gerson)”. Fonte:http://fotolog.terra.com.br/luizd:312 .

49Quadro nº 34. Relação das construções que arquivaram a planta. No caso, constava também os subúrbios, com ruas não identificadas. “Nota-se também que o maior número de casas construídas são nas ruas calçadas e em seus respectivos nivelamentos”. Fonte: Relatório da Diretoria de Obras públicas Municipais apresentado ao Sr. Major Juvêncio Maximiliano Lemos, M. D. Intendente Provisório do Município, em 31 de dezembro de 1909, Bagé, p. 88 .

50Fonte: Relatório da Diretoria de Obras públicas Municipais apresentado ao Sr. Major Juvêncio Maximiliano Lemos, M. D. Intendente Provisório do Município, em 31 de dezembro de 1909, Bagé. Período 1º de setembro de 1908 até 12 de abril de 1909. Período de 12 de abril de 1909 até 31 de dezembro de 1909. Diretor: Luiz José Monteiro.

51Intendência Municipal de Bagé. Relatório do Major Juvêncio Maximiliano Lemos, Intendente Provisório, apresentado ao Conselho Municipal em sessão de 31 de março de 1910. Bagé: Officinas Graphicas d'o Dever, 1910, p. 06.

52Ano de 1909.

53Ano de 1909.

54Intendência Municipal de Bagé. Relatório do Major Juvêncio Maximiliano Lemos, Intendente Provisório, apresentado ao Conselho Municipal em sessão de 31 de março de 1910. Bagé: Officinas Graphicas d'o Dever, 1910, p. 19.