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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Barão de Itararé em Bagé

 

Introdução

O texto  a seguir é de autoria de José Carlos Teixeira Giorgis. O trabalho foi publicado no Jornal Minuano. Giorgis é atualmente o Diretor do Memorial do Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul:

“Em 23 de janeiro de 1998, Portaria assinada pelo Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Adroaldo Furtado Fabrício, criou o Projeto Memória. O início das atividades ocorreu em 6 de julho do mesmo ano, já na Presidência do Desembargador Cacildo de Andrade Xavier. Mais tarde, pela Portaria nº 35/2000-P, de 11 de outubro de 2000, o Projeto converteu-se em Centro de Memória do Judiciário Gaúcho. E somente mediante a Portaria nº 01/2002, assinada pelo então Presidente, Desembargador Luiz Felipe Vasques de Magalhães, em 09 de janeiro de 2002, o Centro transformou-se em Memorial do Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul. Em 29 de janeiro do mesmo ano, foram inauguradas as novas instalações no andar térreo do Palácio da Justiça”. (…) “O Memorial é coordenado por Desembargador designado pelo Presidente do Tribunal de Justiça. Atualmente, a equipe é composta por seis servidores e quatro estagiários do TJRS, além do Diretor. Diretor: Desembargador José Carlos Teixeira Giorgis.

 

José T. Giorgis

terça-feira, 19 de novembro de 2013 às 22:22

 O jornalista Apparício Torelly, por sua vida social e política ou pelo fino humor que imprime em seus textos, sem dúvida é uma das mais singulares e pitorescas personalidades da primeira metade do século vinte.

Chegou-se a atribuir seu nascimento a Bagé (janeiro de 1895), como também Rio Grande, onde moravam seus pais, que disputa o privilégio de haver sido seu berço; mas ele mesmo esclarecia que viera ao mundo a bordo de uma diligência "em algum lugar do Uruguai", pois sua mãe, oriental, queria ter o parto na fazenda de seus genitores, no departamento de Trinta e Três.

Todavia é inequívoco que desembarcou em Bagé, vindo de Rio Grande, em dezembro de 1919, aqui estreando como humorista em janeiro de 1920, numa conferência intitulada "As caras", realizada no Teatro Avenida. Sua impressão sobre a cidade ficou registrada em uma de suas primeiras crônicas no "Correio do Sul", onde narrou: "Embarco de manhã. Dia quente. Às duas e trinta e cinco da tarde, por entre uma nuvem de pó, em plena marcha do comboio, resolvo que a vida é estúpida, às três horas, o trem sai dos trilhos. Estúpido também. Os passageiros sofrem sustos passageiros. Gritos, reclamações. Eu também perco a linha".

Mais adiante escreveria: "Voltarei a Bagé em automóvel, em bicicleta, em carroça de bois, em velocípede, em carrinho de mão, por mar, a cavalo, de qualquer jeito. De trem, nunca mais!".

Hospedado no Hotel do Comércio, repara que sua palestra irá acompanhar os festejos pela mudança de ano e conta: "Grupos de rapazes despejam seus revólveres. Eu fico quieto, Mais tiros. Mais disparos. Ninguém me acerta. Eu não reajo. Se alguém me ferir, disparo, sim, disparo também. É perigoso passear de aeroplano, por cima de Bagé, na noite de Ano Novo. Não me impressiono com a passagem de Ano".

Conquistou a amizade de Fanfa Ribas que o chamava de "meu vate"; e por isso o substituiu na direção do jornal por duas semanas, quando Apporelly, alcunha adotada, criou a coluna "Traços e Troças", onde, para enfrentar a lama que enfrentavam os pedestres, lançou um texto filosófico: "O barro existente em nossas ruas traz consigo a vantagem bíblica de manter-nos a constante lembrança da nossa lodosa origem ( ). Foi com um punhado dessa argila escorregadia, amassada com perícia experimentada do Divino Escultor, que nosso pai Adão foi fabricado". Como o periódico, atacava duramente a Borges de Medeiros; e ao mesmo tempo colaborava com o "O Rebate", de Pelotas, onde tinha muitos admiradores.

Com a volta de Fanfa Ribas, parte para São Gabriel elogiado pelo diretor pela "maneira gentil e correta com que se desobrigou do espinhoso encargo"; mas em fevereiro de 1922, ao retornar a Bagé, ataca furiosamente seu antigo mestre, taxando-o de " aliado da ditadura borgista" e qualificando-o de "viscoso diretor do Correio do Sul", tudo escrito em "A tradição", folha que desde 1921 tinha "como diretor o talentoso, primoroso poeta-humorista Apparício Torelly" e fundada por Ivo Roxo para apoiar a candidatura de Rafael Cabeda, maragato que pedia votos para Artur Bernardes, enquanto Fanfa favorecia Artur Pinto Rocha e pregava a abstenção dos maragatos na eleição presidencial.

Era ferina a raiva de Apporelly contra Artur Pinto da Rocha, pois o candidato, "um adesista interesseiro", no passado havia comemorado a morte de Gumercindo Saraiva na "A Federação", em injúria histórica ("Miserável! Pesada como os Andes te seja a terra que generosamente vai cobrir teu cadáver maldito"), chamara o herói maragato de "besta fera do Sul e carrasco do Rio Grande", e classificara Silveira Martins como "Judas Iscariotes", mas agora bajulava os correligionários daqueles em busca de votos.

Technorati Marcas:

Após as vitórias de Cabeda e Bernardes, "A Tradição" encerra sua publicação, sendo substituída (1922) pela chegada a Bagé do "Diário do Commércio", de que Apporelly já era colaborador.

Em São Gabriel o jornalista dirigiu "A Notícia", fustigando Borges e apoiando Assis Brasil, logo eclodindo a Revolução de 1923; mais tarde (1924) dirigiria, em São Gabriel, "A Reação", considerado órgão oposicionista e simpático à Aliança Libertadora.

Em 1921 casara com Alzira Alves, criada por um médico gabrielense, pois, segundo entendia, não devia seguir o conselho do filósofo cínico, que, a respeito do casamento dissera: "Se fores moço, ainda é muito cedo; se fores velho, já é muito tarde".

Seus filhos Ary e Arly aqui nasceram; e Ady, em Rio Grande, já com a união deteriorada.

Após o desquite, em que acusou Alzira de adultério, vem a lume relação amorosa que teve com a esposa de seu protetor gabrielense, um verdadeiro escândalo, sendo ameaçados por um grupo denominado "os degoladores", não mais voltando à cidade.

Deixando os filhos em Rio Grande, foi para o Rio, onde construiu vida de resistência política e humor, já como Barão de Itararé.

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Obra consultada: "Entre sem bater. A vida de Aparício Torelly, o Barão de Itararé", de Cláudio Figueiredo. Casa da Palavra, 2012. Nela o autor agradece ao professor Cláudio Antunes Boucinha, cujo blog com trechos de Apporelly no "Correio do Sul", o estimulou a investigar a carreira do humorista na imprensa do interior do RS na década de 1920.

Por: José Teixeira Giorgis.

Fonte: http://jornalminuano.com.br/VisualizarNoticia/4394/o-barao-de-itarare-em-bage.aspx#.UtUyTNJGU08 .

terça-feira, 9 de julho de 2013

O Principe Negro Joaquim Custódio de Almeida

Os ingênuos de Bagé - Lei do Ventre Livre - Lei Rio Branco

A Lei do Ventre Livre em Bagé

Introdução

Claudio Antunes Boucinha

O texto de Cléber Eduardo Dias, "Os Ingênuos de Bagé", publicado no jornal "Minuano", resgatava parte da história da escravidão em Bagé, especialmente sobre os efeitos da Lei do Ventre Livre. Chamava atenção as fontes históricas utilizadas por Cléber Eduardo Dias: "Consultando os dois livros nos quais o cônego Bittencourt registrou os batizados dos ingênuos, isto é, os livros correspondentes aos anos 1871-1880 e 1880-1884 o número de crianças livres foi de 1434.". Tais livros deveriam estar abertos e disponíveis para a pesquisa de todos, em lugar acessível, com as devidas e costumeiras cautelas e cuidados. Em todo o caso, o que vale é saber da existência desses livros. Bagé é cidade antiga e seus segredos ainda estão bem guardados. As surpresas se multiplicam, com o tempo. 


"Os ingênuos de Bagé"

Cléber Eduardo Dias


"A Lei nº 2040 de 28/9/1871, chamada de Lei Rio Branco, por ter sido criada pelo Gabinete do então Visconde do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos, posteriormente chamada de Lei do Ventre Livre foi decretada com o intuito de libertar os filhos de mulheres escravas, os assim denominados “ingênuos”. 

Segundo Rio Branco a manutenção da escravidão no Brasil diante do cenário internacional era uma instituição injuriosa, menos para os escravos e mais para o país que sofria ataques de movimentos abolicionistas no Brasil e no exterior.

O Artigo 1.º reza que: 

“Os filhos de mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei serão considerados de condição livre”.

Enquanto que o 1º parágrafo do mesmo artigo afirma: 

“Os ditos filhos menores ficarão em poder o sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão a obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá opção, ou de receber do Estado indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos. No primeiro caso, o governo receberá o menor e lhe dará destino, em conformidade da presente lei”.

Assim, ou bem o dono da escrava deveria sustentar a criança até os oito anos completos, após o que deveria optar por receber uma indenização de 600 réis e a criança iria parar sob os cuidados do governo ou bem a mantinha com sua mãe no trabalho, devendo libertá-lo aos 21 anos.

Embora fosse o costume anotar os batizados e demais sacramentos recebidos por escravos em livro à parte, a Presidência da Província exige a criação de livros especificamente dedicados a recolher os batizados e óbitos das crianças nascidas após a Lei do Ventre Livre e remeter informes à mesma Presidência da Província. 

Com isto a autoridade pretendia manter um controle para conhecimento e previsão dos gastos com indenizações e o futuro dos assim chamados “ingênuos”. 

Não é por demais dizer que a situação, de fato, dos nascidos livres ficou como letra morta; pois qual seria o senhor de escravos a querer receber a quantia irrisória de 600 réis enquanto poderia dispor do trabalho escravo de mais um membro até os 21 anos?

Consultando os dois livros nos quais o cônego Bittencourt registrou os batizados dos ingênuos, isto é, os livros correspondentes aos anos 1871-1880 e 1880-1884 o número de crianças livres foi de 1434. 

O primeiro nascido sob o abrigo da Lei do Ventre Livre em Bagé foi um menino de nome Faustino e o último, outro menino de nome Lourenço. 

Emblemático é o nome da mãe do ingênuo de nome Faustino, cujo nascimento se deu aos 8 de outubro de 1873 e o batizado no dia 26 do mesmo mês e ano; segundo o termo de batismo registra: 

“Faustino, nascido a oito deste mês, por conseguinte livre, filho de Felicidade, crioula escrava de Antero Corrêa (…)”.

Desde cedo a Sociedade Abolicionista Luso-Brasileira lutava em prol da extinção da escravidão. 

Em diversos estados e cidades o fim da escravidão já havia sido decretado. 

Em Bagé, desde 1883, figuram entre os delegados representantes da Sociedade Abolicionista Luso-Brasileira o Promotor Público Cornélio Teixeira Guimarães, o General Joca Tavares e o jornalista Jorge Reis. 

A fundação do Clube Abolicionista de Bagé se dará em 16 de março de 1884 contando com 16 sócios, tendo entre os fundadores o Capitão Rodrigo Nunes Galvão, Martim Bidart Filho, o coronel José Bonifácio da Silva Tavares, Manoel Dias dos Santos, Zeferino Gomes de Freitas e o jornalista Jorge Reis; e como presidente do Clube o Cônego Bittencourt. Era na residência da Paróquia São Sebastião a sede do Clube Abolicionista de Bagé.

Quando em 28 de setembro de 1884 a Câmara Municipal de Bagé declara extinta a escravidão o Cônego Bittencourt canta o solene Te Deum na Matriz e sai com seus colegas do Clube Abolicionista de Bagé de estandarte em mãos em procissão. 

Apesar de tudo, ainda em 1887, Bagé contava com 82 pessoas submetidas à escravidão que receberam sua liberdade com a publicação da Lei Áurea aos 13 de maio de 1888".

Fonte: PONTO DE VISTA. Cléber Eduardo Dias. Nos primórdios da Igreja Católica em Bagé - décima quinta parte - [23H:15MIN] 09/07/2013 - OPINIÃO. http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=89447&busca=1&palavra=ing%EAnuos .

terça-feira, 5 de março de 2013

História da Astrologia: Professor Rubens Peiruque, em Bagé, em 1943, e o Fim da II Guerra

 

Imagem do mapa

 

Claudio Antunes Boucinha

1

Quem era Rubens Peiruque? Quando se lia sobre a História de Bagé, nos jornais locais, vez ou outra apareciam personalidades singulares que chamavam a atenção por seus comportamentos nada triviais. Uma dessas figuras era Rubens Peiruque, um reconhecido astrólogo nacional, na época.

O que chamava mais a atenção foi o raciocínio de Rubens Peiruque, do ponto de vista da leitura dos mapas astrais, sobre o fim da Segunda Guerra Mundial. Para Peiruque, os astros influenciavam a tragédia humana.

Possivelmente nascido em 1905 2, Peiruque teria 38 anos de idade quando chegou em Bagé?

Ciclos Astrológicos?

Sabe-se que os ciclos ou ritmos da natureza são evidências cientificas3. Os movimentos astrológicos seriam semelhantes? Não é do interesse do estudo discutir teorias consideradas “pseudociências”4. No entanto, compreender o contexto em que acontecem tais teorias e como são reproduzidas, ajudam a resgatar o passado em suas diversas dimensões, entres elas, a história da astrologia.

O Fato

Sabe-se que “os americanos bombardearam as cidades japoneses de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, e de Nagasaki, em 9 de agosto de 1945 com armas nucleares. O Japão rendeu-se na data de 2 de setembro de 1945. Era o final da Guerra”5.

Estando Rubens Peiruque, no ano de 1943, a antever o ano de 1945 como o do final da II Guerra, é deveras surpreendente.

Embora o final da guerra, para Rubens Peiruque, estivesse relacionado ao mês de março de 1945, o que se aproximaria da versão russa do final da guerra: “No lado do Oriente, os alemães foram completamente cercados por tropas soviéticas e exatamente no dia 22 de Abril de 1945 a cidade de Berlim foi tomada pelos russos”6.

Peiruque entrava em detalhes, para o final da guerra: “nos últimos dias de março de 1945”.

Aliás, sobre a Alemanha, o professor Peiruque afirmava que seria dividida.

Solstício e Equinócio

Um conceito utilizado por Peiruque foi o “solstício vernal”, para o hemisfério norte, conforme o jornal; no entanto, poderia haver algum equívoco na transcrição do conceito originalmente proferido pelo entrevistado do jornal. Possivelmente, o conceito era “equinócio vernal”:

El solstício de verano o solstício vernal produce el día más largo y la noche más corta del año en el hemisferio boreal (sucediendo lo contrario en el hemisferio austral)”7. O solstício vernal estava associado ao conceito de equinócio: “O Equinócio Vernal (21/03), assinala a entrada da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul8.

Como Peiruque ressaltava o mês de março, era bem possível que estivesse falando no equinócio vernal, 21 de março, para o hemisfério norte.

História da Astrologia no Brasil

Qual o lugar de Rubens Peiruque na história da astrologia no Brasil? Ao que parece, a trilha de Peiruque não foi muito considerada por certos pesquisadores na reconstrução histórica feita. Notava-se a influência do pensamento francês na reprodução de modelos teóricos vinculados à astrologia, entre os astrólogos brasileiros, especialmente entre os pioneiros. A influência do naturismo, e de outros comportamentos transversais, oriundos ou recriados através do movimento em torno do “Monte Verità”, colocavam o Brasil no roteiro de viagens daqueles que propugnavam mudanças no campo do indivíduo. A astrologia era o pano de fundo, no Brasil, mas não era somente isso.

Quais as influências que Peiruque alimentava, nos seus trabalhos? Aparentemente, Peiruque trilhava um caminho próximo do ocultismo, do hermetismo tradicional, e até mesmo do espiritismo.

Para Sérgio de Vasconcellos [“integralista, comerciante de livros usados e escritor inédito”], Rubens Peiruque fez parte da História da Astrologia no Brasil, especialmente na primeira metade do século XX, fazendo parte de uma lista dos principais nomes desse campo de estudo:

“O afamado astrólogo Rubens Peiruque fez parte daquela geração(Baptista de Oliveira, Botelho de Abreu, Demétrio de Toledo, João Romariz, Ullo Getzel e outros) que renovou, na primeira metade do Século XX, os estudos astrológicos no Brasil”.9

No entanto, para Antônio Carlos S. Harres10 o nome de Rubens Peiruque não existiu:

O primeiro grande passo que garantiu a ampla disseminação da Astrologia no Brasil ocorre a partir do retorno de Urano aos signos de Aquário e Peixes.

Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento

Em 1909, se inaugura a Editora do Pensamento e em 1913 começa a publicação do almanaque editado por A. O. Rodrigues11 [Antônio Olívio Rodrigues]12 – prestes a completar uma revolução de Urano nas bancas – neste ano de 199713, terá 84 anos.

No início da década de 20, o livro Astrologia14, da Coleção Ciências Herméticas, é enviado aos afiliados do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento15, como primeira tentativa de um curso de Astrologia por correspondência.

Grande parte do público que hoje contamos para consultas, eventos, leitura de colunas e artigos sobre Astrologia em jornais e revistas, devemos ao trabalho perseverante dos fundadores da Ed. Pensamento. Através de seus círculos esotéricos e instruções espiritualistas, Rodrigues16, apoiado por Francisco Valdomiro Lorenz17, consolidou uma obra que ainda hoje18 serve, com renovada energia, à divulgação do saber que se produz no campo da Astrologia, no país e no estrangeiro.

Jubal Tavares foi outro importante astrólogo paulista que trabalhou para o Almanaque do Pensamento e que manteve até a década de 60, um método pioneiro de fornecer interpretações astrológicas reunindo apostilas já impressas, a partir dos dados de nascimento, antecipando o que depois seria feito por computadores.

Jeferson T. Álvares, inicia seus estudos de Astrologia (1915) que irão se especializar na busca de um método eficaz para retificação da hora do nascimento e publica Astrologia Revelada (1980) onde expõe o resultado de 50 anos de pesquisas na área.

Em 1925, quando Urano encontrava-se novamente em Peixes, como ocorrera na época da chegada do Mestre João, piloto e astrólogo da expedição de Cabral, chega ao país Emma Costet de Mascheville19. Emma une-se com Albert Raymond Costet de Mascheville20, violinista e astrólogo, iniciado no saber dos astros por Henri Selva21.

Henri Selva

Com a publicação do livro La theorie des determinations Astrologiques22 [de?] Morin de Villefranche23, [Henri] Selva possibilitou a redescoberta da astrologia clássica na França. Assim, a cadeia de transmissão da tradição astrológica, que passa por Morin, se reaviva com Selva e chega ao Brasil através do casal Mascheville.

L'Ordre kabbalistique de la Rose-Croix

Albert, que em companhia de Roso de Luna24, Papus25, Sédir26, Saint Yves d’Alvreyde27 e Peladan28, trabalhou pela reconstrução da Rosa Cruz29 na França e tornou-se o difusor da Ordem Martinista30 na América do Sul.

Monte Verità

Emma, na infância, conviveu com seus tios31, Henry Edencoven [?]32 e Ida Hoffman [?]33, na primeira comunidade naturista e espiritualista fundada por eles em Ascona, às margens do Lago Maggiore, na Suíça italiana34. Ali estiveram Fidus35, Rodin [?]36, Rilke37, Isadora Duncan38, Trotsky39. Aos 15 anos Emma é levada pela primeira vez ao teatro em Munique por Hermann Hesse40, que junto com seu pai e o Conde Bernadotte41 atuavam na assistência aos foragidos de guerra.

Porto Alegre

No início da década de 30, Emma Costet de Macheville radica-se definitivamente em Porto Alegre, onde inicia um dos mais fecundos e criativos trabalhos na Astrologia, formando uma grande quantidade de profissionais e pesquisadores de alta qualidade, todos moldados na mesma forma humanista e libertária em que cresceu.

A década de 30 traz consigo a descoberta de Plutão, no signo de Câncer, remetendo os astrólogos da época, ao desafio de desenvolver elementos interpretativos e preditivos do novo planeta. A Astrologia no Brasil continua a ser uma atividade de pesquisadores e profissionais isolados.

Nesta época, Danton Pereira de Souza42 inicia seus estudos de Astrologia e dedica-se ao trabalho astrológico que o leva mais tarde (1958), a frequentar o Centro Internacional de Astrologia em Paris, travando conhecimento com grandes nomes da Astrologia Francesa: André Barbault43, Volguine44 e Jean Hieroz45. Foi um dos primeiros membros da Associação Brasileira de Astrologia. Até sua morte, Danton publicou trabalhos na área de Astrologia Mundial.

Ullo Getzel, abandona a Alemanha em 1935, quando começavam as perseguições religiosas e políticas do nazismo e é trazido ao Brasil pelo pai de Emma. Inicia suas atividades espirituais na Sociedade Rosa Cruz da Tijuca. No início da década de 40, juntamente com Demetrio de Toledo e outros, funda na redação do jornal A Folha Carioca, na Rua da Constituição, a Sociedade Astrológica Brasileira. Ullo Getzel ministrava cursos de Astrologia e aconselhamento astrológico. Entre outras obras, publica Horas Planetárias, e um compendio de Astrologia em dois volumes. Seus horóscopos tinham como título Mapa Estelar da Vida.

Também no Rio, durante os anos 30, trabalhavam os astrólogos Batista de Oliveira46 e Botelho de Abreu.

Os anos 40 se iniciam sob a conflagração da Segunda Guerra Mundial, detonada no ingresso de Plutão em Leão. Para o Brasil será um período crítico, as efemérides, cujas maiores casas editoras são alemãs, tornam-se raras.

Em 1943 Demétrio de Toledo47, que havia sido cônsul brasileiro em Paris e estudado com o astrólogo Don Neroman48, publica “Eis a Astrologia”. Demétrio tinha, entre outros clientes ilustres, Getúlio Vargas. Formou e ensinou novos astrólogos, além de organizar curso de Astrologia por correspondência e ter editado, entre 34 a 37, a revista Sombra e Luz49.

A obra Mensagens do Astral, instruções do espírito Ramatís, psicografadas pelo médium espírita Hercílio Maes, de Curitiba, discorre sobre acontecimentos que marcariam a transição da Era de Peixes para Aquário. Mensagens do Astral e outros livros de Hercílio Maes provocou o surgimento, em todo o país, de instituições portando o nome de Ramatis, onde toda uma geração de espíritas interessados em Astrologia floresceu.

Na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, o astrólogo João Romariz, que pratica e ensina a Astrologia e durante a década de 60, será a referencia e estímulo para astrólogos que mais tarde iriam se projetar no cenário astrológico carioca. Um detalhe curioso é que Romariz foi sócio de Monteiro Lobato na prospecção de petróleo na Bahia.

O filósofo, místico e clarividente Rudolph Steiner inicia na Europa a divulgação da Antroposofia, onde a Astrologia Sideral é um dos fundamentos. No Brasil, será em São Paulo que o movimento antroposófico irá mais se destacar, especialmente na aplicação dos ensinamentos astrológicos de Steiner na cultura de plantas medicinais. Com o advento das grandes cadeias de rádio, surge o segundo momento importante para o desenvolvimento da Astrologia no Brasil, projetando duas figuras da área astrológica em âmbito nacional: Omar Cardoso e Assuramaya.

A figura marcante do astrólogo Omar Cardoso, com suas mensagens recheadas de otimismo e de um sentido construtivo, amplia ainda mais a penetração da Astrologia na alma brasileira. Também nesta época, Leo Costet de Mascheville, filho de Albert Costet de Mascheville, faz uma cruzada nacional pela divulgação do esoterismo, incluindo sempre em suas palestras estimulantes ensinamentos astrológicos.

É também na década de 50 se dá a fusão da Astrologia com a Umbanda, que pode ser considerada uma das raras ramificações genuinamente brasileira da Astrologia. Nos trabalhos de pesquisadores como W. W. Matta e Silva50, no Rio de Janeiro, e o núcleo C.E.U., em Porto Alegre, resultou numa conceituação dos orixás em bases esotéricas e com estrito fundamento astrológico.

Assuramaya iniciou seus trabalhos na Granja Experimental de Astrologia, em Sepetiba, Rio de Janeiro (1954). Biólogo e proprietário de um laboratório de análises clínicas, Assuramaya percebeu a sintonia entre os ritmos lunares e a proliferação de microorganismos, ponto de partida para dedicar-se ao estudo da Astrologia. Em 1956 publica o livro Introdução Astrológica à Zootecnia onde analisa os ciclos férteis de animais selvagens e domésticos. Manteve por 12 anos atividades em rádio, com larga audiência, especialmente na Rádio Nacional, onde substituiu Omar Cardoso, chegando a receber mais de três mil cartas por mês. Mantinha coluna no O Jornal e na revista O Cruzeiro. Publicou o livro Manual de Astrologia e um almanaque que chegou a ser reeditado nos anos 70 e na década de 80. 51

Marilha Maneschy Suzuki também reconstruiu a história da astrologia no Brasil, embora também não citasse o nome de Rubens Peiruque:

Assuramaya: vida dedicada à Astrologia52

Não podemos deixar de reconhecer a importância de Assuramaya, um Laboratorista do Ministério da Saúde, cearense, radicado na cidade do Rio de Janeiro. A partir de sua atividade profissional, dedicou-se ao estudo dos ciclos lunares e suas influências sobre os seres vivos. Seguindo e aprofundando suas pesquisas, tornou-se um grande conhecedor dos estudos clássicos da Astrologia.

Em 1957, começou a trabalhar como jornalista dos Diários Associados; no Diário de Notícias e no Correio da Manhã Assuramaya foi o responsável pela publicação dos horóscopos. Promoveu o primeiro congresso de Astrologia realizado no país, em 1971. No ano seguinte, Assuramaya publicou o primeiro manual de Astrologia lançado no Brasil, pela editora Renes. Com a falência do grupo empresarial fundado por Assis Chateaubriand, Assuramaya passou a publicar sua coluna astrológica no Jornal O Dia, no qual manteve durante dez anos a coluna “Assim Fala Assuramaya”. Nesta, ele abordava temas referentes à cultura, Historia, mensagens de grandes mestres, biografias e, como não poderia deixar de ser, um horóscopo.

Procurado por diversas personalidades interessadas no conhecimento de seus mapas astrológicos, Assuramaya tem orgulho em afirmar que, a pedido de Dona Laura, mãe de Roberto Carlos, fez nos anos 1960 o Mapa Astrológico do famoso cantor e compositor.

Sua popularidade no meio artístico proporcionou-lhe momentos pitorescos e interessantes, como quando era convidado a participar de programas de debates na televisão, por exemplo, no Programa Flávio Cavalcanti, da extinta Rede Tupi de Televisão, e no Programa Jota Silvestre53, da antiga Rede Record.

Suas atividades artísticas incluem uma experiência na Rádio Nacional, quando manteve um programa matinal diário até o ano de 1976, batendo recordes de audiência segundo o IBOPE.

Em 1978, passou a ministrar cursos na Faculdade Estácio de Sá, permanecendo lá até o ano de 1982.

Naquela escola, Assuramaya fundou o Centro de Pesquisas Astrológicas. Um grande estudioso da Astrologia, Assuramaya possui um imenso acervo de obras estrangeiras, principalmente francesas, datadas do século passado. Seu grande mestre, não só da Astrologia, mas principalmente de filosofia de vida, foi, sem dúvida, o monge tibetano Ananda. É o portador da carteira número um do Sindicato dos Astrólogos. Assuramaya é escritor e possui vários livros de Astrologia publicados. Para ele, a Astrologia não é uma religião, não é jogo de búzios, nem cartomancia, nem quiromancia. A Astrologia, para ele, influi na vida das pessoas e no seu comportamento, pois é necessário estudar profundamente a Física, a Astronomia e a Matemática para entender os mecanismos que afetam os seres humanos e a influência dos astros sobre as pessoas.

Um dos primeiros pesquisadores de Astrologia no Brasil do século passado, preocupado com a escassez de pessoas interessadas no assunto, Assuramaya adquiriu, fim dos anos 1960, o acervo bibliográfico da viúva do ilustre Astrólogo Botelho de Abreu, seu conhecido.

Segundo Assuramaya, em 1936 aconteceu o primeiro movimento Astrológico e científico no Brasil.

Havia na França, nessa época, um Astrólogo muito culto e famoso, chamado Don Neroman, que se estabelecera naquele país.

Don Neroman foi mestre de Demétrio de Toledo, cônsul brasileiro em Paris na década de 1940, e muito respeitado por suas previsões astrológicas, sobretudo para o presidente Getúlio Vargas.

Quando voltou da França, Demétrio fundou, segundo depoimento de Assuramaya, a primeira escola de Astrologia no Brasil, a Escola Sombra e Luz, que editava uma revista com o mesmo nome.

Essas atividades permitiram a popularização da Astrologia e formaram várias outras pessoas, como o mestre João Romariz. Este por sua vez, ministrou diversos cursos, formando uma geração de Astrólogos que se projetaria futuramente no cenário brasileiro.

Outra pessoa importante na formação de Assuramaya foi Ullo Getzel, um Astrólogo alemão radicado no Rio de Janeiro. Desse mestre, Assuramaya fez um curso por correspondência, em apostilas. 54

O Manual de Astrologia

Possivelmente, aos 58 anos de idade (?), a principal obra de Rubens Peiruque foi o Manual de astrologia e numerologia: grandes revelações sôbre os mistérios do destino, pela Livraria Freitas Bastos, em 1963, no Rio de Janeiro.

Reinaldo Forte Carvalho, em sua dissertação de mestrado, dava uma ideia da popularidade da obra de Rubens Peiruque, entre 1940-1960:

No roteiro de suas leituras, Caboclo55 percorria uma infinidade de temas presentes nos compêndios esgotados das editoras esotéricas que faziam parte de sua biblioteca pessoal, como: “A leitura do nosso destino pelas estrelas compiladas das ciências ocultas” de Sellen Jazer; “A sorte revelada pelo horóscopo cabalístico” de Francisco Valdomiro Lorenz; o “Manual de astrologia e numerologia – Grandes revelações sobre os mistérios do destino” de Rubens Peiruque; “O maravilhoso mundo dos sonhos” de Silvano Ventura; e inúmeras edições do “Almanaque do pensamento” e “O romance da astrologia” de Omar Cardoso 56. 57

No entanto, ao que parecia, havia um livro anterior, publicado por Peiruque, na cidade de Recife, em Pernambuco, no ano de 1946: Suprema Felicidade.

Suprema Felicidade

O livro era assinado como “Professor Peiruque”; o título era “Suprema Felicidade” e apresentado como um “romance espiritualista”, cujo conteúdo era descrito como “educativo – filosófico - científico”, o que sugeria ampla gama de assuntos.

Chamava a atenção a advertência publicada no início da obra: “Todos os exemplares trazem a impressão do polegar direito, assim como a assinatura do autor, pelo seu próprio punho”. Uma assinatura reforçada, portanto. Para não deixar dúvidas sobre quem era o autor do livro. Construção de marca identitária?

A obra foi publicada pela “Imprensa Industrial – 78 – Rua do Apolo – 82”. No caso, a “Imprensa Industrial” atuava no mercado gráfico de Pernambuco, desde setembro de 190058, propriedade de Ignácio Nery da Fonseca & Cia (Diógenes da Nóbrega, Ignácio Néri da Fonseca, Artur Gonçalves Torres), inicialmente localizada na rua do Bom Jesus, nº 34/36, depois transferida para a rua Visconde de Itaparica (posteriormente, rua do Apolo), nº 49/51 na cidade de Recife59.

Luís do Nascimento, em seu livro60, informava mais alguns detalhes sobre a “Imprensa Industrial”, em Recife:

(...). Seguiu-se a circulação do órgão com a grafia do título reduzida à fonética; Arquivos da Assistência a Psicopatas de Pernambuco; transferido, por sua vez, o trabalho gráfico para a Imprensa Industrial, de I. Nery da Fonseca, situada na rua Visconde de Itaparica (atual do Apolo), 78/82, e o formato alterado para 23 x 14.(...)(…) ARQUIVOS DO INSTITUTO DE PESQUISAS AGRONÔMICAS - Publicou-se o vol. I em março de 1938, com 124 páginas de papelacetinado, formato 24 x 16, confeccionado pela Imprensa Industrial, de I. Nery da Fonseca, na rua do Apolo, 78/82. (…) . 61

A obra era apresentada como um “livro que focaliza em suas páginas, aspectos comoventes da civilização atual e meditações proveitosas que orientam o leitor ao caminho da verdadeira felicidade”. Era dedicado ou ofertado a duas familiares, “as prezadas sobrinhas Iná e Noeli Centeno, e ao nobre cavalheiro Dr. Roberto Suñe”, como “minha oferenda especial”, Recife, março de 1946. Roberto Magalhães Suñe, nascido em 1921, estaria com 25 anos de idade, no ano de 1946.

Abordando temas como espiritismo62, fisiognomia63, astrologia64, hermetismo65, sem dúvida que o Professor Peiruque resgatava muitos desses assuntos num período político brasileiro em que se “respirava” a democracia, após a ditadura do Estado Novo66.

Roberto Magalhães Suñe

O texto de Gilmar de Quadros, sobre Roberto Magalhães Suñe, elucidava um pouco a vida desse “nobre cavalheiro”, citado por Rubens Peiruque, em Bagé, RS:

“DOMINGO(7), Guiomar Brasil e Eduardo Jacintho Salis convidaram-me para ir com eles visitar o amigo Roberto Magalhães Suñe lá na magnífica e tradicional cabanha Peñarol. Em meio a coleção interessante de porcelanas inglesa e francesa, centenas de estribos de prata, obras de arte, um Scliar, premiado na Bienal de São Paulo em 1955, enfeita a sala da lareira, tive o prazer de conhecer a simpática Carolina Helene Suñe Bonfada. Sabem quem é? A filha de Roberto, meus amores! Filha que ele reconheceu recentemente. Nem havia como negar, ela não é só a cara do pai, mais que isso, tem os mesmos trejeitos; é naturalmente, educada, recatada, amável... E os filhos de Carolina?, Lúcio, Héctor e Helene. Somente Héctor estava lá, é atencioso e gentil, além de bonito. Fará cursinho pré-vestibular no Michigan; pretende ser médico-veterinário. Faz muito bem! Voltando ao proprietário da Peñarol, Roberto está muito bem, nem quer sair da estância; a cidade, só para rápidas visitas vez que outra. Bem cuidado, cercado pelo carinho e pela dedicação da filha e dos netos,está feliz,isso é o que, realmente, importa. Ele passa os dias entre as relíquias que trouxe das muitas viagens que fez mundo a fora. Ninguém tem dúvida, é o bajeense que mais viajou, fez três voltas com-ple-tas ao mundo, além de inúmeras viagens à Europa; todas elas renderam-lhe boas recordações que, hoje, preenchem seus dias. Agora, que o surgimento de Carolina fez muita gente cair do cavalo, isso fez!”. 67

Utilizando como fonte Gilmar de Quadros, “colunista social e habitué da Estância Peñarol, cujas minúcias de riqueza descrevia em textos sobre a elite local”, Willian Vieira escreveu o “Obituário68” de Roberto Magalhães Suñe:

ROBERTO MAGALHÃES SUÑE (1921-2008)

Magnata gaúcho dos cavalos crioulos69

Há na fronteira brasileira com o Uruguai, lá em Aceguá (RS), quase Bagé, uma estância de verdes pastos e uma casa recheada de luxos: quadros de Di Cavalcanti, porcelanas inglesas em forma de cuias de chimarrão e centenas de estribos de prata. Um tesouro -mas tão menor que as verdadeiras jóias negras, de crinas escovadas, a comer e dormir em suas baias de luxo, que era da cabanha dos cavalos crioulos que o dono de fato se orgulhava; e mais enquanto viveu Brazão do Junco, o grande campeão. "Apesar de pecuarista, ele tinha um "savoir faire'", diz o colunista social e habitué da Estância Peñarol, cujas minúcias de riqueza descrevia em textos sobre a elite local. Não que Roberto Suñe fosse provinciano. "Nos anos 80 ia a São Paulo comprar obras na Bienal", diz. "E conhecia tudo de Ásia e Europa", diz a filha, que ele reconheceu há poucos anos. "Homem perfeito da sociedade, caía mal não aceitar", diz. E já tinha idade demais para andar sozinho na estância e na vida. Estância que herdou do pai, rico pecuarista de Bagé. Manteve-a no auge por décadas. "Mas, como todo milionário, era excêntrico", diz a filha. "Amava ficar sozinho, viajar. E amava os cavalos." Neles gastava seu dinheiro. "Os competidores chiavam por ele ter os bois mais gordos, os melhores cavalos. Tão rico, não tinha mais o que ganhar." Morreu domingo, de insuficiência renal, aos 87. Mas deixou a fama: era o "magnata do cavalo crioulo"”.70

Em 1943, a Segunda Guerra Mundial

Em 31 de outubro de 194371, Rubens Peiruque estava na cidade de Bagé, na qual passaria alguns dias, conforme noticiado no jornal. O “Professor Peiruque”, como era chamado na época, já havia estado anteriormente na comunidade. Chegava precedido por supostos acertos em suas previsões astrológicas. O globo estava em plena II Guerra Mundial. Era natural que tais visões do futuro estivessem convergentes para o tema do momento. Ao que parecia, já tinha reconhecimento nacional as predições que fazia. Falava sobre a situação dos Estados Unidos; e, especialmente, em na data de março de 1945. De fato, a guerra terminou em 1945. Mais um acerto de Rubens Peiruque?

Antes de chegar a Bagé, Peiruque esteve no Rio de Janeiro, onde fora aperfeiçoar seus estudos em Quirosofia72.

Peiruque falava muito nas rádios, ao que parecia, o que ele chamava de “conferências radiofônicas”. Citava, entre tantas conferências radiofônicas, uma que fez na Rádio Pelotense, no “mês passado”, isto é, setembro de 1943.

Em 1954, Discos Voadores

Rubens Peiruque, em 1954, enaltecia um fato: o avistamento de OVNI, conforme informações da revista O Cruzeiro, publicação orientada para um público que apreciava o gênero “variedades”, de grande tiragem no país73.74.

(…) Eis o que na exposição de "O que são os discos voadores", o repórter da revista carioca "O Cruzeiro", aos 20 de novembro de 1954, verifica à pág. 60 (note-se no trecho abaixo, mais uma vez, o recurso à Sagrada Escritura para interpretar os tempos):

"Todos os grandes profetas da antiguidade, inclusive Nostradamus, assim como certas passagens da Bíblia, falam de uma grande catástrofe denominada "o fim dos tempos", a acontecer no ano de 1999. "Estranhos sinais aparecerão nos céus..." "Do céu virá um grande rei, chefe de um poderoso exército..." "Em outubro de 1999, depois de um eclipse total do Sol, uma grande translação se produzirá de tal modo que julgarão a Terra fora de órbita e abismada em trevas eternas..." "A Terra será despedaçada em grandes aberturas. Será agitada e cambaleará como um embriagado..." Isso tudo quererá dizer que um astro qualquer passará próximo de nós bastante para influenciar sobre a nossa marcha através do espaço? Ou que a inclinação da Terra sobre o próprio eixo se modificará a ponto de ocasionar tal catástrofe, como alguns cientistas predizem e como alguns temem que as explosões atômicas estejam precipitando? Espíritas e videntes modernos confirmam tudo isso com um quase fanatismo. Tenho recebido inúmeras comunicações acerca dos futuros acontecimentos da natureza dos "discos", da vida em outros planetas. Respeito-as, mas como repórter tenho de me ater a fatos. Astrólogos predizem fatos estarrecedores. Um deles, o Professor Rubens Peiruque, previu uma nova onda de "discos" para este ano [1954?75] em que estamos. Coincidência ou não, isso está acontecendo. Ele também afirma que, em 1956, marcianos farão uma invasão pacífica na Terra. Só nos resta esperar."76

Em 1959, a revista O Cruzeiro ainda iria tratar do assunto “discos voadores”, com um tom bem menos jocoso 77.

Deve-se observar que o tom da reportagem sobre “discos voadores” era o “deboche”, sem muitas preocupações com a veracidade dos fatos, bem de acordo com a proposta da revista. Ou seja, ficava “o dito pelo não dito”. Essa “onda de relatos” que Peiruque sugeria era uma característica daquela época: a preocupação com a suposta presença de alienígenas na Terra.

Rodolpho Gauthier Cardoso dos Santos, em tese de mestrado, estudou o tema dos “discos voadores”, especialmente as “ondas de relatos” no Brasil e no mundo, observando o papel da imprensa na divulgação desses fenômenos, algumas vezes como farsa, mas que de uma forma ou de outra sugeriam novas abordagens, seja do ponto de vista psicológico, psiquiátrico, ou sociológico:

“(…) Por isso, nos concentramos no que foi publicado durante as ondas de relatos de discos voadores, que foram momentos em que muitos relatos de observações surgiam num curto espaço de tempo. (…) Durante as ondas, os discos voadores deixavam momentaneamente de ser tratados como curiosidade e passavam a ser discutidos mais seriamente por jornalistas, autoridades científicas e governamentais. Através de referências diversas, do conhecimento das ondas em outros países e de uma pitada de sorte conseguimos identificar quatro grandes ondas de relatos de discos voadores no Brasil. Elas ocorreram nas seguintes épocas: julho de 1947, março de 1950, novembro e dezembro de 1954 e outubro a dezembro de 1957. (…) Ao concentrar nossos esforços na leitura do que foi publicado durante as ondas de casos, a tarefa de buscar agulhas em forma de discos voadores em um palheiro de páginas tornou-se bem menos árdua. (…) Embora essa metodologia tenha funcionado em alguns momentos (onda de 1947), nem sempre foi possível utilizá-la com êxito (onda de 1950), pois é difícil encontrar nos arquivos alguns jornais mais populares. (…) A análise histórica propriamente dita inicia-se apenas em junho de 1947, quando narramos a invenção da expressão “disco voador” e a primeira onda de relatos de fenômenos aéreos não identificados no Brasil. (…) Outro exemplo de que as interpretações seguem as ideias do contexto no qual as pessoas vivem é a onda de observações dos anos de 1896 e 1897 nos Estados Unidos. (…) Para alguns, os casos daquela onda estiveram relacionados a fraudes e erros de interpretação ligados ao planeta Vênus que foram temperados pelo sensacionalismo de alguns jornais. (…) Em 1946 foi a vez da Suécia viver uma onda de relatos de objetos voadores não identificados, que desta vez foram chamados de “foguetes fantasmas”. (…) Não se tem conhecimento, até o momento, de nenhuma grande onda de relatos de objetos voadores estranhos no Brasil que tenha ocorrido antes de julho de 1947. (…) Segundo o pesquisador norte-americano Ted Bloecher, o início da onda de relatos aconteceu em 26 de junho, quando a notícia sobre o caso Arnold alcançou todo país. (…) O incidente em Roswell, Novo México, foi um momento especial da onda de relatos de 1947 nos Estados Unidos. (…) A ONDA DE 1947 NO BRASIL (…) Essa onda de relatos de discos voadores só pode ser compreendida em sua totalidade se tivermos em conta algumas características do jornalismo impresso daquela época. (…) Durante a onda de casos de 1947, houve um momento em que informes vindos de cidades do interior, principalmente do estado de São Paulo, passaram a dominar o noticiário. (…) Onda de nervos com objetivos políticos ou resultados de simples trabalhos de imaginação, à Welles? (…) Essa, aliás, parece ter sido uma característica da onda de 1947 no mundo todo. (…) Uma onda de paranoia e denúncias varreu o país e arruinou a carreira de políticos, funcionários públicos, cientistas, artistas e outros profissionais. (…) A SEGUNDA ONDA BRASILEIRA. (…) Logo nos primeiros dias do mês, começaram a aparecer esparsamente pequenas notas de agências de notícias internacionais a respeito de casos ocorridos no México, país que vivia grande onda. (…) Como se pode notar, alteramos alguns periódicos analisados nessa onda de casos (março de 1950). Na onda de 1947, foram nove diários pesquisados. (…) Naquela onda, foram encontradas 116 notícias nos nove periódicos pesquisados. (…) Como na onda de 1947, manteve-se a tendência de maior veiculação de notícias entre os vespertinos, com destaque para as versões carioca e paulista do jornal A Noite, que novamente foram os jornais que mais publicaram a respeito. (…) O antropólogo Ignacio Cabria notou que nas ondas o “jornalismo e os boatos populares se alimentaram mutuamente produzindo-se uma verdadeira febre”. (…) Segundo Cabria, uma onda de casos bastante similar à brasileira ocorreu entre os dias 22 de março e primeiros dias de abril na Espanha. “A Espanha parece, também, estar tomada da febre dos “discos voadores”” comentou um telegrama da United Press (U.P.) publicado em A Noite, do Rio de Janeiro. (…) Além dela, Berilo Neves, jornalista e escritor de ficção científica, interpretou a onda de discos voadores de 1950 de maneira apocalíptica, incorporando inclusive elementos religiosos. (…) Essa grande frequência, mesmo em épocas em que não estavam acontecendo ondas de observações, nos leva a crer que ao menos parte dos leitores era receptiva ao assunto. (…) Enquanto as idéias de Keyhoe chegavam ao Brasil, os Estados Unidos viviam uma onda de observações de discos voadores sem precedentes. (…) Isso não deixa de ser estranho, já que essa onda em solo norte-americano superou em muito todas as outras. (…) Ao que tudo indica, a ampla publicidade dada ao assunto pela revista O Cruzeiro e pelos acontecimentos norte-americanos não gerou nenhuma onda de observações por aqui. (…) Para se ter uma idéia, na onda brasileira de 1947 foram pelo menos vinte e oito ocorrências. (…) A ORIGEM DAS ONDAS DE RELATOS. (…) No entanto, os discos voadores possuem uma característica que nem todos os assuntos típicos de fait-divers [Fait divers (do francês “fatos diversos”)] têm: as ondas de casos. (…) Essas ondas podem ter alcance regional, nacional ou mundial. Nem sempre uma onda de casos nos Estados Unidos, por exemplo, acontece concomitantemente no resto do mundo e vice-versa. A questão importante mais importante a respeito das ondas é: o que faz com que o número de casos de discos voadores aumente subitamente de tempos em tempos? Há alguma lógica por trás dessas ondas de observações? (…) Essa perspectiva, no entanto, não explica porque aconteceram ondas em países sem armas atômicas como o Brasil. (…) Outra teoria, bastante comum nos anos 1950, postulava que as ondas ocorriam quando Marte estava no seu ponto de maior proximidade com o planeta Terra. (…) Nas últimas décadas, entretanto, poucas ondas de casos coincidiram com as aproximações celestes entre nosso mundo e o planeta vermelho. (…) A hipótese mais tradicional atribui à histeria coletiva as avalanches de casos. Desde a primeira onda de 1947, alguns psicólogos defendem isso. (…) Ele defendeu as ideias do psiquiatra austríaco Otto Billig, que acreditava que as ondas tinham ligação com crises sociais e políticas. (…) As ondas, no entanto, não aconteceriam exatamente durante crises específicas, bem definidas. (…) As ondas surgiriam em épocas de tensão silenciosa, latente, nas quais há mais medo do que pode acontecer do que pelo que está ocorrendo. (…) Segundo o raciocínio de Kottmeyer, episódios de vergonha ou humilhação coletiva podem ter sido os responsáveis pelas ondas ao gerar sentimentos paranoicos coletivos relacionados a visitantes extraterrestres. Ele dá vários exemplos, como o da onda de discos voadores de 1957 nos Estados Unidos ocorrida logo após o lançamento do primeiro satélite soviético. (…) Kottmeyer aplica essas ideias a várias ondas ocorridas em solo ianque. (…) Outra vertente bastante conhecida de explicação das ondas de observações de discos voadores costuma atribuí-las à cobertura dos meios de comunicação. (…) Seu objetivo era criar artificialmente uma onda de relatos a partir da manipulação da mídia. (…) Assim, o projeto Ivan conseguira produzir artificialmente uma onda de relatos de alcance regional. (…) Assim, a onda de observações morreu completamente. “Talvez esta seja a explicação para o final de muitas outras ondas”, comentou Félix Ares de Blas, que liderou o experimento. (…) Quando ocorrem as ondas, os jornais frequentemente tomam uma simples observação como um relato importante. Nesta pesquisa, pudemos comprovar que os meios de comunicação influenciam substancialmente a criação de ondas de casos. Em julho de 1947 e março de 1950, períodos de ampla cobertura da mídia brasileira, encontramos duas ondas com 28 e 30 relatos respectivamente. (…) Entre maio e julho de 1952, por exemplo, houve ampla publicidade do tema devido às fotos da Barra da Tijuca e à onda norte-americana. (…) Assim, a equação “publicidade midiática é igual à onda de casos” nem sempre é verdadeira. (…) Nos Estados Unidos é possível saber com certa exatidão quando ocorreu o início e o final de uma onda de casos. (…) Desse modo, a única maneira de descobrir se uma onda de casos ocorreu aqui nos anos 1950 é através do acompanhamento do interesse da imprensa. Se alguma onda de relatos brasileiros foi ignorada pela mídia nessa época, ela provavelmente permanecerá esquecida, pois tampouco foi registrada pelos nossos militares. Ondas posteriores a 1957 foram registradas pelos ufólogos. (…) Desse modo, Kottmeyer conseguiu demonstrar que algumas vezes a mídia não é responsável pelas ondas de casos de discos voadores. A longa exposição do tema nos jornais pode eventualmente gerar uma onda, mas não obrigatoriamente produz aumento do número de testemunhos. Enfim, embora a mídia tenha tido papel fundamental em muitas ondas de casos de discos voadores e possua, de fato, poder para criá-las sozinha, como mostrou o Projeto Ivan, ela não pode ser responsabilizada exclusivamente pela gênese de todos esses episódios. (…) AONDA DE 1954. (…) Foi, provavelmente, a maior onda de observações da década de 1950 no Brasil. (…) Interessada na grande onda de casos, a imprensa brasileira tornou-se menos crítica e acabou caindo numa brincadeira que correu o mundo. (…) Pouco depois da onda de casos de 1957, ocorreram no Brasil dois episódios que se tornaram bastante famosos na casuística mundial de discos voadores. (…) Apenas em julho e agosto de 1965 ocorreria outra onda de relatos. (…) Em julho de 1947, houve uma grande onda de relatos de discos voadores, inicialmente entre os norte-americanos e em seguida no Brasil. (…) Uma segunda onda de casos ocorreu no Brasil em março de 1950.(...) Embora o país não tenha passado por nenhuma onda de relatos, a revista O Cruzeiro, que possuía um histórico de fraudes, promoveu amplamente fotos de um disco voador tiradas na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. (…) Novas ondas de relatos de discos voadores ocorreram no Brasil em novembro e dezembro de 1954 e outubro a dezembro de 1957. Vimos que embora a mídia tenha tido papel fundamental em algumas ondas, ela não pode ser responsabilizada exclusivamente pela gênese de todos esses episódios. (...)”78

Coincidência ou não, o fato era que a descrição da onda de relatos de 1954, como a “maior onda de observações da década de 1950”, não desmentia totalmente as afirmações astrológicas de Rubens Peiruque sobre o mesmo fenômeno, na mesma época.

Astrologia e Guerra

Um personagem deveras inusitado, Rubens Peiruque ou Professor Peiruque (como gostava de ser denominado, pelo visto), frequentou a cidade de Bagé, nos idos de 1943, com mensagens ainda mais surpreendentes. Ao unir temas como “astrologia” e “guerra”, Peiruque somava-se a outros astrólogos que procuraram intervir nos acontecimentos militares da época79.

Conclusão

A passagem de Rubens Peiruque, na cidade de Bagé, em 1943, revelava personalidade peculiar, adepto que era dos estudos astrológicos e similares. Estudando mais a fundo o movimento astrológico da época, observavam-se outros movimentos vinculados a modo de vida “alternativo” que surpreendia pelo pioneirismo. De certa maneira, Rubens Peiruque resgatava certo conhecimento esotérico, como tradição antiga.

1Mestre em História do Brasil.

2http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasraras/or1292575/or1292575.pdf .

3http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritmo_circadiano .

4http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pseudociências .

5http://pt.wikipedia.org/wiki/Final_da_Segunda_Guerra_Mundial .

6http://pt.wikipedia.org/wiki/Final_da_Segunda_Guerra_Mundial .

7http://definicion.de/solsticio/ . Definición de solsticio - Qué es, Significado y Concepto http://definicion.de/solsticio/#ixzz2JZvS4sgf .

8http://www.astrologie.com.br/Equi_Sols.htm .

9Postado por Sérgio de Vasconcellos [integralista, comerciante de livros usados e escritor inédito] às 4:53 AM . DOMINGO, JULHO 11, 2010. Curiosidade Numerológica. http://integralismo.blogspot.com.br/2010/07/curiosidade-numerologica.html .

10Antonio Carlos S. Harres. “A Astrologia no Brasil”. Petrópolis, sob o trígono de Sol em Gêmeos e Urano em Aquário de maio 1997. http://espacoastrologico.org/astrologia-no-brasil/ . (…) o astrólogo, jornalista, artista plástico e poeta Antonio Carlos Harres, o Bola. (…) Aluno e colaborador de Emma C. de Mascheville, Bola atua como astrólogo desde 1972. Trabalha intensivamente no aconselhamento, no ensino e em conferências de Astrologia no país. http://www.constelar.com.br/letiva/servico/bola.php .

11(…) Na raiz de sua fundação, uma grande história de vida: a de Antônio Olívio Rodrigues, que talvez tenha sido o primeiro astrólogo profissional brasileiro. (…) Em 1917, Antônio Olívio publica o primeiro livro de astrologia na Coleção Ciências Herméticas [...] e um segundo de técnicas. Nessa obra observamos a extensão de seus estudos, por uma série imensa de citações: História Antiga, os árabes, Firmino Materno, Müller Regiomontanus, Paracelso, Kepler, Tycho Brache, Plácido, Tito, William Lilly. Os textos apresentam preocupação teórica e exposição didática. MEMÓRIA DA ASTROLOGIA BRASILEIRA. Antônio Olívio Rodrigues, a história de um precursor. Ana Maria González. Ana Maria González [anagon@uol.com.br]. Astróloga em São Paulo e professora de Literatura, com mestrado em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo. http://www.constelar.com.br/constelar/indices/autores_a.php#anagon .

12http://www.ocultura.org.br/index.php/Antonio_Ol%C3%ADvio_Rodrigues

13Quando foi escrito o artigo.

14Em 1917, cujo autor era Antônio Olívio Rodrigues.

15http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrculo_Esot%C3%A9rico_da_Comunh%C3%A3o_do_Pensamento .

16Muita água rolou desde que o pioneiro Antônio Olívio Rodrigues publicou, em 1917, o primeiro livro de astrologia na Coleção Ciências Herméticas. “A Astrologia Brasileira em livros”. Fernando Fernandes. http://www.constelar.com.br/constelar/174_dezembro12/autores-brasileiros.php . Fernando Fernandes [editor@constelar.com.br]. Jornalista, professor e profissional de RH, Fernando Fernandes já foi também militante do movimento ambientalista, dono de um curso pré-vestibular e diretor teatral. Astrólogo desde os anos 80, é editor de Constelar e diretor da Escola Astroletiva. Atua no Rio de Janeiro e no Paraná. http://www.constelar.com.br/constelar/indices/autores_e.php

17http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Lorenz .

18Maio de 1997.

19http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=1996&Itemid=96 . http://pt.wikipedia.org/wiki/Emma_Costet_de_Mascheville .

20Albert Raymond Costet - Conde de Mascheville. CEDAIOR. Pelo Amado Irmão Sâr Jetro R+C. http://www.hermanubis.com.br/Biografias/BioAlbert%20Raymond%20CostetConde%20de%20MaschevilleCEDAIOR.htm . http://rosacruzes.blogspot.com.br/2009/03/o-martinismo-no-brasil.html . http://www.expectante.org/patriarcas_sevananda.htm .

21Henri SELVA (pseudonym of Arthur Herrmann Vlès). - born June 8, 1861 at 11 pm (23:00) in Baden Baden. Died in July 1944 in Paris. (sources : De Herbais de Thun, 1944 ; and P. Guinard : email received May 9, 2008) . - Jewish born author, a pioneer in rational and statistical research, founder of the short-lived magazine Le Déterminisme Astral (1904-1905). - published an adaptation of Morin de Villefranche, La théorie des déterminations astrologiques (Paris, Bodin [1902]; éd. Traditionnelles, 1976; 1981), and La domification ou construction du thème céleste en astrologie (Paris, Vigot, 1917), which studies several house systems. - his main work remains the Traité théorique et pratique d'astrologie généthliaque (Paris, Chamuel, 1900). "Astral influences" are caused by the integration of suprasensitive forces by the nervous system, in the form of rhythms indicated by light. Selva recommends the calculation of the apparent positions of the planets according to the location in which they are observed (and not their projection on the ecliptic) and rejects fictitious factors (nodes, hypothetical planets...) such as those which do not respond to a significant periodic cycle. - a major influence on Nicola . “French Astrology in the 20th Century” by Patrice Guinard -- translation James Elliot –. http://cura.free.fr/docum/16afr-en.html . http://www.solsticepoint.com/astrologersmemorial/frenchastrologers.html .

22http://www.solsticepoint.com/astrologersmemorial/frenchastrologers.html .

23Jean-Baptiste Morin de Villefranche, latinisé en Morinus, né à Villefranche-sur-Saône (Rhône) le 23 février 1583 et mort à Paris le 6 novembre 1656, est un mathématicien et astrologue français partisan du géocentrisme, qui proposa une méthode astronomique controversée pour la détermination des longitudes en mer. http://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Morin_de_Villefranche .

24Mario Roso de Luna (Logrosán, -Cáceres-, 15 de marzo de 1872 - Madrid, 8 de noviembre de 1931) fue un abogado, teósofo, astrónomo aficionado, periodista, escritor y masón español. http://es.wikipedia.org/wiki/Mario_Roso_de_Luna .

25Gérard Encausse, dit Papus (13 juillet 1865 à La Corogne - 25 octobre 1916 à Paris) est un médecin et occultiste français, cofondateur de l'Ordre Martiniste avec Augustin Chaboseau.http://fr.wikipedia.org/wiki/Papus .

26Paul Sédir de son vrai nom Yvon Le Loup (2 janvier 1871 - 3 février 1926) est un ésotériste et un mystique français, auteur de très nombreux ouvrages sur l'ésotérisme et la mystique chrétienne. http://fr.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9dir

27Alexandre Saint-Yves d'Alveydre. Joseph Alexandre Saint-Yves, né le 26 mars 1842 à Paris et mort le 5 février 1909 à Pau, fut un érudit, poète et écrivain français. http://fr.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Saint-Yves_d%27Alveydre .

28Joséphin Peladan. Le Sâr Mérodack Joséphin Peladan, pseudonyme de Joséphin Peladan1, né à Lyon le 29 mars 1858 et mort à Neuilly-sur-Seine le 27 juin 1918, est un écrivain et occultiste français. http://fr.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9ladan .

29L'Ordre kabbalistique de la Rose-Croix. Fondé en 1888, en France, par Stanislas de Guaita et Joséphin Péladan, l'Ordre kabbalistique de la Rose-Croix a compté, parmi ses membres Papus, Erik Satie (qui composa pour l'ordre les Sonneries de la Rose-Croix) ou Paul Sédir. L'Ordre kabbalistique de la Rose-Croix enseignait la Kabbale et l'occultisme au sein d'une université libre. L'ordre décernait des grades de « bachelier en kabbale », « licencié en kabbale » et « docteur » au cours d'examens écrits et oraux. Selon Jean-Fançois Bayard, le but en était « de mener simultanément une action occulte en vue de préserver la civilisation judéo-chrétienne et une action diffusante au cœur d'un public de profanes mais curieux de sciences occultes ». L'épisode de la guerre « occulte » de ces rosicruciens avec le moine défroqué Joseph-Antoine Boullan, mage noir réputé et exorciste, a alimenté les chroniques mondaines de l'époque et fut l'occasion de proclamations et d'anathèmes jetés par journaux interposés64. Prétextant un refus de la magie opérative, Péladan se sépare du groupe en 1891 pour fonder l'Ordre de la Rose-Croix catholique et esthétique du Temple et du Graal. Cet ordre sera à l'origine des « Salons de la Rose-Croix » qui connurent une grande fréquentation65. Entre mai 1890 et mars 1893 éclata « la guerre des deux roses ». Il s'agit de l'opposition entre Stanislas de Guaita, fondateur de l'Ordre kabbalistique de la Rose-Croix, et de son ancien ami Joséphin Péladan, fondateur de l'Ordre de la Rose+Croix Catholique du Temple et du Graal. De 1920 à 1942 Pierre Piobb réserve son enseignement à un petit nombre d'élus mais refuse de fonder un ordre. http://fr.wikipedia.org/wiki/Rose-Croix .

30Le martinisme, courant de pensée se référant principalement à Louis-Claude de Saint-Martin ainsi qu'à Martines de Pasqually et Jean-Baptiste Willermoz a donné naissance à plusieurs ordres martinistes, dont le plus ancien fut fondé par Papus en 1891. http://fr.wikipedia.org/wiki/Ordre_martiniste .

31“The Austrian piano-teacher Ida Hofmann (died 1926) and Henri Oedenkoven lived in an 'open' relationship (Oedenkoven's wife Isabella soon rose to the VII°), they were the founders and chief financial partners in the vegetarian colony of Monte Verità, the 'Mountain of Truth' in the Swiss canton of Ticino (Italian speaking part). Frau Hofmann brought Theodor Reuss to Monte Verità in January of 1916, where he henceforward concentrated his activities, and founded the 'Verita Mistica' (VM) lodge of the O.T.O. Frau Hofmann was the authoress of such works as "A Contribution to the Female Question", "The Importance of True Theosophy", (this latter in Italian) and compiled some "Notes Towards the Promotion of the Vegetarian Lifestyle" [Further reading in Harald Szeemann: "Monte Verità", Milan 1978; Martin Green: "Mountain of Truth", New England 1986; Robert Landmann: "Ascona Monte Verità", Frankfurt 1971; "Antología di Cronaca del Monte Verità", Locarno 1992.]”. Ordo Templi Orientis. Veritas Mystica Maxima . Consider other O.T.O.groups non existent; by Peter-R. Koenig. http://www.parareligion.ch/consider.htm . “Reuss pediu que sua secretária, "J. Adderley" (Isabel Adderley Oedenkoven), enviasse uma cópia do anúncio, juntamente com uma cópia do Manifesto da M.·.M.·.M.·. de Crowley à Grande Loja Unida da Inglaterra, na esperança de que a Grande Loja enviasse representantes. Isto não ocorreu, mas Willian Hammond, o Bibliotecário da Grande Loja, escreveu a Reuss após o congresso e pediu mais informações”. Este texto é uma tradução do original de Frater Sabazius X°, que se encontra no site da Grande Loja dos EEUU. http://www.otobr.com/oto.php .

32 “O belga Henry Oedenkoven casou-se com a inglesa Isabel. Do casamento nasceram Silvia, Verus e Justus. No final da década de 1920, o casal e seus filhos chegaram em Catalão. A princípio, Henry adquiriu uma propriedade na zona rural onde pretendia fundar uma colônia naturista, todavia, em virtude das características da sociedade da época, o projeto não pode ser levado à cabo. A família, então, passou a explorar a terra. Verus, com 92 anos, mora em Catalão, na Rua Leopoldo de Bulhões, próximo à Pizzaria da Gula. Justus, aposentado pela Machine Cottons, mora em São Paulo e conta 80 e tantos anos. Silvia, que foi funcionária de carreira da Embaixada do Brasil em Bruxelas, hoje com 95 anos, mora na Bélgica. Henry, segundo informçaões de sua bisneta Débora, faleceu de choque anafilático, em São Paulo, por ocasião de uma cirurgia nas vias aéreas superiores. A fotografia abaixo mostra a sede da propriedade rural da família Oedenkoven”. Postado por sylvim netto às 08:27. terça-feira, 21 de setembro de 2010. “Os Oedenkoven”. http://nossocatalao.blogspot.com.br/2010/09/os-oedekoven.html . http://nossocatalao.blogspot.com.br/2010_09_01_archive.html .

33“Ida Hoffmann e Henri Oedenkoven: do Avante-Garde Anarquista aos Círculos Ocultistas” . http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=287&Itemid=96 .

34Il Monte Verità, il cui nome originale è monte Monascia, è una collina sopra Ascona nel Canton Ticino, Svizzera. Ha assunto il nome Monte Verità nei primi decenni del XX secolo quando è stata fondata una comunità eterogenea di utopisti/vegetariani/naturisti/teosofi considerata, oggi, un'antesignana del movimento alternativo. (…) Nel 1899 Henri Oedenkoven, un olandese originario di Anversa [ Antwerpen in olandese, Anvers in francese, Antwerp in inglese, Amberes in spagnolo, Antuérpia in portoghese; http://it.wikipedia.org/wiki/Anversa ] figlio di industriali milionari, frequentatore della colonia di Arnold Rikli nelle adiacenze di Monaco, decide con altri compagni (Ida Hofmann (insegnante di pianoforte del Montenegro), Karl Gräser (ufficiale dell'armata austriaca) con il fratello Gustavo, Lotte Hattemer (berlinese) e altri), di cercare un posto più a sud per fondare uno stabilimento vegetariano nudista. L'idea era di vivere in modo meno artificioso e più sano fisicamente e moralmente. Oedenkoven assicurò che avrebbe messo a disposizione i fondi per necessari alla realizzazione del progetto e gli interessati si mossero per cercare il luogo ideale a piedi, adattandosi già al nuovo stile di vita. Questi furono trovati nella regione di Ascona e vennero acquistati nel 1900. Qui vennero proposti soggiorni a quanti volevano cambiare stile di vita con un'attenzione terapeutica rivolta al benessere del corpo e dello spirito. Gli ospiti si vestivano con una sorta di camicioni, o sai, spesso portavano i capelli lunghi e non curati (vedere anche la voce Balabiótt). Predicavano la vita a contatto con la natura e spesso praticavano le loro attività, tra cui la coltivazione dell'orto, in tenuta adamica. Costruivano anche semplici ed essenziali casette di legno "aria e luce". Il regime alimentare era strettamente vegetariano. Avevano un culto della vita rurale e primitiva che consideravano come una rivolta anti-industriale, libera dalle convenzioni; una forma di religiosità naturistica. La colonia è visitata da numerose personalità di fama internazionale, ed alcune risedettero anche per un certo periodo: Carl Gustav Jung, Karoly Kerényi, Erich Maria Remarque, Hermann Hesse, Filippo Franzoni, Marianne Werefkin, Alexej Jawlensky. Nel 1920 Ida Hofmann e il compagno Henri Oedenkoven emigrano in Brasile per rifondare una nuova colonia. Di loro non si saprà più nulla. http://it.wikipedia.org/wiki/Monte_Verit%C3%A0 . “(...) Anarchist physician Raphael Friedeberg moved to Ascona in 1904, attracting many other anarchists to the area. Artists and other famous people attracted to this hill included Hermann Hesse, Carl Jung, Erich Maria Remarque, Hugo Ball, Else Lasker-Schüler, Stefan George, Isadora Duncan, Carl Eugen Keel, Paul Klee, Carlo Mense, Arnold Ehret, Rudolf Steiner, Mary Wigman, Max Picard, Ernst Toller, Henry van de Velde, Fanny zu Reventlow, Rudolf Laban, Frieda and Else von Richthofen, Otto Gross, Erich Mühsam, Karl Wilhelm Diefenbach, Walter Segal, Max Weber Gustav Stresemann and Gustav Nagel. (…)”. http://en.wikipedia.org/wiki/Monte_Verit%C3%A0 . http://de.wikipedia.org/wiki/Monte_Verit%C3%A0 . http://www.emmet.de/hb_veri.htm . http://pimentanegra.blogspot.com.br/2005/08/monte-da-verdade-monte-verit-ticino.html . http://www.jornada.unam.mx/2001/03/25/sem-monte.html . http://www.fileane.com/espagnol/monta_verita_espanol.htm .

35http://de.wikipedia.org/wiki/Fidus .

36http://fr.wikipedia.org/wiki/Auguste_Rodin .

37http://de.wikipedia.org/wiki/Rainer_Maria_Rilke .

38http://en.wikipedia.org/wiki/Isadora_Duncan .

39https://ru.wikipedia.org/wiki/Троцкий,_Лев_Давидович .

40http://de.wikipedia.org/wiki/Hermann_Hesse .

41http://sv.wikipedia.org/wiki/Folke_Bernadotte .

42http://www.constelar.com.br/revista/edicao41/danton1.htm . .http://www.constelar.com.br/revista/edicao41/danton2.htm .

43http://fr.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Barbault

44http://fr.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Volguine .

45“Jean HIÉROZ (Jean Rozieres), el destacado astrólogo e ingeniero naval francés ya desaparecido, publicó una traducción del latín al francés de la autobiografía astrológica de MORIN con el título de "Ma vie devant les astres" (Ed. Cahiers Astrologiques, Nice, 1943). En realidad se trata de un extracto de la "Astrologia Gallica" que vale la pena consultar. Una traducción castellana fue publicada por la revista española Mercurio-3. El estudio de la obra de Hiéroz (de la que hemos tomado valiosos datos para la presente publicación) resultará valiosísimo para todos los astrólogos. No está demás recordar que en la desaparecida revista Astrología se publicó en su Nro. 28 una corta noticia biográfica sobre MORIN y que la misma publicación dedicó los Nros. especiales 43 (redactado por Francisco Aguilar) y 68 (obra del presente autor) a la Teoría de las Determinaciones Astrológicas. Queremos hoy ofrecer algo más profundo y completo incluyendo - además de lo mejor de ese material - algunos datos biográficos adicionales, una síntesis introductoria a la Teoría de las Determinaciones, como también la traducción revisada de los aforismos de MORIN relativos a la interpretación de temas natales y de revoluciones, direcciones, tránsitos y otros temas, todo ello material de inapreciable valor para los astrólogos. Tambien incluyo sus invalorables Reglas de Astrología Electiva junto con algunos ejemplos que estimé podrían resultar de interés para los lectores. Estos aforismos han sido traducidos de la estupenda obras de J. HIÉROZ "La Astrologie selon MORIN DE VILLEFRANCHE, quelques autres et moi - même", (Omnium Litteraire, Paris, 1962) que confiemos vea pronto la luz en edición castellana, lo mismo que el clásico tratado de SELVA "La Théorie des Déterminations de Morin de Villefranche" (Ed. Traditionnelless, Paris, 1976, otra fuente muy valiosa que aquí hemos usado como fuente de información. HIÉROZ complementa su obra mencionada en su segundo volumen "L'Astrologie Mondiale et Météorologique de Morin de Villefranche", Ed. Leymarie, Paris, 1946”. JEAN BAPTISTE MORIN DE VILLEFRANCHE (1583-1656) - UNA SINTESIS DE SU VIDA Y DE SU OBRA ASTROLOGICA INCLUYENDO LA RECTIFICACION DE SU TEMA NATAL; por el Dr. Spicasc (Dr. Carlos Raitzin). http://delaferriereferriz3.tripod.com/MorinVillefranche1.htm . http://www.forumonastrology.com/foa/morin-life-1.html . “Maar uiteindelijk wordt er dan toch recht gedaan aan alle inspanningen van Morin, maar het heeft bijna 240 jaar geduurd voordat het zover was. De Franse astroloog Henri Selva (pseudoniem van A. Vlès, 1861-1952) publiceert in 1902 een boek7, gebaseerd op Morin's determinaties. Dan duurt het tot 1941, het jaar waarin Jean Hieroz (pseudoniem van Jean Rozieres, 1889 - ?) een handleiding publiceert over de Morin-methode van horoskoopinterpretatie. Wat later in hetzelfde jaar komt de tweede gedeelte uit van Boek-26 over uurhoekastrologie en electies. In 1943 wordt het beroemde boek "Ma Vie devant les Astres"8 uitgegeven door Hieroz en dit boek is in feite een groot extract uit de Astrologia Gallica met voornamelijk autobiografische tekst van Morin. Een Spaanse vertaling van dit boek werd later gepubliceerd in het Spaanse tijdschrift Mercurio-3. In het jaar 1946 publiceert Hieroz een Franse vertaling van Boek-259 over mundane astrologie. In het jaar 1962 volgt dan van Hieroz nog een boek met voorbeelden en aforismen10”. Johan Ligteneigen . Jean-Baptiste Morin (1583 – 1656). http://home.kpn.nl/ligteneigen3/auteurs/morin/morin1.html .

46Em 1945, Baptista de Oliveira publicou Astrologia Racional e Científica, pela editora Minerva,

47https://www.viastral.com.br/materia/comentarios-sobre-a-astrologia-no-brasil/ .

48Don Néroman é o pseudônimo do astrólogo francês Maurice [Pierre] Rougié, engenheiro de minas, que fundou o Collège Astrologique de France em 1933. http://www.constelar.com.br/constelar/111_setembro07/lilith1.php . http://en.wikipedia.org/wiki/Don_Neroman . http://fr.wikipedia.org/wiki/Dom_N%C3%A9roman .

49Demétrio de Toledo, no livro O Número Sagrado, Edições Sombra e Luz, Typografia Baptista de Souza, Rio de Janeiro [sem data], publica esses graus de Fludd. Raul V. Martinez. RASTREANDO A HISTÓRIA DE UMA TÉCNICA. Monômeros ou Graus Simbólicos. http://www.constelar.com.br/revista/edicao01/monomeros1.htm .

50Woodrow Wilson da Matta e Silva. http://pt.wikipedia.org/wiki/W._W._da_Matta_e_Silva .

51Antonio Carlos S. Harres. “A Astrologia no Brasil”. Petrópolis, sob o trígono de Sol em Gêmeos e Urano em Aquário de maio 1997. http://espacoastrologico.org/astrologia-no-brasil/ . (…) o astrólogo, jornalista, artista plástico e poeta Antonio Carlos Harres, o Bola. (…) Aluno e colaborador de Emma C. de Mascheville, Bola atua como astrólogo desde 1972. Trabalha intensivamente no aconselhamento, no ensino e em conferências de Astrologia no país. http://www.constelar.com.br/letiva/servico/bola.php .

52História no Céu Austral. atualizado em 27/01/10 . Capítulo do livro “Astrologia no Brasil” – Os Caminhos da História no Céu Austral. Marilha Maneschy Suzuki. http://cnastrologia.org.br/site/blog/2010/01/27/historia-no-ceu-austral/ . Programa Astrológico. O lançamento do livro "Astrologia no Brasil - Os Caminhos da História no Céu Austral", da astróloga niteroiense Marilha Maneschy Suzuki será nesta terça-feira (5/6), a partir das 18 horas, no Solar do Jambeiro, na rua Presidente Domiciano, nº 195, Ingá - em Niterói. Quem comparecer vai assistir a uma palestra do astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, um dos mais respeitados cientistas brasileiros da atualidade, sobre o tema "Kepler, o Astrólogo Astrônomo" - e a difícil convivência entre as duas ciências ao longo dos séculos. Marilha Maneschy Suzuki, amiga de Mourão, relata no livro a trajetória da Astrologia no Brasil desde abril de 1.500 quando Mestre João Faras, integrante da esquadra de Pedro Álvares Cabral, escreveu ao rei Don Manuel de Portugal, descrevendo a posição dos astros no céu do Brasil. Terça-feira, 29 de maio de 2007. Postado por Jorge Serrão, as 10:22:00 h. http://www.alertatotal.net/2007_05_01_archive.html . MARILHA MANESCHY SUZUKI (...). http://sinarj.com.br/website/quem-somos/assembleias/ata-da-99ª-assembleia-geral-do-24042008/

53http://pt.wikipedia.org/wiki/Jota_Silvestre .

54História no Céu Austral. atualizado em 27/01/10 . Capítulo do livro “Astrologia no Brasil” – Os Caminhos da História no Céu Austral. Marilha Maneschy Suzuki. http://cnastrologia.org.br/site/blog/2010/01/27/historia-no-ceu-austral/ . Programa Astrológico. O lançamento do livro "Astrologia no Brasil - Os Caminhos da História no Céu Austral", da astróloga niteroiense Marilha Maneschy Suzuki será nesta terça-feira (5/6), a partir das 18 horas, no Solar do Jambeiro, na rua Presidente Domiciano, nº 195, Ingá - em Niterói. Quem comparecer vai assistir a uma palestra do astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, um dos mais respeitados cientistas brasileiros da atualidade, sobre o tema "Kepler, o Astrólogo Astrônomo" - e a difícil convivência entre as duas ciências ao longo dos séculos. Marilha Maneschy Suzuki, amiga de Mourão, relata no livro a trajetória da Astrologia no Brasil desde abril de 1.500 quando Mestre João Faras, integrante da esquadra de Pedro Álvares Cabral, escreveu ao rei Don Manuel de Portugal, descrevendo a posição dos astros no céu do Brasil. Terça-feira, 29 de maio de 2007. Postado por Jorge Serrão, as 10:22:00 h. http://www.alertatotal.net/2007_05_01_archive.html . MARILHA MANESCHY SUZUKI (...). http://sinarj.com.br/website/quem-somos/assembleias/ata-da-99ª-assembleia-geral-do-24042008/

55Manoel Caboclo nasceu em Belo Jardim, Pernambuco, no dia 2 de janeiro de 1926, filho de João Caboclo da Silva e Rita Zeferino de Atayde. REINALDO FORTE CARVALHO. “CORDEL, ALMANAQUES E HORÓSCOPOS”: E(ru)dição dos folhetos populares em Juazeiro do Norte-CE. (1940 – 1960). Dissertação submetida à Coordenação do Programa de Pós-Graduação em História e Culturas da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História. Orientador: Prof. Dr. José Olivenor Souza Chaves. FORTALEZA, 2008. http://www.uece.br/mahis/index.php/.../doc.../26-reinaldo-forte-carvalho .

56CARVALHO. Apud CABOCLO. Op Cit, 1996, p. 33. CARVALHO, Gilmar de. “Introdução”. In: SILVA, Manoel Caboclo e, 1916-1996. Manoel Caboclo. São Paulo: Hedra, 2000, p. 18. (Biblioteca de Cordel). SILVA, Manoel Caboclo e, 1916-1996. Manoel Caboclo. Introdução de Gilmar Carvalho. São Paulo: Hedra, 2000 (Biblioteca de Cordel). REINALDO FORTE CARVALHO. “CORDEL, ALMANAQUES E HORÓSCOPOS”: E(ru)dição dos folhetos populares em Juazeiro do Norte-CE. (1940 – 1960). Dissertação submetida à Coordenação do Programa de Pós-Graduação em História e Culturas da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História. Orientador: Prof. Dr. José Olivenor Souza Chaves. FORTALEZA, 2008. http://www.uece.br/mahis/index.php/.../doc.../26-reinaldo-forte-carvalho .

57REINALDO FORTE CARVALHO. “CORDEL, ALMANAQUES E HORÓSCOPOS”: E(ru)dição dos folhetos populares em Juazeiro do Norte-CE. (1940 – 1960). Dissertação submetida à Coordenação do Programa de Pós-Graduação em História e Culturas da Universidade Estadual do Ceará – UECE. Como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em História. Orientador: Prof. Dr. José Olivenor Souza Chaves. FORTALEZA, 2008. http://www.uece.br/mahis/index.php/.../doc.../26-reinaldo-forte-carvalho .

58 LUIZ DO NASCIMENTO. Da Imprensa de Pernambuco. História da Imprensa de Pernambuco. (1821-1954). Volume VI. Periódicos do Recife (1876-1900). Universidade Federal de Pernambuco. Universitária, Recife, 1972. http://www.fundaj.gov.br/geral/200anosdaimprensa/historia_da_imprensa_v06.pdf . http://www.fundaj.gov.br/geral/200anosdaimprensa/historia_da_imprensa_v07.pdf . http://vrbs.org/old/bibliografia.htm . http://www.ghtc.usp.br/server/Lusodat/htc/07/htc07983.htm .

59 http://www.ihgp.net/catalogo_3i.htm .

60“Com este volume, no qual se acham estudadas publicações, entre periódicos e anuários, aproximam-se do fim o empreendimento da História da Imprensa de Pernambuco no setor do Recife. Fica faltando o livro que abrangerá 1941-1954, seguindo-se depois a série Imprensa do Interior, em quatro volumes. Observe-se que não mudou, entre 1931 e 1940, a essência do material jornalístico. Foi um período fértil em órgãos especializados, sobretudo do gênero acadêmico. Publicaram-se então, mais revistas, das diferentes modalidades, do que em qualquer outro decênio, num total de 134, ao que se lhe juntaram 27 livros de sortes, além de anais, arquivos e boletins. Dos 386 órgãos mencionados, o ano mais prolífero foi 1934 e o mais pobre 1940, não passando este de 18 ao passo que aquele atingiu 62. Para colher os dados bibliográficos contidos neste volume, igualmente aos demais, não me restringi, apenas, aos acervos das bibliotecas da capital pernambucanas, a destacar a nossa Benemérita Biblioteca Pública do Estado. Tornou-se preciso visitar muitas outras, nos mais variados pontos do país, sem falar nos arquivos particulares, nas estantes e gavetas de velhos amadores da letra de forma. Figuram aí nomes de periodistas que ainda vivem. De numerosos, todavia, restam, unicamente, descendentes, uns e outros talvez interessados no levantamento do precioso material arrumado nestas páginas. Para tanto fazer, quanto esforço! Quanto suor!”. (…) “Versão eletrônica dos originais inéditos digitalizada e revisada pela Diretoria de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco em dezembro de 2008. As lacunas textuais deste volume apenas repetem as já existentes nos próprios originais datilografados do autor e decorrem, provavelmente, de danos provocados à residência de Luiz do Nascimento pelas várias enchentes do Rio Capibaribe no Recife durante a década de 1970. Apesar das gestões institucionais para saná-las, não foi possível recuperar a íntegra do texto, o que, no entanto, representa um prejuízo mínimo se comparado à extensão e à abrangência da obra. No que toca aos índices elaborados pela Fundação Joaquim Nabuco, respeitando-se a indexação original do próprio autor, foram conservados os títulos por ele pesquisados, mas, naturalmente, sem a correspondente indicação de página”. http://www.fundaj.gov.br/geral/200anosdaimprensa/historia_da_imprensa_v09.pdf .

61Luís do Nascimento. HISTÓRIA DA IMPRENSA DE PERNAMBUCO (1821-1954). V. 9: PERIÓDICOS DO RECIFE – 1931-1940. http://www.fundaj.gov.br/geral/200anosdaimprensa/historia_da_imprensa_v09.pdf .

62http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_esp%C3%ADrita .

63http://fr.wikipedia.org/wiki/Physiognomonie .

64http://fr.wikipedia.org/wiki/Astrologie .

65http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_herméticas .

66http://pt.wikipedia.org/wiki/Get%C3%BAlio_Vargas .

67Gilmar de Quadros. SOCIAL. [21H:48MIN] 19/01/2007 – SOCIEDADE. Gente que Brilha. http://www.jornalminuano.com.br/noticia.php?id=12659&data=&volta= .

68http://pt.wikipedia.org/wiki/Obitu%C3%A1rio .

69WILLIAN VIEIRA. DA REPORTAGEM LOCAL. obituario@folhasp.com.br . http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3108200808.htm .

70WILLIAN VIEIRA. DA REPORTAGEM LOCAL. obituario@folhasp.com.br . http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3108200808.htm .

71Correio do Sul, Bagé, Ano XXIX, nº 8687, diretor proprietário: Ney Azambuja; Domingo.

72A Quirologia é a ciência que estuda as mãos. Ela tem várias ramificações. A Quiromancia faz previsões através do estudo das linhas e dos sinais das mãos. Já a Quirognomonia estuda o formato dos dedos e dos montes. Por esse ramo é possível determinar a personalidade e o caráter da pessoa. A Quirologia divide-se ainda em Quirosofia, que leva em conta o contexto filosófico e em Quirometria, que permite calcular a data das previsões. Um bom quirólogo tem que saber todas essas magias. Maria Helena Farelli. http://www.youblisher.com/files/publications/60/358418/pdf.pdf .

73 Marialva Barbosa. “O Cruzeiro: uma revista síntese de uma época da história da imprensa brasileira”. mcb1@terra.com.br . http://www.uff.br/mestcii/marial6.htm . http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Cruzeiro_(revista) .

74http://pt.wikipedia.org/wiki/Objeto_voador_n%C3%A3o_identificado .

75http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=yrMNfmIccTE . Em julho de 1954, um depoimento sobre discos voadores no Brasil?

76http://anjosdeadoracao.blogspot.com.br/2011/10/serie-quando-se-darao-essas-coisas.html .

77O Cruzeiro - 31 de outubro de 1959. Revelado o Segredo da Barra da Tijuca. Reportagem de JOÃO MARTINS. http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/ .

78 Rodolpho Gauthier Cardoso dos Santos. A invenção dos discos voadores : Guerra Fria, imprensa e ciencia no Brasil (1947-1958). Área de concentração: Historia Cultural. Titulação: Mestre em Historia. Banca: Eliane Moura da Silva [Orientador]; Cristina Meneguello; Iara Lis Franco Schiavinatto. Resumo: Este trabalho analisa a história das ideias relacionadas aos discos voadores, expressão utilizada para se referir a objetos e fenômenos aéreos não identificados no final dos anos 1940 e na década de 1950. Ao longo do texto, acompanhamos as mutações sofridas por esse conceito e sua cristalização num complexo sistema simbólico relacionado à noção de visitantes extraterrestres. Observamos especialmente as particularidades desse processo no Brasil entre os anos de 1947 e 1958. As principais fontes lidas foram produzidas pela imprensa. Através desse material, examinamos também o comportamento da própria imprensa, da comunidade científica nacional e de outros atores da sociedade brasileira no debate público a respeito do assunto. Desse modo, reconstituímos parcialmente lutas e tensões a respeito dos significados atribuídos aos discos voadores naquela época. Data de Publicação: 2009 . Local de Publicação: Campinas, SP . Orientador: Eliane Moura da Silva . Instituição: Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas . Nível: Dissertação (mestrado) . UNICAMP: Programa de Pós Graduação em História. http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000469452&fd=y .

79http://www.alunosonline.com.br/historia/um-astrologo-contra-hitler.html . http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/hitler-sua-astrologia-guerra-436012.shtml . http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Ernst_Krafft . http://de.wikipedia.org/wiki/Karl_Ernst_Krafft . http://de.wikipedia.org/wiki/Louis_de_Wohl . http://en.wikipedia.org/wiki/Louis_de_Wohl . http://www.astroanedotario.com.br/guido-bonatti-o-astrologo-da-guerra/ . http://www.astrologia.org.br/Blog/Astrologia-na-Segunda-Guerra-Mundial . http://maparadical.wordpress.com/2011/11/05/a-astrologia-e-a-segunda-guerra-mundial/ . http://www.abc.es/20120417/archivo/abci-louis-wohl-astrologia-guerra-201204161133.html .